Calçadovias

Nova calçadovia na orla é o aval que precisávamos para melhor aproveitar as três pistas da Edvaldo, entre o Gasômetro e as Cuias.

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Segundo o código de trânsito: “Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.”

Artigo cedido do Facebook de Helton Moraes.

Esse post foi publicado em ciclismo veicular, ciclovia, mobilidade, pedestre, Porto Alegre. Bookmark o link permanente.

22 respostas para Calçadovias

  1. rodineiporto disse:

    Nas principais cidades da Europa, onde a cultura da bicicleta é bem aceita e incentivada há muitas décadas, os gestores públicos costumam tirar o espaço dos veículos automotores e não dos pedestres. No Brasil, principalmente em Porto Alegre, os gestores públicos costumam tirar o espaço dos pedestres e não dos veículos automotores. Uma completa inversão de valores, enquanto lá na Europa a prioridade são as pessoas, aqui a prioridade são os veículos, ou seja, lá as cidades são construídas para as pessoas, aqui são construídas para os automóveis. É a Porto Alegre que anda na contramão da história, viva o carrocentrismo da atual gestão porto-alegrense.

    • Fabio disse:

      Esse papo de “na europa” é para criar uma falsa noção. Lá as ciclovias são feitas tanto nas calçadas e canteiros centrais de pedestres quanto no nível do asfalto, tudo depende da concepção e arquitetura da rua. E esta falando alguém que andou de bicicleta em Amsterdam, Paris, Imnsbruck e visitou várias cidades. Londres inclusive há muitas vias sem ciclovia, os ciclistas ando nas ruas mesmo. Sem falar na contradição de “carrocentrismo na atual gestão”, a partir de quando começou a surgir ciclovias em POA, independente da qualidade?

      • Felipe X disse:

        Favor mostrar onde nestes países que são modelo de ciclismo há ciclovias passando na porta das casas como esta:

        https://vadebici.wordpress.com/2014/05/06/prefeitura-projeta-nova-calcadovia-para-a-zona-norte/

      • Felipe X disse:

        Ou mesmo que tiram quase todos espaço do pedestre para fazer uma ciclovia. Me desculpa, mas o que conheci da Alemanha isso não acontecia.

        Pelo jeito é o mesmo fabio que fica defendendo a unhas e dentes os estudos técnicos secretos da EPTC lá no porto imagem.

      • Fabio disse:

        Favor me mostrar onde eu comparei o projeto da zona norte (que não foi citado neste post) com as ciclovias em outras cidades que continuamos a discussão sobre isso, apenas quis exemplificar que “na europa”, existem sim, ciclovias feitas na altura de passagem de pedestres e em nenhum momento eu disse que tiram o espaço do pedestre. Eu não defendo ninguém, acho que todas as pessoas e organizações podem acertar, errar e podem receber críticas. Sou apenas contra qualquer radicalismo, pois geralmente esse tipo de posição deixam as pessoas suscetíveis ao erro ao fazerem generalizações. E por favor Felipe, não precisa servir o chapéu, estamos apenas discutindo visões de um mesmo tema.

      • Felipe X disse:

        Ok, então tu não disse que tiram espaço do pedestre, qual o ponto então? O Rodinei (o único a mencionar a europa aqui) falou especificamente isso: “Nas principais cidades da Europa … os gestores públicos costumam tirar o espaço dos veículos automotores e não dos pedestres”

        Não vou nem responder tua parte sobre radicalismo por que não vale a pena perder tempo.

      • Fabio disse:

        “Nas principais cidades da Europa, onde a cultura da bicicleta é bem aceita e incentivada há muitas décadas, os gestores públicos costumam tirar o espaço dos veículos automotores e não dos pedestres.”
        “Costumam”, ou seja, nem sempre é possível, no centro de amsterdam, por exemplo, tem locais que não se diferencia espaço de pedestre e ciclista devido as condições do local, inclusive os ciclistas tem prioridade “na força”, o pessoal vem “buzinando” e é normal tu ficar desviando, imagine bicicletas e pessoas disputando espaço na andradas. Ao contrário de outros locais da cidade que sim, foi possível fazer ciclovias e calçadas bem distintas, ficaram ótimas para todos, carros, trans, bicicleta e pedestres naquela estrutura ideal de ciclovia que é bastante utilizada para solução ideal. O problema lá são motos de baixa cilindrada que também andam nas ciclovias em alta velocidade, pela quantidade que vi em todas as oportunidades que fui pra lá, deve ser permitido, pois andam inclusive sem capacete. Em algumas avenidas de Paris o asfalto permanece com o mesmo espaço e foi criado ciclovias no canteiro central da avenida, imagine o canteiro entre as vidas da beira rio ali, ao invés de calçadas seria ciclovias, aliás, acho que seria uma opção mais interessante para o local, há outras soluções de paris que eles diminuem a calçada para fazer acessos para carros pararem e não trancar o transito, nesta área a ciclovia sai da “rua” e vai para esses espaços que diminuem a calçada. Ou seja “na europa” também há locais que a solução é bicicleta no lugar de espaço para pedestres. Em Londres tinha bastante ciclovia nas praças, inclusive com placas informando que era proibido pedestre, já nas avenidas não lembro de ter, pelo menos não me chamou a atenção, mas lá eles usam muita bicicleta entre os carros e de boa. Sobre radicalismo, eu pedi pra você não servir o chapéu. Boa noite.

      • Felipe X disse:

        Fiquei verdadeiramente interessado nestes casos de Paris que mencionaste. Poderia me passar o nome de algum(s) para eu olhar no maps e procurar sites?

        Sobre motos de baixa cilindrada, já tomei cagaço com uma aqui em POA também, acho terrível. Nossa legislação limita a ciclindrada e potência, mas na prática é impossível de fiscalizar, então..

        Sobre ciclovia no canteiro central, eu não seria contra em outra situação. Me corrija se estou errado, mas que eu saiba em Paris o limite de velocidade é 40 ou 50 km/h. Enquanto isto, na beira rio além de ser 60 km/h a avenida pede para andar a 100 km/h (e muitos fazem). Infelizmente faltaram medidas de traffic calming ali, e antes disso acontecer me assusta fazer uma ciclofaixa, ainda mais à esquerda.

      • Felipe X disse:

        Esqueci de mencionar mais um ponto: a beira rio também termina (no sentido centro->bairro) em uma confluência com a Padre Cacique. Se a ciclovia fosse a esquerda seria necessário um semáforo em uma das avenidas para garantir a segurança dos ciclistas. Isso poderia ser feito, mas não vejo essa intenção nas ciclovias feitas aqui.

      • Fabio disse:

        Procure no maps “bd de clichy” ate a estacao de metro ternes a pe… vc vai reparar facilmente a ciclovia no centro. Eh um canteiro central grande que temos pouca comparação em poa, talvez na tristeza e como eu disse ali na beira rio nas proximidades do gasometro. Ao fim do canteiro, quando se forma em outra rua, ha recuos que avancam na calcada, a ciclofaixa entao eh direcionada para essas ruas, eh dificil de ver pois tem bastante arvores, mas em alguns casos da pra perceber carros estacionados, alias, esses recuos para carros pararem e estacionarem sao bem comuns por la procurando se acha bastante proximo ao arco do triunfo na avenida kleber da pra ver vem esse “recuos”, parecem outra faixa mas acabam logo em seguida. A ciclofaixa em paris em muitos lugars eh marcada por >>>> que da pra ver bem claro nas rotulas. Nao sei a velocidade dos carros em paris, pois nao era vantajoso carro, metro + bicicleta eh a melhor opção la, ao meu ver. Sobre a beira rio, eu sempre fui a favor da duplicacao, devemos lembrar que ela eh uma das portas de entrada da cidade, o volume de carro sempre vai ser grande. A manutenção dela foi importante pra cidade, tanto da estrada quanto quem chegou na rodoviaria e aeroporto e pegou taxi. Ja dentro da cidade sim, acho valido o esforco para diminuir automoveis.

      • Felipe X disse:

        Interessante o lugar… mas dificilmente consigo fazer qualquer tipo de comparação dela com a Beira rio, veja quanto espaço para o pedestre! Mesmo nos recuos não me parece similar ao que estávamos falando aqui pois as calçadas parecem mais largas que 1,5 carro e ainda há o canteiro central (onde está a ciclovia). Concordo que poderia ser feita uma intervenção similar na Wenceslau, na Tristeza.

        Não sou contra a duplicação em si da beira-rio, mas da maneira que foi executada. Por mais que o suposto limite de velocidade seja 30km/h em alguns lugares e em outros seja 60km/h, ela foi construída como uma via expressa. Sequer sinaleiras suficientes para pedestres existem, e na minha opinião deveriam no mínimo haver algumas faixas de segurança no nível da calçada, para diminuir a velocidade. O traffic calming é uma disciplina complexa, podes ler uma introdução na wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/Traffic_calming).

        Caso interesse, eu escrevi sobre as dificuldades de ser ciclista ou pedestre naquela região neste artigo: http://portoape.wordpress.com/2013/10/01/isso-e-uma-estrada/

      • rodineiporto disse:

        É meu caro Fábio, falo na Europa sim, mas poderia falar de América também, como Bogotá, Portland, Nova York, São Francisco, Montreal entre outras. Mas preferi me referir ao berço do surgimento da bicicleta e das ciclovias. Leonardo Da Vinci em torno do ano de 1490 elaborou o primeiro esboço do que seria mais tarde chamado de bicicleta. E a partir de 1863, Pierre Lallement constrói um veículo mais próximo de uma bicicleta nos molde que se tem hoje. E em 1880 surge a primeira bicicleta com tração na roda traseira, idealizada por Vicent, muito semelhante ao modelo de Da Vinci. E é também na Europa que surte a primeira ciclovia, em Paris, em 1862 e na Alemanha no final do Século XIX (WIKIPÉDIA, 2010).

        A primeira “bíblia” sobre construção de ciclovias foi elaborado na Alemanha em 1926, devido a fortes demandas para remover os ciclistas das ruas por meio da construção de ciclovias, com o nome de “Tráfego Cicloviário: seu significado econômico e a construção de ciclovias” (BRIESE, 1994, p. 1-2).

        Segundo COMISSÃO EUROPÉIA, na década de 1980, outros países europeus começaram a se destacarem também, tanto na implantação de infraestrutura, como também no incentivo ao uso da bicicleta no meio urbano, devido não só a preocupação com os congestionamentos, que foram se tornando maiores a cada ano, mas também em melhorar a qualidade do ar nas grandes cidades (COMISSÃO EUROPÉIA, 2000).

        COMISSÃO EUROPÉIA. Cidades para Bicicletas, Cidades de Futuro. Luxemburgo: Serviço das Publicações das Comunidades Européias, 2000. 61 p. Disponível em:
        Acessado em 13 fev. 2010.

        Portanto a Europa tem tradição neste assunto a mais de um século e as principais inovações e políticas públicas colocadas em prática, para promover e incentivar o uso da bicicleta no meio urbano surgiram lá e se disseminou mundo a fora. Um bom exemplo foram as bicicletas para aluguel, que surgiram lá, em Paris foram implantadas 1400 estações desses bicicleta. Tanto é que as políticas públicas relacionado ao tema bicicleta não se limita a este ou aquele país, é uma questão também desenvolvida pala própria Comissão Européia, como citado acima. E tudo isso você, Fábio pode vivenciar nas várias cidades que visitou não é verdade.

    • rodineiporto disse:

      E por falar em Comissão Européia, quero fazer um post especial sobre a EuroVelo: Rede Européia de Ciclovias. E uma rede de ciclovias de longa distância, cruzando a Europa e está em vários estágio de conclusão. A partir de maio 2013 mais de 45.000 km (27.962 milhas) estava no lugar. Prevê-se que a rede será substancialmente completa em 2020 e, quando terminar, o comprimento total da rede EuroVelo excederá 70,000 km (43,496 milhas ). EuroVelo é um projeto das Federação Europeia de Ciclistas (ECF).

      As 14 rotas EuroVelo, juntamente com a distância total, quando completa, são:

      Norte – Rotas do Sul:
      1 – Atlantic Coast Route: Cabo Norte – Sagres 8,186 km
      3 – Os peregrinos da rota: Trondheim – Santiago de Compostela 5,122 km
      5 – Via Romea Francigena: Londres – Roma e Brindisi 3,900 km
      7 – Rota do Sol: Cabo Norte – Malta 7,409 km
      9 – Bálticos – Adriático: Gdansk – Pula 1,930 km
      11 – Leste Europeu Rota: Cabo Norte – Atenas 5,984 km
      13 – Iron Curtain Trail: Mar de Barents – Mar Negro 10,400 km
      15 – Rota do Reno: Andermatt – Hoek van Holland 1320 km
      West – Rotas do Leste:
      2 – Capitais Rota: Galway – Moscovo 5,500 km
      4 – Central Europa Rota: Roscoff – Kiev 4,000 km
      6 – Atlântico – Mar Negro: Nantes – Constança 4,448 km
      8 – Rota do Mediterrâneo: Cádiz – Atenas e Chipre 5.888 km
      Circuitos:
      10 – Mar Báltico Ciclovia (circuito Hansa): 7,980 km
      12 – North Sea Cycle Route: 5.932 km
      Rede total: Mais de 70,000 km

      acessado em 08 maio 2014.

      acessado em 08 maio 2014

      Isso é o paraíso para os ciclistas, é a nossa Meca. Os ciclistas do mundo todo quando descobrirem estas maravilhas, vão peregrinarem para Europa, como os muçulmanos peregrinam em direção a Meca. Investimentos desse calibre não existem em nenhum outro continente, somente na EUROPA.

      Por isso serve de referência para o mundo todo, quando o assunto é ciclovia, não tem para ninguém, a Europa ganha disparado.

      Isso sem falar na malha cicloviária espalhada por milhares de cidades europeias. Só na Holanda há mais de 34.000 km de ciclovias espalhados pelo país.

      Segundo Pucher (2000), a infraestrutura cicloviária de cidades no mundo: km ciclovia/hab

      1ª Hamburgo _ com 1.840 km _ população 1.754.317 _104,88 cm/hab;

      2ª Munique _ com 1.400 km _ população 1.331.445 _ 105,15 cm/hab;

      3º Berlim _ com 1.090 km _ população 3.400.000 _ 32,06 cm/hab;

      4ª Amsterdã _ com 450 km _ população 735.000 _ 61,22 cm/hab;

      5ª Paris _ com 399 km _ população 2.168.000 _ 18,40 cm/hab;

      6ª Copenhague _ com 350 km _ população 500.000 _ 70,00 cm/hab;

      7ª Bogotá _ com 340 km _ população 7.881.000 _ 4,31 cm/hab;

      8ª Barcelona _ com 155 km _ população 1.606.000 _ 9,65 cm/hab;

      ? PORTO ALEGRE _ com 22 km _ população 1.409.000 _ 1,56 cm/hab.

      Além de ser poucos centímetros por habitantes, tem muito pouca qualidade e seguraça.

    • rodineiporto disse:

      Uma consultoria de infraestrutura para bicicletas de Copenhague, chamada Kopenhagenzie, lançou um índice para eleger as cidades amigas da bicicleta. Em 2011 a Campeão foi Amsterdam, na Holanda. A cidade possui ciclofaixas mesmo em ruas estreitas, deixando apenas uma faixa para os carros.

      Uma empresa inglesa chamada Bikeaway criou um design de bicicletário para estações de trem onde a bicicleta é guardada dentro de armários. É possível guardar a bike livre de problemas climáticos como a chuva e a neve, além disso, há um gancho para pendurar também o capacete no armário

      Apesar do frio, Helsinki, na Finlândia, está também entres as 20 cidades amigas da bicicleta, ela foi a décima quinta colocada

      O tráfego de bicicletas em Copenhague é intenso e é possível observar todo o tipo de ciclista, turistas, executivos, pessoas a passeio, entre outros

      Londres, na Inglaterra, empatou com Helsinki em décimo quinto lugar das cidades amigas da bicicleta. As ciclovias estão espalhadas pela cidade e bem sinalizadas

      Em Munique, na Alemanha, as bicicletas são utilizadas por todas as parcelas da população como meio de transporte. Ela foi eleita a sexta cidade amiga da bicicleta

      O maior uso das bicicletas, requer bicicletários maiores, como esse em Munique

      Nova York, nos Estados Unidos, com seu ritmo acelerado, tem cada vez mais investido nas bicicletas para aliviar o trânsito. Foi eleita a vigésima cidade amiga da bike no índice da Kopenhagenzie

      As bicicletas ganham espaço que antes era dos carros em Nova York

      As ciclovias, separadas do trânsito em Paris permitem um deslocamento seguro e rápido

      Portland, nos Estados Unidos, é uma cidade que tem investido no uso da bicicleta e por isso ficou em décimo primeiro lugar no índice. Uma das iniciativas da cidade foi a implantação das bikebox em ruas onde os carros fazem conversão à direita por cima da ciclofaixa. Quando o semáforo estiver vermelho, o carro deve parar atrás da caixa verde e a bicicleta na frente dele. Esta sinalização serve para lembrar o motorista da existência da faixa de bike, para que preste atenção na conversão

      Viena, na Áustria, empatou com o Rio de Janeiro como décima oitava cidade amiga da bicicleta. As ciclovias e ciclofaixas da cidade possuem sinalização especial

      Algumas ciclofaixas dividem o espaço da calçada com os pedestres em Viena

      acessado em 08 maio 2014.

      Não só na Europa, nos EUA e na Ásia também existem bons exemplos, que acessando o link acima, bikesnomundo podemos confirmar. Mas a Europa é realmente a campeã, lá existem políticas públicas realmente direcionadas para a bicicultura, construindo cidades mais sustentáveis e colocam em prática, pode até não ter a perfeição ainda, há problemas, sim há. Muitas pessoas que ainda querem se locomover de veículos automotores, sim há, mas também há uma parcela muito grande da população européia que não quer esse modelo carrocentrista preferindo utilizar a bicicleta e o transporte coletivo. Havendo lá investimento sério por parte dos gestores públicos preocupados em minimizar o problema dos congestionamentos nas grandes cidades europeias, não só em ciclovias, mas também em transporte público de qualidade. Nem se compara aos nossos problemas, que são imensamente maiores, principalmente quando envolvem obras públicas, dinheiro público, é outro grande problema que nem vou entrar no mérito.

      As ciclovias em calçadas implementadas nas cidades europeias e em algumas cidades nas Américas nem de perto lembram as calçadovias implementadas em Porto Alegre. A calçadovia da Restinga é uma aberração, uma verdadeira vergonha e espero que nenhum turista europeu a veja, pois será o maior fiasco da Copa em POA e sentirei vergonha de ser daqui! A calçadovia da orla outra, como bem lembrou o Felipe X, entrando em conflito direto com os pedestres, pois destina a maior parte para a ciclovia. Acho que os nossos engenheiros e arquitetos que fazem estas obras têm algum problema, pois eles estudam, estudam os bons modelos e experiências implementadas há décadas na Europa e quando vão colocar em prática aqui fazem algumas obras do absurdo, se fossem feitas lá, com certeza mandariam prender estes meliantes.

      Das ciclovias até agora implementadas em POA, muito poucas dá para dizer que são razoável, mas com algum problema. A maioria tem problemas sérios, outras são verdadeiras aberrações. Mas pelo Brasil a fora tem bons exemplos de ciclovias, Sorocaba-SP é um bom exemplo, no Rio também tem bons exemplos, entre outras.

      Podemos citar Campo Bom-RS, que em 1970 já tinha 30 km de ciclovias, porque não foram lá ver como se faz. Porto Alegre chega em 2014 com os gestores públicos se orgulhando de ter implementado algo em torno de 22 km de ciclovias, até dá vergonha de falar isso. E só implementou de 2010 para cá, mais uns 11 km devido toda a polêmica, repercussão e pressão dos cicloativistas, em torno do atropelamento coletivo da Massa Crítica pelo besta fera Recardo Neis em fevereiro de 2011. Além de estar tentando dar o golpe, na Câmara de Vereadores, fazendo lobe para vetar artigo da Lei do Plano Cicloviário, que trata da destinação de 20 % da arrecadação com multas pela EPTC, para construção de ciclovias e educação para o transito. Sendo a única garantia de verba para esta fim. Mostrando que é realmente um gestão carrocêntrica e rodoviarísta, como costuma citar o Vereador Marcelo Sgarbossa e ele está coberto de razão.
      Nestes mais de 20 anos pedalando pelas ruas desta cidade, posso afirmar com toda certeza, esta cidade é carrocêntrica e rodoviarista. E elegeu este modal, quando em 8 de março de 1970, às 20 horas, recolheu o último bonde para a garagem da Carris, acabando com o modal sobre trilhos nesta cidade. Porto Alegre já vem na contramão da história há décadas, assim o transporte coletivo desta capital ficou refém dos empresários de ônibus. As vezes dá vergonha de ser daqui!

    • rodineiporto disse:

      quinta-feira, 8 de maio de 2014 – Polípio Braga ONLINE
      Formadores de opinião para Fortunati: “Abra a cabeça, trabalhe mais, pare de blá-blá-blá !”

      Estes são os recados para o prefeito José Fortunati, foto ao lado:
      Abra a cabeça, faça acontecer, modernize, corra, trabalhe mais, seja simples e eficiente, fique esperto, pare de blá-blá e faça, trabalhe, profissionalize a área de turismo, faça menos politicagem.

      Na pesquisa que fez com 106 formadores de opinião,70% dos quais de Porto Alegre, intitulada “Retrato de Porto Alegre”, a Qualidata constatou que apenas “qualidade de vida” e “cidade hospitaleira”, de um total de 10 itens, lograram resultados positivos para a Capital do RS, sede de uma das séries de jogos da Copa do Mundo.

      . Isto significa que o nível de desaprovação foi de 80%.

      . Eis os itens rejeitados:
      – Não há estímulo a passeios e circulação pelas vias públicas.
      – Não sabe se divulgar nos outros Estados
      – Promoção no exterior não existe
      – Inexiste prática de gestão eficiente para os habitantes.
      – Idem para os turistas e visitantes
      – Porto Alegre não tem visão de futuro.
      – Os políticos não se preocupam com o turismo.
      – Não existe preparação e meios para receber bem a Copa ou qualquer evento internacional.

      . Quando a Qualidata pede aos entrevistados para listar o que acham que a cidade precisa, são encontrados itens como limpeza, infraestrutura, sinalização de ruas , aeroporto, estação rodoviária, segurança, ciclovias, hotelaria, mobilidade urbana.

      – Na comparação com outras cidades, Porto Alegre também fica muito mal, e isto que a visão é majoritariamente de portoalegrenses. Os fatores urbanos são quase todos desmerecidos, como transporte público, aeroporto, calçadas, orla, segurança pública, postos de informação, guias de turismo, parques temáticos, placas de ruas, sinalização, trânsito e estação ferroviária.

      É o povo nas ruas que está dizendo e a voz do povo é a voz de Deus!

  2. Luiz Felipe disse:

    Essa prefeitura é uma mentira!
    E o Plano Cicloviário? 3 pistas NOVINHAS e a ciclovia na calçada? que lixo de cidade

    • Felipe X disse:

      Fica assustador mesmo atrás do estacionamento do estádio: tem umas oito pistas e além da ciclovia estar na calçada não há sinaleira para pedestres.

  3. Pingback: Uma “calçadovia” na orla | Blog Porto Imagem

  4. Fabio disse:

    E na foto, povo bem educado passeando tranquilamente na faixa para ciclistas… em países com pessoas que respeitam o espaço das outras, é pintada uma faixa e desenhado uma bicicleta e esta pronta e definida a ciclovia, ninguém caminha nela e não precisa pintar de nada, botar guarda-corpo e qualquer outra burocracia que dificulta criar ciclovias aqui no brasil…

    • Felipe X disse:

      Claro, assim como elas estão fazendo isso, eu que passo ali diariamente posso te dizer que há ciclistas pedalando fora da ciclofaixa. Na avenida ao lado, há motoristas andando a 100km/h e não respeitando as faixas de pedestres.

      Por que isso? Por que tanto faz o modal, são as mesmas pessoas. Na realidade essa falta de educação não só dificulta criar ciclovias (se é que dificulta) mas explica a carnificina que é nosso trânsito.

      Mas guarda corpo não é para evitar a entrada de pedestres, é para evitar que um ciclista caia dentro da pista de rolamento em casos que a ciclovia fica muito próxima da rua. Ciclofaixas não precisam disso.

      • Fabio disse:

        Falta de educação de alguns motoristas, alguns ciclistas, alguns pedestres e alguns políticas. Os que ficam “fora da curva normal” atrapalham a vida da maioria.

    • Felipe X disse:

      Muitos aqui podem achar que não mas até entendo os motoristas. Estes dias dirigi de carro pela avenida beira-rio e tive uma real dificuldade de me manter no limite de velocidade. Aquilo foi feito para correr.

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