Ghost Bike para Davi Santos de Moura – HOJE

203570_527382160618259_2030394523_nNo último dia 5, Davi Santos de Moura foi atropelado por um caminhão do DMLU (segundo relatos – o caso não apareceu na imprensa) em um cruzamento da Ciclovia (!) da Restinga, e faleceu no local.

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Hoje pedalaremos até o local para fazer uma singela homenagem a Davi – colocação de uma Bici Branca (‘ghost bike’) – bem como manifestar apoio à sua família e amigos, e transmitir uma clara mensagem à comunidade em geral.

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Essa morte violenta e completamente evitável não foi divulgada na mídia.

Ao nos deslocarmos até a Restinga hoje à noite, estaremos não apenas apoiando a família da vítima, não apenas apoiando a causa da bicicleta, estamos fazendo uma outra coisa, talvez mais relevante:

estaremos dizendo claramente que a morte de um garoto de periferia é IMPORTANTE.

Que os invisíveis estão deixando de ser invisíveis.

Que nossos corações batem por todos, independente de classe social.

Que estamos cansados de ver pessoas serem tratadas conforme suas posses e círculo de influência – seja pela mídia, seja pelo poder público.

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Saída às 19:00 no Largo Zumbi dos Palmares
ou às 20:00 no Posto Esso da Cavalhada, em frente à (ex) Bicicletaria Macedo Bikes (Cavalhada quase esq Otto Niemeyer)

Traga velas e flores se puder.

Venha fazer a transmutação da indignação em endorfina.

evento no FB para multiplicar os convites:

http://www.facebook.com/events/527382160618259/

Essa bicicletada pode ser considerada um postlúdio do II FMB – mormente o fato que hoje, 25 de fevereiro, é o aniversário de 2 anos do atropelamento em massa.

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Sobre lobodopampa

Falar de si mesmo é contraproducente. Ah: lobodopampa e artur elias são a mesma pessoa (eu acho).
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8 respostas para Ghost Bike para Davi Santos de Moura – HOJE

  1. heltonbiker disse:

    Nesse momento de luto, permitam-me citar duas pessoas geniais que estiveram no Fórum Mundial da Bicicleta:

    “A bicicleta faz com que pessoas que nunca sofreram nenhum tipo de discriminação, ao se transformaram em ciclistas, sintam na pele a discriminação por parte de motoristas, e principalmente por parte do poder público”
    (Amarílis Horta)

    “[eu pinto ervas-daninhas porque] elas podem ser pequenas, mas elas se enfiam pelo concreto. Elas estão em todos os lugares, e mesmo assim são invisíveis. Mas quanto mais elas são pisoteadas, maior é a força com que elas crescem novamente.”
    (Mona Caron)

    Todas as lições de ciclo-ativismo bem sucedido que tivemos oportunidade de tomar conhecimento, durante o Fórum, assim o foram porque reconheceram que temos um problema de exclusão social, mais do que um problema de transporte, ou de ecologia, ou em especial um “problema de ciclistas”.

  2. lobodopampa disse:

    p.s. ao Pablo – que anda reclamando (com certa razão) que estaria “faltando amor” a este blog.

    Hoje temos uma GRANDE oportunidade de praticar o amor compassivo totalmente ao mesmo tempo que praticamos o ciclismo pelo qual já somos apaixonados.

    Essa Bicicletada para Davi Santos de Moura será tbém um passeio puxado, ida e volta até a Restinga. Se alguém quiser fazer um “pega” na volta eu sou parceiro; então podemos até dar um caráter esportivo a esse evento.

    Portanto: é passeio, é bicicleta, é esporte, e é ativismo amoroso.

    A este evento já foram dedicadas 2 postagens neste blog, e NENHUMA em nenhum outro blog ou grupo de ciclismo que eu saiba.

    Vamos ver quem vai aparecer; vamos ver quem pratica ‘mais amor menos motor’ na vida real.

  3. Triste, muito triste este momento, perder um filho é uma das piores coisas que podem acontecer na vida, e este jovem tinha uma vida pela frente. Que coisa lamentável . Estarei com vocês em pensamento, minhas pernas não resistem mais kilometros hoje, depois dos 40 diários, mas ficarei mentalizando o momento, embuído do maior pesar. Saúde a todos que participarão desta triste pedalada.

    • lobodopampa disse:

      Triste é olhar para o rosto do pai do guri a 2 palmos de distância, e ouvir dele que ele sempre achou bicicleta perigoso, mas que agora que fizeram a “ciclovia” (aspas por minha conta), ele achou que dava pra encarar e deu força pro guri, deu bicicleta, cuidou de escolher uma que tivesse bons freios…

      MUITO foda.

      Por outro lado foi muito bom dar um abraço nele, perceber os corações um pouco confortados de todos os familiares presentes, a vida passou a valer 1 pqnho mais naquele momento.

      Ah, tinha 27 pessoas. Apesar da chuva que caía até a hora da concentração, apesar da distância, apesar de ser na periferia, apesar de não ser “divertido” (teoricamente; na verdade poucas vezes me senti tão pleno e tão cheio de sentido ao pedalar).

      “Mais amor, menos motor” – na prática.

  4. Pingback: Ciclovias de POA, um exemplo para o mundo? | Vá de Bici

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