Massa Crítica: Leitura Obrigatória

Depois da última Massa Crítica, onde faltou diálogo com os motoristas, faz-se necessário relembrar o verdadeiro espírito da Massa Crítica. Clique sobre a imagem abaixo para ler um texto indispensável sobre a Massa Crítica e sua dinâmica.

Captura de tela de 2015-03-03 15:56:24

Esse post foi publicado em Sem categoria e marcado . Guardar link permanente.

Uma resposta para Massa Crítica: Leitura Obrigatória

  1. Pedro Ayres disse:

    Algumas considerações gerais:

    Entendo que o trânsito de Portalegre está cada vez mais desgraçado (não importa o quanto os números oficiais queiram maquiar isso). Agora, quem vai para o evento com a postura “cansei” (que lembra uma campanha de classe média alta com camisetas brancas), para desabafar sua frustração em cada motorista que olhar torto, francamente. Se você pedala cotidianamente, seu lugar de reação (e não estou falando de violência) já é no dia a dia.

    Ativismos em geral tem imensa dificuldade de auto-crítica. Em termos práticos, certas condutas são simplesmente contra-producentes. Discutir com o motoboy fazendo tele-entrega, para que? Por que não “escoltá-lo” (se possível) até a próxima esquina, onde ele vai virar à direita e seguir seu trabalho? Parece que às vezes fincar pé numa posição é mais importante do que fazer a coisa prática. E desconfio que quem mais radicaliza nesse tipo de atitude é quem não usa a bicicleta cotidianamente. Repito: quem já usa, já encontrou seu espaço de imposição e reação.

    Por falar em auto-crítica e melindres, vou ser franco: em algumas situações bicicletas são super-valorizadas. Você largou o carro para fazer seu deslocamento diário de 4km? Parabéns, mas você poderia ir tranquilamente a pé. Você não é um herói por estar numa bicicleta. Na verdade fez o mais óbvio: deixou de ficar uma hora preso no engarrafamento para ir de bicicleta. E vamos ser ainda mais francos: raramente alguém tomou essa decisão sozinho. Teve o exemplo/incentivo de amigos, colegas.

    E já que estamos no reino da franqueza: convivendo há alguns anos com esse meio ciclo-ativista, percebi que uma grande parte tem e usa regularmente o carro. Pregam uma vez por mês o que não praticam no resto do mês? “Uso consciente do carro”? As emergências lotadas dos hospitais por problemas respiratórios não perguntam o seu motivo para ajudar a tornar o ar da cidade irrespirável. O cigarro um dia foi proibido em ambientes fechados e ponto, a lei não quer saber se você teve uma infância traumática ou está estressado do trabalho.

    Para resumir, passou da hora de deixar de lado a capa da superioridade moral por fazer essas ou aquelas escolhas. Algumas escolhas são piores para a coletividade, algumas pessoas tomam essas escolhas sem refletir. Hoje, ninguém em sã consciência vê um fumante como um ser imoral. Um dia o carro vai ser reconhecido como um mal semelhante ao fumo, sem que se precise queimar em praça pública os motoristas. Da mesma forma, quem anda de bicicleta ou a pé não é moralmente superior a nada.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s