Mais um ciclista morre no trânsito em Porto Alegre

Mais uma pessoa – ainda não foi identificada – que optou usar a bicicleta como meio de transporte foi morta no trânsito de Porto Alegre. Ela foi atropelada pelo condutor de uma carreta de 4 toneladas na Avenida Sertório. O motorista, que não prestou socorro foi parado pela Brigada Militar. Segundo o empregador do condutor do caminhão o seu funcionário não teria percebido que atropelou o ciclista e, por isso, não teria parado.

A mera sugestão de que alguém atropelou uma pessoa sem nem ao menos notar, mostra a negligência e a falta de preparo e educação dos motoristas de veículos pesados.

Se alguém tiver informações sobre a identidade da vítima, por favor nos informe.

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11 respostas para Mais um ciclista morre no trânsito em Porto Alegre

  1. André Gomide disse:

    Marcelo, era mais um trabalhador…rota comum para quem usa a “bice” na zona norte.É por este pessoal que luto, eles não tem a chance de poder tirar férias para lutar contra o descaso da cidade…sim, descaso da cidade, inclusive de seus moradores…a culpa não é só de políticos. Ontem vimos o pessoal se mobilizando por questões financeiras, mas quando há vidas em jogo não percebo esta união.
    Critico com isso, muitos dos meus colegas pedalantes tb, pois vários podem lutar de verdade….pq alguns podem abrir mão do seu tempo e outros amigos nossos que poderiam não o fazem?????? Criticamos motoristas mas estamos nos tornando individualistas tb???????? Eu só saio as ruas quando é alguém do meu convívio?????
    A câmara ontem estava vazia, como esteve na segunda, e nas últimas semanas…precisamos homenagear nossos mortos, mas precisamos sim é lutar para que não aconteça mais isso, pois senão a morte todas as pessoas terá sido em vão… estamos em contagem regressiva até o próximo tombar.
    —————————————————————————————————————————
    Não esqueça, se ficarmos parados sem sermos cidadãos por completo, a próxima postagem de morte poderá ser a sua, e não haver mais ninguém para lutar por você!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    _____________________________________________________________________________

    • Marcelo disse:

      Foda foi ter que ouvir hoje de manhã uma mulher que alegou ter dito que tinha visto o atropelamento, já culpabilizando a vítima. Ela disse: “Mas olha só, ele vinha sem iluminação, numa bicicleta comum, cheia de caixas, pedalando no meio da rua” – como se alguma dessas coisas fosse contra a lei. O que mais me chocou foi o “bicicleta comum” como se só bicicleta cara tivesse o direito de circular na cidade, elitismo e carrocentrismo do capeta.

      • André Gomide disse:

        Marcelo, há quanto tempo eu digo isso para as pessoas sobre aquela região…o motorista respeita mais eu por estar “bem arrumado” e ter uma bici mais “enfeitada”…é triste isso.
        Já assisti motorista abrindo espaço para mim e apertando um tiozinho pq a bice dele era velhinha…exclusão social.

    • Olavo Ludwig disse:

      Tu tá muito certo André, eu me envergonho de não estar participando mais, como deveria, confesso que estou de saco cheio, chego ao ponto de ficar doente com o descaso à vida. Estou diariamente filmando todos os meus deslocamentos, minha vontade era denunciar um por um dos descasos que presencio, mas falta fôlego, comecei as filmagens faz pouco tempo, vou tentar me organizar melhor pra isso. O motorista irresponsável e distraído precisam se incomodar pelo menos um pouco para tomarem tento!

  2. André Gomide disse:

    Divulguem o trabalho deste pessoal….se possível coloquem um link

    https://bikecrimespoa.crowdmap.com

  3. Guilherme disse:

    Correção: não é Avenida Sertório, é Rodovia da Sertório. Utilizo esta rodovia quase que diariamente: a pé, bicicleta, ônibus e carro. Se tu dirigir a 60 km/h (quando o trânsito permite), os carros buzinam atrás de ti. A velocidade média é 80 km/h fora dos horários de pico. Seguido passam a 100 ou 120 km/h. Eu emprego todo meu esforço quando estou de bicicleta nesta rodovia para me impor, permanecendo exatamente no meio da faixa ou até mais à esquerda (tu não pode deixar os caminhões tentarem te ultrapassar na mesma faixa) e perto dos 40 km/h. Assim consigo um mínimo de respeito. Mas é, de longe, a mais tensa via onde costumo transitar de Porto Alegre. Ali, lei não existe. Dezenas de carros no corredor de ônibus, carros estacionados na calçada, limite de velocidade não existe. Ali, o trânsito é pesado, e é cada um por si.

    • André Gomide disse:

      É por isso que evito a mesma depois das 19h30…sempre a uso tb Guilherme.

    • Luiz Felipe disse:

      Che, tu assim como eu e vários de nós pratica a “ilusão da segurança” como chamo. Onde nós pedalamos rápido e mais rápido, numa pedalada OFENSIVA, para nos impor e tentar salvar nossas vidas. Porém se algum azar acontece somos nós e SOMENTE NÓS que pagaremos pois seremos destroçados e, por estar tão rápido pioramos nossa situação.
      .
      Por isso, é que deveriam haver ciclovias e “ruas calmas” na cidade, como é o caso da Av. Getúlio Vargas, a melhor rua para pedalar que conheço: carros estacionados, rua não larga o suficiente para ter duas faixas o que naturalmente cria uma coclorrota para nós, faixas de pedestres e canteiro no meio da Av., ou seja, uma rua onde dificilmente se atinge mais de 40 km/h.
      .
      O assunto da “ilusão da segurança” também mereceria um debate….
      Abraço a todo/as

      • Guilherme disse:

        Entendo teu ponto de vista, porém discordo no sentido que ele não é aplicável em todas as vias. A rodovia mencionada, Sertório, te trucidarás se tu andares a 15 km/h, no estilo passeio e mais próximo ao meio fio. Contra atropelamento, pouco importa a velocidade que tu andas, considerando as toneladas que irão passar por cima de ti de qualquer forma. A idéia é diminuir a probabilidade de atropelamento.

        A diferença é que a 40km/h, um carro vindo a 60km/h possui uma velocidade relativa de 20 km/h e, portanto, possui mais tempo para reagir caso te veja em cima do laço. Diferentemente da diferença de 45 km/h no caso de quem anda a 15 km/h. É a mesma motivação de não andar à contra-mão: a velocidade relativa é altíssima e os tempos de reação são menores.

        Outra coisa: andar próximo aos 40 km/h não é um comportamento agressivo, visto que eu ainda estou de bicicleta no trânsito pesado, e ajudo a diminuir a velocidade dos mesmos. A agressividade vem das manobras, não da velocidade de tuas pernas.

      • Luiz Felipe disse:

        Pode crer, eu compreendo e faço exatamente o que tu disse que faz.
        Infelizmente só assim nas Avenidas RODOVIAS de Porto Triste!
        Mas referente a ilusão é bem isso, o fato do cara pedalar o mais próximo da velocidade dos carros para que assim estes pareçam não estar tão rápido, e que assim conseguimos, também sustentar melhor nosso traçado e ocupar a pista toda.
        É claro, que de qlqr forma contra toneladas é tchau pra nós

  4. Pablo disse:

    Manda mais essa morte para a conta dos 3, Cappellari, Fortunatti e Nedel.

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