Acompanhamento da EPTC.

Em 2011 houve uma reunião no Ministério Público em que ficou acertado que a EPTC iria acompanhar o movimento Massa Crítica.

Algum tempo atrás a EPTC passou a descumprir o acordo e deixou de acompanhar.

Temos um novo registro de agressão no último mês.

De maneira que proponho que seja retomado o acompanhamento da EPTC.

Este assunto deve ser tratado pelas associações de cicloativismo.

Conforme este documento:

https://drive.google.com/file/d/0B2VQlyh06ogPd0djWXVSajJzVlU/view?usp=sharing

Abraço a todos!

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13 respostas para Acompanhamento da EPTC.

  1. Marcelo disse:

    Em primeiro lugar, Aires, acho equivocado tu colocares num documento público o nome de uma associação que não deu seu aval para isso. Dá a impressão que essas associações estão envolvidas na elaboração do documento, quando isso não é verdade.

    Em segundo lugar, esse assunto já foi discutido dentro da Mobicidade e até onde lembro não houve consenso sobre e portanto abandonamos o assunto.

    Em terceiro lugar, não acho que associações devam se involver oficialmente com a Massa Crítica, como se fossem responsáveis de alguma maneira por ela.

    Em quarto lugar, acredito que a Massa não precisa da EPTC. O que precisamos é estimular a autonomia, a cultura da xerocracia e distribuir informações sobre segurança e comportamento na Massa Crítica. Tem muita gente lá que não tem ideia de como se portar para evitar atritos com os motoristas.

  2. Neloy disse:

    Durante algum tempo fui sempre muito favorável à EPTC na Massa, até o momento que vi a EPTC liderando a mesma e conduzindo por caminhos que achava mais seguros. Ou seja, o caráter horizontal e questionador da Massa acabou naquele momento.

    Também entendo que em nenhum lugar do mundo existe EPTC além de Porto Alegre, e mesmo assim a Massa Crítica existe em diversas cidades. Por que essa nossa inabilidade em ter uma Massa Crítica? Acho que se não podemos ter uma Massa Crítica sem a EPTC, é porque não podemos ter uma Massa Crítica.

    A minha posição, portanto, é que ou se cria um movimento baseado na Massa Crítica que tem o apoio da EPTC ou se deixa a Massa Crítica como sempre foi nas suas características mais básicas e necessárias: horizontalidade, liberdade e sem lideranças.

    • Felipe X disse:

      Sou dividido sobre o acompanhamento da EPTC. Na teoria até acho bonito, mas lembro que comecei a ir menos nas massas num dia que a EPTC além do nos levar lá para o acampamento farroupilha (para não atrapalhar o trânsito, claro) tivemos que enfrentar os motoristas bêbados saindo da festa. Os ciclistas da EPTC quase foram atropelados juntos com a massa, e bafômetro naquele antro nem pensar né!?

      Mas o pior mesmo é que a EPTC insiste em querer definir o caminho da massa, que para mim é rasgar o conceito dela.

  3. airesbecker disse:

    Não é equivocado neste sentido da falta de aval para a publicação pois fica claro que é uma proposta de atuação.
    Não foi algo feito indevidamente em nome da associação.
    Seria excesso de cuidado que se buscasse uma autorização especial para oferecer uma opinião.

    De qualquer forma.
    Considero rechaçada a proposta.

    Abraço

  4. airesbecker disse:

    Sobre o envolvimento das associações com a massa.
    Não é um envolvimento direto.
    Mas as associações podem atuar por si nos temas relativos ao ciclismo, entre os quais a proteção da massa crítica.

    Outro detalhe.
    Não acho que deva haver mais conscientização dos ciclista.

    O que acho é que há obrigação de que o movimento seja protegido por ser uma manifestação legítima.

    Desguarnecido o massa crítica sempre vai estar sujeito a agressões e provocações.

  5. Klaus disse:

    Na primeira vez que escutei isso de que a EPTC estaria liderando a Massa fui, no mesmo momento, pedalando até a ponta, lá estavam vários ciclistas e um ciclista da EPTC. Os ciclistas todos, inclusive o ciclista da EPTC, discutiam o caminho, eu sugeri que ao invés da massa seguir reto que ela fosse para a esquerda e ela foi, tudo tranquilo, tudo ok.

    Você foi lá na frente, Neloy, para ver se realmente tinha um fiscal impondo a direção que a Massa deveria seguir ou escreve a partir de boatos? Se foi, você sugeriu algo e te reprimiram ou você só observou? De onde esta vindo a repressão neste momento?

    Em qual outra cidade do mundo ciclistas foram atropelados do início ao fim da Massa? Vivemos em uma cidade especialmente violenta, perdida em um canto insignificante do planeta. Em consideração às pessoas que fazem o esforço de unir forças à Massa acho que nós podemos ceder um pouco e aceitar a EPTC.

    Qual a nossa prioridade, seguir modelos pré-fabricados ou o movimento em si e a segurança das pessoas que participam da Massa?

    Se tivermos duas Massas Críticas, uma insegura, que pessoas saem no meio do evento nervosas e tristes, que não permite a presença da EPTC e uma Massa Crítica mais flexível que é muito mais segura ao ponto de ser agradável, que a cada Massa tem muito mais pessoas de todas as classes, realidades e histórias, que é humilde e aceita ajuda da EPTC, que é para todos, para aqueles que estão a frente de seu tempo e para pessoas normais também, uma Massa que é gentil, que prioriza a estratégia em conseguir um objetivo comum, em qual Massa a maior parte das pessoas vai participar?

    No meu ver jamais deve existir consenso em um grupo de pessoas , sequer de uma pessoa com ela mesma , quando existe consenso em um grupo de pessoas ou de uma pessoa com ela mesma é por que a dúvida deixou de existir e a certeza tomou conta , nesta linha considero a democracia o melhor caminho neste momento.

    – Na próxima Massa Crítica sugiro fazer uma votação ou um abaixo assinado dos que se sentiriam melhor com o apoio da EPTC.

    Já fazem meses a fio que a Massa ta sem EPTC, ou seja, ela pode existir sem a EPTC. Pergunto: a Massa ta melhorando ou se tornando cada vez mais desagradável? é fácil ou leva anos a fio mudar a maneira que as pessoas se comportam? Tem cada vez mais pessoas ou cada vez menos? Aqueles que participam estão se divertindo mais ou se estressando cada vez mais? Estamos causando uma boa impressão? Nós podemos convidar famílias para virem com as crianças?

    Eu sei que não é cult não ser contra a EPTC, pediria desculpas por pensar por mim mesmo e não acatar a pressões sociais mas todos nós temos o direito de ter opinião própria.

    Admiro e amo a todos,
    Beijos com carinho,
    Klaus Volkmann

  6. lobodopampa disse:

    “entendo que em nenhum lugar do mundo existe EPTC além de Porto Alegre, mesmo mesmo assim a Massa Crítica existe em diversas cidades”

    Oi Neloy, só queria fazer uma observação quanto ao argumento acima:

    Será que ele se baseia em um pressuposto válido (real)?

    Tenho um exemplar do (lindo) livro comemorativo dos 20 anos da MC. Organizado pelo nosso amigo Chris Carlsson, esse livro contém relatos de Massas Críticas pelo mundo afora: cidades de diferentes regiões dos eua; cidades latino americanas; capitais européias mediterrâneas, do Leste, e escandinavas; África do Sul; e Porto Alegre inclusive, com um emocionante depoimento do Marcelo Kalil, focado na época do atropelamento e sua consequências.

    Uma coisa que chama a atenção é a diversidade.

    O fato é que existem muitas variações sobre o tema. Não li todas as 320 páginas ainda (pretendo fazê-lo, é um documento precioso), mas me parece que a cultura local ajuda bastante a delinear e colorir a MC.

    Em alguns lugares a MC até ganhou outro nome, refletindo ainda mais a apropriação local do movimento.

    O grau de sucesso, na avaliação dos protagonistas, varia muito também, não apenas conforme o lugar, mas também com o tempo.

    Em vários lugares houve crises, e uns se saíram melhor do que outros. Provavelmente (especulação minha) saíram-se melhor os grupos mais flexíveis e capazes de lidar com frustração/contrariedade, e manter o foco nos ideais comuns à grande maioria, sem se perder nos detalhes e nos conflitozinhos.

    Em alguns lugares há sim presença de autoridades públicas. Se isso é positivo ou não, pode-se debater, e certamente as pessoas o fazem.

    O que me parece exagero, quase um fundamentalismo, é pretender exigir que a MC siga à risca a receita de S. Francisco (que nem eles seguem mais – infelizmente talvez, mas é um fato).

    Assim como é, mais que um exagero, um equívoco, imaginar que a Massa “ideal” não tem “líderes” ou no mínimo lideranças – é óbvio que tem, SEMPRE teve, inclusive em São Francisco, como fica muito claro nos próprios relatos do Chris.

    O que a Massa não tem, ou não deveria ter, é “donos” – líderes fixos, personalistas, que se acham “mais iguais que os outros” como os porcos de Orwell…

    Para terminar: além da cultura local, um fator que a meu ver não deve ser nunca deixado de lado são as condições e circunstâncias – que mudam o tempo inteiro.

    Pessoalmente, eu creio que, para o bem da cidade e das pessoas em geral, é mais positivo uma Massa grande, digna do nome, plural, cheia de contradições e situações desconfortáveis até, do que uma Massinha pequena ainda que totalmente “by the book”, super politizada, mas que na verdade não passa de uma ação entre amigos, expressão de um único nicho cultural-antropológico; para ser mais direto: propriedade de uma tribo.

  7. FernandoFilho disse:

    Minha humilde opinião.
    Presenciei o incidente da última Massa. E pela gravidade de seu desenrolar é que volta a discussão do acompanhamento pela EPTC, com uma necessidade de buscar legitimação do Poder Público à “manifestação”.
    Ao meu ver, o ponto principal de discussão é justamente a atuação dos rolhas e como eles lidam com as provocações/agressões dos motoristas. Temos que entender que mudamos a “normalidade” do trânsito e tem mentes que não legitimam tal atuação. E é nesse ponto que, ao meu ver, temos que ter mais empatia. Compreender. Sei que no caso da última Massa, o taxista deliberadamente atropelou o rolha. Consegui perceber que a atitude do motorista foi proposital. E nesse caso é muito difícil manter a calma. Na mesma Massa, tive um pequeno incidente com outro taxista, que queria discutir e talvez brigar. Mas não segui adiante com a provocação.
    Ao que me parece, ao invés da EPTC (que tem função precípua de organizar o trânsito), deveríamos ter acompanhamento da Brigada (uns 2 de bicicleta junto com a Massa) para justamente atuarem quando a gravidade das agressões passam dos limites, com um carro atrás para impedir que motoqueiros avancem pelo meio da Massa. O resto, acredito que o pessoal da Massa dê conta.
    Abraços e até amanhã.

  8. airesbecker disse:

    Eu fui na Massa Crítica de São Francisco e era acompanhada pela polícia usando motos Harley Davidson, eles não perguntam se a massa crítica quer ou não, é uma obrigação que eles tem de proteger a manifestação.

    A manifestação naturalmente é antagonista da situação e portanto sujeita a agressões de intolerantes e psicopatas.

    É obrigação da segurança pública proteger a manifestação.

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