Mobilização em Defesa dos Espaços para Pedestres e Áreas Verdes

841276_10200419154979263_801994598_oTendo em vista os constantes ataques da atual administração municipal aos espaços públicos destinados à circulação e lazer de pessoas para transformá-los em mais espaço para os automóveis, está sendo convocada para a próxima quarta-feira, dia 13 de fevereiro, a partir das 18h na Praça Júlio Mesquita (praça do Aeromóvel), uma mobilização em defesa de todos espaços para pedestres e áreas verdes de Porto Alegre.

Remoção de centenas de árvores nas proximidades da orla, da Anita Garibaldi e em outras localizações para realização de obras desatualizadas, abertura de novas ruas e estacionamentos para carros removendo áreas verdes e espaços públicos importantes, proibição de atividades e manifestações populares no Largo Glênio Peres e a sua conversão em estacionamento, e por aí vai. Estamos fartos!

A manifestação é aberta, horizontal e independente e todas reivindicações são bem-vindas. Está sendo redigido de forma colaborativa, uma carta/manifesto para deixar claras as nossas intenções e anseios, que pretendemos ler na audiência pública na Câmara de Vereadores, no dia 14 de fevereiro, bem como divulgar para imprensa e em blogs na internet.  Quem quiser assinar mande e-mail para portoalegredaspessoas@gmail.com . Para ler, basta clicar no link abaixo:

Clique aqui para ler o manifesto.

Abaixo alguns exemplos de obras que reduzem e desqualificam os espaços públicos de Porto Alegre:

Derrubada de árvores para alargamento de avenidas e construção de estacionamento sobre a Praça Júlio Mesquita.

Derrubada de 118 árvores para alargamento de avenidas e construção de estacionamento sobre a Praça Júlio Mesquita.

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Remoção de parte do Parque Marinha para ampliação das avenidas Ipiranga e Beira-Rio.

Construção da trincheira da rua Anita Garibaldi e mais quatro passagens de nível na terceira perimetral.

Construção da trincheira da rua Anita Garibaldi e mais quatro passagens de nível na terceira perimetral.

Abertura de ruas para carros onde há área de pedestres.

Abertura de ruas para carros onde há área de pedestres.

Construção do Viaduto Pinheiro Borda, em plena orla do Guaíba.

Construção do Viaduto Pinheiro Borda, em plena orla do Guaíba.

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4 respostas para Mobilização em Defesa dos Espaços para Pedestres e Áreas Verdes

  1. Pablo disse:

    Segundo o IPEA a cada real investido no transporte coletivo investe-se 12 nos em infra-estrutura para os carros. Em PaA deve ser quase uns R$1000,00. Não é é difícil de calcular… é só considerar parcela das obras que se destinam ao transporte público, como BRT e pegar o total. Se eu tiver paciência vou fazer isso.

  2. Fernando K disse:

    Não votei neste prefeito, mas reconheço que são obras vitais para o desenvolvimento da cidade. Lendo este artigo, entendemos como uma minoria barulhenta dos ” tudo contra ” é capaz de atrapalhar o desenvolvimento de Porto Alegre. No parking, no business. Há muito se sabe que o centro de Porto Alegre definhou justamente pela falta de trânsito de veículos. Em muito boa hora vejo a aprovação de trânsito à noite na Rua citada.

    • heltonbiker disse:

      O governo deveria governar em função das necessidades públicas de uma maioria. Da forma como foi colocado, a dedicação de recursos da administração pública para as necessidades de estacionamento do comércio (minoria da população, com interesses privados) EM DETRIMENTO das necessidades (públicas, coletivas) de pedestres, parece gravemente inadequada. Além disso, não há consenso geral com respeito ao conceito de “no parking, no business”, visto que o alargamento de calçadas às custas de espaço viário motorizado, e mesmo a proibição de automóveis, comprovadamente (e contrariando o “senso comum” num primeiro momento) já proporcionou melhoras para o comércio em diversas cidades “progressistas” ao redor do mundo.

    • heltonbiker disse:

      Citando ainda um trecho publicado recentemente neste mesmo blog (https://vadebici.wordpress.com/2013/02/16/por-que-a-construcao-de-mais-ruas-nao-alivia-os-congestionamentos/):

      “O fenômeno do tráfego induzido funciona em sentido inverso também. Quando a via expressa West Side Highway de Nova Iorque, entrou em colapso em 1973, um estudo do NYDOT mostrou que 93% das viagens de carro perdidas não reapareceram em outro lugar, as pessoas simplesmente pararam de dirigir. Um resultado semelhante acompanhou a destruição da Freeway do Embarcadero de San Francisco no terremoto de 1989. Cidadãos votaram para remover a rodovia totalmente, apesar das advertências apocalípticas dos engenheiros de tráfego. Surpreendentemente, um recente estudo britânico descobriu que a remoção de ruas no centros das cidades tendem a impulsionar as economias locais, enquanto novas vias levam ao aumento do desemprego urbano. A idéia da construção de estradas como forma de estimular a economia já era.”

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