Domingo tem Brique da Bici!

Brique da Bici  

Peças ao vento! É hora de tirá-las da gaveta e dos armários! Dia 30 de setembro ocorre um Brique da bici!

Estão todxs convidadxs para trazer tudo o que esta guardado e rolar aquele escambo. 

Se quiser vir só para vender ou comprar as barbadas, seja bem vindo também!

O evento é totalmente gratuito: é só chegar!

O Brique da Bici ocorre na Cidade da Bicicleta (Rua Marcílio Dias, 1091 – Menino Deus).

16h do dia 30 de setembro!

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27 respostas para Domingo tem Brique da Bici!

  1. Felipe X disse:

    Objetos inanimados à parte, faltou o “vindo” na tradução pro miguchês kkk. Não seria vindx?

    • Pablo disse:

      Desmascaraste um o autor como um machista-sexista.

    • Pablo disse:

      Brincadeiras a parte… não sei por o(s) autor(es) insistem em utilizar esse “x” no lugar do “o” ou do “a”. A linguagem escrita é uma parcela muito pequena da linguagem, além disso a linguagem é uma representação muito limitada de nossa representação interna de mundo, cultura, sociedade…

      Padrões de comportamento são muito mais carregados de sexismo do que nosso limitado conjunto de palavras escritas.

      • Cecilio disse:

        É a nova gramática politicamente correta. ahaha

      • Marcelo disse:

        Viva o politicamente correto! Lamento pelos que apodrecem na mediocridade do conformismo, repetindo, como um robô, hábitos ridículos querendo parecer “descolados”.

      • Felipe X disse:

        As pessoas precisam ser politicamente corretas para se sentir melhores sobre si mesmas, é um processo interessante.

        Mas enfim, fico feliz que agora o Marcelo conhece um dos trolls aqui do fórum pesoalmente! Certo, Marcelo? hahaha

      • Marcelo disse:

        Quem, eu? Ou o outro Marcelo? Eu conheço?

        Eu pelo menos me sinto bem quando sei que estou fazendo algo em relação às coisas que percebo que estão erradas. E isso é bom.

  2. Mas deixa, ué. Deixa o povo colocar o “x” no lugar dos determinantes “o” e “a”. Até agora compreendi todos os textos. Quem quiser usar os determinantes, usa, quem não quiser, não usa. Continua sendo nossa língua. Eu acho isso bem menos grave do que errar concordência, ortografia, gramática…

    • Marcelo disse:

      Sempre tem gente pra criticar quando uma pessoa muda de comportamento para tentar ser mais justa ou igualitária, por mais insignificante que seja e por menos que isso afete a vida dessas pessoas.

      É a mesma coisa com vegetarianos e veganos por exemplo, que são muitas vezes criticados só pelo fato do seu comportamento sair do “normal”.

      E só para responder ao Pablo, quem é que disse que a pessoa que escreveu esta postagem também não tenta corrigir os seus padrões de comportamento para eliminar o machismo? A pessoa não vai ficar sem energia para fazer outras coisas por digitar um X no lugar de um O ou um A. Ela pode tentar mudar a linguagem E os padrões de comportamento ao mesmo tempo.

    • Felipe X disse:

      Marcelo, se trouxeres uma solução para esse imenso problema sexista da língua que seja possível ler em voz alta eu aceito a discussão.

      • Marcelo disse:

        Podemos pensar juntos em uma solução, Felipe. Enquanto apoio quem quiser o X para mostrar sua insatisfação com o machismo inerente da língua portuguesa.

      • Acho que o texto linkado abaixo, apesar de longo, traz mais um pouco de sentido a essa discussão. É longo, mas é um material de referência que vale a pena, a homens e mulheres, ler e guardar:

        http://papodehomem.com.br/feminismo/

      • Pablo disse:

        Lívia, posso fazer um contra-ponto?

      • Marcelo disse:

        Pablo, isso não tem nada a ver com feminismo.

        Como o texto que a Lívia postou explica muito bem: feminismo é a busca por direitos humanos iguais entre homens e mulheres.

        Esse programa aí parece tão mentecapto quanto aquele que tem aqui no Brasil chamado Saia Justa, que é um monte de reacionárias falando merda.

  3. Verô disse:

    Comentário um pouco fora do assunto: no jornal on-line Le Monde (em francês), tem um vídeo que mostra Robert Marchand, um centenário, estabelecendo um recorde pelo percurso de 100 km de bicicleta:
    http://www.lemonde.fr/sport/video/2012/09/28/a-100-ans-il-etablit-un-record-de-rapidite-sur-100-kilometres-a-velo_1767628_3242.html

  4. Pablo disse:

    O problema é que essa busca por esse modelo de igualdade total entre os sexos que distoa muito da média causa mais repulsão do que mudança de atitude. É como a busca pela pureza absoluta das religiões judaico-cristãs.

    Por que é que o vegetarianismo, apesar de todos os benefícios ainda é pouco praticado? A resposta é que a maioria dos vegetarianos, além de serem vegetarianos são barbudos, com estilos específicos e assim por diante. O resultado é que as pessoas não se identificam e se afastam.

    Agora estamos em um forum que propõe incentivar a bicicleta, mas aí começa a escrever trocando letras por x, levantando outras bandeiras que por mais justas que sejam, não são prioridade na vida das pessoas. Minha opinião é que isso mais afasta as pessoas do que aproxima. Além do mais isso alimenta antigos preconceitos, chamando de hippies, comunistas, eco-chato e assim por diante…

    • Renato disse:

      Concordo, a bandeira da bicicleta deve ser a principal e evitar associações com outras bandeiras ajuda a disseminar o uso. Atualmente, ciclismo em cidades ainda tem um pouco de ligação com movimentos socialistas, ambientais, anti-sexistas, veganos, “hippies” etc, que por mais que sejam causas justas, causam afastamente da sociedade em geral da causa principal; uso generalizado de bicicletas por ciclistas frequentes clamando por infraestrutura adequada e segurança.

      Além do mais, como já comentaram aqui, a solução do ‘x’ nas palavras parece mais uma auto-expressão de apoio à causa feminina do que de fato uma solução do machismo tradicional da linguagem, pois não tem como ser pronunciada.

      • Marcelo disse:

        Renato, o fato de achares que a bandeira da bicicleta deve ser a principal é uma opinião tua e não quer dizer que todos e todas que lutam por esta causa tenham que concordar contigo, este blog é um blog plural e todos que colaboram aqui podem expressar-se da forma que quiserem.

        Mesmo que o X seja apenas o que disseste, uma auto-expressão de apoio à causa feminista, já acho que é uma grande coisa, principalmente quando é um homem que o faz, pois é um potencial opressor, mostrando seu apoio à causa do oprimido.

        Na minha opinião o desrespeito com o ciclista é igual ao desrespeito com a mulher, com os afro-descendentes, com os indígenas, com os animais. É o mais forte se impondo sobre o mais fraco e a solução é a mesma: fim da opressão e igualdade de direitos.

      • Renato disse:

        Marcelo, concordo contigo em tudo o que disseste, esqueci de expressar o meu comentário como uma opinião e não uma orientação ao blog-movimento-etc.

        Porém ainda mantenho que de fato a imagem do uso diário de bicicleta hoje ainda é de ativista, atleta, “pobre”, etc, quando, na minha opinião, a imagem mais eficiente é aquela do cidadão comum usando pois é o melhor transporte em muitas situações, e com inúmeras vantagens que conhecemos.

    • Marcelo disse:

      Pablo, então tu achas que as pessoas deveriam fazer menos do que estão dispostas a fazer por causas que acham justas para não causar repulsão em pessoas que provavelmente nunca fariam nada por essas causas em primeiro lugar? Isso pra mim é um chamado à mediocridade e ao conformismo. É um absurdo dizeres que as pessoas devem deixar de fazer coisas que acham corretas para não chocar os outros.

      Eu acho que estás enganado quando dizes que o vegetarianismo é pouco praticado pelo fato de a maioria dos vegetarianos serem barbudos, com estilos específicos, etc. Em primeiro lugar em que te baseias para dizer que a maioria dos vegetarianos é barbudo ou segue estilos específicos? Acho que isso é um estereótipo que tens na tua mente que não corresponde com a realidade. Eu devo conhecer mais de uma centena de vegetarianos e a absoluta minoria deles é barbudo. Tenho amigos vegetarianos que são geeks e torcedores de futebol (sem-barba), tem outros que são straight-edge (com e sem barba), outros que são advogados (sem barba), jornalistas cinéfilos (sem barba), editores de livros (sem barba) e por aí vai. E de outro lado tenho amigos que são libertários, ambientalistas e barbudos e que não são vegetarianos. Não percebo padrão nenhum.

      Além disso o vegetarianismo vem crescendo de forma muito rápida, creio que só não cresce mais rápido porque é uma mudança cultural muito grande que assusta as pessoas e há muita falta de informação e comodismo por parte das pessoas. Eu mesmo quando me deparei com os dilemas éticos me desesperei e chorei, pensei “puta merda, eu não estou de acordo com tudo isso, mas se eu me tornar vegano vou virar um chato do caralho e não vou comer mais nada”. Mas isso era falta de informação minha, hoje minha alimentação é muito mais variada do que quando eu era “onívoro”.

      Se outras pessoas têm preconceitos, o problema é o PRECONCEITO delas e não o comportamento de quem busca mais igualdade. Além do mais, talvez para as pessoas que escrevem neste blog, pelo menos para mim é assim, a bicicleta não é uma causa desvinculada das outras causas em que acredito: ambientalismo, direitos humanos e animais, igualdade, liberdade, etc. Para mim tudo está interligado. A bicicleta é UMA das causas, o que não quer dizer que seja a principal e que possa ser completamente isolada das outras. Para mim isto soa como pedir nos anos 60 para que as e os feministas deixem de manifestar-se contra o racismo, para que não afastem as pessoas “médias”. Não vou abandonar uma causa para lutar por outra e acho equivocado quem faz isso. Nossas causas tornam-se mais fortes quando estão unidas e não segmentadas.

    • Soraya disse:

      “Por que o vegetarianismo… ainda é pouco praticado?” Na minha opinião, porque muitos não querem abrir mão de suas comodidades e pouco ligam para o sofrimento alheio. Muito pouco tem a ver com ser ou não atitude de barbudos ou de engolidores de fogo ou de limpadores de chaminé. As pessoas não tomam decisões pessoais por identificação pessoal (com exceção das desprovidas de pensamento próprio). As pessoas tomam decisões quando se deixam convencer intimamente pelos argumentos que sustentam a decisão a ser tomada. Se a pessoa se torna algo por identificação com quem o é, a chance de essa mudança durar pouco é grande. Deve ser o caso de quem aderiu ao movimento hippie para estar na moda. Óbvio que pegará o trem da moda seguinte, logo que passar. Quem aderir ao ciclismo porque vê nele uma moda e vê nele pessoas com quem hoje se identifica pelo estereótipo, essa pessoa em pouco tempo vai jogar a bicicleta na garagem junto com o aparelho de fazer chapinha.

      • Pablo disse:

        Soraya, discordo totalmente… “As pessoas não tomam decisões pessoais por identificação pessoal (com exceção das desprovidas de pensamento próprio)”. Nosso cérebro é permeável, é simplesmente impossível filtrar e raciocinar sobre tudo que atinge nossos sentidos. Nós imitamos sem querer, nós buscamos padrões de comportamento. Nosso lado direito do cérebro pega toda a informação e traduz instantaneamente em sentimento, raciocinar só acontece muito tempo depois com o lado esquerdo, e quando isso acontecer temos uma série de comportamentos cristalizados que são dolorosos para mudar.

        Todo mundo sabe que o alto consumo de proteína animal causa doenças, todos sabem qualquer carne tem um monte de gordura. Não a maioria, mas muitos sabem que o consumo de carne é uma das principais causas do desmatamento. Todos sabem que toda carne veio da morte de animais. Mas tudo isso que o nosso lado racional sabe fica apagado por imagens de carnes suculentas, momentos felizes em churrascos com amigos, grandes pedaços de carne assando no forno.

        Se o raciocínio lógico, linear, causal… fosse decisivo na mudança de atitude os comerciais de carro estariam carregados de informação sobre a proteção da chuva, do frio e do vento, sobre a vantagem de se deslocar longas distâncias durante a noite, transportar seus pertences volumosos e pesados… Mas não, os comerciais de automóveis são carregados de imagens, sonos e simbolismos, atingindo diretamente o lado direito do cérebro.

  5. Pablo disse:

    Com certeza, o principal problema é o preconceito das pessoas. Mas o preconceito morre quando nos vemos como iguais. Já vi muita discussão insólita entre vegano e vegetariano e entre vegetariano e lacto-vegetariano. Enquanto essa turma fica procurando rótulos e divisões as churrascarias seguem lotadas no nosso estado.

    A questão não é fazer menos do que se pode fazer e sim como melhor atingir os resultados. Formar uma tribo que distoa muito não traz resultados. Como filho de hippies posso dizer isso com toda segurança. Hoje em dia meus país cantam “apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos país”.

    Existe um estereótipo propagado pela mídia que é o terno e gravata dirigindo um SUV. Acredito que só seremos respeitados como ciclistas quando conseguirmos mostras que somos iguais a esse estereótipo, mas preferimos a bicicleta.

    O certo séria as pessoas não terem esse preconceito, principalmente em relação aos atributos externos de roupa, cabelo, tatuagem… eu já não tenho a pretenção de mudar as pessoas, que sejam como queiram ser, mas usem a bicicleta. Se em uma geração já abandonarmos o vício do petróleo já é uma evolução fantástica.

    No fundo tenho medo que o cicloativismo vire uma bolha e morra assim como hippies ou punks, que conceitualmente são fantástico, mas foram destruídos por formarem bolhas muito fechadas.

    • Marcelo disse:

      Renato e Pablo, que bom que estamos ao caminho do consenso. Concordo com tudo o que vocês disseram e é exatamente o que eu quis dizer: somos mais fortes juntxs (me apropriando do X). 🙂

      Não acho que ninguém aqui está tentando formar uma tribo ou algo do gênero, pelo contrário. Acredito que o uso do X no lugar do O ou A surgiu no meio anarco-punk, posso estar enganado, mas foi onde eu primeiro me deparei com ele. E quem está usando ele agora é o Marcelo (que não sou eu), que é advogado e político, ou seja, esta linguagem que possivelmente era utilizada por um grupo específico de pessoas (uma tribo se queres chamar assim) ultrapassou essas fronteiras e está permeando em outros meios pessoas com histórias . Isso é ótimo, isso é o contrário de formar tribos, é desconstruí-las.

      Vamos estourar as bolhas que separam os punks dos ambientalistas, os anarquistas dos webdesigners, os empresários dos libertários, etc. e vamos mostrar o que somos pessoas, ao mesmo tempo iguais e diferentes, que querem muitas coisas em comum. Não vamos perder tempo criticando atitudes que visam melhorar a nossa realidade sob o risco de alienar as pessoas que as adotaram, mas vamos analisar essas atitudes de corações abertos e ver se elas também servem para os nossos padrões. Se servirem, porque não adotá-las também? Se não servirem, mas também não fizerem mal a ninguém, sempre podemos ignorá-las e tolerá-las, não é verdade? Será que não é mais produtivo focarmos nossas críticas às atitudes que realmente tem o potencial de ferir, magoar ou restringir a liberdade de outras pessoas?

      Se achamos que a forma mais eficiente de convencer outras pessoas a pedalar é passar a imagem de “cidadão comum usando a bicicleta”, vamos aproveitar isso. Mas não vamos criticar os outros por usarem roupas esportivas ou usarem piercings, tatuagens e barbas, ninguém tem nada a ver com a aparência de ninguém. E pra ser bem sincero acho que deixaste passar um preconceito teu aí, Renato, pois ativistas, atletas e “pobres” são tão cidadão comum quanto qualquer outro. Por sinal eu nem sei como um “ativista” se veste, pois conheço vários biciativistas que usam terno e gravata e outros que usam roupa preta, piercings e dreadlocks.

      Uma das formas de evitar que o cicloativismo vire uma bolha é deixarmos de nos rotular como “ativistas” e mostrarmos somos pessoas normais (não importando a roupa que usamos) e que toda pessoa pode e deve ser um ativista, lutar pelo que acredita, que não é preciso nenhuma habilidade especial ou experiência.

  6. Renato disse:

    Concordo em quase tudo, menos em dois pontos:

    – Na parte do “meu preconceito”: o cidadão comum na maneira como quis expressar nada tem a ver com aparência/posição social, e sim é o cidadão que não é entusiasta da bicicleta, apenas a usa por opção. Gostaria muito de ver do catador ao engravatado pedalando diariamente, este é o meu ponto.

    – Ao contrário de muita gente, acho importante ter muita gente pedalando na cidade, não necessariamente engajadas na causa. Pessoas que só querem se deslocar com as vantagens da bicicleta, marcando a demanda. Colocaste muito bem no teu último parágrafo, mostrarmos que somos pessoas normais é importante, e quanto mais pessoas se engajarem melhor também, mas ainda há a percepção que ciclovia/ciclofaixa é coisa pra uma minoria e é preciso atrair bastante gente para o modal na minha opinião.

  7. Gostei muitoo da discussão o que chega a ser uma bela catarse do movimento cicloativista e como tal, quiçá possa representar o novo momento que vivemos em que estamos questionando, até quem nos somos e como nos comportamos no contexto. Apesar de ser diferente de todo mundo, que me rodeia, será que eu quero realmente ser visto como diferente ou será que prefiro ser visto como igual? Be or not to be that’s the question….
    Novamente sem alussões pessoais, todo com muito respeito e admiração, pelas opiniões pessoais vertidas nesta página. Um abraço e saúde a todos, Martinez

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