Candidatos expõem suas ideias para o transporte por bicicleta em pesquisa da Mobicidade

Enquete foi realizada para levar as propostas eleitorais ao conhecimento do público

Durante o mês de agosto, a Mobicidade – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta procurou os oito candidatos à Prefeitura de Porto Alegre para obter suas propostas, metas e prazos para o estímulo ao uso da bicicleta como meio de transporte na capital gaúcha, para o mandato do próximo candidato(a) eleito(a). A pesquisa pretende levar esses itens ao conhecimento dos cidadãos porto alegrenses.

Os candidatos foram convidados a enviar suas respostas até o dia 14/09 e informados que estas seriam publicadas posteriormente, na íntegra, para conhecimento público.

Igualmente, a Mobicidade realizou uma consulta pública online, de 07/08 a 31/08, aberta a todos os cidadãos de Porto Aegre, ciclistas ou não, contendo questões relativas ao perfil dos usuários de bicicleta da cidade, infraestrutura para circulação, educação e fiscalização, infraestrutura de estacionamento, administração pública e planejamento, além de outras iniciativas relacionadas.

Os resultados da consulta pública (https://dl.dropbox.com/u/46259/DIGITAL/DIP_Arquivos/Mobicidade-Consulta%20P%C3%BAblica%202012.pdf) e da pesquisa visam gerar uma carta-compromisso a ser oferecida aos candidatos, pontuando as questões prioritárias dentro da temática mobilidade por bicicleta.

O objetivo da ação é ampliar e qualificar o debate em torno do uso da bicicleta como meio de transporte, lazer e esporte e gerar mecanismos de fiscalização e pressão para a implantação de melhorias durante a duração dos próximos mandatos municipais. A divulgação dos dados da consulta e as respostas dos candidatos estão disponíveis, na íntegra, nos canais da Mobicidade no Facebook (www.facebook.com.br/mobicidade) e Twitter (@MobicidadePOA).

Foram consultados os candidatos Adão Villaverde (PT), Érico Corrêa (PSTU), Jocelin Azambuja (PSL), José Fortunati (PDT), Manuela D’Ávila (PCdoB), Roberto Robaina (PSOL) e Wambert di Lorenzo (PSDB).

Confira as respostas dos candidatos à Prefeitura de Porto Alegre:

Adão Villaverde (PT):

Nossa proposta para o transporte cicloviário em Porto Alegre se encontra na implantação do Projeto Bela Cidade, o qual visa revitalizar o mobiliário urbano, recuperar as calçadas e a aplicação completa, nos próximos quatro anos, do Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre, que prevê 495 km de ciclovias e ciclofaixas na nossa cidade, a mesma extensão do sistema de ciclovias de Nova York, por exemplo. Isso será feito começando com a recuperação dos trajetos do Caminho dos Parques, simplesmente abandonado pela prefeitura de Porto Alegre desde 2009, para posterior ampliação dessa rede de vias de transporte de forma gradual e planejada, algo muito diferente do que ocorreu com a inauguração, pela atual gestão municipal, às vésperas da eleição, da ciclovia de 2 quadras na Avenida Ipiranga.

Ao invés desse projeto de improviso, vamos delimitar uma ciclofaixa a partir da terceira faixa dessa importante avenida da nossa capital, que interliga, por exemplo, a PUCRS e o Campus da UFRGS, para o uso dos ciclistas. Isso tornará o trajeto da ciclovia mais lógico, retilíneo e rápido, diferente do que é previsto pela atual administração que pretende implementar um trajeto em ziguezague, alternando as pistas da Avenida Ipiranga, forçando o ciclista a parar diversas vezes seu trajeto para atravessar as pontes sobre o arroio dilúvio para seguir seu percurso.

Visamos priorizar o pedestre e o ciclista, revitalizando as calçadas em parceria com das comunidades de Porto Alegre, envolvendo os cidadãos, as associações de moradores e de comerciantes interessados num projeto mais amplo de cidade turística também para o lazer, e que seja acessível a todos, especialmente às pessoas com deficiência, idosos e outras pessoas que possam ter redução de sua mobilidade.

As ciclovias, através da retomada do projeto da Ciclovia dos Parques terão esse caráter de lazer e turismo, ligando os principais parques que são pontos turístico da cidade. Mas também se tornarão alternativa de mobilidade com a criação de ciclofaixas ao longo das grandes avenidas, com a devida delimitação de espaços e segurança ao ciclista, interligando as regiões da cidade em uma rede de vias de longo alcance, podendo ser utilizadas por quem quiser usar a bicicleta como maio de transporte para ir trabalhar ou estudar.

Érico Corrêa (PSTU):

Em nossa opinião, todas as iniciativas que busquem a preservação do meio ambiente devem ser incentivadas. Evidente que o uso de meios de transporte alternativos precisarão de campanhas educativas, para criar a cultura e de investimentos do poder público. Julgamos que a bicicleta, como meio complementar ao sistema público de transporte, assim como a hidrovia, representa um avanço na compreensão de todos em preservar a natureza. O excesso de automóveis nas ruas, fruto da fúria capitalista e da omissão dos governantes, que não oferecem um transporte coletivo de qualidade, precisa ser reduzido e as ciclovias são uma excelente opção.

Jocelin Azambuja (PSL):

Como Prefeito vou fazer as ciclovias em nossa cidade, pois sou o autor das propostas. Estamos vendo cada vez mais se discutir a importância de termos a ampliação do uso da bicicleta, por ser um transporte limpo e saudável tanto para uso no trabalho ou laser, mas para isso é necessário a construção de ciclovias. O transporte sobre rodas mais antigo da humanidade, está mais moderno do que nunca.

Em 1993, quando assumi como Vereador eleito de Porto Alegre, entre outras propostas para a cidade busquei criar projetos de pistas de ciclovias, fiz projetos de lei que autorizavam o Executivo Municipal a construir pistas de ciclovias, criando projetos de Lei Autorizativos que foram aprovados pelos Vereadores entre 1993/1996.

A primeira pista de ciclovia que propus foi em 1994 a Ciclovia da Zona Sul, ligando os bairros Tristeza e Assunção ao bairro Centro, da Av. Diário de Noticias (em frente ao Shopping Barra Sul) à Usina do Gazômetro. Parte da ciclovia já está pronta, iniciada pelo Prefeito José Fogaça.

Fiz as leis da Ciclovia de Integração dos Parques, Harmonia, Redenção e Parcão, que o então Prefeito Tarso, fez parcialmente só para uso em fins de semana, nossa proposta é permanente.

A outra proposta foi a da Av. Ipiranga, Projeto de Lei Legislativo 01568/1995, ligando a Usina do Gasômetro à zona leste através da Av. Ipiranga, denominada de Ciclovia do Estudante. O Prefeito José Fortunatti, fez agora uma parceria com uma empresa para construção da Ciclovia da Av. Ipiranga, o que nos deixou satisfeitos por que o executivo municipal acordou para a importância das ciclovias.

Propusemos também as Ciclovias dentro dos parques, para separar caminhantes de ciclistas e ajudar no processo de educação da comunidade.

A última proposta que fizemos foi a Ciclovia do Trabalhador ligando a Usina do Gazômetro a Av. Baltazar de Oliveira Garcia, através da Av. Sertório.Precisamos incentivar o uso da bicicleta e vou fazer as ciclovias.

José Fortunati (PDT):

Ampliar o que já estamos realizando, com investimentos concretos em ciclovias, bicicletários e introduzindo o sistema de aluguel de bicletas, de forma a incentivar o uso da bicleta como modal de transporte e para lazer. Na questão de ciclovias e ciclofaixas, já concluímos a ciclovia da Restinga (4,6 km), a ciclofaixa da avenida Icaraí, estamos executando a civlovia da Avenida Ipiranga (total de 9,4 km) e em seguida as da avenida Beira-Rio e Padre Cacique, concluindo 17,4 km de ciclovias integradas – com as da Ipiranga e Diário de Notícias. Já está em licitação a da avenida Sertório, com 11,2 km de extensão. Mais ainda: todas as principais obras viárias da Matriz de Responsabilidade para a Copa do Mundo deverão receber ciclovias, como as avenidas Tronco e Voluntários da Pátria, de tal forma que até 2014 a cidade terá cerca de 50km de ciclovias, uma das maiores redes do país. O incentivo a essa ação de sustentabilidade se dá também em forma da implantação de bicicletários, como os do Largo Glênio Peres, Usina do Gasômetro, Mercado do Bom Fim e Mercado Público e, mais recentemente, com a adoção do sistema de aluguel de bicicletas, já consagrado nas principais capitais européias e sendo introduzido em outras metrópoles brasileiras. Em Porto Alegre, o sistema, denominado Bike Poa, tem data para funcionar: 22 de setembro, Dia Mundial Sem Meu Carro, nas cinco primeiras estações – Largo Glênio Peres/Mercado Público, Praça da Alfândega, Casa de Cultura Mário Quintana, Usina do Gasômetro e Câmara de Vereadores. Todos estes pontos estarão integrados com o serviço de transporte público da capital, como metrô, ônibus, lotação e catamarã. No futuro, o sistema Bike Poa terá 400 bicicletas e 40 estações espalhadas por diversos pontos da Capital, como universidades, pontos turísticos, pólos de atratividade, além de estações de transporte público.

Manuela D’Ávila (PCdoB):

Temos de oferecer ao cidadão a possibilidade de conexão entre os diversos modais de transporte, ou seja, a pessoa poder sair de sua casa pedalando, deixar sua bicicleta em um bicicletário público com segurança e chegar de ônibus ao seu destino. Queremos priorizar a construção de ciclovias em bairros populares e em regiões e rotas adequadas à realidade de Porto Alegre. As pessoas devem poder pedalar diariamente para irem ao trabalho ou lazer, tendo infraestrutura adequada.

Vamos cumprir o Plano Diretor Cicloviário, já aprovado pela Câmara de Vereadores e sancionado em 2009. A meta é alcançar os 495 km de ciclovias indicados no Plano. Vamos investir ainda 20% do valor das multas de trânsito na implantação de ciclovias e ciclofaixas. Criaremos uma lei que obrigue a implantação de bicicletários em locais de grande circulação, como shoppings e estádios.

Mobilidade urbana é uma pauta prioritária para a cidade, que se tornará ainda mais importante para a próxima gestão, porque, segundo a Lei Federal sancionada em 2012, os municípios têm até janeiro de 2015 para apresentar o Plano de Transporte e Mobilidade Urbana. Sem ele, o município ficará impedido de receber verbas federais.

É preciso frisar que, mais do que estimular o uso das bicicletas e dar estrutura para sua devida utilização, temos de pensar em uma política de redução de deslocamentos, articulada com o próprio desenvolvimento e a organização da cidade. À medida que as oportunidades de trabalho e os serviços públicos e privados estiverem próximos do local de moradia, reduziremos deslocamentos desnecessários e o congestionamento em bairros da área central de Porto Alegre.

Roberto Robaina (PSOL):

Primeiro, queria dizer que o debate sobre o incentivo do uso da bicicleta como transporte está em pauta nessas eleições por conta da mobilização de vários ciclistas da nossa cidade. Isso reforça o que o PSOL sempre ressaltada em seu programa: as pessoas precisam confiar na sua força e na sua organização. Só quando tomarmos a política em nossas mãos, nos organizarmos e pressionar os governos, avançaremos em políticas públicas que realmente estejam ligadas às reais demandas da sociedade. Parabéns aos ciclistas!

Existem medidas pontuais para que a bicicleta seja incentivada como meio de transporte (já vou falar sobre elas), mas o problema da mobilidade urbana é muito profundo. A política do Governo Federal do PT de Villaverde, que tem na sua base o PCdB de Manuela e o PDT de Fortunati, tem sido o incentivo da compra e produção dos automóveis, com a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros. Não se trata aqui de negar os automóveis, mas do que devemos incentivar. A medida é para fomentar o consumo, mas por que diretamente o de automóveis? Não seria uma alternativa reduzir os impostos cobrados diretamente dos consumidores e estes escolheriam no que gastar? Porto Alegre tem 700 mil carros. São emplacados 90 novos carros por dia na cidade, resultando no crescimento de 30 mil automóveis por ano. Em 10 anos teremos 300 mil carros novos na cidade. Ou seja, se não mudarmos a forma que pensamos a mobilidade urbana, não existirá saída. Esse é um problema que só será resolvido com melhorias significativas no transporte coletivo (ônibus pontuais, confortáveis e com tarifas baixas) e investimentos em outros meios de transporte (metrô, transporte hidroviário, bicicletas, etc).

Pontualmente, para incentivar o uso da bicicleta temos que implementar o Plano Diretor Cicloviário, aprovado em 2009, que prevê quase 500km de ciclovias e ciclofaixas em Porto Alegre e verba de 2 milhões anuais para colocá-lo em prática. Além disso, uma emenda no plano determina que 20% da multas arrecadadas em Porto Alegre devem ser destinadas para a execução de ciclovias e campanhas de educação no trânsito referente ao uso das bicicletas. Claro que o Plano deve ser implementado de forma democrática, transparente e em parceria com as pessoas que entendem do assunto: os ciclistas. Temos também que aprovar os projetos que já estão tramitando na Câmara Municipal sobre o assunto. A vereadora Fernanda Melchionna, do PSOL, que tem sido uma parceira dos ciclistas na Câmara Municipal no que diz respeito a cobrança e pressão pelo cumprimento da legislação que aborda o uso da bicicleta e a transparência na implementação do Plano, elaborou projetos que obrigam as empresas de transporte coletivo de Porto Alegre a disponibilizarem bike racks nos ônibus, facilitando a locomoção para pessoas que percorrem grandes distâncias e uma segurança em caso de imprevistos, e um projeto que autoriza a colocação de bicicletários nos estabelecimentos comerciais. Campanhas educativas para mostrar que as bicicletas são parte do trânsito também são importantes. Podemos ter uma estrutura cicloviária bem abrangente, mas os motoristas também precisam compartilhar a pista.

Porto Alegre precisa avançar nas políticas públicas de incentivo do uso da bicicleta. Contem com o apoio do PSOL para isso. Contem com os mandatos dos nosso vereadores na Câmara Municipal e com a disposição da nossa militância.

Pedimos o voto no 50 para fortalecer uma alternativa de esquerda coerente que não está a serviço das montadoras de automóveis, das empresas de ônibus e dos partidos tradicionais que defendem uma ordem injusta em detrimento da mobilização social.

Wambert di Lorenzo (PSDB):

Não faz muito tempo, o país assistiu a um atropelamento massivo de ciclistas na zona central de nossa cidade. O fato sensibilizou por algum tempo as autoridades. Agora em período de campanha muito se fala em mobilidade urbana. Praticamente todos os candidatos apontam dois caminhos para a questão de mobilidade: investimento em infraestrutura para o trafego de veículos e transporte coletivo. Esquecem-se que a bicicleta pode se tornar uma alternativa.

Não temos dúvidas que é preciso ampliar os investimentos em ciclovia, mas é preciso pensarmos numa ciclovia funcional que leve o cidadão ao trabalho, a faculdade e ao laser. Veja o caso da PUC por exemplo, todos os dias o T1 e o Campus Ipiranga vão lotados, dificilmente vejo algum aluno indo de bicicleta, aliás não há cultura, costume nem estimulo por parte do gestor publico. Quero transformar nossa Porto Alegre na cidade amiga das bicicletas, vou começar estimulando nichos específicos como servidores públicos, universitários, etc. Vamos criar um incentivo fiscal municipal para empresas, shoppings e supermercados e as demais que implementarem bicicletário e incentivarem seus consumidores para o uso de bicicleta como meio de transporte.

O uso das bicicletas pode ser inclusive estimulado pelo setor da saúde, eu pergunto: Vocês sabem os benefícios que a bicicleta pode trazer para nossa saúde? Nossa população esta ficando obesa e cada vez mais com problemas circulatórios. Por fim, além do prazer da prática para o esportista a bicicleta pode ajudar na solução de questões pontuais de mobilidade e saúde.

Sobre a Mobicidade:

A Mobicidade, Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta, caracteriza-se como uma associação sem fins lucrativos, apartidária, que tem por base o princípio da horizontalidade, tanto em sua gestão, como em sua atuação, sediada na cidade de Porto Alegre, onde atua.

A Associação nasceu do anseio de cidadãos de diferentes formações, usuários da bicicleta com finalidades diversas, para transformar a cidade em um local para melhor viver e conviver.

Entre as razões de seu surgimento, está a intenção de ser uma referência para a comunidade nos assuntos relacionados à bicicleta e seus desdobramentos, bem como a de representar e atuar como interlocutora das demandas dos usuários de bicicleta em todas as suas expressões, embasando assim as políticas públicas relacionadas à mobilidade urbana, por meio da produção e disseminação do conhecimento quanto ao uso da bicicleta nas cidades.

Para mais informações, visite nossa fanpage no Facebook: www.facebook.com/Mobicidade ou entre em contato conosco pelo e-mail mobicidadepoa@gmail.com

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14 respostas para Candidatos expõem suas ideias para o transporte por bicicleta em pesquisa da Mobicidade

  1. Olavo Ludwig disse:

    No meu ponto de vista, a melhor resposta é do Roberto Robaina do PSOL, se for sincera, o melhor candidato neste quesito!

  2. Jeferson disse:

    De longe, o PSOL está mais perto dos ciclistas. Alguns integrantes do partido participam das Massas Críticas. A Fernanda Melchiona, vereadora, esteve em diversos protestos dos ciclistas. A resposta do PT também é razoável. As demais, abstratas ou despreparadas. O Fortunatti merece ganhar o prêmio de cara-de-pau do milênio. De toda maneira, as respostas mostram que seja lá quem for eleito, vai ter que fazer alguma coisa em prol das bicicletas.

  3. André Alves disse:

    Com certeza o mais razoável foi o Robaina, como disse o Olavo, “se for sincero”. Mas na minha opinião, todos ainda estão muito longe de um ideal, na minha opinião as ciclovias ja estão ai, é só delimitar, ou seja, parte das ruas são nossas, apenas eles tem de enchergar isso e todos, todos , todos, deixarem de se preocupar com os carros, que no fundo sabemos que se preocupam.

  4. Xerife disse:

    O problema vai ser o Robaina encontrar energia e tempo pra governar e cumprir suas promessas, visto que ficar brigando, acusando, condenando, excluindo, se opondo, atacando, chorando, etc, dá muito trabalho e toma muito tempo. Obs. Eu voto nulo, pelo menos até surgir 1 coerente.

  5. heltonbiker disse:

    Considerando a polaridade entre os que têm condição de ir pro segundo turno, diria que o discurso da Manuela é bem aceitável e condizente com as necessidades da mobilidade anti-carrocêntrica, ao menos “se for sincera” (conhece a história dos 20%, falou em integração intermodal, etc.).

    O Fortunati, como disse o Jefferson acima tirando as palavras da minha boca, é inacreditavelmente Cara de Pau e Demagogo, e insiste no constrangedor hábito de ficar citando o somatório dos lamentáveis retalhos de ciclocoisas que há por aí como se isso fosse motivo de orgulho.

    O Villaverde me pareceu ficar repetindo coisas manjadas, insistindo no tal Caminho dos Parques, tendo metas e estratégias meio utópicas, mas foi bom ele citar a necessidade de fazer infraestrutura cicloviária NA VIA, REMOVENDO espaço motorizado sem grande preocupação.

    O PSOL como era de se esperar e como já comentaram acima, mostrou-se perfeitamente alinhado e integrado com o pensamento de quem pedala e sente na pele as necessidades reais (e não imaginárias) da infraestrutura adequada, mas infelizmente, convenhamos, a chance de se eleger é mínima.

    Diria eu que uma hipótese “otimista/realista” é torcer para que o Fortunati NÃO GANHE, e cobrar de quem quer que ganhe (aparentemente a Manuela) que faça as coisas de forma decente, em especial com consulta à população de futuros usuários. E parabéns, por falar nisso, à MOBICIDADE, por não só fazer pular na cara dos candidatos essas reivindicações todas, como também por fazer o trabalho inicial e necessário de coletar essas necessidades, aqui e agora, com a enquete online.

    • Marcelo disse:

      Sinceramente, Helton, Manuela acho que seria pior que o Fortunati.

      A Manuela prometeu remover sinaleiras de avenidas em Porto Alegre para fazer “vias expressas”, coisa que o Fortunati por exemplo é contra. Não que eu goste da administração dele, que é uma grande bosta.

      Como a frase que o Pablo citou abaixo diz: “Queremos priorizar a construção de ciclovias em bairros populares e em regiões e rotas adequadas à realidade de Porto Alegre” o que é a “realidade Porto Alegrense”? Pra mim isso significa que ela vai fazer ciclofaixas e ciclovias “onde der”, no mesmo discurso da EPTC atual.

      • Xerife disse:

        À realidade de POA a Manu tá discursando e prometendo em campanha agora, porque depois, se eleita, ela vai primeiro ter que “priorizar a construção” do governo “adequadas à realidade” das coligações de peso que o PCdoB fez nesta candidatura, com o PP por exemplo, e ainda “adequadas à realidade” de todo empresariado, empreiteiras, imprensa, empreendedores imobiliários, etc. PPistas que está financiando esta campanha publicitária caríssima dela que vemos na TV e ruas.

  6. Pablo disse:

    Para nós, ciclistas, essa colocação da Manuela ficou péssima: “Queremos priorizar a construção de ciclovias em bairros populares e em regiões e rotas adequadas à realidade de Porto Alegre.”

    • andre gomide disse:

      fiz uma leitura um pouco diferente….pq ciclovia apenas em regiões mais centrais? falo por experiência própria…. no eixo baltazar – sarandi o uso da bicicleta é muito mais intenso no horário de pico…mas é um uso diferente, é um uso como transporte efetivamente.
      Mas são locais que não são citados para construção pois não dão “visibilidade”…

      Sinceramente, alguém acha viável construir uma ciclovia autêntica na Assis Brasil? Eu acho mais viável o compartilhamento da mesma, com uma fiscalização realmente efetiva do trânsito na região.

  7. lobodopampa disse:

    Infelizmente, o nível dos candidatos está bastante baixo mesmo para o padrão local.

    Precisamos nos mobilizar mais, nos organizar melhor, nos unir, e aprimorar a maneira de nos comunicarmos e de encontrar os caminhos para fazer bons projetos se tornar realidade.

    Nenhum deles fará isso espontaneamente.

    Tbém não adianta sair acusando e dando murro em ponta de faca, porque nada se constrói desse jeito.

  8. Lucas disse:

    Época de eleição é uma beleza.
    Manuela e Villaverde prometem construir 495km de cilcovias em 4 anos!!!
    Essa eu quero ver!
    Minha aposta é que não sai nem 100km nos 4 anos.
    Espero que eu morda minha lingua.

    • Olavo Ludwig disse:

      Lucas, o pior é eu acho que pode sair sim, mas o problema é como vai sair, se for tudo como a da Restinga é melhor a gente brigar muito para que não saia!

    • Aldo M. disse:

      O Villa falou em executar todo o plano cicloviário, em quatro anos, tirando espaço dos carros. Entendo que isto significa implementar ciclofaixas, que é uma solução transitória já prevista no plano e defendida pelos ciclo-ativistas.
      Só que para tirar espaço dos carros, é preciso coragem, competência e saber negociar. Acredito que seria necessário compensar a perda de espaço dos carros com medidas de Engenharia de Tráfego que possibilitassem manter a atual “fluidez” para quem usa o automóvel.
      O PT já deu provas que é muito bom em gerir o trânsito dos automóveis nos 16 anos que ficou no poder em PoA, e isto é importante para a implantação do plano cicloviário. Não adianta torcermos o nariz: em Copenhagen, o trânsito PIOROU quando começaram a implementar as ciclovias. Ou seja, quem der o primeiro passo para uma real implantação da infra-estrutura cicloviária, terá que arcar com este custo político. Então, é melhor que o trânsito para os carros não piore muito.

      A Manuela, quer fazer ciclovias apenas na periferia, ou seja, não pretende seguir o plano cicloviário. Junto com esta probosta de fazer autopistas urbanas, fica claro que não entende nada de mobilidade urbana e pegou seu plano de empreiteiras (que estão financiando 100% da sua campanha) e da indústria do automóvel.

  9. andre gomide disse:

    bom pessoal….tdos sabem minha opinião.
    Sou contra o “TU”…… voto em qualquer um menos nele.

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