Defesa Pública do Progresso

Nesta sexta-feira, dia 15, acontece na Praça Júlio Mesquita (a do Aeromóvel, em frente ao Gasômetro) a Defesa Pública do Progresso, ato político-cultural que buscar dar visibilidade à luta da população contra o corte das árvores naquela região – que já derrubou 14 tipuanas no dia 6 de fevereiro e prevê mais 104 cortes. Além da questão ecológica, o ato se opõe às obras viárias que vem sendo realizadas pela gestão Fortunati, “investimentos” milionários que priorizam o carro como meio de transporte.

A Defesa Pública do (verdadeiro) Progresso acontece a partir das 18h e contará com diversas intervenções artísticas, com o objetivo de pautar essa luta, pressionar o poder público e chamar a população para a Audiência Pública da Câmara Municipal, que acontece na segunda-feira seguinte, dia 18, a partir das 19h.

Propomos que os ciclistas se juntem a essa luta, que é de todos que tentam construir uma cidade mais humana!

Alguns bicicleteiros farão uma pedalada prévia ao evento, se reunindo no Largo Zumbi dos Palmares às 18h, com saída às 1830min, e chegando juntos ao ato com suas bicicletas. Cartazes são muitos bem-vindos!

Vamo nessa?! Abaixo segue o texto de divulgação do evento. Venceremos!

 

“Por que cometer os mesmos erros se há tantos erros novos a escolher?”
Bertrand Russell

A cidade surpresa viu suas árvores, inúteis para o prefeito, tombarem como se estivessem podres. Mas eram saudáveis, enormes e belas, forjadas a sol e chuva ao longo dos últimos quarenta anos. Podres, a gente sabe bem, estão as ordens que partem da cúpula muncipal, que destroçam a qualidade de vida do cidadão em nome de uma política de trânsito obsoleta e ineficaz, que semeia obras milionárias e engarrafamentos. 

Para alegria das empreiteiras e desgraça dos porto-alegrenses, querem converter nossa Avenida Beira-Rio em uma auto-estrada, duplicando-a e separando ainda mais o Guaíba da cidade. O desgoverno municipal propõe uma nova avenida Mauá como solução aos problemas de Porto Alegre. Monumento à fuligem, esse tipo de via, feita exclusivamente para o trânsito de automóveis, degrada regiões inteiras da cidade. Saem as pessoas e as árvores. Fica o barulho, a sujeira e a insegurança.

Em um verdadeiro estupro da linguagem, chamam esses absurdos pagos com dinheiro público de PROGRESSO, roubando-nos a cidade e as palavras! Não aceitamos essa obra e essa mentira. Nossas gargantas e nossas bandeiras dizem com orgulho: – Nenhuma árvore a menos! Nenhuma free-way beira-rio! 
No progresso real que queremos para esta cidade cabem árvores e pessoas, bicicletas e transportes coletivos, democracia e respeito à vontade popular. 

Defendendo a alegria e os nossos direitos, outra vez vamos à rua!

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11 respostas para Defesa Pública do Progresso

  1. Beto Flach disse:

    E vamos nessa!
    Só que eu contei que foram cortadas 12 árvores. Talvez a divulgação de 14 (que saiu na imprensa) tenha sido pra não ficar marcado que “12” é o número do partido do chefe desta administração moto(carro)sérrica!
    Hehe.

  2. Ricardo disse:

    Vamo nessa, galera!!

  3. Aldo M. disse:

    Até o país do automóvel está revendo os seus conceitos. No Estado do Tennessee, o Departamento de Trânsito está deixando para trás a velha estratégia de alargamento de vias para mitigar os congestionamentos:
    http://dc.streetsblog.org/2012/08/30/tennessee-dot-rejects-road-widening-as-a-congestion-mitigation-strategy/

  4. Aldo M. disse:

    Continuando o comentário anterior, Departamento de Trânsito do Tennessee publicou um valioso estudo com as novas diretivas para intervenção viária. Na página 13, é proposta uma auditoria na atual lista de projetos. Como exemplo, é citada uma situação muito semelhante à da nossa Praça Júlio Mesquita. Lá estava prevista um aumento das vias de tráfego, mas reverteu-se para um projeto que suprime faixas de trânsito e acrescenta uma significativa arborização.

    http://www.smartgrowthamerica.org/documents/removing-barriers-in-tennessee.pdf

    É bom saber que, para mudar o atual modelo de alargamento de vias, é preciso enfrentar interesses econômicos poderosos ligados ao mercado imobiliário – situação esta comum no mundo todo.

    • André Gomide disse:

      Colegas notícia sobre o atropelamento dos agora 11 ciclistas.
      “http://www.tjrs.jus.br/site/imprensa/noticias/?idNoticia=206233” quem puder abre uma postagem

  5. Marcelo disse:

    Era interessante criar um evento específico para a bicicletada no facebook. Alguém se anima?

  6. Adriano disse:

    Porque diabos vão fazer o protesto às 18h, bem no horário do rush? E quem, como eu, que volta no ônibus do centro e cansado, tenho que ficar parado 2h por causa de meia duzia que quer discutir algo que nem todos concordam?

    • Iuri ColesNik disse:

      Ninguém nunca ficou duas horas parado por causa da massa. Não venha com mentiras. A massa, por mais lenta e espaçada que estiver, não fica mais de 15, 20 minutos na frente de lugar nenhum. Existem vias alternativas, inclusive existem VÁRIAS vias alternativas em Porto Alegre. Quando tu fica 2 horas no trânsito parado tu não reclama com ninguém.

      E peloamordoracicionio. Você sabe que vai ter Massa com antecedência. Então se tu fica atrás dela é uma escolha SUA.

  7. Adriano disse:

    Fail total o evento.

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