O poste sumiu – e agora?

Neste domingo dia 24 de fevereiro, houve uma bicicletada/manifestação na curva da Av. Padre Cacique, junto ao antigo estaleiro só. O local era conhecido entre ciclistas e pedestres porque, sobre a calçada estreita e irregular, havia um poste que criava extremo desconforto e também perigo para quem passava por ali.

Uma intensa mobilização foi feita via redes sociais, incluindo convites para eventos e registros fotográficos. O fato é que, SURPREENDENTEMENTE, foi feita uma obra no local no sábado dia 23, véspera da manifestação. Essa obra removeu o poste, transferindo a fiação para um poste novo fora da calçada, e incluiu o aplainamento do piso, com saibro.

Tendo sido feita a manifestação, em um misto de comemoração e registro incisivo de que a situação ainda está longe de poder ser considerada adequada, restam várias perguntas ainda sem resposta, a principal delas sendo “e agora?”:

  1. Qual foi o percurso administrativo que originou a obra de remoção do poste e aplainamento da calçada? Sabemos que as assessorias de dois vereadores (Marcelo Sgarbossa e Fernanda Melchiona) encaminharam Pedidos de Providência à administração pública. Nos parece notável, também, que a obra tenha acontecido rapidamente, 24 horas antes da manifestação. De onde teria se desencadeado a ordem para a obra, qual o órgão responsável, e qual a documentação existente, na Prefeitura, sobre tudo isso?
  2. Sabe-se que aquele local é “famoso” tanto pelo abandono e obscuridade crônicos quanto pela existência de diversos planos (remodelamento da orla, empreendimentos imobiliários, obras do PISA, obras da copa, e sabe-se lá mais o que). Como o caso da calçada se encaixa nos planos atuais e futuros para aquele local?
  3. Considerando que a situação para a circulação de pedestres ainda não está adequada, QUAIS SERÃO AS PRÓXIMAS MEDIDAS DA PREFEITURA para concluir o remodelamento do local, e qual o prazo proposto pela Prefeitura para tal?
  4. No que diz respeito a nós, cidadãos usuários da orla, qual o PRÓXIMO PASSO a seguir, no sentido de garantir que a Prefeitura corrija imediatamente todas as irregularidades que florescem avidamente em toda a extensão daquela calçada, incluindo piscinas de brita, poças de lodo, obras não-sinalizadas e sem passagem alternativa para pedestres, ciclovias construídas em trechos com pouca ou nenhuma calçada, iluminação deficiente e uma flagrante e crua inacessibilidade a pessoas com deficiência?

Seguem registros da manifestação no local:

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2013/02/bicicletada-marca-ultimo-dia-de-programacao-de-forum-em-porto-alegre-4054906.html

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/02/pedalada-reivindica-calcada-melhor-na-orla-do-guaiba-em-porto-alegre.html

http://www.youtube.com/watch?v=G-L3TJ8F6sQ

Anúncios
Esse post foi publicado em Sem categoria. Bookmark o link permanente.

15 respostas para O poste sumiu – e agora?

  1. Daniel Serafim disse:

    Uma imagem do poste “fujão”
    http://goo.gl/maps/Mg4vI

  2. Felipe X disse:

    Não participei devido a mudança de horário 😦

  3. Pablo disse:

    As pressões estão surtindo efeito! Muito bom! Isso é realmente muito bom. Agora é seguir o embalo, galera. Bem como diz o título: “o que vamos reivindicar agra?”

  4. Nada do que foi feito está de acordo com a mínima segurança exigida numa via de trânsito para a passagem de pedestres e muito menos para ciclistas.
    Foi trabalho porco, mal feito, cheio de malandragem para dar a entender que está arrumado e pronto.
    Algum accidente irá acontecer e os resultados serão lamentáveis.
    Precisamos ir la novamente e deter mais uma vez o trânsito enquanto não arrumem a via como tem que ser, de acordo com paradigmas de segurança mínimos. Proponho irmos lá, levarmos volantes para entregar para os motoristas de carros explicando o que está acontecendo, fechando uma ou duas vias da rua, até que a Prefeitura tome vergonha na cara e arrume esta passagem.Saúde a todos.

    • lobodopampa disse:

      Na verdade – por incrível que pareça – eu tenho forte receio que o grau de periculosidade do local tenha AUMENTADO.

      Explico: antes, com o poste, havia menos de meio metro pra passar. Era impossível passar rápido, e impossível passar pedalando a não ser para ciclistas de grande habilidade. O poste te obrigava a parar e prestar muita atenção no que ia fazer.

      Agora, sem o poste, a largura da ‘calçada’ é de pouco mais de um metro naquele ponto, o que ainda NÃO permite a passagem de mais de 1 pessoa – ciclista ou pedestre – por vez.

      Mas há um agravante: a borda do barranco, numa extensão de vários metros, está solta, fofa, e desmoronando ao menor pisão. Se alguém TENTAR passar pela borda – p.ex. tentando passar ao mesmo tempo que alguém que venha em sentido contrário – é queda CERTA barranco abaixo.

      Resumindo: ficou mais CONFORTÁVEL de passar, mas, ao mesmo tempo, MAIS perigoso, especialmente porque não é mais um perigo ÓBVIO, é praticamente uma armadilha.

    • heltonbiker disse:

      Uma primeira e imediata ação, a qual implicitamente me comprometo a fazer assim que houver tempo disponível, é passar lá com a filmadora e verificar como está o padrão de uso do local. Concordo totalmente com o Artur que, com o risco aparentemente reduzido, e devido à sempre presente diversidade entre as pessoas (ciclistas muito habilidosos/audazes em meio a ciclistas e pedestres menos audazes), configura-se uma situação de ARMADILHA. Devemos ficar atentos.

  5. Pablo disse:

    Calma pessoal, vamos ver o que vai acontecer. Nesse momento o que ainda podemos fazer é solicitar o “projeto” dessa obra.

  6. Adriano disse:

    Bah, reclamar porque tiraram o poste é o cúmulo do coitadismo. Reclamam quando não fazem, reclamam quando fazem também, daí não dá para levar a sério mesmo heim.

    No mais, fico imaginando como estaria aquela parte do estaleiro se não tivesse ocorrido aquele Plebiscito rídiculo. Provalmente a obra estaria pronta, e toda aquela região estaria ótima para caminhar/peladar. Hoje, muitos que foram contra tomam do próprio veneno.

    Sim, porque aquela área ser escura, feia e insegura é culpa de todos que foram contrários ao investimento naquele pedaço da Zona Sul.

    Ademais, só para lembrar, o terreno é privado. O que o proprietário vai fazer é problema dele, desde que respeite a legislação em vigor.

  7. lobodopampa disse:

    O blog fica mais divertido com um troll à solta, né?

  8. lobodopampa disse:

    Vitória dos “insensatos”!!!

    A própria EPTC considerou aquilo que a princípio seria uma prática de desobediência civil uma ÓTIMA idéia, e vai torná-la oficial enquanto aquele trecho da orla não estiver totalmente urbanizado.

    Mesmo que preliminar, mesmo que pequena, DEVE ser comemorada
    (esta é a recomendação da Amarilis do Bicicultura/Chile)

    AÇÃO DIRETA botando pra quebrar!

    “A partir deste domingo, 03, a avenida Padre Cacique ganhará uma faixa de trânsito isolada para lazer entre a av. Diário de Notícias e o Museu Iberê Camargo, das 8h às 18h. O espaço será separado por cones e contará com a presença de agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) para monitorar a via. A medida se dá até que seja implantada a ciclovia da Padre Cacique e será repetida em todos os domingos e feriados. O objetivo é ampliar o espaço destinado ao lazer na orla, um dos principais pontos turísticos da cidade.”

    http://www2.portoalegre.rs.gov.br/eptc/default.php?p_noticia=158747

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s