Rotas alternativas.

Muitas pessoas têm vontade de usar a bicicleta como meio de transporte. Seja para ir ao trabalho ou buscar pão na padaria, mas o que eu ouço de muita gente é “tenho medo, o trânsito é muito complicado”.  Parte desta afirmação é verdade, o trânsito é sim complicado, infelizmente ainda não há respeito por parte dos motoristas com o ciclista, e os espaços nas cidades para ciclistas ainda são mais para lazer do que para o transporte prático do dia-a-dia. Mas não precisa ter medo.

Não dá para imaginar que logo após comprar uma bicicleta vai se sair pedalando na maior naturalidade entre motos, carros, ônibus e caminhões. Não tente isso, andar nas grandes avenidas exige uma certa experiência nas duas rodas, tu deves confiar em ti e na tua bicicleta.

Rotas alternativas podem ser um ótimo impulso. Nos acostumamos a andar sempre pelos mesmos lugares, onde andam a maioria dos carros e ônibus, mas isso não é obrigatório, principalmente para a bicicleta!

Por exemplo, para vir ao trabalho eu tenho a Cristóvão Colombo no meu caminho, uma avenida apertada, com estacionamento e trânsito muito pesado e nenhum espaço para bicicleta:

Um caminho de 2,8Km para chegar ao centro.

Aqui uma rota alternativa:

Uma adição de apenas 500 metros no trajeto, desvia de boa parte do trânsito mais pesado.

Ao invés de pedalar em um caminho cinza assim:

Pedale em um caminho assim:

Com certeza bem mais agradável! 🙂

Bem, comece logo, não espere, não se limite apenas aos finais de semana, cumpra seus objetivos como ir para o trabalho ou padaria. Mas antes de ir para as grandes avenidas (se forem necessárias), tome caminhos alternativos, mesmo que eles sejam um pouco mais longos. Vale a pena!

Texto de Fabian, do Paraciclos.
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8 respostas para Rotas alternativas.

  1. Felipe X disse:

    Perfeito!

  2. Pablo disse:

    Muito bom! O único ponto negativo é aparecer coxinhas dizendo: “não precisamos de ciclovia, hoje não vi nenhum ciclista na cidade”

  3. Beto Flach disse:

    Eu já tô achando que uma ciclovia pela rota alternativa seria muito mais interessante que pela “rota oficial”! Hehe!
    Muito boa a reflexão! Parabéns.

  4. fbpavao disse:

    O único porém é quando se pega vias com asfalto ruim no trajeto alternativo (depende do trajeto, claro).

    Eu até gosto de paralelepípedo, mas minha bike não aguenta o tranco.

    • Ricardo disse:

      E eu que tenho bicicleta com pneus de largura 28mm?Ás vezes tenho que usar um caminho mais demorado só para conservar os pneus da minha bicicleta.

  5. Gostaria de dizer que adoro atalho ou caminho alternativo, vivo fazendo isto quando dá. Mas ainda acredito que tem que remover a maioria do estacionamento de carros nas ruas de Porto Triste, sendo desenhada na rua, uma faixa amarela continua, que delimite a área de prioridade das bicicletas e que constantemente esteja chamando a atenção do motorista da presença dos nossos meios de transporte. Esta seria uma ciclovia alternativa que poderia criar rapidamente o sentido de respeito ao ciclista. Mas já sei, viajei, esqueci que é a EPTC, desculpem e saúde a todos.

  6. Pedro disse:

    Quanto a ter receio de andar de bicicleta no trânsito, é natural que se tenha. Convém lembrar que muitos novos motoristas também têm medo do trânsito quando tiram a CNH. Mas fizeram um investimento (no mínimo o custo de tirar a habilitação; talvez o carro, se não usar o da família), então a pessoa se sente compelida a enfrentar esse medo para justificar o investimento (há ainda a possibilidade da pessoa ser socialmente considerada um fracasso por não dirigir um automóvel).

    No caso da bicicleta, o investimento pode não ser tanto financeiro, mas de outra ordem: qualidade de vida, saúde, não pegar engarrafamentos. Pessoalmente, acho esse um investimento bem mais valioso e pelo qual vale a pena superar o medo e insistir. Uma hora o medo vai dando lugar ao prazer e um estado de atenção necessária, mas não tensa. Abraços!

  7. clarice disse:

    Vim de Novo Hamburgo, uma cidade tranquila para andar de bicicleta comparada à PoA. Mas estou indo para os meus dois trabalhos, todos os dias, de bicicleta. São cerca de 10 km no total. É de suma importância ter muita atenção e concentração no momento da pedalada, mas nada é impossível.
    Lembrando que pegar ruas menos movimentadas facilita e diminui o risco de acidentes.
    Viva a bicicleta!
    E um abraço a todos que tentam fazer do mundo um lugar diferente, muito mais divertido e consciente!

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