SP investe R$ 5,7 milhões em ciclovia na Marginal Pinheiros

Estimativa é que a obra beneficie mais de 15 mil pessoas.
Iniciativa privada fará ponte para ligar estação da CPTM a bairro.

Do G1 São Paulo

Reprodução artística de como ficará a ponte móvel (Foto: Divulgação/Bayer)Reprodução artística de como ficará a ponte móvel (Foto: Divulgação/Bayer)
Mapa indica localização da ponte móvel (Foto: Divulgação/Secretaria de Energia)

O governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira (26) investimento de R$ 5,7 milhões em uma ciclovia e na requalificação da Marginal Pinheiros. A empresa Bayer irá construir uma ponte exclusiva para pedestres e ciclistas, que ligará a estação de Santo Amaro da CPTM ao bairro do Socorro, na Zona Sul, e deve ficar pronta no segundo semestre deste ano.

O investimento será destinado à Empresa Metropolitana de Águas e Energia Elétrica (EMAE), na celebração de convênio que prevê, além das duas obras, elaboração de estudos e projetos para requalificação urbana e social das marginais.

Para que a ponte não afete o tráfego de embarcações no rio, parte dela se deslocará na horizontal sobre trilhos circulares.

A ciclovia, que deverá ligar a entrada do Pomar Urbano à Ponte do Socorro, e a ponte vão beneficiar mais de 15 mil pessoas, segundo previsão do governo. A estimativa é que a obra colabore com a eliminação de 1,5 mil toneladas de gás carbônico, pois irá reduzir a circulação de automóveis na região.

Mapa da ciclovia no trecho (Foto: Divulgação)
Ponte vai ligar a estação de Santo Amaro da CPTM ao bairro do Socorro (Foto: Divulgação/Bayer)Ponte vai ligar a estação de Santo Amaro da CPTM ao bairro do Socorro (Foto: Divulgação/Bayer)
Detalhe de como a ponte vai se movimentar (Foto: Divulgação/Bayer)Detalhe de como a ponte vai se movimentar (Foto: Divulgação/Bayer)
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10 respostas para SP investe R$ 5,7 milhões em ciclovia na Marginal Pinheiros

  1. Felipe X disse:

    Nossa, fantástico!

  2. Aldo M. disse:

    Para fazer obras para automóveis particulares, usa-se o dinheiro público sem qualquer cerimônia; para fazer obras para pedestres e ciclistas, tem que fazer um auê e só usar dinheiro da iniciativa privada, que obviamente nunca é de graça.

  3. Renato disse:

    Perdão, às vezes esqueço que aqui projetos de ciclovias só são aceitos se removerem pista de carros. Sugiro organizar um protesto contra a construção desta ponte.

    • lobodopampa disse:

      Nada a ver, Renato.

      Ninguém disse que esse projeto é ruim.

      O que o Aldo observou – e é verdade, segundo a notícia – é que a grana vem de uma empresa; ENQUANTO que, para os alargamentos, viadutos, e outras obras carrocêntricas, mesmo que sejam inúteis e até danosas para as cidades, existem vultosas verbas PÚBLICAS.

      Além disso, o Aldo observou – o que tbém é verdade – que a probabilidade da chamada iniciativa privada (nesse caso uma grande multinacional do setor químico, que tem uma ficha suja pra caráleo) fazer algum investimento sem estar ganhando alguma coisa muito importante (e possivelmente não-benéfica para a população) é grande.

      • Renato disse:

        Peço desculpas pelos excessos, agora sinceramente. É que não enxergo iniciativas privadas para ciclistas como algo ruim, independente do contexto. Como eu já disse anteriormente, um problema da questão de políticas públicas para ciclistas é que ainda é vista como algo para uma minoria barulhenta, que não tem força eleitoral. Acho que projetos como esse podem trazer mais pessoas para o uso frequente de bicicletas e também reclamando por mais investimentos.

      • Aldo M. disse:

        O que me irrita é esta mensagem embutida na proposta da ponte que infraestrutura cicloviária é um supérfluo que não deve ser bancado pelo poder público. Outro dia um taxista me comentou que não queria que o “seu” dinheiro de impostos fosse gasto em ciclovias, como se as ruas fossem apenas de quem paga IPVA.

        Este tipo de obra pode atrais ciclistas para lazer. É como o trecho da ciclovia da Ipiranga, usado nos finais de semana pelos ciclistas que passeiam na orla do Guaíba. Reconheço que, mesmo não sendo suficiente para deslocamentos diários, pode incentivar as pessoas a dar o primeiro passo, ou a primeira pedalada. Mas isto também pode ser feito a um custo praticamente zero isolando ruas e avenidas em finais de semana para uso exclusivo de pedestres e ciclistas.

    • Aldo M. disse:

      Renato, tocaste numa questão crucial: o poder público deve fazer infraestrutura cicloviária sem tirar o espaço dos automóveis? Porto Alegre está neste caminho e seus administradores até se orgulham disto. Entretanto, muito mais importante que uma infraestrutura cicloviária é devolver os espaços públicos, tomados pelos carros nas últimas décadas, às pessoas, principalmente aos pedestres. Neste sentido, esta ponte será útil, nem tanto aos ciclistas que dependem de uma rede cicloviária completa, mas talvez aos pedestres.

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