Pedestre em último lugar – atualizado

Resolvemos fazer um pequeno resumo do que o pedestre portoalegrense enfrenta diariamente em nossa cidade, em resposta a declaração do presidente da EPTC, dizendo que eles são geralmente responsáveis por suas mortes.

Caso queria colaborar com mais fotos ou vídeos, nos envie!

Primeiramente, o famoso semáforo para maratonistas, com direito a motorista furando o vermelho:

Em desrespeito ao código de trânsito, os carros são priorizados em relação aos pedestres, e lixeiras ficam em cima de uma calçada já estreitíssima:

Travessia bloqueda por Gradis na Assis Brasil:

A famosa calçada do Estaleiro só:

E a a calçada no mesmo local, mas do outro lado da avenida depois de uma chuva:

Calçada na Cristóvão Colombo com a Nova Iorque:

Na Cristóvão também, na altura do Hospital Militar:

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Cruzamento na frente do Cardiologia (sim, um hospital):

Muitas vezes os gradis dificultam a circulação de pedestres e até mesmo impede que eles voltem rapidamente para a calçada.

Cruzamento perto da praça André Forster, alguém tem um periscópio para o pedestre enxergar o sinal?

cruzamento

Esquina da Mauá com a av. Tomé:

Nova Iorque com a Cristóvão

Mais uma lixeira na Independência:

Lixeira na Independência

Mais lixeiras no caminho, na Félix do outro lado da rua fica o shopping Moinhos.

É tanta coisa na calçada que não sei o que mencionar.

Expandiram a Av. Grécia para que os automóveis chegassem rapidamente ao shopping próximo. E os pedestres ganharam isso no trecho entre as ruas Francisco Trein e Alvares Cabral .

Acessibilidade nas faixas de segurança.

A rampa é só decorativa, certo? O cadeirante que dê a volta.

Como aqui vai ser difícil alguém estacionar bloqueando a rampa, a faixa de seguranção dá acesso a ela e há uma placa no caminho, para compensar.

Várias demonstrações de desrespeito à faixa e a preferência ao pedestre.

https://vimeo.com/65868011

Avenida Loureiro da Silva, sob o viaduto Dona Leopoldina, no Centro de Porto Alegre. Imagine um cadeirante atravessando ou tentando usar a botoeira.

Obras na calçada do entorno da câmara de vereadores. As vagas para estacionamento estão garantidas, que tal tirar algumas para fazer uma calçada provisória?

câmara

Av. Protásio Alves, entre os números 5552 e 6066.

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Nada melhor que curtir o lindo pôr-do-sol na belíssima infra para pedestres e ciclistas da orla!

orla

Acesso livre a cadeirantes na novíssima Av Beira-Rio (vulgo freeway da orla):

cadeirante_na_freeway

E que tal o replantio das árvores cortadas do Parque do Gasômetro?

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Carlos Gomes (sentido sul-norte) após passar o viaduto da Nilo Peçanha, bem na frente da IESA e 24 de outubro esquina com a Bordini, na frente da agência de correios.

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Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, logo cruzando a João Alfredo.

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Note a proporção do espaço reservado aos veículos, a obstrução da calçada e a indiferença da fiscalização.

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Miguel Tostes quase esquina com Cabral

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Esquina da rua Múcio Teixeira com a avenida Ipiranga

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Avenida Protásio Alves, perto da Neuza Brizola.

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A calçadovia da Restinga:

E, claro, a estercovia. Ou um bueiro transbordando em plena Oto Niemayer há  anos e em conserto. http://wp.clicrbs.com.br/seuproblema/2013/09/04/conserto-esperado-ha-mais-de-tres-anos/

Então nos diga, EPTC, não há ao menos uma parcela de culpa em quem cuida da infra estrutura?

Agradecimentos ao blog PortoImagem Olavo LudwigGuaracy Monteiro, Cidade Mais Humana, Rosaura Monteiro Pinheiro, Fabio Lutz, Rafel Fanti e Helton Moraes pelas fotos e vídeos enviados!

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38 respostas para Pedestre em último lugar – atualizado

  1. heltonbiker disse:

    Calçada da Protásio Alves em frente à Churrascaria Barranco: postes, fios elétricos e folhas espinhosas na altura do rosto, menos de um metro de largura, saída de garagem sem visibilidade e extremamente perigosa.

  2. zigli disse:

    Observem no video “semáforo para maratonistas” um carro escuro que tranquilamente cruza a faixa para pedestres quando o sinal já estava pra lá de vermelho. Situação rotineira em Porto Alegre…

  3. Como faço para enviar minhas fotos de calçadas da Protásio Alves?

  4. pô, não tenho como filmar, mas tem o cruzamento da Venâncio com a João Pessoa, que até hoje não consegui atravessar sem correr.

  5. Fernando Filho disse:

    Semelhante à Nova Iorque com a Cristóvão: http://goo.gl/maps/rFuV3
    Na Independência: http://goo.gl/maps/xMpj4

  6. Ricardo disse:

    Este post tem que ser fixado,pra ver se a prefeitura toma vergonha na cara!

  7. Trecho da Av. Grécia entre Rua Francisco Trein e Rua Alvares Cabral (próximo ao Bourbon Wallig).

    O segundo vídeo foi para a Prefeitura há 56 dias e nada. Só são rápidos para pegar o nosso dinheiro.

  8. Uma faixa de segurança para???? Só se for para gastar o dinheiro do contribuinte ou atestar a falta de competência.

  9. Eduardo disse:

    O vídeo “Travessia bloqueda por Gradis na Assis Brasil” não se passa na Av. Assis Brasil, mas na Av. Protásio Alves, no cruzamento com a Rua Vicente da Fontoura.

  10. Marcelo disse:

    Participei de uma reunião com a EPTC na segunda-feira e a “técnica” da EPTC justificou todo espaço destinado aos carros dizendo que “é preciso manter um equilíbrio entre os diferentes modais”. Quase gargalhei na cara dela.

  11. Giovani disse:

    A foto descrita ser na frente do HPS, na verdade é na Av. Princesa Isabel.

  12. Marcelo disse:

    Na penúltima foto, não apenas há uma placa no caminho do cadeirante, mas a faixa de segurança não dá acesso à rampa para cadeirantes!

  13. Aldo M. disse:

    Alguns meses atrás, o Secretário dos Transportes de Porto Alegre, sr. Capellari, promoveu uma campanha de “educação” no trânsito que culpava os pedestres que usam fones de ouvido.
    Agora que ficou evidente a grande proporção de pessoas mais idosas entre os atropelados, que não costumam usar fones, ajusta o seu discurso, mas mantém a culpa no pedestre, acusando-o sempre de irresponsável.
    Ele, de forma consciente ou não, está reproduzindo uma velha propaganda da indústria automobilística.
    Há cem anos atrás, a culpa pelos atropelamentos era toda imputada aos motoristas. Os carros eram vistos como invasores das ruas, um espaço dos pedestres desde que a humanidade construiu as primeiras cidades.
    Para virar esse jogo, a indústria do automóvel começou a ridicularizar o pedestre, taxando-o como um andarilho “caipira” por seu costume de caminhar no meio da rua (jay walking). Ao mesmo tempo, cunhou a expressão ideológica “Era do Automóvel” para deixar claro que as ruas não eram mais das pessoas nesses novos tempos. Agora, as pessoas é que deveriam sair do caminho do “progresso”
    Isto foi na segunda década do século vinte. E é esta visão ideológica, casuística, de cem anos atrás, que ainda está norteando as políticas de mobilidade da administração piorou-vai-piorar do Fortunati.

    • Enrico disse:

      Pela mesma lógica dos “pedestres-suicidas-com-fones-de-ouvido”, caro Aldo, a EPTC deveria fazer uma campanha contra pessoas que andam de carro com vidros fechados e rádio ligado, não?

      • Felipe X disse:

        Eu tava pensando o mesmo, sempre jogam a responsabilidade no mais fraco de se cuidar “na selva” e não educam o mais forte a respeitar.

      • Aldo M. disse:

        Bem observado, Enrico.

        Mesmo sem rádio, o automóvel cria um mundo virtual para o motorista onde, em especial, a percepção da velocidade é imensamente prejudicada. É uma distorção da realidade muito mais pronunciada que a provocada por fones de ouvido e que, esta sim, causa graves ferimentos e óbitos.

  14. Aldo M. disse:

    Pois é, Felipe, e o pior dessa visão é isentar de culpa o verdadeiro responsável pelo “acidente”, o que tem a perversa consequência de incentivar atitudes agressivas dos motoristas.

    Quando um pedestre é morto atropelado, a absurda responsabilização do mesmo é uma condenação posterior a quem até já recebeu a pena: execução sumária em via pública. Uma pena não prevista nem para os crimes mais hediondos está sendo “aplicada” a quem não praticou crime algum.

    É como num estado de sítio, onde as pessoas podem ser assassinadas por que simplesmente sair às ruas, com anuência do governo, e ainda serem consideradas culpadas pela sua própria morte.

    Se vivêssemos num mundo menos insano, um secretário dos transportes poderia, no máximo, responsabilizar, e até multar, o pedestre distraído por eventualmente atrapalhar o fluxo dos veículos. Mas nunca imputar-lhe responsabilidade por estatísticas de mortos e feridos.

    Por isso há uma tendência mundial a reduzir o limite de velocidade na zona urbana para 30 km/h. Esta é uma velocidade que procura compatibilizar-se com a obrigação principal de qualquer motorista: não por em risco os demais usuários da via, especialmente os mais vulneráveis.

    Se um secretário de transportes não consegue sequer entender estes conceitos, precisa ser imediatamente afastado da função. A vida de muitas pessoas está desnecessariamente em risco por causa disto. E a vida não pode continuar a ser desperdiçada de forma tão displicente.

  15. Gabriela disse:

    Gostaria que alguém filmasse a demora na espera na travessia da rua Sarmento Leite, próximo à Osvaldo Aranha, quase em frente ao prédio de Arquitetura da UFRGS.

  16. Marcelo disse:

    Putaquepariu. Vejam isso, na novinha avenida Beira-rio:

  17. rbfanti disse:

    É possível medir o nível de civilização de um povo pela qualidade de suas calçadas…

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