Emplacamento de bicicletas

Será discutido hoje, 9 de outubro, o projeto de lei do vereador paulistano Adilson Amadeu que pretende emplacar bicicletas no município. O argumento é que com isso será “possível fiscalizar, e com a fiscalização, pune-se o infrator e reduz-se o número de ocorrências de trânsito causadas por ciclistas”. Aparentemente o projeto carece de informações sobre que ocorrências seriam estas e que tipo de punição seria aplicada.

Ironicamente, este mesmo vereador já se demonstrou um “um crítico ferrenho da chamada indústria de multas de trânsito”, conforme seu site oficial.

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24 respostas para Emplacamento de bicicletas

  1. Miguel disse:

    Claro que o fato dele ser dono de uma grande empresa de despachantes nada tem a ver com essa vontade dele de “proteger” os ciclistas. Fonte http://vadebike.org/2013/10/emplacamento-de-bicicletas-em-sao-paulo-sera-votado/

  2. Enrico Canali disse:

    Tem que ser selado, registrado, carimbado, avaliado, rotulado…

  3. Claro, vereador… até porque todos nós sabemos que são bicicletas sem placas que causam mais de 40 mil mortes por ano nas ruas e estradas do Brasil. Suas prioridades estão certíssimas!

  4. Adriano disse:

    Qual é o real problema do emplacamento? Todos os veículos que trafegam nas ruas são emplacados, porque a bicicleta não deveria ser também?

    Que seja um serviço gratuito ora bolas.

    Sinceramente, não vi motivos para alarde.

    • Felipe X disse:

      Óbvio que não será gratuito. E mesmo que fosse, fico me lembrando daquela vez que emplacaram as carroças, não houve controle e logo caiu no desuso.

      Além do mais, se tu for no detalhe da PL, o vereador quer tornar obrigatório até sapato antiderrapante, o que ele quer é tirar as bicis da rua na verdade.

      Finalmente, fica a questão de o que querem resolver com isso.

  5. Adriano disse:

    Mas quanto aos demais pontos não concordo. Apesar de achar que o capacete deveria ser obrigatório, sei da pouca efetividade do mesmo. Mas o resto é muito idiota, ta louco: “uso de capacete, óculos, luvas e “calçado de sola antiderrapante”

    • Felipe X disse:

      Eu particularmente uso capacete sempre, mesmo quando uso bikepoa, mas acho que deixar obrigatório é muito complicado.

      Um dos grandes usos das bicis é na periferia, as pessoas usam para ir no mercadinho do bairro, etc e mal tem grana para comprar a bici. Chega a ser um problema social, é complexo.

  6. fmobus disse:

    Que bobagem esse projeto.

    Nenhum lugar do mundo emplaca bicicletas. Brasil não tem porque ser o primeiro, nem sob a égide de permitir a fiscalização. Pedestres também cometem infrações de trânsito, e nem por isso se fala em emplacá-los.

    Em verdade, nos países civilizados, os ciclistas e pedestres são fiscalizados e multados SIM, e não se precisa de placa pra isso. Basta apenas que o fiscal esteja presente e alcance a pessoa.

    Tornar o uso de bicicleta mais burocrático (seja por obrigar o capacete ou impor a placa) só vai fazer o número de ciclistas diminuir, e a diminuição dessa proporção sempre vem acompanhada duma piora na segurança deles, conforme já demonstrado pela literatura da área.

  7. André Gomide disse:

    exemplo legal lá dos nossos amigos nordestinos.
    “http://www.itamaraca.com.br/destaques/treinamento-amigo-moto/”

    Durante a semana da SIPATMA, 60 motoristas participaram de uma oficina onde tiveram a oportunidade de pedalar bem próximos de um ônibus a 60 km/h. A atividade contou com o apoio de instrutores e obedeceu a todas as normas de segurança.
    O exercício fez parte de uma oficina de prevenção de acidentes envolvendo os adeptos à bicicleta e teve o apoio da Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife (AMECiclo). A programação aconteceu nos dias 24 e 26 de setembro com aulas teóricas e práticas. “No primeiro momento, a gente relembrou as normas do Código de Trânsito e mostrou algumas situações corriqueiras, onde a condução de um veículo de grande porte pode colocar em risco a vida do ciclista”, comentou a representante da AMECiclo, Cristiane Crespo.
    O motorista José Alberto, que trocou o volante pelo guidom, falou sobre a sensação de pedalar bem pertinho do ônibus, numa distância de apenas 50cm. “Qualquer um teria um susto grande. Mesmo aqui, sabendo que é uma simulação segura, assusta. Eu já respeitava o ciclista e agora vou respeitar mais ainda”, revelou.
    A capacitação irá continuar para que os demais motoristas sejam sensibilizados sobre a importância de sempre respeitar as “magrelas” nas vias. “Com o aumento de bicicletas nas ruas, sentimos necessidade de preparar melhor a equipe. Por isso, estamos trabalhando para tornar a Itamaracá uma empresa amiga da bicicleta”, ressaltou a diretora de desenvolvimento pessoal Amélia Bezerra

  8. André Gomide disse:

    “http://vadebike.org/2013/10/motoristas-de-onibus-sentem-o-que-e-levar-fino-numa-bicicleta/”
    O pessoal do vádebike fez uma matéria bem legal sobre este assunto.

  9. José disse:

    Não entendo. Pessoal prega que bicicleta é um meio de locomoção, andam na via dos automóveis, cobram distância de 1,5 metro para outros carros, exigem uma via só pra eles, daí quando chega alguém e quer oficializar isso, eles não gostam e fazem beicinho.

    • Felipe X disse:

      Chegou a ler o PL? O cara quer exigir até sapato antiderrapante, óbvio que está querendo burocratizar.

      E ainda estou questionando qual problema será resolvido com o emplacamento.

    • Diego Canto Macedo disse:

      José

      Em nenhum lugar do mundo bicicletas são emplacadas. Mais uma vez nosso país vai inventar moda. É uma lei para tentar dificultar a circulação de bicicletas. Se formos seguir a tua lógica precisaremos emplacar os pedestres que também tem via própria.

    • FernandoFilho disse:

      “via dos automóveis”. Esse é o problema!

      • Felipe X disse:

        hahah pior, não tinha reparado. Ainda tem gente que acha que as ruas foram criadas para os automóveis. Mataram a aula de história hein.

      • André Gomide disse:

        Vc tocou no foco…acho que o senhor José(será que é Fortunatti ou Fogaça? kkkkkk) não deve ser motorista, pois se é não conhece o códico de trânsito.

      • André Gomide disse:

        digo:” …se é, não conhece…”

      • José disse:

        CAPÍTULO IV
        DOS PEDESTRES E CONDUTORES DE VEÍCULOS NÃO MOTORIZADOS

        Art. 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestres.

        § 1º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres.

        Acho que não é difícil de concluir que o ciclista montado na via equipara-se a um veículo não motorizado. Com isso, nada mais justo que ser emplacado assim como os outros veículos motorizados.

      • José disse:

        E usando a lógica do historiador Felipe X, as vias deveriam somente ser usadas por carroças e cavalos, visto que foram projetadas para isso, na Roma antiga.

      • Felipe X disse:

        Caro José, vamos em pontos:
        1- Sobre as placas, não sei como tu chegou de “não motorizado” a “motorizado”, deve ser uma lógica Monty Pytoniana. Mas concordo, as bicicletas devem ser emplacadas como outros veículos não motorizados: carroças, charretes etc, ou seja, sem placa. Aliás, no código a divisão entre motorizados e não motorizados é bem clara para, por exemplo, dizer quais precisam de habilitação.
        2- Imagino que tu te sentiu espertalhão sobre deixar apenas carroças, mas as ruas não existem para servir os veículos que trafegam nelas. Elas existem para transportar bens e pessoas. Os veículos vão mudando com o tempo e a própria bicicleta é muito mais moderna que as ruas, realmente.
        3 – Continuo esperando qual o objetivo do emplacamento além de encarecer e burocratizar, visto que não é necessário para expedição de multas.
        4- Mais uma vez, leste o PL? Ele não fala só de placas, mas até de sapatos antiderrapantes.

      • André Gomide disse:

        José,
        Continua achando que as “vias são dos automóveis” ?????

    • marcelo disse:

      Para fiscalizar não precisa de placa. Basta multar o cidadão.

  10. zé maria disse:

    Para fiscalizar não precisa de placa. Basta multar o cidadão! assim como é feito na Alemanha, ciclistas e pedestres são multados, conferindo-se o seu RG ou CNH. simples. agora emplacar bicicleta, tornar obrigatório uso de capacete entre outras firulas, só serve para tornar o uso da bike mais difícil a todos. Qual o sentido da norma?

    O CTB já estabelece que é obrigatório luzes, campainha e espelho. huummm. vamos pensar um pouco no sentido disto e veremos que:

    tais equipamentos são essenciais para que acidentes envolvendo o ciclista sejam prevenidos.

    Agora capacete – isso é proteger o cidadão da sua própria estupidez! se tu nao preza a tua própria cabeça, é o Estado que tem que te impor isso?? Já nao basta a criminalização do uso de drogas, mas dae já é outro assunto…

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