Botão para motoristas, por que não?

 

A frustrante, mas comum, situação de pedestres, que têm que apertar um botão e esperar vários minutos até que o sinal abra para que possam atravessar uma rua, agora se estenderá aos ciclistas, na ciclovia da Avenida Ipiranga.  Se o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê a preferência da circulação de pedestres e ciclistas sobre o fluxo de veículos automotores por que não existe um único semáforo que permaneça aberto para eles e seja o motorista que tenha que apertar um botão para poder atravessar o cruzamento.

Motoristas já estão acostumados a pressionar botões para acessar garagens comerciais, por que não para atravessar um cruzamento de pedestres ou ciclistas?

Não é  difícil, nem impossível, afinal, motoristas já estão acostumados a apertar os botões da cancelas para acessar estacionamento particulares, como em shopping centers e aeroportos.

A resposta a isso é simples, vivemos em uma sociedade carrocêntrica, onde o fluxo de automóveis é sagrado e onde o governo prefere incentivar a ditadura do automóvel a cumprir as leis.

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36 respostas para Botão para motoristas, por que não?

  1. Felipe X disse:

    O mais revoltante para mim como pedestre é que quando atravesso uma avenida com canteiro central tenho que esperar duas sinaleiras! É uma para cada sentido!

    • Aldo M. disse:

      Essa é a receita de um cidadão da década de 20 para o problema da travessia em uma rua de mão dupla:
      After reading advice in the newspaper to look both ways when crossing streets, the writer sent a letter signed Sic Semper Tyrannis: ‘When you get to the crossing, look to your left, pull out your automatic from the holster, step into the street and level the gun at the chauffeur coming. When in the middle of the street level it at the nearest chauffeur coming the other way’.” St. Louis Star, 1923.
      Do livro de Peter D. Norton. The dawn of motor age

  2. Jeferson disse:

    Exatamente o que eu ia comentar, Felipe X. Você espera para atravessar meia rua. Depois espera de novo. E, algumas vezes o absurdo é tão grande que em meia pista há sinaleira para pedestre e na outra metade não.

    • Marcelo disse:

      E o pior é em alguns locais que as duas travessias tem botões, que não são sincronizados. Tu aperta, aguarda, atravessa, aperta, aguarda, atravessa.

  3. PabloZ disse:

    O problema é que após apertar o botão tem que esperar todo o tempo da sinaleira para poder passar, mesmo que ela já esteja aberta a horas.

  4. Gustavo disse:

    Se todos pensassem como você, hoje ainda estaríamos andando à cavalo, mandando cartas e nos protejendo de invasões dentro de nossos feudos. Acorda pra realidade. A solução não é simples assim!

  5. Seria muito bonita a iniciativa para quem mora no próprio município onde trabalha e pode ir a pé ou de bicicleta para onde quer que seja. Os demais (região metropolitana ou zonas opostas da cidade) não ficariam muito felizes com isso não.

    Não acho que a questão seja a sociedade ser carrocêntrica. Existem distâncias físicas enormes, existe falta de segurança no país onde vivemos e as alternativas para transporte público não são muitas. Não fossem os 3 fatores, daria para haver um equilíbrio maior.

    Acho até que o fator “falta de segurança” é o que pesa mesmo. Trabalho em uma empresa que tem diversos estrangeiros, e em apenas 2 meses já ouvi relatos de pessoas que foram assaltadas ao estarem caminhando pelas nossas ruas ou em algum transporte público (lê-se apenas ônibus mesmo). Resultado: pegam táxi. Táxi é carro como qualquer outro. Por mais que não seja uma só pessoa, são apenas duas, e com isso faz volume igual.

    Aí você coloca um botão desses, beleza, mas grande parte do fluxo vai continuar sendo por conta de carros, e isso simplesmente vai travar a grande maioria das pessoas que usam carro devidos aos 3 problemas citados anteriormente. É um tiro no pé, que vai privilegiar os poucos que podem ficar só na bike. É claro que seria bom se todos pudessem usufruir disso, mas o problema tem uma série de outras facetas que devem ser avaliadas.

    • Marcelo disse:

      Nicholas,
      Morar em uma cidade e trabalhar em outra é um sintoma doentio da nossa sociedade centrada no uso do automóvel. É inegável que todos teriam melhor qualidade de vida se morassem perto do seu trabalho, e devemos lutar por isso.

      Mas independente disto, o caso desses trabalhadores não se resolve colocando o fluxo de automóveis acima da segurança e fluxo dos pedestres e ciclistas, garantido por lei. A solução para esse dilema passa por um sistema de transporte público e coletivo de qualidade, integrado com outros modais.

      Por último, qual a tua fonte para afirmar que “a grande maioria das pessoas […] usam carro”? Não acredito nesta informação.

      • Alex disse:

        Ahh sim, as pessoas moram longe do trabalho por que querem…..

        Se eu escolhesse morar perto de onde trabalho, pagaria o triplo por um imóvel, 3 vezes menor.

        Se eu escolhesse trabalhar perto de onde moro, teria que mudar de área de atuação, pois a região simplesmente não tem vagas para o ramo que atuo.

        E ai?

      • tiagobarufi disse:

        Muito mais fácil enxergar a realidade apenas do seu próprio ponto de vista – morar em outra cidade, andar de carro todos os dias tantos quilômetros – do que aceitar que exista outra maneira de fazer as coisas.
        Muito mais fácil continuar reivindicando prioridade pro seu carro particular – os demais que saiam da frente, e logo! – do que reivindicar algo tão abstrato como uma cidade melhor.

    • Felipe X disse:

      Exatamente o que eu ia dizer, Marcelo. O extremo disso é o modelo americano, que as pessoas “normais” ficam 2hs no trânsito por que querem morar a 30km do centro, e o centro vira um emaranhado de highways.

      O que temos hoje é um sistema em que as pessoas programam suas vidas em volta do carro, não de seus compromissos. E o resultado é essa cidade poluída e trancada que temos.

    • Felipe Mobus disse:

      A solução proposta neste post não diz respeito só aos pontos onde os ciclistas precisam atravessar a rua, mas sim também aos pontos onde os pedestres precisam atravessá-la. Enquanto é fácil de concordar que o fluxo de ciclistas ainda é esparso na nossa cidade (porquê?), é difícil de argumentar que não existem pedestres circulando em quase toda a cidade. Como disseram mais abaixo, em lugares onde os pedestres já dominam, essa ideia com certeza teria cabimento.

    • Marcus Brito disse:

      A falta de segurança nas ruas é na verdade um dos sintomas da sociedade voltada os carros. Como todo mundo anda de carro, as ruas acabam ficando vazias e perigosas.

    • L.Cuevas disse:

      Assalto? Uma pessoa num carro é uma presa mais fácil e suculenta que um esquálido e escorregadio pedestre.

      A pé o bandido já chega assim “Perdeu Perdeu” e leva sua carteira.
      Num carro, ele te põe no porta-malas, te segura por horas, e só alguns são libertados com vida depois.

    • tiagobarufi disse:

      comovente a sua solução para o problema da segurança: colocar todos em carros, talvez todos blindados, é isso?

  6. Quanta bobagem em um só post, Caro Marcelo.

    Existe sociedade biciclecêntrica? Penso que há um problema lógico com esta sua sugestão: Em sinaleira em avenida de três vias, só o colega da primeira faixa da esquerda que aperta o botão, certo? Ou também terá um botão na calçada da direita? O maior problema que vejo, é que aí precisaria pedir pro trombadinha apertar pra mim, já que do contrário teria que soltar o cinto-de-segurança.

    XOXO

    • Marcelo disse:

      Não sei se existe sociedade biciclecêntrica, mas sei que moro numa sociedade carrocêntrica. A inexistência de um não tem nenhuma relação com a existência do outro.

      Em vias com três faixas a implementação pode ser mais difícil, mas não impossível. Mas de qualquer forma isso não justifica a inexistência desse tipo de dispositivo em qualquer rua. Tomemos por exemplo, a rua Dr. Flores, que possui apenas uma faixa útil e elevado trânsito de pedestres. Ali um dispositivo desse tipo seria perfeitamente viável. Existem diversos casos como este em Porto Alegre.

      Mas de toda forma, nas vias com 3 ou mais faixas, poderiam ser implementados totens à esquerda de cada faixa com o botão para os motoristas, exatamente como acontece nos estacionamento.s

      • Vamos lá, Marcelo parabéns pelo post; queria ainda sinalizar que a Ipiranga se na realidade é todo o que eles falam de via importante não poderia aceitar a conversão à esquerda o que tornaria o trânsito nela bem mais aceitável e permitiria sim dar uma relativa preferência ao ciclista e ao pedestre. Conversão à esquerda em nenhuma via importante do mundo é permitida, e menos de duas vias como é a Ipiranga. Para converter a esquerda é obrigatória a saída da via, a direita, realizando um desvio para conversão. A Avenida Ipiranga já foi assim só que esta Prefeitura inteligente, que está ali instalada, voltou a trás nisso, certamente por não conhecer os detalhes técnicos da medida. Veja que na Wenceslau Escobar durante um ano permitiram conversão à esquerda e a via nunca engarrafou tanto; quando tiraram, acabaram com o engarrafamento. Qualquer coisa EPTC, pergunte para a gente, nos sabemos o que fazer quando a cidade engarrafa. Ainda, conselho aos que trabalham fora da cidade, se mudem para perto do seu trabalho; que não irão gastar gasolina e poderão como todos fazem nos outros municípios próximos a Porto Alegre, ir trabalhar de bicicleta. Trombadinha faz tempo que não tem em Porto Alegre, qual a tua cidade mesmo? . Saúde a todos, Martinez

      • heltonbiker disse:

        Dêem uma pesquisada em “loop detector”: http://en.wikipedia.org/wiki/Loop_detector

      • Desculpa, mas imaginar totens em vias com 3 ou mais faixas, não é somente inviável, como utópico. Já parou pra pensar o tempo despendido em cada sinaleira para acioná-los (horário de rush, por exemplo) ou a diminuição da velocidade máxima nestas vias (em face destes objetos no meio da avenida)?

        E pra lavador de parabrisas, vendedores ambulantes, mendigos, é muito conveniente apertar o botão de pedestres/ciclistas e obrigar a parada dos carros, não? Imagine o trânsito com gente propositadamente pedindo “passagem” para pedestres.

    • Marcelo disse:

      Antônio,
      E o tempo despendido pelos pedestres nas sinaleiras com botões? Estás dizendo que o tempo dos motoristas é mais importante do que o de quem anda a pé?

  7. Adriano disse:

    Gostei da piada acerca do botão para os motoristas. A do totem o pessoal do trabalho chorou de rir, ainda mais quando falei que era uma ideia de alguém querendo mesmo aplicá-la. Fez sucesso. E ri também do “modelo doente”. De certo as pessoas moram em Viamão e trabalham em Porto Alegre porque são masoquistas ou amam tanto o seu carro que optam por ficar 3 horas dentro dele. Deve ser culpa dos americanos, como o felipe x mencionou.

    Caro Marcelo, tu deveria pensar duas vezes antes de expor esse tipo de ideia. São posts como esse, ideias como essa, que impossibilitam que se leve a sério o movimento ciclista de Porto Alegre.

    • Marcelo disse:

      E a gente deve te levar a sério, né, Adriano? Os comentários mais hilários e sem noção neste blog são os teus.

    • Marcelo disse:

      Mas de qualquer forma, fico feliz que esse post tenha feito a manhã de vocês mais alegre. Isso já é algo positivo.

    • Felipe X disse:

      Adriano, quem vai de carro de Viamão até POA deve ser masoquista mesmo. As pessoas que conheço que fazem isso são pobres e moram lá por que morar em POA é caro. O resultado é que com as vias abarrotadas e transporte de massa precário, eles precisam ficar 3 hs no ônibus.

      Mas concordo contigo, soberba é a chave para resolver todas discussões.

      E se não entendes que o modelo de priorização dos automóveis é um ícone americano, estás mais desinformado do que eu pensava.

      • Alex disse:

        São masoquistas porque não tem escolha: se vão de carro, ficam presos em um engarrafamento diário. Se vão de ônibus, além de ficarem presos no engarrafamento, tem que esperar o tempo todo de pé, espremido dentro dele.

        E não podem morar perto do seu emprego porque não tem condições pra isso.

        E qual a saída?

        Suicídio?

      • Marcelo disse:

        Em alguns casos, eliminando as despesas do carro do orçamento mensal, já é possível com o dinheiro extra, mudar-se para mais perto do seu emprego, ou então, trocar o emprego por um mais perto de sua casa que pague um pouco menos. Acredito que a situação só é pior mesmo no caso dos trabalhadores não qualificados, que realmente não tem opção senão atravessar a cidade de ônibus para chegar no seu emprego.

        Na maioria dos casos não acredito que seja tão inflexível como tu colocas. Podem haver exceções, é claro, talvez o teu caso seja uma, mas acredito que a maioria das pessoas poderia morar mais perto de onde trabalha.

      • Alex disse:

        Claro que há casos em que realmente daria para escolher e “conseguir” um emprego mais perto.

        Só que muitas vezes as vagas estão “concentradas” em locais específicos da cidade. O centro (como o próprio nome diz) é um caso.

        Essa questão eu acho complicada…. não vejo melhora nisso em médio prazo.

        Sobre os custos, nem sempre a economia gerada por morar mais perto “paga” a diferença de imóvel. Aliado a isso, muita gente (assim como eu) prefere morar em locais mais tranquilos (em termos de transito, movimento) do que nos grandes centros.

        Considerando que boa parte dos “melhores empregos” (sem generalizar, ok?) está em Porto Alegre, imagina se TODA a mão de obra morasse na cidade? daí sim aqui viraria o caos!

        Tem que melhorar o transporte coletivo não só para dentro da cidade, mas para interligar de forma decente e eficaz as cidades ao redor dela, para que os moradores do entorno possam se deslocar com facilidade.

    • tiagobarufi disse:

      O status de ter um carro para cada membro da família maior de dezoito anos requer essa solução estapafúrdia (morar em outra cidade). Se as pessoas contabilizassem o custo de manter suas frotas e o custo de ficarem sentadas poluindo no tráfego durante boa parte de suas vidas, certamente a tal residência suburbana seria reavaliada.
      Fica difícil levar a sério o movimento carrista, seja em POA ou em qualquer outro lugar, porque são pessoas centradas em seus próprios umbigos, choramingando a opressão que o trânsito lhes aplica e rangendo os dentes de raiva sempre que seus privilégios sobre as vias na cidade são questionados.

  8. andré gomide disse:

    Sinceramente não acho viável o botão, mas ainda sim acho válida qualquer discussão.
    “Adriano”, poderia propor a sua solução para o problema criado pela prefeitura?
    A constatação do amigo Martinez me parece bem mais fácil de ser executada na ipiranga, aliás era assim antes e em qualquer cidade civilizada.
    Como pode o portoalegrense respeitar o mais frágil quando vai a Gramado e se transformar quando retorna?Por que esse mesmo motorista que não se dá o trabalho de nem ligar um pisca para sinalizar fica irritado quando é cobrado por alguém?
    ” Antonio Gramsci”, achei estranho seu post. O pedestre parado na sinaleira esperando os carros passarem não está correndo o mesmo risco de assalto ou só quem anda de carro deve ter seu risco diminuído?
    O caos no trânsito está piorando…. hj presenciei um atropelamento fatal na sertório…horrível. Claro que o pedestre contribuíu, mas o ônibus estava “chutado”. Além do mais não há faixa de pedestre na região… acho que a mais próxima fica à 400 metros ou mais. A principal culpada na tragédia é a prefeitura na minha humilde opinião, não sinaliza o trãnsito, não fiscaliza, não educa, não pune, não conserva o mobiliário urbano, fica contribuíndo com a guerra declarada jogando uns contra os outros. Somos todos vítimas,
    Convido aos amigos que se opõe a nós ciclistas urbanos que sintam na carne um só dia o que é pedalar com pessoas “educadas” com suas “armas” apontadas para suas cabeças como se fóssemos inimigos. Sou tão vítima quanto vcs pelo descaso e omissão da prefeitura.
    Parece que estou vendo o dia em que um promotor resolver processar por co-autoria o presidente da EPTC ou o secretário de obras e viação em um acidente fatal por omissão, o Lasier Martins chamando de oportunista, pregando moral de “cueca”.
    Base jurídica há.

    Sou motorista tb, mas o carro terá que ser usado com mais sabedoria num futuro não muito distante.

    Quanto ao amigo Nicholas Pufal que citou as dificuldades de se deslocar na cidade , também pensava assim, até que passei encarar a bicicleta como meio viável de transporte…. é possível, basta querer. Cito como exemplo o meu . Saí de um condomínio hj junto com uma vizinha no ínicio da sertório, ela na sua caminhonete Kia e eu na minha Bike. Próximo ao final da sertório(Bourbon Assis Brasil- Infraero) encostei ao lado dela no semáforo dei um tchau e segui meu caminho(interrompido por aquela “fatalidade”). Ela sorriu não acreditando que era eu, um gordinho de bike levando o mesmo tempo que ela na sua imponente SUV às 9:30 da manhã .Detalhe, não furo nenhum sinal, pois me desloco em um veículo de tração humana, e portanto respeito as sinalizações e sinalizo tb(ao contrário da maioria esmagadora dos motoristas de POA).

    Estamos numa guerra civil amigos e não quero nenhum semelhante meu tombando por omissão mais.

    • Aldo M. disse:

      Pegando teu gancho, André, esse problemas dos ônibus em velocidades perigosas (mesmo se permitidas) é um dos mais graves do trânsito de Porto Alegre. A estatística de mortos e feridos da EPTC envolvendo ônibus é aterradora: são perto de 1000 feridos por ano, numa cidade com 1500 atropelamentos por ano.
      http://www2.portoalegre.rs.gov.br/eptc/default.php?p_secao=203
      Deduzo que, na visão dos donos das empresas de ônibus, deve valer à pena correr mais, mesmo arcando com indenizações pelas mortes e ferimentos.
      Considero urgente limitar a velocidade dos ônibus: reduzir a velocidade permitida, monitorando por GPS, tacógrafos, multando mais. Este é um assunto que vale à pena para tornar esta cidade mais humana.

      • PabloZ disse:

        Teve um relatório do DETRAN que mostra que os acidentes envolvendo ônibus e caminhões são proporcionalmente 10 vezes mais frequentes que carros e duas vezes mais frequentes que acidentes de motos.

  9. Aldo M. disse:

    Há um dado a respeito do tempo de espera do pedestre que gostaria de compartilhar: a literatura técnica alerta que, caso o tempo médio de espera seja maior que 30 segundos, o pedestre tende a cruzar a via mesmo com o sinal fechado.
    Então, os engenheiros que projetam sinaleiras para pedestres com tempos muito longos, sabem que isto é um convite para os pedestres desrespeitá-las.

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