O discurso flexível de Capellari.

Em matéria publicada no ano passado, Capellari afirmou que 60km/h já era uma velocidade elevada.

Em matéria publicada no ano passado, Capellari afirmou que 60km/h já era uma velocidade elevada.

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Capellari, é no mínimo confuso, provavelmente contraditório em suas afirmações sobre os dois projetos de lei que querem mudar a velocidade máxima permitida em Porto Alegre, um quer reduzir para 50km/h outro elevar para 70km/h.

Em 2012, ao saber do projeto proposto pelo vereador Brasinha (PTB), Capellari foi contra, afirmando que o limite atual, de 60km/h, já é elevado. No Jornal Metro de hoje, Capellari se contradiz, dizendo que não apoia nenhum dos dois projetos, que prefere que o limite de velocidade continue nos atuais (e elevados) 60km/h.

Em que é baseada tal decisão? Em fatos políticos ou técnicos? Afinal, a EPTC vê que a velocidade de 60km/h é ou não elevada para centros urbanos? Se é elevada, como afirmou Capellari, não seria sensato reduzí-la para 50km/h? Muitas dúvidas e poucos esclarecimentos.

Em matéria publicada hoje, Capellari diz que prefere ficar com os atuais 60km/h.

Em matéria publicada hoje, Capellari diz que prefere ficar com os atuais 60km/h.

Para encerrar, publicamos um estudo da Monash University com a Transport Accident Comission que indica que a redução de 60km/h para 50km/h traz grandes benefícios à sociedade, como redução de mortos ou feridos, redução da poluição atmosférica e sonora entre outros, e que os tempos de deslocamento e a velocidade média dos automóveis não são significativamente afetados.

Clique aqui para ler o estudo (em inglês).

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8 respostas para O discurso flexível de Capellari.

  1. Olavo Ludwig disse:

    Como é que o Capellari vai dizer que apoia um projeto que apresentado pelo Marcelo Sgarbossa, que segundo o Fortunati é seu arqui-inimigo? Melhor se contradizer claro!!!
    A estupidez dessa administração é diariamente revelada.

  2. Aldo M. disse:

    Cappellari, entre os limites de 50 km/h e 70 km/h, prefere a solução salomônica e dividir o pedestre ao meio.

  3. Pablo disse:

    Outro discurso ridículo do Capellari! No ClicRBS ele disse que vai ser realizado licitação nesse ano, mas também declara que a revisão da planilha será só em 2014. Então a empresas entrarão na licitação sem saber como será sua correção? Coerência ZERO! Para não dizer cartas marcadas, pois se for cartas marcadas não importa licitação ou revisão das tarifas, a manutenção das empresas e seus lucros de 20% (segundo estimativa do TCE) será mantida.

  4. heltonbiker disse:

    Eu me surpreendo cada vez menos que o Diretor-Presidente (e o que mais?) Cappellari, que no trato pessoal é uma pessoa até bastante agradável, continue irradiando suas opiniões na condição de “figura de autoridade” de forma tão impune, o que é conveniente para o prefeito e parece ser normal para a imprensa. A qualquer momento em que na imprensa se fale de avenida, corredor de ônibus, trensurb, viaduto, enchente, falta de luz, catamarã, passagem de ônibus, táxi, malha viária, ciclovia, estacionamento subterrâneo, corte de parques ao meio e ainda outros assuntos até menos relacionados com a mobilidade, a instituição que detém o poder de decisão e veto parece ser unicamente a EPTC. E o que é pior, essa instituição é sempre, invariavelmente personificada pelo Vanderlei Cappellari, que parece até ser o primeiro-ministro de Porto Alegre, pois o prefeito em pessoa raramente aparece a não ser em ambientes com atmosfera controlada.
    Além da óbvia concentração de poder de decisão-não-baseada-em-evidência, preocupa também que tantos aspectos da organização urbana de Porto Alegre estejam intimamente subordinados à mobilidade motorizada individual, que de forma muito explícita é a enorme prioridade da EPTC. Já diz o ditado: quem só tem um martelo usa todas as coisas como se fossem pregos. A nobreza de Porto Alegre enxerga essa cidade com a lupa rodoviarista da Engenharia de Tráfego, e as consequências disso já estão ficando cronicamente visíveis.

    • Augusto disse:

      Só pra embasar teu comentário um pouco mais, nota a afirmação dele no fim do recorte de jornal acima, “os projetos de lei, mesmo se aprovados, não interferem em nada.” Ele se julga acima da lei.

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