Punindo a vítima: EPTC instalará gradis em corredores de ônibus.

Com o objetivo de “evitar atropelamentos” EPTC vai intensificar a instalação de gradis ao longo dos corredores de ônibus.

Muitas vezes os gradis dificultam a circulação de pedestres e até mesmo impede que eles voltem rapidamente para a calçada.

Muitas vezes os gradis dificultam a circulação de pedestres e até mesmo impede que eles voltem rapidamente para a calçada.

Muitos pedestres são atropelados por ônibus todo mês fora das faixas de segurança. Preocupada com o alto índice de atropelamentos a EPTC se faz a pergunta: Como reduzir o número de atropelamentos de pedestre que atravessam fora da faixa de segurança? A resposta, obviamente é impedir o pedestre de atravessar fora da faixa. E como se faz isso? Instalando gradis que obriguem os pedestres a deslocarem-se até a faixa de segurança mais próxima. Parece lógico e sensato, não? As respostas são totalmente razoáveis. Mas, se queremos uma cidade mais segura, mais humana e principalmente boa para se caminhar, será que a pergunta que deveríamos fazer não seria outra? Afinal, se é mais seguro atravessar na faixa de segurança, por que as pessoas insistem em arriscar suas vidas atravessando fora delas?

A resposta a essa pergunta é mais complexa, pois são diversos os motivos que levam pedestres a terem esse tipo de comportamento. Em primeiro lugar, devemos nos questionar se atravessar na faixa de segurança realmente é seguro e garante a prioridade do pedestre como manda o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Qualquer pessoa que atravesse uma rua em Porto Alegre poderá nos dizer que a absoluta maioria dos motoristas não pára espontaneamente para os pedestres atravessarem na faixa. Se o pedestre é corajoso e avança na faixa de segurança mesmo antes dos carros pararem, boa parte dos motoristas param, mas não todos e muitos freiam em cima do pedestre e ainda o xingam por ser tão irresponsável. Em 2009, a EPTC criou um sinal de trânsito que não estava previsto no CTB – o sinal da “mãozinha” – através do qual os

EPTC chegou a pintar sinal da mão no asfalto antes de algumas faixas de segurança.

EPTC chegou a pintar sinal da mão no asfalto antes de algumas faixas de segurança.

pedestres deveriam esticar o braço, pedindo licença aos automóveis para atravessar na faixa de segurança. Por um certo tempo, essa política foi amplamente divulgada, alguns motoristas que não respeitaram foram multados  e a campanha ganhou até um prêmio. Mas logo caiu no esquecimento e hoje em dia é possível ficar cinco minutos com o braço levantado (se você agüentar) antes que um carro pare para você atravessar – por acidente descobri que o gesto é mais eficiente se na sua mão esticada você segurar um taco de beisebol ou outro objeto comprido e ameaçador.

Ok. A maioria dos motoristas não respeita a faixa de segurança espontaneamente, apenas se o pedestre se arriscar e se “jogar” na frente dos carros. Mas pelo menos na faixa de segurança alguns carros param, não é mesmo? Isto é verdade, se você tiver sorte, um carro parará na faixa permitindo que você faça a travessia com segurança. Então mesmo que a maioria dos carros não pare, a princípio é mais seguro atravessar na faixa de segurança pois alguns irão parar e deveria valer  e portanto valeria a pena atravessar na faixa e não fora dela.

Avenida Osvaldo Aranha não possui faixas de segurança entre a Avenida Cauduro e a Rua Garibaldi.

Avenida Osvaldo Aranha não possui faixas de segurança entre a Avenida Cauduro e a Rua Garibaldi.

Mas aí vem a segunda questão: as faixas de segurança são convenientemente localizadas? Nem de perto. A maioria das travessias de pedestres obriga as pessoas a fazer um caminho que elas não seguiriam naturalmente e muitas delas forçam o transeunte a caminhar dezenas de metros a mais que o necessário. A tendência natural das pessoas é realizar o caminho do menor esforço, o caminho mais curto e não faz sentido forçarmos o pedestre a realizar caminhos mais longos para privilegiar o transporte automotor – até mesmo porque o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre prevê que o pedestre tenha prioridade no planejamento urbano sobre os automóveis. E isso quando há faixas de segurança! Em muitas avenidas de grande fluxo, por exemplo é possível caminhar centenas de metros antes de encontrar uma faixa. E como é previsto no CTB, o pedestre fica livre para atravessar fora de faixas de segurança se não houver uma a até 50 metros de distância.

cruzamento-página001Mas vejam o exemplo a seguir. Para atravessar a Avenida Osvaldo Aranha do ponto A para o ponto B, ao invés de fazer uma linha reta (verde), o pedestre é obrigado a fazer um zigue-zague (em vermelho). Mas não bastasse o percurso maior, quem se desloca a pé ainda tem que aguardar 5 semáforos independentes, para que consiga realizar a travessia. O ato de atravessar uma rua, que seria realizado em alguns poucos segundos, acaba levando diversos minutos. Tudo isso para privilegiar o fluxo de automóveis que entra pela rua Venâncio Aires. Realmente, a única solução para fazer com que as pessoas sigam por um caminho estúpido e injusto como esse é impedindo com gradis que ela faça qualquer outro percurso. Este é um exemplo extremo, mas existem dezenas de exemplos mais sutis, mas que igualmente penalizam o pedestre em nome do fluxo acelerado de automóveis. A poucos metros deste cruzamento há um outro exemplo, na esquina com a Rua Felipe Camarão, onde o pedestre que segue pela Osvaldo Aranha é obrigado a entrar vários metros para dentro da Felipe Camarão para apertar um botão e aguardar que o sinal abra para a sua travessia – tudo isso para que, mais uma vez, automóveis possam dobrar a esquina sem reduzir a sua velocidade.

Estes são dois exemplos do caminho ideal para pedestres segundo a EPTC, já devidamente cercados com um alto número de gradis. Esses caminhos são tão absurdos, que mesmo com todas as grades, tem gente que ainda acha mais prático passar por fora da grade e tentar a sorte atravessando fora dos caminhos pré-determinados. Não, isso não quer dizer que essas pessoas sejam insanas, irresponsáveis ou não tenham amor pela própria vida. Isso simplesmente significa que essas pessoas não desejam se submeter a uma política de mobilidade injusta e carrocêntrica, significa que elas não querem perder seu tempo e esforço em um traçado que para eles não faz o menor sentido.

O que os planejadores urbanos (se é que eles existem em Porto Alegre) parecem não entender, é que é preciso fazer escolhas: ou vamos construir uma cidade segura e agradável para pedestres, ou vamos construir uma cidade com um trânsito de automóveis intenso com todos os problemas de segurança que isso traz. Não é possível ter os dois.

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51 respostas para Punindo a vítima: EPTC instalará gradis em corredores de ônibus.

  1. Felipe X disse:

    Ahh mas todo mundo sabe que quem cansa são os carros se tiverem que dar a volta na quadra para dar retorno..

  2. Anônimo disse:

    Grades…

  3. Felipe X disse:

    Eu só gostaria que publicassem estatísticas de antes e depois da instalação dos gradis. Honestamente duvido (opinião, nada mais) que resolva alguma coisa, e é mais um obstáculo para os pedestres nas nossas péssimas calçadas.

    Há muita coisa que pode ser feita para reduzir a violência. Inclusive educar os pedestres e por que não multá-los? Apertar a fiscalização contra motoristas que tem extensas listas de infrações?
    E em último caso, sim, instalar instalações físicas, mas uma coisa pensada de acordo com o mobiliário urbano, não umas cercas de canil como fazem.

    • fabiolutzpoa disse:

      Concordo com tudo o que foi dito. Acho que realmente as soluções para o trânsito aqui em Porto Alegre são muito mal planejadas. Porém, existe muita gente que prefere arriscar a morte a perder alguns segundos. Moro aqui na esquina da Carlos Gomes com a Protásio, a 20 metros da rótula. Uso a rótula quase diariamente para atravessar tanto a Carlos Gomes como a Protásio. Demoro, em média, 1 – 2 minutos para isso. Porém, tem gente que, para economizar 30 segundos (e às vezes nem isso, pois chegamos juntos ao outro lado) se arriscam passar por cima do viaduto, enfrentando os carros. Já presenciei uma mulher com um nenê de uns 3-4 meses no colo fazer isso. Cheguei a tirar fotografias com o meu celular de pessoas fazendo isso.

      Então, acho que, qualquer solução passa por um educação do pedestre também.

      • Diego Canto Macedo disse:

        Este é o ponto fabiolutzpoa. Se falta educação tanto de pedestres e motoristas, as primeiras providências de contenção de curto prazo para diminuir acidentes a serem tomadas deveriam ser contra os carros, pois eles é que representam o perigo no trânsito. Educação é algo que demora mais tempo para mudar.

      • fabiolutzpoa disse:

        O fato é que a nossa cidade está muito orientada ao uso de carros. Se forem tomadas medidas apenas contra os carros, neste momento, a circulação diminuirá ainda mais, aumentando os engarrafamentos no curto prazo. E é importante lembrar que, apesar termos alguns corredores de ônibus, eles acabam ficando presos em engarrafamentos muitas outras vias (ipiranga, borges, goethe/mariante, etc). Assim, não há uma solução muito simples no curto prazo. Eu acho que todas as vias maiores deveria ter faixa exclusiva de ônibus (removendo-se o estacionamento à direita), assim, aumentaria a eficiência desse transporte e, consequentemente, sua aceitação. Isso, por si só, diminuiria o tráfego de carros e, então, poderiam ser aplicadas essas restrições a eles. Esse sistema foi aplicado com sucesso em Bogota, que diminuiu 25% o tráfego de carros na cidade. Porém, o assunto em discussão neste post é justamente os gradis nos corredores de ônibus, logo a única solução, neste caso, seria um sistema de metrôs mais eficiente que o de Paris ou de Londres (onde também há carros, engarrafamentos e atropelamentos), que permitisse a proibição de qualquer tráfego automotor na superfície, o que é absolutamente inviável.

      • Marcelo disse:

        Fabio, isso se soluciona com facilidade, é só criar faixa exclusiva para ônibus em todas essas avenidas que citaste.

      • Aldo M. disse:

        Em São Paulo, a CET marca com cones a faixa da direita de algumas avenidas para tráfego exclusivo para ônibus nos horários de pico.
        Por que uma solução tão simples não é usada em Porto Alegre, para mim, é um grande mistério. E também uma enorme irresponsabilidade da administração municipal que assim impõe a dezenas de milhares de cidadãos uma redução apreciável de qualidade de vida.

  4. Leone Cesca disse:

    Esse é o problema Felipe X. Ninguém coleta estatísticas na EPTC.

  5. Laura disse:

    Na Felipe Camarão, os gradis não são apenas para evitar a travessia de pedestres, são também devido ao grande número de acidentes que invadem a calçada naquele trecho. Os carros não reduzem a velocidade naquela curva. Se não houvessem gradis, o número de vítimas seria ainda maior.

    • Marcelo disse:

      Oi Laura, desculpa discordar, mas os gradis instalados ali não tem estrutura para resistir ao impacto de um carro, diferentemente de um guard-rail. Se um carro em alta velocidade se choca com o gradil, ele derruba o gradil e invade a calçada igualmente.

      Se o objetivo é evitar acidentes, então que se force os automóveis a reduzir a velocidade, com o estreitamento de pista, por exemplo.

      • andre disse:

        Cara, discordo fortemente de ti!
        Tu nunca deve ter visto um carro montado num gradil.. eu já vi, se o gradil não estivesse ali, o carro teria parado lá lateral de um prédio… Ele não são guard-rail, mas amortecem sim o impacto.

      • Aldo M. disse:

        No ano passado, um automóvel arrancou completamente o gradil do refúgio de pedestres no canteiro central da Padre Cacique (no semáforo para pedestres em frente à Trevisa). A falta do gradil permanece até hoje para quem quiser conferir a prova de que ele não oferece resistência ao impacto de um automóvel.

  6. taisascavone disse:

    Isso é o típico exemplo do dinheiro posto no lixo. Novo, o gradil é muito ‘bonitinho’ mas os próprios carros e ônibus se dedicam a destruí-los quando saem do controle de seus condutores. Como a Prefeitura tem a verba de EXECUÇÃO mas não conta com a de MANUTENÇÃO os gradis destruídos demoram a ser recuperados dando início a um círculo vicioso. Gradil novo, gradil danificado, pedestre fora da faixa, atropelamento, gradil novo…. Isso nunca resolveu além de deixar a cidade feia e com atestado de povo sem educação. Faixas prioritárias onde as pessoas cruzam. Os carros, mais rápidos e à prova d´água, que esperem.

  7. Carmelita disse:

    Isso tudo sem contar com as sinaleiras para pedestres que demoram até 3 minutos para abrir, ex.: em frente a Usina do Gasômetro e a que dá acesso à UFRGS pela Redenção. Não são poucos os transeuntes que se arriscam antes para não ter que esperar tanto, principalmente em dias de chuvas que o banho de lama é inevitável nestes locais.

    • Aldo M. disse:

      Qualquer engenheiro de tráfego sabe (ou deve saber) que, em qualquer lugar do mundo, a possibilidade da chamada “travessia imprudente” aumenta muito quando o tempo de espera é maior que 30 segundos.
      Então, por que perverso motivo programam semáforos que fazem os pedestres aguardarem vários minutos?

  8. Flávio S. Beylouni disse:

    As faixas de segurança já são feitas de maneira a privilegiar o fluxo de carros. Por que será que as linhas são desenhadas na direção em que andam os carros e não perpendicularmente, como daria a idéia de que a preferência é do pedestre?

    • Aldo M. disse:

      Acho que sei por quê são pintadas assim. Vi uma foto de Pompéia onde as ruas são uns 40 cm abaixo do nível das calçadas. Nos locais de travessia de pedestres, há paralelepípedos longitudinais que permitem as rodas das carroças passarem entre eles e os pedestres cruzarem a via no mesmo nível da calçada. Com isso, as carroças não invadem as calçadas, e os pedestres só atravessam em locais determinados sem atrapalhar demais o fluxo das carroças. Pelo visto, o conceito se manteve nas faixas-de-segurança modernas.

  9. Enrico Canali disse:

    Perfeita a análise, como sempre. mas tem mais um ponto: se os atropelamentos por ônibus são tão freqüentes, por quê não se pensou em instalar limitadores de velocidade neles?

    • taisascavone disse:

      ‘Porque equipamentos que ‘limitem’ de alguma forma carros e seus motoristas são usados fora do Brasil, aqui usamos equipamentos que limitam pedestres!’ Parece-me bem possível que algum dia, alguma pessoa ligada à administração do Município nos dê uma resposta assim.

    • Aldo M. disse:

      O que me intriga é permitir que ônibus circulem a mais de 40 km/h nos corredores, pois isto, na prática, quase não reduz o tempo de viagem. As paradas são relativamente próximas (500 metros entre uma e outra), então os ônibus passam a maior parte do tempo acelerando, desacelerando ou parados. Isso limita a velocidade comercial do sistema em 25 km/h, num cálculo bem otimista. Só há sentido em aumentar a velocidade máxima se as paradas forem espaçadas pelo menos 1 km uma da outra. O Trensurb, por exemplo, atinge 90 km/h, mas possui estações a cada 2 km. Com isso, consegue desenvolver uma velocidade comercial de 45 km/h.

      Então, por que permitem que os ônibus em Porto Alegre transitem legalmente a 60 km/h? Há alguma outra explicação além da provável estupidez da administração municipal e dos permissionários?

      • Walescko disse:

        Trensurb entre a Esttação Santo Afonso e Rio dos Sinos, chega traquilamente a 90km/h, conversando uma vez com um condutor, em qualquer trecho entre estações pode-se chegar a 70km/h sem problemas.

  10. Aldo M. disse:

    Os gradis têm uma função muito importante nos sistemas BRT, onde a cobrança da passagem é feita fora dos ônibus: evitar o acesso de não pagantes às áreas de embarque das estações, um problema relevante nos países do terceiro mundo. O acesso área de embarque deve poder ser feito em apenas uma das extremidades das estações, onde há controle do pagamento da passagem.
    Por que o Capellari hesita tanto em revelar isto?

  11. euflorae disse:

    Texto perfeito. E quando param em cima da faixa e o pedestre não tem como atravessar? Devemos voar por cima dos carros/ônibus? :-/

  12. Rafael disse:

    Gostaria de acrescentar que muitas esquinas e contornos de ruas são feitos para aumentar a velocidade dos carros. Por exemplo, passo todos os dias em uma esquina que não possui semáforo para pedestre e nem tempo entre a abertura dos sinais de duas ruas convergentes. Ainda por cima a esquina possui um formato “não de angulo reto” e portanto aumenta a distancia que o pedestre deve correr para atravessar a rua. Ou seja, a lógica em São Paulo é totalmente pensada para os carros, enquanto o pedestre que se vire. Triste ver como isso incentiva os motoristas acharem que são donos das ruas…

    Gostaria de saber como peço para instalarem esse semáforo de pedestre

    Obrigado

  13. Niro disse:

    A conclusão é que a falta de educação do motorista de carro impera também na grande falta de educação do pedestre.
    “Isso simplesmente significa que essas pessoas não desejam se submeter a uma política de mobilidade injusta e carrocêntrica, significa que elas não querem perder seu tempo e esforço em um traçado que para eles não faz o menor sentido.”
    O justo não é só para um lado. Você usou dois peso uma medida.

    • Marcelo disse:

      Óbvio que usei dois pesos e duas medidas. Em primeiro lugar pedestre tem preferência no planejamento urbano segundo o PDDUA, em segundo lugar o pedestre é mais frágil, em terceiro lugar quem cria o risco é o automóvel em terceiro lugar o pedestre faz mais esforço que o motorista para se deslocar.

  14. George disse:

    Concordo com os teus argumentos e acho que o texto foi muito bem escrito. Meus parabéns. Mas tenho a impressão que na imagem que tu utilizou de forma ilustrativa existe uma forma mais ágil de se deslocar do ponto A para o ponto B, basta atravessar na sinaleira existente no cruzamento com a Ramiro Barcelos. =)

  15. roberto disse:

    Isso sem contar que aqueles botões que colocam nos semáforos para o pedestre apertar para atraversar, não tem um que funciona de verdade. Somente fazem o pedestre passar os minutos apertando, pelo menos fica distraido e entretido… As sinaleiras não trocam nunca por causa do botão, ms o fazem quando estão programadas e basta… esses equipamentos, na verdade tem uma unica finalidade efetiva: desperdiçar dinheiro público para a sua adquisição…

    • Aldo M. disse:

      Descobri que o sinal para pedestre parece só abrir quando o fluxo de carros já ficou retido em uma sinaleira próxima. Ou seja, o pedestre precisa aguardar o momento em que cause o mínimo de impacto para os automóveis.

  16. Consciente disse:

    Faltou o quarto lugar, se todos pedestres fossem conhecedores das leis e normas de conduta que regem um ambiente urbano, regras necessárias para o ordenamento harmônico entre espaço, pessoas, veículos. Saberiam que existindo uma faixa de pedestres ele tem a obrigação de utilizá-la até um raio de 50metros.

  17. Luis Costa disse:

    Pessoal concordo que nosso transito é pensando exclusivamente para os automóveis, porém penso que é utópico não pensar dessa maneira, se com o transito pensado dessa maneira, nossa cidade para no horário de pico, imagina se não fosse dessa forma.
    Porém é necessário dar condições dos pedestres circularem, uma medida que para já deveria ter sido tomada, seria a construção de passarelas em Avenidas de grande movimento, como as perimetrais, Avenida Ipiranga, Protásio etc…
    Não existe exemplo melhor do que a PUC, quantas e quantas mortes ocorriam ali na travessia da Ipiranga, antes de construírem a passarela??? Eu nunca mais ouvi falar de pessoas atropeladas na frente da PUC, esse tipo de medida sim protege o cidadão, colocar barreiras para impedir o acesso é uma medida paliativa, e que não tem efeito algum. Precisamos de projetos reais de mobilidade. Inclusive é bom ressaltar, ao colocar uma passarela, não é necessário se preocupar com faixa de segurança ou sinaleiras, os carros seguem seu fluxo normalmente e os pedestres também.

    • Marcelo disse:

      Luis, dê uma pesquisada sobre demanda induzida. Recomendo leres este segundo artigo, que mostra que na verdade quanto mais se investe em vias para automóveis, mais congestionamentos temos:

      https://vadebici.wordpress.com/2013/02/16/por-que-a-construcao-de-mais-ruas-nao-alivia-os-congestionamentos/

    • Aldo M. disse:

      Luis, sintetizaste o senso comum de que fazer uma engenharia de tráfego voltada principalmente ao automóvel beneficiaria o fluxo de automóveis.
      Entretanto, isto é um completo equívoco.
      Ao dificultar a circulação de pedestres e ciclistas, dois modais de transporte que ocupam pouco espaço nas vias públicas, muitos acabam optando pelo automóvel. A consequência é o aumento dos congestionamentos que prejudica a todos.
      Ou seja, como o espaço público é, e sempre será, insuficiente para que todos optem pelo automóvel, é preciso incentivar os modais mais eficientes: a pé, de bicicleta ou de ônibus.
      Paradoxalmente, só assim será viabilizado o automóvel como opção de deslocamento eventual ou por uma parte da população.

    • Walescko disse:

      a passarela da PUC somente é usada por não haver alternativas próximas a ela que proporcionem a travesia, até uns anos atrás havia ainda a velha ponte de pedestre na frente da puc interditada como se estivesse impedindo o transito do exército inimigo, faltava apenas um sentinela de plantão ali.

  18. Álvaro Santi disse:

    Olhando no google maps a região que aparece na foto, vê-se uma faixa de pedestres, na esquina da Ramiro, cuja existência enfraqueceria bastante o exemplo apresentado. Eu mesmo já a utilizei diversas vezes. Ela teria sido removida recentemente pela EPTC?

  19. Marcelo disse:

    Não entendi, Álvaro. O exemplo apresentado fala do cruzamento da Venâncio Aires com a Osvaldo Aranha e tu estás falando da Ramiro Barcelos. O que uma coisa tem a ver com a outra?

    • Álvaro Santi disse:

      É simples, o trajeto a ser percorrido pelo pedestre entre os pontos A e B marcados na foto, se utilizada a faixa que mencionei, é bem mais curto do que o trajeto assinalado em vermelho.

      • Marcelo disse:

        A idéia de forçar a pessoa que quer atravessar uma rua a caminhar uma quadra inteira até o próximo cruzamento é absurda.

  20. silver price disse:

    O equipamento passará por testes no início da manhã de sexta, passando a operar às 9h. O volume de veículos e pessoas pelo cruzamento aumentou nos últimos meses. Além de ser caminho para bairros bastante populosos, recentemente, a região ganhou um grande condomínio, o Videiras, para cerca de 100 famílias. A medida visa aumentar a segurança de motoristas e pedestres.

  21. Existe um lance chamado passarela… invenção moderna.

  22. Becky Glass disse:

    Em vias de tráfego rápido, como em grandes avenidas onde as passarelas e faixas de pedestres ficam distantes uma das outras ou de locais de grande movimentação, é comum vermos pedestres se arriscando entre os carros, deixando de fazer uso desses recursos que visam aumentar sua segurança na travessia, e acabam se expondo a atropelamentos.

    • Marcelo disse:

      O problema, Becky é que passarelas e faixas de pedestres não deveriam ficar distantes uma das outras, tanto o é que o Código de Trânsito estabelece que o pedestre têm preferência sobre o trânsito de automóveis para atravessar a via se não houver faixa de segurança a menos de 50 metros.

  23. Guilherme M. disse:

    Um outro exemplo de travessia meio complicada em Porto Alegre: no cruzamento entre as Avenidas Osvaldo Aranha e Paulo Gama e o Túnel da Conceição. Para quem quer seguir pela Av. Osvaldo no lado par da avenida em direção à UFRGS e ao hospital da Santa Casa – ou vice-versa -, a maneira mais segura de seguir o caminho é atravessando a Osvaldo, depois a Paulo gama em frente à Universidade, após a Osvaldo de novo, cruzando todas as pistas inclusive o corredor de ônibus. Leva uns quantos minutos só nesse pequeno trecho. Eu sei que seria sonhar demais, mas uma passarela naquele local seria uma “mão na roda”.
    Dá para contar nos dedos quantas passarelas e quantos túneis para pedestres existem em Porto Alegre!
    Passarelas: a da Rodoviária, a do Parcão, a da PUC, a da Estação Aeroporto/Trensurb, a da estação Anchieta e as duas da freeway – uma próxima ao DC Shopping e a outra próxima ao Makro;
    Túneis: os das estações Mercado e Rodoviária da Trensurb, o do viaduto Mendes Ribeiro (Protásio Alves x Carlos Gomes x Tarso Dutra), o do Terminal Triângulo e o do Museu Iberê Camargo.
    Há lugares em POA que precisam, mas é que são obras caras mesmo, por isso os governantes preferem encher de sinaleiras para os pedestres, que dificilmente são respeitadas. Sempre tem um ou mais carros querendo aproveitar o amarelo e passam correndo já no vermelho, além de ônibus e lotações que param em cima das faixas. Mas, nesses casos, a culpa nem sempre é dos condutores destes, é do mau planejamento das paradas de ônibus e dos semáforos, instalados muito próximos uns dos outros.

  24. Pingback: EPTC culpando os pedestres | Vá de Bici

  25. Ana disse:

    Não li todos os comentários. Desculpem se repetirei algum assunto mas consegui perceber que, menos lembrado ainda, são as pessoas com mobilidade prejudicada, tipo velhinhos, cadeirantes, “muletantes”,… As poucas rampas que existiam para cadeirantes, agora estão com essas cercas instaladas exatamente em cima delas e sequer tiveram o cuidado de colocar novas rampas no novo local de travessia. E alguns também devem saber o quão difícil é para quem está de muletas, andar trechos maiores! Ainda mais quem está com um problema temporário, como pé quebrado, e não tem a musculatura desenvolvida para andar muito!
    …triste…

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