“Rampa” na Ciclovia da Ipiranga é perigo iminente para ciclistas

Recém pintado, o trecho da Ciclovia da Ipiranga na esquina com a João Pessoa é um verdadeiro teste de habilidade até mesmo para ciclistas habilidosos. Espero estar enganado, mas do jeito que está é só uma questão de tempo para que um grave acidente aconteça ali. Pouco tempo, por sinal.

Observação: No final do vídeo, me deu “um branco” e eu não consegui concluir minha fala. O que eu queria dizer era o seguinte:

“Alguns dirão que é alarmismo, ou que eu estou tentando avacalhar com a ciclovia como um todo, ou por questões de ataque à Administração Municipal, entretanto eu costumo dizer que esta ciclovia possui vários pontos positivos, pois é INFINITAMENTE melhor andar nela do que andar no meio dos carros e ônibus.

Entretanto, o trecho apresentado é muito, muito perigoso, e isso também precisa ser divulgado e encaminhado com a máxima urgência, e sem qualquer condescendência, antes que algo grave aconteça.

Acho que há pontos a ceder dos dois lados (ciclistas e EPTC) no que concerne a esta ciclovia. Ela realmente está longe de ser perfeita, assim como ruas, calçadas, hospitais e escolas estão longe de ser perfeitos. Realmente acredito que a EPTC não consegue fazer tudo que gostaria, e me parece que há coisas boas que eles gostariam de ter feito, nessa ciclovia, e não conseguiram devido a “correntes político-teóricas” em vários níveis do alto clero, mas ESTE ponto específico está inaceitavelmente perigoso, especialmente considerando o contraste com vários e vários outros trechos dessa ciclovia que estão bons ou até ótimos, e portanto merece denúncia, divulgação e encaminhamento urgentes.”

O aviso está dado. Por favor, autoridades, façam algo logo.

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10 respostas para “Rampa” na Ciclovia da Ipiranga é perigo iminente para ciclistas

  1. walescko disse:

    já andei por esse trecho e me senti como um praticante de freeride ou downhill

  2. André Gomide disse:

    muito bom o video Helton

  3. Aldo M, disse:

    Passei de bicicleta ali e constatei tudo o que o Helton escreveu. E mais: aquilo é uma armadilha mortal, pois a pintura atenua a percepção do declive. É preciso interditar já, e não apenas por avisos de ciclovia em obras.

  4. lobodopampa disse:

    Concordo com a análise e as opiniões acima.

    Acrescento a seguinte reflexão que tangencia o tema:

    se é verdade que esse trecho da ciclovia requer “prática e habilidade”, dou-me por conta (neste momento) que também é verdade que…

    …para detectar esse tipo de coisa é necessário um tipo bem particular de capacidade de observação e análise.

    Menciono isso pelo seguinte:

    1) eu mesmo passo nesse e noutros pontos da ciclovia e tendo minha mente ajustada para adaptar-me às condições, não me dou conta do risco real e iminente que um trecho específico ou outro apresenta àqueles que são por natureza menos adaptáveis ou menos hábeis/experientes

    2) ou seja, não basta ser “ciclista experiente” para detectar e analisar corretamente tais problemas

    3) imaginem então o que acontece se os responsáveis pelo projeto/execução não possuem NENHUMA prática ciclística, e (ao que tudo indica) pouco APREÇO por esse modal de transporte!!!

    4) me faz lembrar os arquitetos que constroem teatros baseados em algumas páginas de algum livro de acústica, mas que nunca freqüentaram teatros, nem gostam realmente de música – o resultado é que esses teatros SOAM MUITO MAL e são lugares pouco agradáveis para se trabalhar bem como para curtir

    5) por essas e por outras é que insisto há tempos: não basta ter recursos, não bastam os 20% das multas, precisamos de EXPERTISE!!!

    • heltonbiker disse:

      Artur, para mim o maior impacto e a maior diferença em termos de “antes” e “depois” na percepção das coisas foi começar a passear com minha esposa e meu enteado. Fica evidente a diferença entre o que é seguro, confortável, e até mesmo viável, quando somos forçados a perceber que nós “ciclistas” nos acostumamos a conviver com um tipo de condução da bicicleta que é radicalmente diferente do tipo de condução da população em geral. Por isso atualmente sou 100% favorável à existência de CICLOVIA SEGREGADA (coisa que muitos ciclistas e ciclotivistas julgam desnecessário, incluindo eu até um tempo atrás), e também sou 100% CONTRA o hábito relativamente comum de chamarem os “ciclistas” para dar opinião a respeito de como as ciclovias devem ser, devido às suas opiniões e percepções serem decididamente NÃO-representativas da população-alvo de usuários.

      • Meu caro Helton a consulta às opiniões é extremamente válida quando falarmos de ciclovias até para desprezar algumas e estudar outras, os pontos de vista diferentes devem sim ser levados em conta. De outro jeito acabou a entrevista do Arquiteto com cliente ou do Engenheiro com cliente ou com usuário. Ainda a observação é muito importante, e acredito que todos estes erros são oriundos da falta de observação no local que estava sendo adequado à ciclovia. Sinceramente as regras básicas de boa prática da construção civil, que são um bom projeto, bons materiais e o seguimento de padrões elevados de qualidade nunca poderão ser deixadas de lado. Tem que chamar sim os ciclistas que são os clientes desta gente da Prefeitura que planeja e que executa inclusive aos que como tu e eu estão preocupados com um uso cidadão da ciclovia, ou os que como tantos outros acreditam que até catador de latas, crianças em carrinhos e cadeirantes têm que usa-la. Tem que ouvir todo mundo e adequar os requerimentos ao máximo para que cada real gasto numa ciclovia tenha valido a pena de forma democrática e cidadã. Muito boa a tua análise no video e parabéns isto nos ajuda a crescer em todos os aspectos.

      • Felipe X disse:

        Achei estranho fazer esse post sobre segurança da pista e depois dizer que a própria opinião não é representativa 😛

  5. Alexandre disse:

    Pessoal, bom dia.
    No cruzamento com a Avenida Azenha, falta a ciclovia ser marcada na pista dos carros, sendo necessário que recuem a faixa para os veículos pararem, toda vez que atravesso ali, sempre tem um carro no caminho.

    • fmobus disse:

      Tem um outro negócio agora também: não tem nenhuma sinalização indicando essas trocas de lado da ciclovia. Tanto na ponte da Azenha quanto na ponte da João Pessoa Ou seja, o ciclista que não saiba de antemão dessa mudança: ela simplesmente acaba.

  6. Aldo M. disse:

    A troca de lado da calçada-ciclovia foi feita numa ponte com grande declividade.
    Uma pessoa já caiu neste lugar, ficou com o corpo todo dolorido, mas felizmente não precisou ser socorrida.
    A EPTC poderia ver isto como um aviso e tomar providências antes da tragédia que sabemos ser iminente.
    Nunca havia percebido tamanho descaso com a vida dos outros.

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