EPTC não possui informações sobre aderência da tinta utilizada nas ciclovias.

Após diversos relatos de quedas nas ciclovias de Porto Alegre em dias de chuva,  fiz um pedido de informação solicitando informações e estudos que comprovassem que a tinta utilizada para pintar as ciclovias não reduz a aderência do asfalto, especialmente quando molhados. Coincidentemente, uma semana antes de receber a resposta, eu mesmo caí na ciclovia da Avenida Ipiranga após uma chuva leve. A bicicleta simplesmente escorregou debaixo de mim quando eu fazia a curva para desviar de um dos postes que rodeiam a ciclovia.

A resposta, que publicamos na íntegra abaixo, só informa que a tinta é possui as mesmas características físicas, químicas e de aplicação que as demais tintas utilizada para sinalização viária. Na segunda página, que trata das características da tinta utilizada, há uma menção a como proceder se forem adicionadas microesferas de vidro à tinta, que aumentariam a aderência, entretanto segundo as informações passadas pela EPTC, essas microesferas não são adicionadas à tinta das ciclovias.

A EPTC é então diretamente responsável por todos acidentes com derrapagem que vêm acontecendo nas ciclovias de Porto Alegre, por cobrir completamente a superfície delas com uma tinta sobre a qual não possui nenhum tipo de informação relacionado à aderência da mesma.

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13 respostas para EPTC não possui informações sobre aderência da tinta utilizada nas ciclovias.

  1. Felipe X disse:

    Legal que levam anos para fazer a ciclovia, e na especificação da tinta se preocupam com um tempo de secagem rápido mas não com a aderência.

  2. lobodopampa disse:

    Se usarem a tinta apenas para demarcar/sinalizar, fica mais seguro e MUITO mais barato. Cobrir as ciclovias de tinta super resistente certamente não é o menor componente no valor de implementação. Menos tinta = mais ciclovias + mais rápido !

    • Aldo M. disse:

      Só é obrigatória pintura das ciclofaixas/ciclovias nos cruzamentos, de forma a alertar os motoristas da passagem de ciclistas. Então, qual é o sentido de se pintar uma ciclovia como a da Ipiranga nos trechos fora dos cruzamentos, que são totalmente segregados dos automóveis?

  3. F.Dornelles disse:

    Deveriam pensar na utilização de concreto pigmentado. Além de resolver o problema de aderência não haverá mais custos com repintura devido ao desgaste da tinta.

    • Felipe X disse:

      Exato! O que mais me preocupa é que não temos muita manutenção de qualquer coisa em POA. Daqui há pouco vai estar tudo desbotado, inclusive nos cruzamentos.

  4. Leandro Ferreira disse:

    mesma tinta das marcações da via? faixas de segurança e td mais? pergunte pra qualquer motoqueiro se aquela tinta ali é antiderrapante e ele lhe mostrara algum machucado

  5. Muito obrigado Marcelo, esta sentindo que era muito incompetente nos meus inúteis 55 anos de bicicleta (62 de idade) porque achei que só eu tinha caído, não que fique feliz com a tua queda mas fico mais tranquilo por não ser o único a acusar. Tem tantas coisas erradas nesta ciclovia da Ipiranga que por momentos fico achando que só poucos estão vendo esta coisas ou como tenho constatado tem gente que fala mas não pedala ou nem conhece o local do qual fala. As vezes quando falam da zona norte em que poucas vezes pedalo por lá prefiro ficar quieto para não falar do que não conheço, agora nesta região conheço muito.
    Olha o tramo inicial da ciclovia entre a Edvaldo Pereira Paiva e a Ipiranga ele está abaixo do nível da grama. Na nossa casa não construímos uma calçada assim, por que? Porque a água cheia de terra vá direto para dentro da calçada. Pergunto por que neste local assim foi construída a ciclovia. Ontem escorreguei nela e fui parar fora da ciclovia porque freei, já que na minha frente tinha três jovens correndo do exercito e mais duas senhoras passeando com seus cachorrinhos.
    Na entrada quase na esquina com Ipiranga tem um rebaixamento da pista da ciclovia que faz depositar grandes quantidade de água e sujeira até vários dias após a chuva.
    As sinaleiras de entrada na ciclovia no cruzamento da Ipiranga e da Borges de Medeiros não estão sincronizadas obrigando a larga espera. Pára-se no cruzamento da Ipiranga, da Borges, da Praia de Belas e assim por diante.
    Tem galhos de árvores que invadem a ciclovia em qualquer ponto do percurso.
    Tem buracos na pista desde a inauguração devido a aclives na pista por tampas de bueiros de uma ponta até a outra da ciclovia.
    Tem uma imensidão de freadas marcadas na pista chegando na Musio Teixeira, de ciclistas que tiveram que frear intempestivamente porque a sinaleira da Musio troca der vez sem aviso suficiente e ainda quando nesta esquina somos obrigados a parar se a pista estiver molhada somos projetados por um aclive imenso para dentro do leito da rua em ambos sentidos da ciclovia.
    Mas e isto este é o padrão construtivo utilizado pelo Shopping Praia de Belas para compensar a comunidade pelo seu impacto e é o que a EPTC acredita ser o que nos merecemos. Saúde a todos.

  6. Dirceu Corsetti disse:

    Faço quase todo o meu trajeto fora da ciclovia, e acabei levando o meu meior tombo até hoje dentro dela. Basta estar molhada pra virar um sabão.

    A Maria Cristina Molina Ladeira, ao desconsiderar essa característica básica, se mostrou totalmente negligente. Trabalha só pra isso e desconsidera totalmente a nossa segurança. Quando as pessoas que tomarem essas decisões passarem a ter alguma formação em transportes, aí poderemos conversar em bom nível.

    Até lá o esforço vai ser pra tirar pessoas como a Maria da direção dos órgãos que afetam tantas pessoas.

    Abraços,

    Dirceu Corsetti
    Graduando em Engenharia de Produção e Transportes – UFRGS

  7. Dirceu Corsetti disse:

    Verifiquei o número do processo e ele foi arquivado.

    A Maria Ladeira não teve a capacidade de responder à pergunta, deu uma resposta qualquer sobre as características da tinta, não fez nenhum estudo e ARQUIVOU o processo.

    Vou abrir novamente um processo pedindo a mesma coisa.

  8. Pingback: A Importância da Padronização das Ciclovias | Vá de Bici

  9. Carlos disse:

    Parabéns pelo blog, felizmente tenho todos os meios de locomoção à minha disposição (carro, moto, ônibus, bicicleta e skate) e o problema das “tintas derrapantes” é grave em Porto Alegre. Posso dizer que NÓS motoristas sofremos batidas de traseira e dianteira em dias de chuvas em função desta tinta. Também posso dizer que NÓS motociclistas somos mutilados todos os dias por causa desta tinta. E, também, posso dizer que NÓS ciclista sofremos muito mais, pois, além de sermos totalmente esquecidos pelo Governo Municipal, quando conseguimos fazer valer nossos direitos o imediatismo da política brasileira nos presenteia com um exemplo de como não fazer como estas ciclovias de Porto (não muito) Alegre.

  10. Pingback: Isto não é uma ciclovia. | Vá de Bici

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