A Cidade da Bicicleta não precisa da Shell, precisa de você!

22nd may 2012 protests at shell AGM at barbican

A Cidade da Bicicleta recebeu da Shell uma oferta de apoio para a nossa campanha de financiamento coletivo na última terça-feira. A Shell se ofereceu para ajudar na divulgação de nossa campanha através de “banners de divulgação” que seriam veiculados através dos canais de mídia da Shell (redes sociais e site institucional). Em troca teríamos que ceder nossas fotos e vídeos para a Shell utilizar em um novo vídeo institucional da campanha #váatéofim. Mas nós não queremos nos aliar à Shell e a tudo de ruim que ela representa, nós queremos que nossa projeto seja concretizado com a sua ajuda!

Apoie nosso projeto de financiamento coletivo!

Segundo a Shell nosso projeto foi selecionado porque estaria entre as iniciativas que “se alinham com os valores da marca”. Abaixo nossa carta em resposta à oferta da Shell:

    

Shell, não te queremos!

Shell, não queremos o seu “apoio” pois o mundo com qual sonhamos é o oposto do mundo que vocês vêm construindo há mais de um século. Vocês perpetuam o mundo de devastação ambiental e injustiças sociais contra o qual nós lutamos.

Nossa iniciativa não se alinha em nada com os valores da Shell, muito pelo contrário, as nossas duas visões de mundo são antagônicas. Enquanto a Shell existe para dar lucro aos seus acionistas à custa de degradação ambiental, a Cidade da Bicicleta existe para compartilhar conhecimentos e recursos de forma livre, sem exigência de pagamento, fomentando a autonomia dos indivíduos, com o objetivo de promover um meio de transporte de baixíssimo impacto ambiental.

A Shell não quer apoiar a Cidade da Bicicleta, a Shell quer se promover às custas da Cidade da Bicicleta. A Shell não quer que as pessoas deixem seus carros em casa e passem a usar a bicicleta e o transporte público, pois sua existência depende do consumo cada vez maior de combustíveis fósseis. A Shell não quer mudanças significativas na sociedade, justiça ambiental e social, ela quer que as coisas continuem como estão, desde que o lucro de seus acionistas esteja garantido. A Shell quer se aproveitar da nossa imagem para continuar explorando petróleo, sem ao menos tirar um mísero tostão do seu bolso para apoiar verdadeiramente a Cidade da Bicicleta e outros projetos. Uma empresa bilionária como a Shell oferecer “banners de divulgação” em seus perfis nas redes sociais e no site institucional como apoio a um projeto no qual diz acreditar chega a ser ofensivo. É uma tentativa medíocre de comprar nossa integridade com migalhas que ela ia jogar fora de qualquer jeito.

A Shell tenta através da campanha #váateofim vincular-se aos desejos e anseios dos jovens associando-se a projetos de iniciativa popular que visam o bem coletivo, como é o caso da Cidade da Bicicleta. E ainda querem fazer isso apenas oferecendo publicidade a esses projetos – publicidade da qual eles também se beneficiam, é claro. Na verdade a Shell só quer é poder associar sua imagem a estas iniciativas, para passar uma falsa imagem positiva. Se a Shell realmente estivesse preocupada em fazer deste mundo um lugar melhor, poderia começar diminuindo a sua produção de petróleo e incentivar a economia dos recursos naturais, a autonomia energética através de fontes renováveis, cessaria a exploração em locais onde ameaça a pouca natureza intocada que nos resta – como no Ártico, tentaria reparar a degradação ambiental e as injustiças que impôs ao povo Ogoni, da Nigéria, extinguiria práticas ambientalmente nocivas como o “fracking”, incentivaria a redução do consumo de combustíveis e o uso inteligente dos recursos naturais. Se os valores da Shell realmente estão alinhados com os nossos, então eles deveriam abrir mão do lucro em prol do bem coletivo.

Shell, não queremos o seu dinheiro sujo de fuligem, petróleo e sangue. Queremos que nosso projeto seja financiado por pessoas que realmente acreditam no que acreditamos: em um mundo solidário, igualitário, justo e ambientalmente sustentável. Se a Shell realmente acredita nisso e quer apoiar a Cidade da Bicicleta, pode fazer uma doação, inclusive anônima (porque quem acredita não quer nada em troca), para a nossa campanha de financiamento coletivo, como qualquer outra pessoa ou empresa, e a Shell precisa, antes de tudo, refletir esses valores nas suas práticas diárias.

Para saber mais sobre a Shell visite:

Confira na íntegra a carta enviada em nome da Shell à Cidade da Bicicleta:

Olá , tudo bem?

Meu nome é Bruna, estou intermediando um diálogo entre a agência de publicidade J.Walter Thompson – em atendimento a empresa a Shell – e projetos que estão na plataforma Catarse.

A Shell está buscando apoiar e incentivar pessoas e projetos que dão movimento ao mundo, tirando as ideias do papel e fazendo acontecer, iniciativas que se alinham com os valores da marca.

Após um estudo dos projetos no Catarse, alguns foram pré-selecionados por ter o potencial transformador, multiplicador e inspirador e *Cidade da Bicicleta** é um deles.

A proposta de apoio é, a partir de imagens dos próprios projetos, criar banners de divulgação dos mesmos e incentivar as pessoas a contribuírem. As peças publicitárias serão veiculadas nos canais de mídia da Shell (Facebook, Youtube, site instituciona)l e outras mídias pagas – que estão em negociação.

Todos os textos de divulgação serão acompanhados pelo endereço da página do *Cidade da Bicicleta* no Catarse e a hashtag #váatéofim. Após os projetos apoiados serem 100% financiados, uma nova versão do filme institucional da Shell será criada ( https://www.youtube.com/watch?v=PsCvWP6LgiY ) com o mesmo texto porém com imagens do projetos que estão saindo do papel. Essa nova versão, para internet, será interativa: ao clicar em uma determinada cena, o usuário continua assistindo ao filme seguindo o ponto de vista do personagem em questão.

Em contrapartida, para veicular as peças, a agência precisa receber os materiais de divulgação (foto, vídeo, apresentações, etc) e um termo de cessão de imagem e nome (termo a ser enviado – *está em validação com o jurídico)

Segue anexa a apresentação com alguns detalhes da proposta. (aberta a futuras alterações)

Fica aqui o convite para construirmos essa parceria e, como é um projeto em desenvolvimento, estamos abertos para aprofundar a conversa.

Se você topar, iremos criar as peças e começar a veiculação o mais rápido possível. O ideal é termos um retorno até o final dessa semana

Qualquer dúvida estou a disposição no telefone

Obrigada,

Apresentação Shell – Catarse.pdf

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“A EPTC mandou desviar o trânsito dos carros por cima da ciclovia”

A frase acima foi dita por dois funcionários da obra que estavam ontem às 21h na Av. Guaíba, no bairro Ipanema aqui em Porto Alegre, e confirmada pelo atendente no posto da brigada na rua Dea Coufal.

Ontem quando voltava do trabalho na Zona Sul, me deparei com o absurdo, o trânsito de carros por cima em uma quadra, nenhuma sinalização para o ciclista, apenas um cone á muitos metros de onde estava a obra, que servia apenas para os carros que ainda estivessem em cima da ciclovia, saíssem dela, coloquei o cone mais próximo a obra. E após passar a obra, foi que confirmei o absurdo. Já tinha lido uma matéria, pela manhã, sobre um ciclista que havia se deitado na ciclovia.

Neste momento a obra está ocupando exatamente uma quadra, e existe a possibilidade de os carros entrarem na rua a esquerda, imediatamente antes da obra, e sair novamente na Av. Guaíba uma quadra depois, havendo nessa quadra apenas um bar bem na esquina e uma casa, bastaria uma placa de trânsito local para resolver o problema. Havia uma enorme placa com uma seta piscando, indicando a entrada à esquerda, mas muitos carros mesmo assim entravam pela ciclovia, assim voltei e fui buscar o cone, para colocá-lo no lugar certo e impedir a entrada dos carros na ciclovia.

Foi ai que um funcionário da obra sai correndo desesperado gritando e retira o cone da minha mão, dizendo que a EPTC mandou desviar o trânsito de carros pela ciclovia,  um outro funcionário mais calmo, também aparece falando a mesma coisa, tento inutilmente argumentar com eles, e então falo da -placa piscando, ai os funcionários dizem que a placa está errada e vão trocar o sentido da seta piscante, para apontar para a ciclovia, e se eu não estava satisfeito que passasse no posto da Brigada e confirmasse a história.

Pois bem, fui no posto, e o atendente confirmou, também achando um absurdo a posição da eptc, mas que não podia fazer nada e que eu deveria reclamar para a eptc. Abaixo o link de dois vídeos que fiz ontem, e um que fiz hoje pela manhã ao voltar para o trabalho.

A video posted by Olavo Ludwig (@olavoludwig) on

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Ajude a construir a nova Cidade da Bicicleta!

Nossa campanha de financiamento coletivo da nova Cidade da Bicicleta está no ar! Ajude este sonho a sair do papel, fazendo a Oficina Comunitária da Cidade da Bicicleta voltar a existir! Colabore com qualquer valor acessando:

https://www.catarse.me/cidadedabici

Contamos com sua ajuda! Colaborem e compartilhem o link com suas amigas e amigos! A Cidade da Bicicleta é de todxs nós!

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Festa de lançamento do projeto de financiamento coletivo para a nova Cidade da Bicicleta!

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Galera, chegou a hora de nos mobilizarmos para fazer renascer a Cidade da Bicicleta! Estamos lançando no próximo domingo, dia 26 de julho, o projeto de financiamento coletivo que vai tornar esse sonho realidade. E para celebrar é claro, estaremos fazendo uma festa!

Vai ser no domingo, dia 26 de julho a partir das 15h na Vulp.

O ingresso tem o preço sugerido de R$10, mas pague quanto você quiser. Todo dinheiro arrecadado vai ser guardado para utilizarmos na construção da nova Cidade da Bicicleta!

A Vulp fica na rua Bento Figueiredo, 78, no bairro Bom Fim, em Porto Alegre.

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Sexta-feira tem Massa Crítica ! i :D

Pessoas Lindas,

O mais importante são as pessoas.

Foi realizado um abaixo assinado entre os integrantes
da Massa Crítica do dia 29 de maio deste ano em que se pode perceber
um sentimento coletivo favorável ao acompanhamento por ciclistas da EPTC.

Das 128 pessoas que foi possível conversar antes e durante a Massa Crítica, 126 assinaram o documento e as duas que não assinaram também não foram contra a iniciativa.

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Várias pessoas, que fizeram questão de assinar, manifestaram emocionadas que não vinham mais com a família e amigos jovens ou inexperientes
pela falta do acompanhamento da EPTC.

“Sim! Onde estão eles?”

No dia 16 de junho foi feita uma Audiência no Ministério Público Estadual por pessoas que participam da Massa Crítica, André Gomide, Aires Becker, Marcelo Sgarbossa, Klaus Volkmann e a assinatura de 126 pessoas em uma decisão feita de forma horizontal, juntamente com o novo diretor da EPTC, Marcelo Soletti, e um promotor do MPE.

Ficou combinado que a partir da próxima Massa Crítica, dia 26 de junho de 2015, amanhã, os ciclistas da EPTC irão voltar a acompanhar a Massa Crítica juntamente com um carro atrás, o qual protege especialmente aqueles que pedalam mais devagar. Quando vamos pedalar, seja sozinhos ou em grupo, é importante termos um caminho para não ficarmos perdidos e andando sem direção. O caminho da Massa Crítica é, como costume, combinado logo antes da Massa Crítica sair do Largo Zumbi dos Palmares e os agentes da EPTC pedem que sejam informados do caminho alguns minutos antes da saída do grupo. O diretor da EPTC Marcelo Soletti deixou claro que não ha problema se a Massa Crítica mudar de caminho no meio do evento, ele só pede que seja informado o ciclista da EPTC mais próximo sobre a mudança de caminho. Eles estão abertos a conversar, a irem melhorando o acompanhamento e não irão ditar o caminho em hipótese alguma.

Nós somos a sociedade e desejamos conquistar a simpatia das outras pessoas, para que exista cada vez menos desentendimento e cada vez mais pessoas festejando a vida e participando da Massa Crítica.

Vamos conquistar uma cidade melhor para todos através do diálogo e de ações positivas que agregam e multiplicam. A partir de uma Massa Crítica mais descontraida as famílias podem voltar a participar juntamente com jovens, crianças e pessoas que tem menos experiência no trânsito. Sendo para todos, vamos voltar a convidar muitas pessoas para que em pouco tempo tenhamos uma Massa Crítica gigante! E é importante que ela seja muito grande para que tenhamos força para exigir melhoras no trânsito.

Venham na Massa Crítica de amanhã!

Beijos com todo Amor e Carinho.

Até breve!

_/\_

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Jogando dinheiro na latrina e estreitando ciclovia.

Se por um lado Fortunati diz que a prefeitura está quebrada, sem dinheiro, por outro sua equipe esbanja recursos como se dinheiro não fosse o menor problema.Trabalhadores estão destruindo parte da ciclovia da Avenida Ipiranga para a construção de calçada no Parque Marinha do Brasil. Usuários da ciclovia, que possui pouco mais de dois anos de existência (e que deveria durar bem mais do que isso), criticaram desde o princípio a implementação de ciclovia onde não existe uma calçada, o que força os pedestres a caminhar sobre a ciclovia. Mas destruir um trecho de uma ciclovia recém feita para construir um passeio mostra todo um novo nível de falta de planejamento, estupidez e descaso com o dinheiro públicoConfira abaixo matéria postada no Porto Imagem.

O que está acontecendo com a ciclovia da Ipiranga ?

Ciclovia da Ipiranga, junto ao parque Marinha do Brasil está sendo parcialmente destruída. Foto: Thierry Claas

A ciclovia da Av. Ipiranga esta sendo destruída parcialmente para a construção de uma calçada.

A principio o que era para ser motivo de alegria (construção de uma calçada em torno do parque) está se tornando uma dor de cabeça para muitas pessoas, primeiro pela falta de planejamento e gestão, depois por ter sido criada uma situação em que os pedestres ficam contra os ciclistas e vice e versa.

Os ciclistas se mobilizaram pedindo que fosse feita uma calçada no local, para que os pedestres não usassem mais a ciclovia.

Pois a calçada tão pedida esta sendo construída sobre a ciclovia…

O parque no qual a ciclovia está sendo retirada é o Parque Marinha do Brasil que possui uma área de 70,70 hectares, ou seja, caberiam muito bem ciclovia e calçada lado a lado.

Post sugerido pelo leitor Thierry Claas, inclusive fotos que o ilustram.

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Ajude-nos a multar

Os moradores de Buenos Aires denunciam os motoristas infratores por um aplicativo.

Flagrar o infrator e fazer com que ele pague pela infração. Há quatro meses, a prefeitura de Buenos Aires colocou em funcionamento um aplicativo de telefone celular que permite que o cidadão comum denuncie os motoristas que estacionam em lugares reservados a pedestres, ciclistas ou portadores de deficiência. Só é preciso tirar uma foto do automóvel, escrever o endereço da infração e o número da placa do automóvel e enviar os dados à prefeitura por meio do aplicativo BA Denuncia Vial.

A prefeitura já incentivou os cidadãos a fichar os infratores em 2011 por meio de um endereço de correio eletrônico. E naquela época a medida levantou polêmica porque houve quem reclamasse que estava havendo um incentivo para tornar o cidadão um buchón, ou seja, um dedo-duro. Mas, de três meses para cá, quando a prefeitura divulgou o aplicativo para celulares, o número de denúncias não para de crescer. No início havia quatro agentes tramitando as denúncias e agora serão mais dois. “O aplicativo nos serve, principalmente, para cobrir as regiões onde não temos guinchos”, explica um porta-voz da secretaria de Transportes.

Em menos de três meses os cidadãos enviaram 7.000 denúncias pelo celular. E quase a metade delas se converteu em multas. Mas também existe receio em uma parte da sociedade. No começo de março um jornalista perguntou na rádio ao subsecretário de Transporte, Guillermo Dietrich, se a prefeitura não deveria dizer algo do tipo ao cidadão: “Agradecemos que faça por nós o que nós não podemos fazer como Estado.”

Continue lendo em El País…

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