Acessibilidade zero no viaduto da Pinheiro Borda.

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Em cima do novíssimo viaduto da Av. Pinheiro Borda, não há calçada, e em baixo a calçada é bloqueada pelas vigas do viaduto.

Imaginem se o Plano Diretor de Porto Alegre não prevesse prioridade aos pedestres no planejamento da cidade.

 

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24 respostas para Acessibilidade zero no viaduto da Pinheiro Borda.

  1. Felipe X disse:

    Na boa, existe projeto para isso? Se existe o projeto ele está assim?

    • Aldo M. disse:

      Ultimamente, a regra tem sido licitar obras sem projeto, apenas com um croqui, com a desculpa de ganhar tempo. O resultado são obras desnecessárias, ou até prejudiciais, pois nem estudo para justificá-las se faz, muito ruins e muito caras. Não entendo como o Ministério Público não consegue impedir esses descalabros.

  2. Inês Hübner disse:

    mais essa… vai ficar assim?

  3. Pablo disse:

    Interessante que a coluna recai sobre a calçada, jamais sobre a pista.

    • Felipe X disse:

      Alguém deve ter ganho a tarefa de projetar a ponte, somente ela e os arredores não. Daí o cara vai lá e faz o cálculo: são 4 pistas com 3 metros cada, então o vão só precisa de 12m.

      Daí outro dia alguém vai lá e diz para outra pessoa: construa uma calçada! E assim fizeram.

    • Aldo M. disse:

      Quem faz os projetos executivos são as próprias empresas que ganharam a licitação para fazer as obras. Pelo visto, a anti-prefeitura de Porto Alegre sequer elaborou a planta de localização das obras. Outra situação, talvez até pior, é a parada em frente ao estadio, onde o brete entre o o corredor e a pista centro-bairro ficou com apenas um metro em vez do mínimo que são doi metros, pois o próprio estádio se projetou sobre a pista, quase eliminando o passeio público. Ah, e cadê a ciclovia da Padre Cacique?

      • Felipe X disse:

        Tem ciclovia na Padre Cacique no Plano Cicloviário? Eu tinha entendido que não.

        Sobre os projetos executivos eu sei que é isso, mas será que projetaram essa calçada?

      • Aldo M. disse:

        Eu acredito que é preciso prever sempre infra-estrutura cicloviária em vias novas ou reformadas, de acordo com o plano cicloviário. A rede de ciclovias prevista no plano é apenas a rede estrutural, que é o mínimo e nunca um limite.

      • Felipe X disse:

        Bem, daí é outro debate. mas se ao menos houvessem maneiras de ateavessar a beira rio com segurança em alguns pontos já ajudaria muito. Hoje pegamos ela na Diário e depois só lá quase na Ipiranga tem uma travessia.

  4. Pablo disse:

    Offtopic: APP para planejamento de deslocamento de ônibus em PoA: http://mobilidade.inf.ufrgs.br/viagetrifacil

    REF.: Trabalho de graduação em mobilidade urbana: trajetos de ônibus em POA

    Prezados(as) colegas, discentes e técnicos administrativos;

    O ViageTriFácil tem por objetivo auxiliar os usuários de transporte
    público em seus deslocamentos na cidade de Porto Alegre. Ele é resultado
    do trabalho de graduação desenvolvido pelo formando da Ciência da
    Computação, Murilo Santos Bueno, sob a orientação de Alexandre
    Carissimi. O sistema está disponível para uso através da Internet
    (navegadores web) e para tablets/smartphones Android, Windows Phone,
    webOS e Symbian.

    Experimente o sistema em: http://mobilidade.inf.ufrgs.br/viagetrifacil

    No que esse serviço se diferencia de soluções similares?

    (1) Provê informações com trajetos a pé, transbordos (baldeações) para
    se sair de um ponto “A” e chegar a um ponto “B” dentro da cidade de
    Porto Alegre. Algumas das soluções existentes não fornecem tranbordos.
    (2) Pode ser usado a partir de qualquer navegador web e de aplicações
    para smartphones.
    (3) É baseado em software livre, em especial, no Open Trip Planner
    (OTP) e no Open Street Map (OSM), e pode ser facilmente adaptado para
    cidades de qualquer tamanho. As soluções existentes mais robustas são
    para cidades de grande número de habitantes. Entre as tecnologias usadas
    estão o sistema operacional GNU/Linux, servidor Apache, servidor Tomcat,
    webservices, XML, JSON, java e javascript.

    Solicitamos a gentileza em usar e divulgar esse serviço, assim como
    colaborar com o Trabalho de Graduação do Murilo avaliando o sistema. Na
    página principal do sistema há um link para um formulário Google com
    algumas perguntas simples e rápidas de serem respondidas.

    Desde já agradecemos a contribuição e as sugestões para enriquecer esse
    trabalho.

    Grato pela atenção.

    Murilo Santos Bueno
    Alexandre Carissimi

    PS.: Inicialmente a solução foi concebida para usar apenas software
    livre, mas na fase de desenvolvimento tivemos que contar com consultas
    Google para a caixa de texto onde são informados os endereços de origem
    e de destino. É a ÚNICA parte do sistema que não usa software livre. No
    entanto, há uma opção em software livre, denominada “nominatim” que
    poderia ser integrada a este trabalho. Isso pode ser assunto de um novo
    trabalho de conclusão de curso.

  5. Pedro disse:

    E de bônus, essa foto mostra o Estado de Sítio Fifa: só era permitido passar se tivesse ingresso ou fosse morador local.

    Quanto à acessibilidade, é proposital mesmo. Todo esse complexo rodoviário segue os moldes dos subúrbios norte-americanos. O sujeito compra uma uma mansão nos terraville, alphaville, bregaville, e quer ir/voltar de forma expressa, de preferência numa SUV comendo doritos. Simples assim.

    Já o povo… Ah, vai ter BRT. Um trambolhão em alta velocidade pronto para causar um desastre com 300 pessoas dentro.

    Jusqu’ici tout va bien.

    • Ricardo disse:

      Pedro, seu comentário é muito pertinente. Eu fico imaginando a tragédia que vai ser se algum dia um motorista dirigindo um ônibus que pesa 10 toneladas a 60km/h perder o controle daquilo e passar por cima de tudo que encontrar pela frente. Não existe barreira física entre os corredores de ônibus que estão sendo construídos e o resto da cidade.

    • Felipe X disse:

      Que BRT? Aqui vamos ter pista de concreto e ônibus grande, BRT é outra coisa. 😉

      Mas bom ponto.

      • Aldo M. disse:

        BRT é um conceito flexível. Alguns dos principios são a redução do número de linhas e o embarque e desembarque mais rápidos. A velocidade máxima depende de onde é implantado, podendo chegar a 80 km/h. Em PoA, em meio a zonas residenciais e com paradas a cada 500 metros, a velocidade máxima deve ser de 40 km/h ou menos, por segurança e por não melhorar a velocidade média se adotados limites superiores. Por isso, concluo que as bestas da EPTC deverão estabelecer o limite em 60 km/h.

      • Felipe X disse:

        Mas aí é que está Aldo, eu mencionei os dois pontos pois são os únicos cobertos por nosso BRT num curto prazo, talvez num médio também.

        Eu incluiria o embarque de nível nos quesitos principais também, mas deixa esse de lado então e vamos pegar o embarque e desembarque mais rápido que mencionaste. Eu entendo que no contexto do BRT isso se implementa com pagamento antecipado. Na região deste viaduto mesmo acabaram de fazer paradas tradicionais com aquela cobertura amarela, etc.

        Honestamente eu acho que vão empurrar esse assunto para frente por muito tempo. Sim, é especulação.

      • Aldo M. disse:

        O embarque será de nível, mas ao nível das paradas atuais, pois os ônibus previstos para o BRT de Porto Alegre são de piso baixo (por determinação do Fortunati, pois a proposta original era igual ao corredé or da Sertório – aliás, esta foi uma decisão acertada do prefeito).
        O pagamento antecipado,por outro lado, fica mais difícil com a solução de paradas baixas, pois facilita o acesso de não pagantes aos ônibus. A solução para isso, seria cercar todo o corredor (menos nos cruzamentos), o que é praticamente impossível.
        Pessoalmente, acho que se deveria seguir exemplos do primeiro mundo, com valores de passagens mais baixos (subsidiados) e com verificação da passagem (ou pagamento) dentro dos ônibus, que é mais simples.
        No mais, é ridículo a prefeitura fazer discurso pró BRT ou metrô enquanto permite que ônibus fiquem presos em congestionamentos em avenidas sem nenhum tipo de corredor exclusivo.

      • Felipe X disse:

        Bem, honestamente se simplificassem a compra de passe antecipado já ajudaria e muito. Hoje só dá para comprar VT em poucos postos ou de uma maneira meio nebulosa pela internet. E passe antecipado acho que só no centro.

        Queria ver como vi na Austrália, qualquer liquor store ou banca de revista vendendo passagem, e comprando em lote ganhando desconto – acho que o subsídio poderia ser aí. Quer melhor estímulo para pagar antecipado em vez de ocupar o motorista com isso?

        Mas de qualquer forma, até onde lembro o projeto era paradas fechadas com um cobrador na entrada. Por isso mencionei as paradas que construíram.

      • Felipe X disse:

        Eu tinha esquecido dos ônibus com embarque baixo, é verdade.

    • Felipe X disse:

      Ah, tem um detalhe, a pista dos ônibus começa aí nos arredores do viaduto e termina na José de Alencar.

      Priceless.

  6. Aldo M. disse:

    E quem é que vai paga por isso? (como cantava Lobão antes da selinidade)

  7. Pedro Can disse:

    Não são vigas. Aquilo se chama PILAR!

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