Trincheira da Anita

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2 respostas para Trincheira da Anita

  1. walescko disse:

    Ando a dias pensado sobre a III Perimetral, concluída a alguns anos, acho que 8 anos, cheguei a conclusão que ela foi uma obra planejada em um tempo em que nem se pensava que as bicicletas seriam um forma de transporte.

    Pelo que relata o slideshow, tem 30 anos o projeto, isso significa que a ideia ou os esboços são da década de 70, quando tivemos um “bum” automobilistico e a crise do petróleo…

  2. cristina s. disse:

    Pessoal: oi! Tudo bem?

    Quem não pode comparecer ontem à noite no cinema na rua, perdeu uma ocasião maravilhosa! Havia uma multidão de pessoas confraternizando, sentadas no asfalto da Anita que ainda resta em frente à Igreja Mont’Serrat, com espaço para a passagem dos carros de moradores que têm licença para ali trafegar, As pessoas levaram pipocas, bolachas, cadeiras de praia, bebidas, almofadas, mantas, etc. para poderem sentar no chão e apreciarem, em silêncio respeitoso, um filme que deveria estar nos cinemas. Ele tratou de soluções dadas ao trânsito de várias cidades (Amsterdam, Dinamarca – nomes muito difíceis, Bogotá, etc.) que priorizam as pessoas, não os carros e suas consequências (acidentes de trânsito, morte de pessoas – crianças,principalmente, poluição, engarrafamento, etc.). As várias medidas empregadas devolveram a cidade às pessoas, com a criação de ciclovias, espaços verdes, despoluição do manancial hídrico que as banha, permitindo banho, pesca e fruição paisagística, e com pouco gasto envolvido, pois o maior capital envolvido foi a mudança de mentalidade das pessoas. Ao mesmo tempo, foi feito um cotejo com o trânsito no Brasil, onde se constata que inexiste respeito às regras de trânsito. Onde os carros têm vez, e as pessoas não. Onde os congestionamentos de trânsito estressam pedestres e motoristas. Onde as medidas buscadas (trincheiras, túneis,depredação da paisagem urbana, com a extração de árvores e a fauna que delas se beneficia) são velhas, ineficientes e muito caras (vide luta dos moradores da Anita – Blog Anita mais Verde, Sul21, Va de bici, etc.). Mas permitem que irriguem muitos bolsos… e, contra isso, mesmo que a Comunidade conteste, o poder municipal se mostra irredutível. Até na esfera judicial viu-se que o motivo alegado para o não deferimento de liminar que interrompe a obra da CGomes com Anita seria o valor que a PMPA teria de pagar como multa à empresa Sultepa! Ou seja, vale mais gastar 16 milhões numa obra que nem começou do que atender ao apelo da Comunidade, que deverá pagar por essa nefasta construção! Dar barretada com chapéu alheio é fácil…

    A PMPA perde muitas vezes: ao não ir ao encontro da vontade da Comunidade, que TODOS OS DIAS transita ne esquina em tela; ao forçar essa mesma Comunidade a pagar por uma ‘obra de arte’ que não aceita; ao demonstrar insensibilidade ao concretizar uma ‘obra da Copa’, ciente de que somente 5 jogos desse certame serão em POA – 2 realizados em domingo e todos em local que não utiliza como caminho para chegar ao Estádio; ao demostrar contrariedade quando se vê exemplos como o RJ, que interferiu no TRÂNSITO e não na cidade, por ocasião do Rio+20; à ciência de que a Copa é um evento que dura 15 dias e a trincheira será construída e deixada para a cidade, mesmo sabendo, à saciedade, que ela NÃO vai resolver a questão a que se propõe; etc. É triste verificar que o Poder Judiciário se omite frente ao poder constituído, que sua atuação, neste caso, é descolada do posicionamento da Comunidade que vai sofrer as consequências danosas de algo que não quer. Mas, fazer o quê? Sabe-se que, para contestar ações dos poderes constituídos têm de haver muito fôlego…

    Assim sendo, é uma pena que haja essa luta inglória contra uma ação pela Comunidade não deseja, que a sua contrariedade não encontre eco nos instrumentos sociais que deveriam atentar para sua proteção e defesa. Mas, esse tipo de posicionamento não promoveria a irrigação de vários bolsos. Essa obra, que foi lançada por 12 milhões de reais, já sofreu uma majoração de quase 50%, uma vez que seu custo hoje é de 16 milhões de reais. Isso que ela nem começou…Imaginem quanto sairá, após vários aditivos que todas as obras públicas recebem…

    É lamentável constatar tudo isso, sem que haja como responsabilizar o detentor de poder no caso dessa construção, que, já se sabe, não vai atingir o objetivo alegado, e faça-o pagar seu custo. No Brasil, infelizmente, a impunidade é a característica que melhor o define.

    Se a PMPA e seus dirigentes tivessem assistido o filme que ontem vimos, e da maneira como vimos (em silêncio, pacificamente, sem interromper o trânsito) constataria a tristeza de todos ao ver que soluções existem, que as mesmas podem ser implantadas sem gastar esses valores alentados, que a rua Anita Garibaldi já viu como a proibição de estacionamento nos dois lados deixa o trânsito fluir, que há maneiras de priorizar as pessoas ao invés dos carros, que outras cidades já fazem isso, etc. Só que o que moveu essas cidades foi um objetivo diferente e norteiador da ação de seus mandatários em relação ao poder municipal de Porto Alegre: a primazia dos moradores, a economia de gastos (que não permitiria, por exemplo, a irrigação de vários bolsos que não os dos moradores), as modernas soluções que enfrentam a questão do trânsito de frente, a contestação de sociedades mais atuantes, que demonstram sua contrariedade e exigem alterações dos Prefeitos, Secretários, etc.

    Realmente, é uma tristeza constatar que não podemos ter as mesmas soluções atuais às quais aderem os cidadâos, pois mostram lógica e não invadem o bolso deles, que demonstram uma atuação séria, comprometida e transparente da administração municipal – tudo o que não se tem em Porto Alegre, infelizmente, lamentavelmente, repita-se. Cristina S.

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