Mais uma área retirada dos pedestres e entregue ao automóvel no centro de Porto Alegre

A visão carrocentrista da turma do Fortunati continua avançando na cidade. Agora é uma área do calçadão da praça XV que será reaberta para o trânsito e estacionamento de carros. A administração de Porto Alegre continua na contra-mão, desumanizando a cidade, e ainda tem a cara-de-pau de chamar isso de “revitalização”.

Captura de tela de 2013-03-04 08:44:16

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17 respostas para Mais uma área retirada dos pedestres e entregue ao automóvel no centro de Porto Alegre

  1. Pablo disse:

    Essa obra deveria ser embargada por não estar de acordo com p PDCI. Vai haver uma obra grande que envolve mobilidade e onde está a ciclovia?

  2. Felipe X disse:

    Concordo com o post, mas não é notícia antiga?

  3. Felipe X disse:

    Mas falando da mudança em si, o que eles acham que estão resolvendo? Já tem vias de acesso no entorno e estacionamento no largo (não que eu concorde, mas tem).

    Ao menos vão plantar umas árvores e reformar o abrigo dos bondes, isso é bom.

  4. Pingback: O novo visual da Praça XV | Blog Porto Imagem

  5. Fernanda disse:

    Fico frustrada com esse verdadeiro “carrocentrismo”. É um absurdo ignorar os exemplos de civilidade, cultura e lazer que um espaço aberto ao pedestre pode oferecer, basta olhar os exemplos de cidade absurdamente turísticas fora do Brasil.

    O centro não é atrativo pois ele não é feito para que seja visto e aproveitado. Tanto patrimônio e cultura sendo ignorado…

  6. Cecílio disse:

    hahah depois a gente manda o Fortunati dar uma voltinha de carro por ali pra ver se vai conseguir passar. Teve um dia que me perdi e acabei me metendo na Voluntários com Dr. Flores. Na boa, fiquei mais de 5 minutos esperando um espaço pra passar sem atropelar os pedestres. Mesmo caso da ciclovia da Sete de Setembro, onde os pedestres ocuparam. O Centro é para caminhar, ir pra lá só de ônibus…

  7. Felipe X disse:

    Postaram este texto no blog do portoimagem, achei que dá pra fazer uma manifestação bacana quando inaugurarem o bonde:

    “Acredito que dentro do bonde que vai contar a história deles, deve haver uma placa com a escrita “morremos para que jogassem asfalto sobre nossos trilhos e sobre eles circulassem onibus lentos e poluentes. Bem vindos à Porto Alegre, a cidade que poderia ter uma vasta extensão de VLT’s à anos”.”

    O que acham? Acho que rolava amarrar uma faixa com um texto parecido.

    • lobodopampa disse:

      Sim.

      Não acho impensável começar um movimento pela volta do transporte urbano sobre trilhos.

      Uma das grandes vantagens dos bondes é que eles não “atrapalham” os carros – só isso já deve ser um grande obstáculo a menos. Ao contrário dos BRTs, eles não precisam de um caminho exclusivo; os trilhos ficam praticamente no mesmo nível do pavimento, de modo que todos os outros veículos podem compartilhar (mas não bloquear) aquele espaço, passar por cima, etc.

      Quem já morou em cidades onde esse sistema nunca foi desativado, pelo contrário, foi expandido e melhorado – p.ex. TODAS as cidades alemãs de médio e grande porte – sabe disso tudo.

      • Felipe X disse:

        Mas as pistas dos VLT’s na Alemanha não são segregadas? Andei de tram no Melbourne/Australia e eles andavam num corredor central como nossos BRT’s.

      • Pablo disse:

        Felipe, em algumas são outras não. Há bondes que possuem estações que ficam no mesmo nível e há outros, geralmente mais afastados, que ao abrir a porta abre também dois lances de escada até o chão.

        De qualquer forma o bonde é muito mais compacto que o BRT, além disse nada impede o bonde de entrar para baixo da terra e seguir alguns percursos subterrâneos, principalmente no centro.

      • lobodopampa disse:

        Os bondes na Alemanha não trafegam em espaço segregado, em nenhum lugar que eu conheço.

        O que ocorre é que eles fazem parte do sistema TOTAL de trens urbanos/metropolitanos; às vezes uma linha de bonde (Strassenbahn) passa por estações subterrâneas onde tbém passa o U-Bahn (“metrô”) e/ou o S-Bahn (trem metropolitano de alcance maior).

        Certamente há normas de circulação e conduta muito estritas quanto à preferência de passagem e tudo o mais que diz respeito ao bonde (faz muitos anos que voltei de lá e na época não me ligava tanto assim nesses detalhes).

      • lobodopampa disse:

        Quero dizer, às vezes eles trafegam em espaço segregado, mas só em pontos onde isso é estritamente necessário (porque passam outros trens tbém, talvez por outros motivos, deve haver um grande número de situações particulares.

        O ponto é que de maneira geral o espaço é compartilhado entre bondes e veículos automotores.

    • Pablo disse:

      Muito legal! Bela sacada!

  8. Pingback: Revitalização do Centro: mais carros, menos carros ou pedágio urbano | Cidade Mais Humana

  9. Pingback: Isto não é uma ciclovia. | Vá de Bici

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