Maior rede de supermercados de Porto Alegre não oferece estrutura adequada para bicicletas.

zaffariA cidade aos poucos evolui na questão cicloviária, na recepção e respeito aos usuários de bicicletas. Vários estabelecimentos vêm instalando bicicletários, o número de ciclovias vêm crescendo, surgiu um sistema de aluguel de bicicletas e aos poucos os condutores de automóveis vêm aprendendo a conviver com os ciclistas. Entretanto, a maior rede de supermercados de Porto Alegre, Zaffari, continua desprezando as necessidades daqueles que optam pela bicicleta como meio de transporte, não oferecendo uma única vaga para estacionamento de bicicletas em algumas de suas lojas, embora possua um grande número de clientes que vão fazer compras de bici.

As fotos dessa postagem foram realizadas no Zaffari da Fernandes Vieira, no qual os clientes são obrigados a prender suas bicicletas em uma barra que há rente ao chão, e aos domingos chega a faltar lugar até mesmo nesse espaço improvisado pelo grande número de ciclistas que vão a esta loja.

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35 respostas para Maior rede de supermercados de Porto Alegre não oferece estrutura adequada para bicicletas.

  1. diegomoal disse:

    No Zaffari da Otto já usei o bicicletário e gostei. Na Cavalhada tem também. Acredito ser pontual o problema.

  2. Felipe X disse:

    O do Menino Deus tem bicicletário também. E honestamente acho os guardas do Zaffari exemplares nesse quesito. Já entrei no Zaffari do Menino Deus pelos fundos duas vezes e eles mesmo recomendam prender a bici ali nas cercas pra não precisar dar toda a volta, até o bicicletário que fica na frente.

    • Marcelo disse:

      Não está sendo questionada a educação dos funcionários, mas sim a falta de estrutura adequada para receber os clientes. No da Otto, da Cavalhada e do Menino Deus tem, mas o da Fernandes Vieira e quantos outros não tem?

      O da Fernandes Vieira não só não tem, como ignoraram meu pedido pela instalação de um bicicletário ali, que eu fiz faz mais de dois anos.

      • Felipe X disse:

        Ah, desculpa, esqueci que só devemos o lado negativo 😛

      • Marcelo disse:

        Quando queremos trazer alguma mudança, devemos nos focar nos problemas.

        Não vamos por exemplo fazer um protesto contra o Pastor Marco Feliciano mencionando como ele é um bom pai de família. Não dá, né? A manifestação perde a força.

      • Felipe X disse:

        Focando demais nos problemas sempre corremos o risco de soar intransigentes.

  3. heltonbiker disse:

    Faço rancho no Zaffari da Fernandes, mensalmente, sempre de bicicleta, com alforjes. Os vigias e fiscais atendem muito bem, os empacotadores têm uma dificuldade enorme de “saber o que fazer” com relação aos alforjes (nitidamente ficam com receio de não fazer o que foram ensinados: enfiar tudo dentro de muitas e muitas sacolas plásticas), e a presença de um corrimãozinho de aço no chão da fachada mais ajuda do que atrapalha.

    O que realmente incomoda e decepciona é ter que prender a bicicleta do lado de uma lixeira/cinzeiro que por vezes escorre um xorumezinho, e na hora de vir com as compras, ter que largar os alforjes ou a mochila NO CHÃO SUJO para poder destravar a bike e organizar tudo no bagageiro. É meio foda tu ir num super “chique”, deixar lá teu suado dinheiro, e ter que sair de lá de forma improvisada e bastante indigna, somente porque escolheu o meio de transporte X.

    Só que tem o seguinte: tá indo CADA VEZ MAIS gente lá de bike, uma hora dessa eles vão ter que fazer alguma coisa, senão vai acabar trancando a entrada do mercado, de tanta bike…

  4. Lisa disse:

    Ontem mesmo, meu namorado e eu fizemos compras no Zaffari Ipiranga (entre as Ruas Sta. Cecília e Vicente da Fontoura). Não havia paraciclos, então tivemos que deixar as bicis amarradas em uma estrutura de metal ao lado da vaga de carros para cadeirantes (inclusive já havia uma bike estacionada ali no mesmo corrimão). Embora fosse de fácil acesso para o super, pois esta estrura se encontra em frente a uma das portas principais, ainda assim não configura como um local dos mais adequados para as magrelas…

  5. Adriano disse:

    Troca de super ué.

    • Felipe X disse:

      AHAHhAhA pelo menos dessa vez a trolagem foi engraçada.

      • Adriano disse:

        E qual é a graça? Se um estabecimento não me serve, eu troco, simples assim. Não tenho tempo, paciência ou saco para ficar protestando porque ele não cumpre uma exigência minha. Eu vou em outro, que preencha aquilo que considero ideal. Simples.

      • lobodopampa disse:

        Troca de blog então, começa por aí!

        beijinho, não me leve a mal…

      • Felipe X disse:

        A graça é que o estabelecimento atende tua vontade mas sentes necessidade de vir num blog onde vais discordar 99.9% do tempo pra nos dizer isso.

  6. Eu faço minhas compras no Bourbon da Assis Brasil que tem um estacionamento enorme e não tem bicicletário. Eu amarro a bike numa placa de metal, tipo cavalete, da qual não conheço a finalidade, parece uma divisória, mas que tem se prestado muito bem à tarefa de segurar a bike de pé e próximo da porta. Até porque, se um dia fizerem um bicicletário que fique bem longe dos olhos, facilitando a vida dos “amigos do alheio” eu não vou usar, não.
    Até hoje nenhum funcionário reclamou. Se acontecer, vou ter que me fazer de surdo ou pedir para chamar o gerente e perguntar se ele quer perder um cliente fiel de dez anos por causa de uma placa. Por via das dúvidas, antes de entrar, bato uma foto com o celular da bike no local.
    Mas tem uma história legal também. Uma vez, eu fui sem o cadeado e só me dei conta quando cheguei lá. Para não ter que voltar em casa, pedi educadamente a um segurança, daqueles de cancela, se ele poderia “olhar” a bike pra mim. Com um sorriso ele disse que não tinha problema. Boa vontade é fundamental na vida. Como era véspera de feriado, comprei um blister com 6 long neck pro cara. Quando retornei, ele tinha achado uma corda e amarrado a bike numa árvore próxima! Show de bola! Saí dali satisfeito e ele nem sabia o que dizer para agradecer o “presentinho”.

  7. Olavo Ludwig disse:

    No da Vicente da Fontoura e o no Higenópolis também não tem

  8. Claudio disse:

    No Zaffari da Assis Brasil com a Sertório tem um paraciclo razoavel próximo dos seguranças e da entrada da rua Zeferino Dias . No começo nao tinha e fiz alguns pedidos e depois de uns dois mesees colocaram, coincidencia ou nao. Me disseram que no big da Sertorio tinha e já faz um tempo que tiraram e nao colocaram nada no lugar. Isso que pelas redondezas tem um grande numero de pessoas que frequentam o super de bicicleta pela próximidade, e alegados bons preços, coisa que já faz algum tempo nao é grande diferença, alem da terrivel piora das condiçoes dos carrinhos e limpeza geral ou seja um lixo. Ass: Claudio da zona norte.

  9. Verô disse:

    Existe uma página no Facebook da Cia Zaffari. Por que a gente não vai lá e faz o pedido de bicicletário, deixando claro pra eles que somos vários clientes com essa demanda?

  10. Eduardo disse:

    O protesto é válido, mas, como a gente sabe, é só uma questão de boa vontade, o que pode ou não acontecer dependendo do nível do protesto; se neste blog tem 99,9% a favor de bicicletários em toda a parte, então no Zaffari 99,9% dos clientes não usam bicicleta.

  11. lobodopampa disse:

    É verdade que poucos zaffaris têm bicicletário.

    Há um aspecto no entanto curioso a favor da empresa:

    mesmo nas lojas onde existe bicicletário (e são ruinzinhos, do tipo ‘escorredor de louça’), o ciclista goza de grande liberdade para prender sua bicicleta onde achar melhor.

    Pode parecer bobagem, para aqueles mais inclinados a seguir regras pelo simples fato de; pra mim é um motivo forte para comprar ali.

    Sentir-se à vontade – uma coisa tão simples e tão importante.

    Aliás o mesmo ocorre no Nacional, na minha experiência; mas NÃO ocorre nos Bourbon, onde impera um clima mais pra xópim, com o ambiente tipicamente frio e hostil ao pedestre/ciclista.

    Nos xópins ocorre exatamente o OPOSTO dessa liberdade/naturalidade. No Paseo que é um anão entre os xópins, passei vários constrangimentos por chegar de bicicleta. Ultimamente melhorou. O Barra chega a ser folclórico com suas constantes mudanças de bicicletário (a ponto de nem os funcionários saberem onde é, às vezes) e recorrentes casos de tratamento discriminatório, achaques e constrangimentos. Hoje o bicicletário deles é talvez um dos melhor da cidade; mas o que adianta? o acesso é horrível, e a sensação subjetiva continua não sendo boa (apesar dos maus tratos terem diminuído muito).

    • Adriano disse:

      Poderia citar com mais detalhe algum caso de : “tratamento discriminatório, achaques e constrangimentos”??

      • lobodopampa disse:

        Poderia, mas dá muito trabalho descrever um fato em detalhes, e não há motivo para ficar repisando o passado. Prefiro pensar pra frente. No momento, a situação nesses 2 lugares onde mencionei maus tratos – Barra Xópim e Paseo – melhorou.

        No Paseo puseram um paraciclo bem bom ao lado da entrada, ao ar livre, que eu acho preferível a uma garagem subterrânea porque não gosto de ambientes fechados, escuros e poluídos. O maior problema ainda era o acesso, constantemente bloqueado pelo restaurante Tirol que simplesmente punha suas mesas de forma que praticamente impossibilitava o uso do paraciclo. Parece que o xópim decidiu que era mais fácil mudar o ajardinamento da fachada do que fazer o Tirol criar juízo. O que importa é que agora há um acesso fácil, digno, convidativo – que é com as coisas devem ser. Bem simples.

        No Barra, o paraciclo fica socado no fundo do estacionamento coberto – coisa que alguns ciclistas mais paranóides acham maravilhoso, por causa da sensação de segurança – junto com as motos. De fato é seguro, seco, e organizado. Porém, é o ponto mais AFASTADO possível tanto da entrada quanto das lojas. Isso não é o maior problema. O caminho para chegar lá é tortuoso, absolutamente não-convidativo, intimidante para um ciclista que não seja muito calejado. Especialmente pra quem vem da Diário (entrando pela Chuí é um pouco mais direto e intuitivo).

        O pior de tudo, no Barra, é na hora de sair – se você precisa pegar a Diário. A única maneira de fazer isso é trafegar um trecho de cerca de 50 m ou mais na CONTRAMÃO, se esgueirar entre a cancela e o meio-fio, continuar na contramão até (ufa!) chegar na beira da avenida e poder voltar a trafegar de forma digna. Isso ainda é discriminação, é ilegal, e é uma coisa BURRA.

      • lobodopampa disse:

        Lembrei que o Moinhos Xópim tbém discrimina.

        Não sei como está hoje, faz muito tempo que não entro lá.

        Na última vez que fui, havia um “bicicletário” com 5 (cinco!) vagas (apertando muito) na parte coberta, e outro com umas 20 vagas do lado de fora. A discriminação (aliás extremamente comum, corriqueira, em xópins) consistia em obrigar o ciclista que quisesse usar uma das míseras 5 vagas cobertas a entrar e sair da garagem caminhando. É proibido pedalar, e quem desafiasse essa regra imbecil (coisa que eu faço e recomendo fazer) passa por constragimentos e possivelmente por achaques.

        Isso é burrice, é absurdo, e é discriminação. Um dos aspectos subconscientes mais danosos do “estigma da bicicleta-apenas-brinquedo”.

        ( se quiser ler mais sobre isso: https://vadebici.wordpress.com/2011/09/18/ciclismo-veicular/ )

  12. Frequento mais o Zaffari da lima e da ipiranga e o Bourbon da Ipiranga (sou fã da rede). Nunca fui destratado, no bourbon me falam para colocar junto com as motos, o que não é o ideal mas acho bom. Nos zaffaris sinto que há mais liberdade mesmo, na lima, coloco na grade da frente e no da ipiranga coloco em qualquer poste que não tem maiores problemas. Acho que em todos os casos, somos bem tratados, mas poderia haver um bicicletário no estacionamento aberto, sendo mais convidativo ao uso da bike.

  13. lobodopampa disse:

    Voltando ao tema do post:

    possibilidade e FACILIDADE para estacionar bicicletas é um aspecto estratégico muito importante para que uma cidade se desenvolva na direção de uma mobilidade um pouco mais sustentável.

    Nesse sentido, não pode haver nenhuma dúvida que uma empresa líder como é o Zaffari pode e deve dar um bom exemplo, instalando paraciclos, melhorando os existentes, e mantendo um acesso livre, fácil, e não discriminatório.

    O mesmo vale para o poder público, que deveria estar dando exemplo. Todos os prédios dos 3 poderes em nos 3 níveis DEVEM facilitar o estacionamento de bicicleta.

  14. Aldo M. disse:

    Nas cidades do mundo onde há mais estrutura cicloviária, as pessoas preferem fazer suas compras no comércio do bairro. Supermercados e Shoppings são parceiros do transporte motorizado e só se impõem pela precarização da mobilidade não motorizada e da eliminação dos pequenos comerciantes. Para termos uma cidade mais humana, não deveríamos fazer compras em grandes estabelecimentos comerciais. Então, prefiro que eles nem ponham bicicletários mesmo.

    • Aldo, não comentei antes, mas já que levantaste o assunto… Então, todas as frutas e verduras eu compro no mercadinho Livorin, (também há dez anos) que fica a duas quadras de minha casa. Mas, como vegano, vários produtos não encontro no mercadinho. No Livorin eu vou a pé. No Bourbon, eu quero sim um estacionamento para bikes. Assim como eu não acredito que a humanidade vá se tornar um dia toda vegana, eu também não acredito que todos abandonarão seus carros. Nem por isso eu vou deixar de comprar em uma grande rede os produtos que me interessam. Sobre as grandes redes acabarem com o comércio local, discordo. O Livorin dobrou de tamanho em dez anos e ainda está pequeno para o volume de pessoas comprando lá atualmente. A padaria do bairro também mostra evidentes sinais de prosperidade. Então, parece que tem lugar para todos.

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