Proposta de Acordo para a Prefeitura usar os 20% das Multas.

Existe uma possibilidade de se oferecer um acordo para a Prefeitura e a EPTC concordarem em usar os 20% de multas em medidas sócio-culturais e na implantação de ciclorrotas em faixas compartilhadas.

Qual a sua opinião?

https://docs.google.com/file/d/0B2VQlyh06ogPMUg4cDA4cW9TR28/edit?usp=sharing

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26 respostas para Proposta de Acordo para a Prefeitura usar os 20% das Multas.

  1. Renato SP disse:

    Ola pessoal. Minha sugestão é que os 20% do valor das multas sejam aplicados integralmente na construção e manutenção do plano diretor cicloviário. Sejam construídas ciclovias, ciclofaixas e o sistema cicloviário de nossa cidade. As medidas sócio educativas são importantes, mas devem ser executadas com recursos provindo de outras fontes, pois o sistema cicloviário vai consumir um volume alto dos recursos principalmente em seu inicio. Essa é minha sugestão. Obrigado pela oportunidade e um abraço a todos os pedalantes.

    • fabio disse:

      Eu particularmente aceitaria de bom grado que TODOS os 20% fossem utilizados pra campanha educativa, desde que realmente incisiva. Imagine encontrar faixas e placas por toda a cidade, com dizeres como:

      “MOTORISTA: Ao ultrapassar bicicleta, troque de faixa”
      “MOTORISTA: Ao converter, aguarde a passagem de pedestres e bicicletas”
      “MOTORISTA: Onde não houver ciclovia, o trânsito de bicicletas é NA VIA e COM PRIORIDADE sobre o veículo automotor”

      Adicione a isso uma orientação aos agentes de trânsito para multar mais agressivamente as agressões a ciclistas (que também pode ser entendido como “campanha educativa”, já que tem gente que só aprende quando mexe no bolso).

      Com essas ações, nem precisaríamos de ciclovias.

      • Luiz Felipe disse:

        Eu concordo com o Fabio, até porque SOMOS o trânsito também. No entanto, depois do episódio do Cadu, que mesmo sendo um ciclista rápido foi atropelado. Assim sendo, nota-se que a ILUSÃO DA SEGURANÇA que tanto argumento se apresenta e muito, pois mesmo ciclistas como eu que andam rápido acreditando na ILUSÃO DA SEGURANÇA uma vez que pedalando rápido não “incomodariam” os motoras malucos mostra-se equivocada pois nada nem ninguém nos respeita, além de em eventuais acidentes nos machucarmos mais.
        Sou a favor de multas e fiscalização em toda esquina, em TODA PARADA DE ÔNIBUS, principalmente nas grandes como a da PUC, pois os ônibus, simplesmente, fecham a tudo e a todos para parar e não respeito nem os ciclistas que estão na mesma velocidade do trânsito. Temos que conseguir os dados de multas por desrespeito ao 1,5M, bem como de fechadas e de não ligar pisca nas esquinas. Para isso seria muito proveitoso um videos de 2 minutos em qualquer esquina e que mostrassem que mais de 50% não ligam o pisca e não respeita o 1,5M
        Somente discordo do investimento EXCLUSIVO EM EDUCAÇÃO, pois infelizmente as “ciclovias” e outros ARREMEDOS cicláveis, mostram-se úteis para PEDALANTES DE BAIXA VELOCIDADE, uma vez que quanto mais devagar se pedala mais motoristas se prevalecem conosco. Sobretudo, para proteger os ciclistas das bicis alugadas laranja. E outros, como minha namorada que É DE PARAR O TRÂNSITO devido a baixa velocidade.
        PS: sugiro que se crie uma enquete ou algo do gênero, como um post, para que tratemos a respeito da ILUSÃO DE SEGURANÇA para ciclistas que andam rápido.
        Abraço a todos

    • airesbecker disse:

      Renato, obrigado por sua opinião.
      Temos cinco considerações:
      1ª As obras que estão por ocorrer têm verbas federais e amparam a construção de ciclovias e ciclofaixas com estas verbas.
      2ª As outras implantações são feitas com contrapartidas de licenciamentos de projetos por empresas como a da Av. Ipiranga que é paga pelo Zaffari e pelo Shopping Praia de Belas.
      3ª Mesmo com todas estas verbas, que são muito maiores que os 20% das multas, ainda assim o crescimento da rede cicloviária é pequeno e esta precisa ser ampliada com faixas compartidas, pois o problema das ciclovias é a dificuldade política de tirar espaço dos carros não só as verbas.
      4ª Existe sim uma necessidade de medidas sócio-culturais educativas.
      5ª As faixas compartilhadas é a modalidade que legitima e integra a bicicleta no tráfego.

    • Bagual disse:

      Já eu concordo com o Renato. Gostaria de ver os 20% sendo utilizados integralmente na construção das ciclovias. Só assim para conseguir a prefeitura construir o PDCI até, digamos, 2018. Eu penso que as placas/faixas com os dizeres sugeridos pelo Fabio estão inclusos no custo de infraestrura física, a ciclovia propriamente dita. Deixar eles aplicarem essa grana em “campanhas” e “medidas sócio-culturais” é abrir espaço pra escutar conversa inércia do Poder Público. Ou que tal 15% para construção das ciclovias e 5% para campanhas/medidas?

  2. Paulo disse:

    Um documento que é mais que um texto, e sim uma declaração pública de insatisfação e demanda pública. Parabéns pela iniciativa e parabéns para Aires pela iniciativa.

  3. Guarani Kaiowa Irônico disse:

    Podiam financiar ciclovias através de uma taxa para quem usa calças largas.

  4. Pablo disse:

    Acho difícil conciliar sócio-cultural com mobilidade urbana. Primeiro pela burocracia e falta de interface entre secretarias e segundo sobre o que é “sócio-cultural”.

  5. Felipe X disse:

    Muito boa a proposta, apóio 100%! Só uma dica, tem uma frase com erro de português: “de nossas mais importantes via, a largura”

  6. lobodopampa disse:

    Apóio TOTALMENTE essa proposta de acordo.

    Quanto à infraestrutura cicloviária, sugiro FORTEMENTE (encaminhei essa sugestão ao coletivo do vereador Sgarbossa) que as obras sejam PARALISADAS para reavaliação dos projetos. Tais como estão sendo implementadas, ciclovias e ciclofaixas estão contribuindo POUCO para a segurança, MUITO para o preconceito, e em vários casos, se revelam verdadeiras ARMADILHAS mortais.

    Nenhum metro de ciclovia deveria ser mais construído antes da contratação de uma consultoria de notório e comprovado CONHECIMENTO E EXPERIÊNCIA na área. Do exterior, se for necessário. E com PARTICIPAÇÃO da CIDADANIA.

    Enquanto isso, um investimento PESADO em educação é sem dúvida o melhor caminho.

    Do jeito que está NÃO DÁ.

    A agressividade do motorista em geral está aumentando muito, e muito rápido, e se transformando em VIOLÊNCIA. Quem pedala ou caminha muito e todos os dias sabe do que estou falando.

    Essas poucas ciclovias/ciclofaixas, além de ruins em si (por terem maus projetos), estão servindo de combustível para os motoristas com tendências anti-sociais justificarem sua agressividade.

    • Aldo M. disse:

      Assino embaixo!
      A ideia fixa da EPTC de fazer ciclovias para tirar as bicicletas das ruas é um equívoco completo. É tanta incompetência que nem mesmo a intenção errada de preservar o espaço dos automóveis eles conseguem. Vou dar um exemplo: a ciclovia da Ipiranga no canteiro central obrigou a instalar semáforos para ciclistas que acabam congestionando a faixa da esquerda da Ipiranga. Ou seja, eles preservaram uma faixa de carros que ficou inútil! Já assisti a esta cena na esquina da Ipiranga com a Getúlio Vargas. É patético.

  7. Caros amigos, como o Artur, estou muito triste com o rumo que está tomando o trânsito da cidade com relação à bicicleta. São agressões a toda hora, são atropelamentos, são fechadas propositais, que não terminam e parecem cada dia aumentar porque não existe autoridade de trânsito na cidade, lamentavelmente. O caso do nosso querido amigo Cadu Carvalho é emblemático, ele foi fechado por uma motorista que deu nele um laço e passou por cima da roda dianteira da bicicleta, ele caiu se machucou, ficou em pê e viu a motorista fugir. Não registrou ocorrência policial e pensa faze-lo só para a estatística, porque não tem esperança alguma de que ela seja identificada. Vejam, isto foi um caso de atropelamento, com lesões e fuga do motorista, ele está machucado, isto é um crime, está na lei. Quer dizer uma motorista da nossa cidade decide atropelar, machucar e fugir ou seja se torna criminosa, de uma hora para outra e não acontece nada. Não acredito em nada desta Prefeitura, nem uma palavra do que eles ou seus asseclas falarem, então propor este belo acordo é perda de tempo. Eles têm um acordo com a indústria automobilística ou com quem seja de fato o representante desta indústria e nos sempre seremos um outro patamar. Eu acredito na luta frontal com esta gente já que eles não foram nunca honestos com os acordos que fizeram com a gente. Ainda acredito nas investigações do Ministério Público que possam demostrar claramente o que esta gente está fazendo na cidade de forma impune.

  8. Aldo M. disse:

    Apoio integralmente a proposta e concordo com suas premissas. Em algumas situações, porém, a ciclo-rota ficaria deficiente. É o caso das vias de mão única, onde seria necessária uma ciclovia mesmo para se ter tráfego bidirecional de bicicletas. De qualquer forma, uma ciclovia no leito da rua com uma separação por distância seria eficiente e com baixo custo. E espaço existe de sobre se proibirem o estacionamento nestas vias.

  9. Felipe X disse:

    Um amigo meu criticou o documento por não deixar claro qual é a proposta. Acho que cabe a crítica, a proposta em si fica um pouco perdida entre muitos clippings, etc. Talvez seja uma questão de formatar o texto de outra maneira.

  10. Bagual disse:

    O melhor jeito (e mais barato) de penalizar o uso do carro e incentivar o modal da bicicleta é transformar a pista da direita (estacionamento) em ciclovia. Daria para quintuplicar a malha cicloviária da noite pro dia. Só precisa de vontade política (a.k.a. culhão) e tinta vermelha (com uma camada de anti-derrapante). Simples assim.

  11. Rafael Zart disse:

    PARABÉNS pelo texto e pela aula de mobilidade do documento. Apóio TOTALMENTE a proposta de acordo.

    Para mim, a ideia de compartilhar não parece culturalmente adaptada à sociedade gaúcha atual, principalmente à de Porto Alegre. Generalizando, somos péssimos cidadãos e piores atores do trânsito. Não respeitamos a grande maioria dos códigos visuais aplicados. Por isso, como ciclista mas também como motorista, CONCORDO que os espaços para o modal bicicleta devam ser obrigatoriamente demarcados e, sempre que possível, subtraídos das faixas destinadas aos carros. Infelizmente, esta geração de motoristas já está “educada” pelo sistema onde o carro é sinal de status e força. Quanto maior e mais caro, maior parece ser o direito adquirido. É difícil exigir deles algo que não podem conceber pela DESINFORMAÇÃO. Por isso, acredito que os resultados só chegaram com uma boa dose de OBRIGATORIEDADE.

    Se puder somar em algo, no tangente à educação, sugiro a reciclagem de motoristas com aulas práticas de ciclismo e “pedestrianismo” como obrigatórios na renovação da CNH e na emissão da primeira CNH. Assim, os novos motorias (e os reciclados) passariam a entender MELHOR A RUA COMO LUGAR PARA PESSOAS.

  12. Pedro Sousa disse:

    O Aldo definiu bem demais:
    “A ideia fixa da EPTC de fazer ciclovias para tirar as bicicletas das ruas é um equívoco completo.”

    Concordo com o investimento nas políticas de educação, sinalização e outras formas de instrução aos motoristas e agentes de trânsito. Acredito que antes de continuar investindo na malha cicloviária é preciso trabalhar a mentalidade do porto alegrense quanto ao transporte através da bicicleta, e a mobilidade urbana em geral.

    A evolução constante da qualidade dos textos e dos fundamentos das opiniões aqui postadas traz uma motivação muito grande para crescer e continuar nessa luta! Fico muito feliz de ter acesso a essas informações, e compartilhar idéias e ações com os envolvidos.

    Abraços!

    • Aldo M. disse:

      Pessoalmente, não aposto nesta alternativa de mudar a mentalidade do porto-alegrense. Isto irá transferir o problema para algo fora do nosso controle.

      A literatura técnica aponta como primeiras alternativas a considerar para incentivar o uso da bicicleta a redução do tráfego motorizado e a redução da sua velocidade. Construir ciclovias só aparece em quinto lugar.
      https://www.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/3808/ltn-2-08.pdf

      A forma mais eficiente de se fazer isto é modificar as vias existentes para induzir os motoristas a trafegarem em baixa velocidade ou deixarem o carro na garagem. E já existem exemplos aqui mesmo em Porto Alegre. A Av. Getúlio Vargas no Menino Deus é um deles. Mesmo sem fiscalização, os automóveis raramente atingem o limite de 40 km/h. E são os mesmos motoristas porto-alegrenses que dirigem em alta velocidade em outras avenidas, como a Ipiranga, a Loureiro da Silva e a Beira Rio. Então, basta a EPTC aplicar a mesma técnica que usou na Av. Getúlio Vargas nas outras avenidas para transformar a cidade em um local aprazível para ciclistas e pedestres.

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