AtroPelados pela violência no trânsito em Porto Alegre

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(Foto: Matheus Schuch / Agência RBS)

Nesta quinta-feira (26/02) duas pessoas foram atropeladas por motoristas profissionais que conduziam veículos coletivos em Porto Alegre. Ambas na Avenida Padre Cacique, entre 17h30 e 20h. A primeira vítima, Ademir Lima, foi fatal e morreu no HPS. Já o homem identificado como Júlio César Marques Mendes foi socorrido com vida, mas em estado grave.

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(Foto: Carolina Marquis/G1)

Enquanto isso um grupo de pessoas se mobilizava para um encontro sem roupas e com bicicletas no Largo Zumbi dos Palmares, de onde saiu mais uma edição do evento Pedalada Pelada – parte da programação de protestos na semana que se completaram quatro anos do atropelamento cometido por Ricardo Neis sobre a Massa Crítica Porto Alegre.

O que esses fatos tem em comum? Resultam da violência no trânsito. Os primeiros foram conseqüência direta de imprudências, irresponsabilidades, falta de atenção e cuidado com a vida… Já a pedalar sem roupas é (mais) uma reação ao crime de Ricardo Neis (que segue livre) e também a outros crimes, especialmente contra pedestres e ciclistas. Tentamos mostrar a inversão de valores na sociedade do carrocentrismo.

Pois discordamos que seja aceitável toda a hostilidade que se pode observar diariamente nas ruas enquanto as pessoas se deslocam de um ponto a outro. Impaciência, egoísmo, estresse – todos sintomas do trânsito na cidade. Que acabam por gerar sofrimento, dor, morte.

Escolhendo a bicicleta, muitos de nós estão escolhendo também mudar estes padrões negativos.

Hoje tem Massa Crítica saindo às 19h do Largo Zumbi. Traga sua bicicleta, cartazes, ideias de trajeto e vontade de transformar.

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Hoje tem Pedalada Pelada! Obscena é a demora da “Justiça”!

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OBSCENA É A DEMORA DE JUSTIÇA!
OSCENA É A VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO!
OBSCENA É A CARA-DE-PAU DO PREFEITO!

Fazem quatro anos do atropelamento coletivo da Massa Crítica e a chamada “Justiça” ainda deixa impune crimes cometidos usando o carro como arma.

Quatro anos depois e o prefeito descumpriu todas as promessas que fez a um grupo de ciclistas traumatizadxs.

Hoje vamos pedalar pelados contra essas e outras obscenidades! Concentração no Largo Zumbi dos Palmares! Saída às 19h30!

Você aí parado, vem pedalar pelado!

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Petição pede a Ministro do STJ que dê andamento ao caso de Ricardo Neis

Texto original da petição (clique aqui para assiná-la):

Sr. Ministro Rogerio Schietti Machado Cruz: Acabe com a impunidade a Ricardo Neis e demais crimes de trânsito!

Mais de 50 mil pessoas morrem por ano no trânsito do Brasil, mas os crimes de trânsito ainda não são tratados com o mesmo rigor que os demais. Desde março de 2014 o processo de acusação de 11 tentativas de homicídio contra Ricardo Neis pelo atropelamento de ciclistas está parado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) aguardando ser julgado pelo ministro Rogerio Schietti Machado Cruz.

Senhor Ministro, é hora de começar a punir com rigor e rapidez os crimes de trânsito. Motoristas que colocam a vida dos outros em risco conscientemente, como Ricardo Neis, assumindo o risco de matar, devem ter punição exemplar. Ricardo Neis atropelou em alta velocidade um grupo de ciclistas que incluía idosos e crianças e foi pura sorte não ter matado alguém.

O crime de Ricardo Neis foi testemunhado por centenas de pessoas e foi  registrado em vídeo por pelo menos dois ângulos. Gerou forte comoção em  todo o país e mesmo no exterior, fazendo com que esse fosse um dos crimes de trânsito com maior repercussão na história do Brasil. Deixar  um crime desses passar em branco e aceitar a mera acusação de lesão corporal será uma vergonha para todo sistema judiciário brasileiro e fortalecerá a sensação de impunidade, que já permeia nossa sociedade.

 

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Protestos marcarão quatro anos de atropelamento da Massa Crítica

quatroanos-página001Pelo menos três manifestações distintas estão marcadas para esta semana, quando completam-se quatro anos do atropelamento coletivo de pessoas que participavam da Massa Crítica em fevereiro de 2011.

ato4anos-página001Para a quarta-feira, está marcado um ato em frente ao Tribunal de Justiça, na esquina das avenidas Borges de Medeiros e Av. Aureliano Figueiredo Pinto, a partir das 17h, partindo em marcha às 19h para o local do atropelamento. O chamado pede que os participantes levem material para confeccionar faixas e cartazes, e algo para fazer barulho, como tambores, panelas ou apitos.

Já na quarta-feira, acontece uma pedalada pelada ou peladada com o mote “Obscena é a demora da Justiça!”. Pedalar pelado é uma maneira de chamar a atenção para a causa. A concentração ocorre no Largo Zumbi dos Palmares, partindo de lá pelas 19h.

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E na sexta-feira a proposta é convidar todas e todos a participarem da Massa Crítica, pedalada que acontece toda última sexta-feira do mês, que foi o alvo do atentado de Ricardo Neis. A Massa Crítica sai do Largo Zumbi dos Palmares às 19h30.

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Evento gratuito sobre mecânica de bicicleta em POA

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Nesta sexta-feira (20/02) acontece oficina gratuita sobre mecânica de bicicleta em Porto Alegre. Quem vai ensinar é Maria Domènech, mecânica profissional que vive em Londres e que está de passagem pelo Brasil. O evento será na Aldeia (Rua Santana, 252), a partir das 18h.

Serão transmitidos conhecimentos básicos e úteis para quem ser mais independente nos cuidados com a bici, aprendendo a fazer por si manutenções e reparos.

E os primeiros a chegar ganham presentinho, como livretos ilustrados, ferramentas ou remendos.

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Ato Contra a Impunidade no Trânsito

ato4anos-página001Dia 25 de fevereiro completam-se quatro anos do atropelamento coletivo da Massa Crítica de Porto Alegre. Ricardo Neis ainda nem foi a julgamento e isso é culpa do sistema judiciário que é eficiente para a população marginalizada, mas lento e conivente com os crimes praticados por pessoas brancas, com dinheiro para pagar por bons advogados, principalmente quando a arma utilizada é um carro.

Dia 25 de fevereiro vamos a partir das 17h para a frente do Tribunal de Justiça, na esquina das avenidas Borges de Medeiros e Aureliano de Figueiredo Pinto, exigir que a justiça seja tão eficiente com motoristas criminosos quanto é com os criminosos pobres.

Leve percussão, panelas, apitos, materiais para fazer faixas e cartazes.

O ato faz parte de uma série de ações marcadas para a semana de aniversário do atropelamento. Confira evento no Facebook.

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Ricardo e Vicente

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Ricardo atropelou propositalmente dezenas de pessoas, ferindo pelo menos 20, pois não gostou de ter de esperar alguns minutos atrás de um grupo de ciclistas que protestava por uma  cidade mais humana.

Vicente danificou alguns objetos enquanto lutava por aquilo que acreditava, um mundo mais igual onde uns poucos não lucrem em cima do trabalho de muitos.

Mais de 6000 pessoas assinaram um abaixo assinado condenando a atitude de Ricardo Neis, o atropelamento repercutiu mundialmente, aconteceram homenagens em diversos países em solidariedade com as vítimas de Neis.

Mais de 2400 pessoas assinaram uma petição pedindo a absolvição de Vicente e outros cinco réus, que eram apenas alguns entre milhares de manifestantes que lutavam contra o aumento da tarifa em Porto Alegre.

O crime de Ricardo Neis foi gravado em vídeos de vários ângulos, dezenas de pessoas testemunharam dando o mesmo relato.

As únicas evidências contra Vicente foram o depoimento de um policial militar e fotos onde aparecia segurando uma bandeira.

Vicente participava de uma manifestação popular e não machucou ninguém.

Ricardo atacou uma manifestação popular e pelo menos oito de suas vítimas foram parar no Hospital.

O crime de Ricardo foi cometido em fevereiro de 2011. Acusado de 11 tentativas de homicídio triplamente qualificado, passaram-se quatro anos e ele ainda não foi a julgamento.

O suposto crime de Vicente teria sido cometido em junho de 2013. Um ano e meio depois, ele já foi julgado e condenado a um ano e meio de prisão por “dano ao patrimônio público e crime ambiental”.Ricardo usou um carro como arma, Vicente foi fotografado com um mastro de uma bandeira.

Ricardo é bancário. Vicente é anarquista.

Ricardo tem dinheiro para pagar bons advogados. Vicente não.

Ricardo é branco. Vicente não.

Ricardo está livre. Vicente não.

 

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