Jogando dinheiro na latrina e estreitando ciclovia.

Se por um lado Fortunati diz que a prefeitura está quebrada, sem dinheiro, por outro sua equipe esbanja recursos como se dinheiro não fosse o menor problema.Trabalhadores estão destruindo parte da ciclovia da Avenida Ipiranga para a construção de calçada no Parque Marinha do Brasil. Usuários da ciclovia, que possui pouco mais de dois anos de existência (e que deveria durar bem mais do que isso), criticaram desde o princípio a implementação de ciclovia onde não existe uma calçada, o que força os pedestres a caminhar sobre a ciclovia. Mas destruir um trecho de uma ciclovia recém feita para construir um passeio mostra todo um novo nível de falta de planejamento, estupidez e descaso com o dinheiro públicoConfira abaixo matéria postada no Porto Imagem.

O que está acontecendo com a ciclovia da Ipiranga ?

Ciclovia da Ipiranga, junto ao parque Marinha do Brasil está sendo parcialmente destruída. Foto: Thierry Claas

A ciclovia da Av. Ipiranga esta sendo destruída parcialmente para a construção de uma calçada.

A principio o que era para ser motivo de alegria (construção de uma calçada em torno do parque) está se tornando uma dor de cabeça para muitas pessoas, primeiro pela falta de planejamento e gestão, depois por ter sido criada uma situação em que os pedestres ficam contra os ciclistas e vice e versa.

Os ciclistas se mobilizaram pedindo que fosse feita uma calçada no local, para que os pedestres não usassem mais a ciclovia.

Pois a calçada tão pedida esta sendo construída sobre a ciclovia…

O parque no qual a ciclovia está sendo retirada é o Parque Marinha do Brasil que possui uma área de 70,70 hectares, ou seja, caberiam muito bem ciclovia e calçada lado a lado.

Post sugerido pelo leitor Thierry Claas, inclusive fotos que o ilustram.

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Ajude-nos a multar

Os moradores de Buenos Aires denunciam os motoristas infratores por um aplicativo.

Flagrar o infrator e fazer com que ele pague pela infração. Há quatro meses, a prefeitura de Buenos Aires colocou em funcionamento um aplicativo de telefone celular que permite que o cidadão comum denuncie os motoristas que estacionam em lugares reservados a pedestres, ciclistas ou portadores de deficiência. Só é preciso tirar uma foto do automóvel, escrever o endereço da infração e o número da placa do automóvel e enviar os dados à prefeitura por meio do aplicativo BA Denuncia Vial.

A prefeitura já incentivou os cidadãos a fichar os infratores em 2011 por meio de um endereço de correio eletrônico. E naquela época a medida levantou polêmica porque houve quem reclamasse que estava havendo um incentivo para tornar o cidadão um buchón, ou seja, um dedo-duro. Mas, de três meses para cá, quando a prefeitura divulgou o aplicativo para celulares, o número de denúncias não para de crescer. No início havia quatro agentes tramitando as denúncias e agora serão mais dois. “O aplicativo nos serve, principalmente, para cobrir as regiões onde não temos guinchos”, explica um porta-voz da secretaria de Transportes.

Em menos de três meses os cidadãos enviaram 7.000 denúncias pelo celular. E quase a metade delas se converteu em multas. Mas também existe receio em uma parte da sociedade. No começo de março um jornalista perguntou na rádio ao subsecretário de Transporte, Guillermo Dietrich, se a prefeitura não deveria dizer algo do tipo ao cidadão: “Agradecemos que faça por nós o que nós não podemos fazer como Estado.”

Continue lendo em El País…

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Mais uma pessoa é atropelada na ciclovia da Av. Beira-rio

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Ontem, pelas 19h, mais uma pessoa foi atropelada enquanto andava de bicicleta pela ciclovia da Avenida Beira-Rio. Segundo testemunhas a vítima teria apenas machucado o braço e está estável.

Embora a ciclovia da avenida Beira-rio devesse ser na teoria uma das mais seguras da cidade, pois por acompanhar o trajeto da orla, não possui cruzamentos, este já é o segundo acidente causado por automóvel que temos conhecimento no mesmo lugar, a saída do estacionamento da churrascaria Montana Grill, dentro do Parque Gigante. O problema é que a saída da churrascaria é toda asfaltada e sem qualquer desnível, o que induz os condutores a altas velocidades e a desrespeitar os pedestres e ciclistas que por ali circulam.

A notícia foi compartilhada nas redes sociais:

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Captura de tela de 2015-03-25 15:40:02

O mínimo que a EPTC deveria fazer é interditar a entrada/saída desta garagem até que sejam realizadas as modificações necessárias.

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Acompanhamento da EPTC.

Em 2011 houve uma reunião no Ministério Público em que ficou acertado que a EPTC iria acompanhar o movimento Massa Crítica.

Algum tempo atrás a EPTC passou a descumprir o acordo e deixou de acompanhar.

Temos um novo registro de agressão no último mês.

De maneira que proponho que seja retomado o acompanhamento da EPTC.

Este assunto deve ser tratado pelas associações de cicloativismo.

Conforme este documento:

https://drive.google.com/file/d/0B2VQlyh06ogPd0djWXVSajJzVlU/view?usp=sharing

Abraço a todos!

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Campanha educativa equivocada da EPTC incentiva o desrespeito

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Uma campanha educativa publicada no Twitter da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) nesta segunda-feira pode estar incentivando motoristas a desrespeitar os ciclistas. A campanha tem o intuito de reforçar o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que obriga motoristas a passarem no mínimo a 1,5m de distância do ciclista.

A peça contém o texto “O motorista deve sempre respeitar a distância mínima de 1,5m do ciclista”, entretanto a imagem que acompanha a figura mostra um ciclista pedalando próximo ao meio-fio e um carro ultrapassando-o com as duas rodas dentro da mesma faixa que o ciclista. O problema é que uma bicicleta tem largura média de 60cm,  enquanto que a largura de um carro é de dois metros. Ou seja, para que um carro consiga ultrapassar uma bicicleta e manter-se na mesma faixa é preciso que a faixa tenha no mínimo 4,10m de largura (2m do carro + 1,5m da distância obrigatória + 60cm do guidom da bicicleta). Na verdade a largura mais freqüente nas faixas das ruas de Porto Alegre gira em torno de 3,5m. Ou seja a máxima distância que o motorista conseguiria manter do ciclista sem invadir a faixa à sua esquerda seria de 90cm.

Proporção da imagem mostra veículo ultrapassando ciclista a 1m de distância.

Proporção da imagem mostra veículo ultrapassando ciclista a 1m de distância.

Além disso nem ao menos as proporções de altura e distância estão corretas. Uma bicicleta de altura média, por exemplo, regulada para uma pessoa de 1,70m de altura, possui mais ou menos 1m de altura do solo ao topo do selim. Porém na imagem divulgada na campanha da EPTC percebemos que a altura da bicicleta é equivalente à distância do veículo realizando a ultrapassagem.

A largura de um carro é medida de retrovisor a retrovisor. A largura de uma bicicleta, pelas extremidades do guidom. Da mesma forma, a distância entre bicicleta e veículo automotor deve ser medida do espelho retrovisor direito à extremidade esquerda do guidom da bicicleta. E não de pneu a pneu como mostra a imagem. Isso pois o maior risco numa ultrapassagem é o espelho retrovisor do veículo bater no guido e ocasionar a queda de quem pedala.

Qualquer pessoa que trabalhe com publicidade, propaganda, educação ou tenha o mínimo de conhecimento sobre comunicação, sabe que a imagem tem um impacto muito maior que o texto e tende a persistir mais na memória das pessoas. Isso é ainda mais verdade no caso desta campanha, pois é extremamente difícil para quem está dirigindo calcular com precisão distâncias do lado de fora do seu veículo. Até por esse motivo, e pelo fato de não ser possível realizar uma ultrapassagem de uma bicicleta sem invadir à pista ao lado, que o Detran do Espírito Santo realizou campanha incentivando o ciclista a ocupar a faixa e o motorista a trocar de faixa pra realizar a ultrapassagem como o vídeo abaixo:

A campanha da EPTC ainda pode passar a mensagem equivocada que o local apropriado para a circulação de bicicletas é colado no meio-fio (na sarjeta) e que o ciclista deve sempre abrir passagem para os demais veículos., quando na verdade este comportamento é extremamente perigoso, pois junto ao meio-fio é o local mais inseguro para quem pedala, pois é cheio de irregularidades, lixo, bocas-de-lobo, e não deixa espaço para manobras.

 

 

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UFRGS remove árvore que homenageava ciclistas atropeladas

vFuncionários da UFRGS removeram na manhã desta segunda-feira a àrvore que homenageava Patrícia e Daíse, duas jovens, ciclistas e estudantes da UFRGS que morreram atropeladas em março de 2014.

A árvore foi plantada na última sexta-feira, quando completou-se um ano da morte da meninas em ato de homenagem organizado por colegas e amigos das jovens. Simbolicamente a muda ocupava uma vaga de carro dentro do estacionamento no campus central da UFRGS.

A remoção da homenagem foi noticiada pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Educação (DAFE), pelas redes sociais.

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STJ restabelece qualificadoras no atropelamento de ciclistas na Cidade Baixa

Notícia da Rádio Guaíba

Ricardo Neis pode ter as penas aumentadas se júri popular entender que tentativas de homicídio tiveram motivo fútil, ofereceram perigo a quem não se feriu e dificultaram defesa das vítimas

O bancário Ricardo Neis, que atropelou um grupo de ciclistas em Porto Alegre em fevereiro de 2011, vai responder pelo crime de tentativa de homicídio qualificado. A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a inclusão, na sentença, de três qualificadoras no caso, o que pode aumentar a pena do acusado em caso de condenação.

Em 2011, Neis acelerou o carro contra um grupo de ciclistas em meio a uma bicicletada na rua José do Patrocínio, no bairro Cidade Baixa. Dezessete pessoas ficaram feridas e, na Justiça da Capital, o motorista foi mandado a júri popular pelas 17 tentativas de homicídio qualificado. Em segunda instância, porém, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) reformou a sentença. Em relação a uma das ciclistas, que não foi ouvida nos autos, o caso foi arquivado; e em cinco tentativas de homicídio a Corte retirou a culpa do bancário porque os ciclistas não foram diretamente atingidos pelo carro dele.

Ficou mantida a remessa do caso a júri popular por 11 tentativas de homicídio, mas afastado o entendimento que o bancário usou de um meio que dificultou a defesa das vítimas – no caso, acelerar o carro em meio à manifestação. O Ministério Público do Rio Grande do Sul recorreu para reincluir no processo todos os 17 ciclistas feridos e inserir três qualificadoras – a dificuldade de defesa das vítimas, a de que o atropelamento teve motivo fútil (no caso, uma discussão de trânsito) e a de que ofereceu perigo a quem não se feriu.

O relator do processo no STJ, ministro Rogerio Schietti Cruz, acolheu o recurso em parte e entendeu que cabe aos jurados definir ou não se Neis agiu com essas intenções. Já sobre as seis vítimas excluídas do processo, o ministro considerou a necessidade de reavaliar as provas, o que não é possível mediante um recurso especial, como o que o Ministério Público moveu. Com isso, Neis segue respondendo por 11 tentativas de homicídio.

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