Ciclista morto por motorista sem CNH é identificado.

Foi identificado como sendo Alceu Goncalves da Silva, 49 anos, a pessoa que foi morta na manhã desta sexta-feira enquanto trafegava pela Estrada do Lami na Zona Sul de Porto Alegre. Alceu foi morto por um condutor que não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Mais uma claro exemplo das sérias conseqüências da falta de fiscalização, falta de punição, e, possivelmente o mais importante, da falta de educação para o trânsito por parte dos órgãos competentes – no caso EPTC e DETRAN.

Atualmente há uma lei que obriga o executivo municipal a investir 20% da verba arrecadada com multas de trânsito na educação para o trânsito e na construção de ciclovias — mas o governo Fortunati quer acabar com essa pouca garantia que temos de um trânsito mais humano. Na verdade, 20% é muito pouco – o ideal seria que todos os 80% restantes fossem integralmente investidos em educação para o trânsito e em acalmia de tráfego (traffic calming) — que é um conjunto de medidas de engenharia de trânsito com objetivo de acalmar o trânsito, para melhorar a qualidade de vida nas cidades. Têm sido cada vez mais implementada nas grandes cidades do mundo como San Francisco, Londres, Paris, Nova Iorque, Buenos Aires, Seul, etc.

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9 respostas para Ciclista morto por motorista sem CNH é identificado.

  1. Felipe X disse:

    Como disse o representante da EPTC na reunião com ciclistas, “não estamos fazendo freeways” – mas o que é aquilo na orla? Ah, lá é para carros, ele se referia às ciclovias quando falou em freeways.

  2. lobodopampa disse:

    Na minha opinião – sou morador da Zona Sul e amo o Extremo Sul – a maior e mais importante reivindicação de mobilidade e segurança para a região, já a partir de Ipanema, mas muito especialmente na zona rural, deveria ser a construção de ACOSTAMENTOS e/ou CALÇADAS.

    Naquelas vias arteriais, rurais, estreitas, sem delimitação lateral clara (o asfalto vai terminando assim de qualquer jeito) e laterais de terra/areia igualmente não urbanizadas, pedalar é para os fortes ou para os muito experientes. É REALMENTE perigoso.

    Caminhar já é ruim, até ficar parado esperando um ônibus num dia de chuva é ruim.

    Isso é muito perverso, porque entre outras coisas desestimula entre a população suburbana o transporte não-motorizado – que é justamente o mais acessível para essa mesma população.

  3. Renan disse:

    Sem entrar no mérito da questão das obrigações dos órgãos públicos que por eles não são cumpridas, me parece que cometes um equívoco imenso ao não citar a imensamente maior responsável pelo caos no trânsito e na bagunça que impera no País: a sociedade como um todo.

    Desculpe, mas não venha me dizer que é obrigação de EPTC ou do Detran “educar” os pobrezinhos dos motoristas, que não foram ensinados que excesso de velocidade é perigoso, que passar sinal vermelho pode matar ou que parar em fila dupla contribui para os engarrafamentos.

    O Brasil é o país do COITADISMO, todo mundo sempre tem uma desculpa para não cumprir suas obrigações, As pessoas sabem suas responsabilidades, apenas inventa-se desculpas para justificar os erros. Isso cansa,

    E essa mesma cultura do jeitinho, da Lei de Gérson e do coitadismo se vê no transito. Por mais que as nossas instituições públicas sejam falhas (quando não corruptas…), o fato é que não é “o Governo” o responsável por essa bagunça em que vivemos: os brasileiros, nós, é que somos. Enquanto não se tiver TOLERÂNCIA ZERO com corrupção, com crimes e, sim, com as infrações de trânsito, não tem jeito pra esse país não. Chega de ficar inventando desculpas pra justificar o monte de coisas erradas que a imensa maioria das pessoas faz todos os dias (inclusive desculpas como “educar os motoristas”).

    Tirou a Carteira? Então sabe muito bem como tem que se comportar no trânsito.

    Esse papo de “educar” é um mantra chatíssimo que virou padrão, hoje em dia…

    • Felipe X disse:

      Eu acho chatissimo sempre jogar para o sistema e dar um ar de não resolvivel ao problema. Tem que educar para o transito sim, desde a escola, e multar caro quando erra como em qualquer lugar sério.

    • Ricardo disse:

      Concordo contigo Renan.O que tem de motorista “injustiçado” por ter sido multado pelo azulzinho escondido atrás da árvore é uma enormidade.O sujeito prefere colocar a culpa na fiscalização do que assumir o próprio erro de ter transgredido a lei.Maturidade zero!

      E quanto a campanhas de educação,acho que elas são limitadas.São poucas as pessoas que se sensibilizam por uma propaganda do Detran no jornal dizendo “dê preferência a vida”.Deve haver rigor + bom senso das autoridades.Acho um absurdo,por exemplo,que a EPTC compactue com uma velocidade de 60km/h dentro da cidade,além de políticas que privilegiam os motorizados em detrimento das pessoas.Essa lógica perversa faz com que os motoristas sempre queiram andar num ritmo frenético na cidade,o que na maioria das vezes é a principal causa dos acidentes.

    • heltonbiker disse:

      Cada indivíduo não pode ser responsabilizado pelo efeito coletivo de suas ações, quando o GOVERNO, que é quem tem não só a capacidade como também a obrigação de estimular as ações coletivamente adequadas, não o faz, e não o faz não apenas como omissão, mas como descumprimento ostensivo da lei, ou pior ainda, mediante artimanhas políticas sorrateiras como é o projeto de lei que tenta desobrigar os 20% das multas.

  4. Renan disse:

    Tá bom, Helton, então continuemos jogando a culpa no “Governo”, esse ente malvado, e continuemos neste atraso de sociedade, onde não se deve punir o ladrão, pois ele foi jogado pela Sociedade na condição de delinuente, onde não se deve punir o corrupto, já que todo mundo rouba mesmo, e onde não só deixa-se de punir como, ainda, VITIMIZA-SE o infrator de trânsito por que, afinal, os orgãos públicos de trânsito não educam, não onestem, só querem arrecadar…. e, enquanto isso, sai da frente, senão os bacanas de carro nos atropelam com bicicleta e tudo!

    • Felipe X disse:

      Duvido que o Helton queira vitimizar o bandido. Mas a sensação de impunidade (na minha opinião originada tanto do executivo quanto do judiciário) estimula a acontecer isso, ah, acho que sim.

  5. Renan disse:

    onde lê-se “onestem” leia-se “investem”…

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