Começam obras de duplicação da Avenida Voluntários da Pátria

Começam esta semana as obras de duplicação da Avenida Voluntários da Pátria, que prevê a criação de uma ciclovia. Foi divulgada uma nova imagem do projeto, abaixo:

Simulação de como ficará a Voluntários da Pátria após o término da obras.

Serão demolidos mais de 100 prédios, descaracterizando completamente a região, para mais uma vez, abrir espaço para o automóvel. Alguns desse prédios a serem demolidos possuem possível valor histórico, como mostra a imagem abaixo, encontrada na internet:

A imagem abaixo, mostra o projeto de duplicação da avenida, em cinza escuro, os prédios que serão demolidos. Clique na imagem para ampliá-la.

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13 respostas para Começam obras de duplicação da Avenida Voluntários da Pátria

  1. Aldo M. disse:

    A Prefeitura tem a obrigação de JUSTIFICAR as escolhas deste projeto. Porque ciclovia bidirecional e tão estreita? Por que passeios públicos tão estreitos em locais de circulação intensa de pedestres? Por que o estilo “pista de corrida” para a avenida, em pleno Centro Histórico? Etc.! Mas não, em vez disto, a Prefeitura fez o projeto escondido, sem nunca apresentá-lo em audiência pública.

    • Cecílio disse:

      O que é o estilo pista de corrida? É uma via bem sinalizada?
      No mais, não sei mesmo como vão enfiar esse monte de coisa ali, mas não me importo com a demolição dos prédios.

      • Aldo M. disse:

        Uma via construída em área com intensa circulação de pedestres deve ter elementos que induzam os motoristas a reduzir a velocidade. Existem técnicas para isto, que são conhecidas como “traffic calming”.
        O contrário disto é uma pista que incentiva o motorista a desenvolver altas velocidades, com diversas faixas de trânsito, com poucos obstáculos, sem mudanças de direção, etc. Este é um modelo que teve seu auge na metade do século XX, mas começou a ser fortemente questionado a partir dos anos 70.
        Eu usei o termo “pista de corrida” porque a Prefeitura está INTENCIONALMENTE projetando as vias de Porto Alegre para receber a corrida de rua da Fórmula Indy. Seus organizadores inclusive já aprovaram o trajeto, e a Prefeitura está fazendo sua parte “revitalizando” vias dentro deste conceito, onde, é claro, exclui-se a redução da largura das pistas para implantação de ciclovias.

      • Cecílio disse:

        Sabe que eu nem tinha lembrado disso? F-Indy não é nada, só vai atrair uns americanos minguados que já vem pra cá por causa dos parques tecnológicos, de qualquer forma.
        Já o traffic calming acho que não se aplicaria nessa via por ser uma saída importante da cidade. É mais ou menos como a Assis Brasil. Rotatórias e faixas de segurança sem semáforo não funcionariam, o pessoal andaria chutado igual. Já se fosse aplicado o conceito em diversas vias de bairro usadas como pista de corrida, aí sim…

        Mas não acho que a Voluntários tenha circulação tão intensa de pedestres assim (a menos que a área seja revitalizada com espigões em vez dos depósitos de lixo), o que não ignora o fato de que essas calçadas parecem muito apertadas. A ciclovia bidirecional também não faz o menor sentido.

      • Aldo M. disse:

        O traffic calming já está bem estabelecido nas vias secundárias em outros países. Nas vias arteriais, ele está sendo implantado, mas ainda encontra resistência. Os motoristas têm a sensação que uma via com velocidade máxima de 50 km/h deve proporcionar um deslocamento em bem menos tempo que se a velocidade fosse 30km/h. Mas isto não passa de ilusão. Na verdade, a diferença é bem pequena em vias com tráfego intenso, mesmo não congestionadas, pois a velocidade média de um automóvel numa cidade como Porto Alegre é em torno de 20 km/h, similar a de uma bicicleta que é de uns 15 km/h.

  2. Olavo Ludwig disse:

    E mais uma bela porcaria de ciclovia por cima da calçada e em apenas um lado da rua.

  3. Olavo Ludwig disse:

    Parece que o modelo Restinga de ciclovia vai se repetir por toda a cidade, sempre em cima da calçada, bidirecional em apenas um dos lados da rua. Além da Restinga, assim será a da Sertório e agora também a da Voluntários.

  4. Olavo Ludwig disse:

    Ah, até esqueci de mencionar a da Diário.

  5. Eles irão deixar a marca antes de sair da Prefeitura.

  6. Aldo M. disse:

    Eu denuncio que esta coisa que estão fazendo NÃO é uma ciclovia, mas apenas um passeio público em que está autorizado o trânsito de bicicletas pela “autoridade de trânsito”.

    E justifico: não foi apresentado o dimensionamento do passeio público para a quantidade de pedestres que irá circular ali nas próximas décadas (sim, porque assim que deve ser e é como eles dimensionam as pistas de tráfego automotor).

    Então, inevitavelmente, os pedestres precisarão usar a faixa de 2,5m do passeio público pintada de vermelho que a Prefeitura está empurrando aos cidadãos como se fosse uma ciclovia.

  7. andre gomide disse:

    Que saco….chega logo eleições.
    Quem puder postar vai uma notícia boa para nós:
    http://www.senado.gov.br/noticias/DataSenado/noticia.asp?not=76
    “Quase 90% concordam com isenção de impostos para bicicletas”

  8. Aldo M. disse:

    Na minha análise, há uma série de irregularidades em um nível administrativo superior.

    A EPTC não tem atribuições legais para elaborar ou fiscalizar projetos viários, mas apenas para fiscalizar o trânsito. Estes deveriam ser elaborados ou fiscalizados pelas secretarias da Prefeitura, como a de Transportes ou a de Obras e Viação. Como está hoje, os projetos podem ser direcionados de acordo com os interesses da atividade de fiscalização, desvirtuando-os de seus objetivos. Apenas para dar um exemplo hipotético, um projeto ruim, que aumentasse a quantidade de acidentes e de infrações poderia tornar a atividade de fiscalização mais importante e também melhor custeada.

    O projeto cicloviário tem sido tratado como uma estrutura apartada do leito da via, que é de responsabilidade da SMOV. Isto parece limitar as possibilidades de intervenção ao passeio público ou, no máximo, à pintura de marcações no pavimento.
    Mesmo em nível de projeto, não há integração com os outros modais: Os engenheiros da EPTC cuidam das “ciclo-calçadas” e ciclofaixas; e os engenheiros da SMOV cuidam das obras “viárias”, excluindo indevidamente a bicicleta (e também o pedestre) deste contexto.

    Para concluir a tragédia, a Prefeitura possui uma Comissão Municipal de Transportes Urbanos que, completamente à margem da lei, EXCLUI A PARTICIPAÇÃO DE REPRESENTANTES DOS MODAIS PEDESTRE E BICICLETA.

    Desculpem as notícias ruins. Eu acredito que para, para reduzi-las, não devemos ignorar a realidade, mas conhecê-la para que possa ser modificada.

  9. Claramente para vocês entenderem como a SMOV (Prefeitura) não constrói calçadas nem onde tem obrigação de construir, a EPTC constrói ciclovias “compartilhadas” e isto é uma vergonha e não tem justificativa, por isto digo que não confio em quem não pedala para construir ou planejar ciclovias. Vejam os parques como o Marinha do Brasil em toda sua extensão onde tinha que ter calçadas para a circulação segura de pedestres, deixaram a grama até o cordão da calçada. Agora constroem uma ciclovia compartilhada na orla sem calçada onde já se viu uma coisa desta ordem só um rato de escritório, um sedentário que nem pedala pode ter uma idéia obtusa desta ordem.
    Não cumprem com suas obrigações mínimas; eles nos tiraram a cidade, eles a querem transformada num imenso canteiro de obras, inúteis.
    As ciclovias são meros arremedos para dar um acabamento e enganar a torcida vendendo a imagem de uma Porto Alegre, com qualidade de vida. As obras do PISA assim o demonstraram, olha como deixaram a orla do rio, cheia de cascalhos e pilhas de resto de obras, que impedem a vista privilegiada que tínhamos. Olha como deixaram a ciclovia da Diário de Notícias, destruíram ela. Alguém ainda acredita nesta gente? Precisa provar mais alguma coisa das reais intenções desta gente?
    Destroem uma coisa quando constroem outra, de tal forma a nunca acabar com as obras. Retro escavadoras com mais de 20 toneladas com cremalheira no lugar das rodas, circularam livremente na ciclovia da Diário de Notícias, destruindo totalmente os blocos que a constituem, mandei as fotos para o Presidente do DMAE, dono das obras do projeto PISA, pedi providencias para que a ciclovia fosse reconstruída e a resposta foi colocar um pedreiro, dois dias para enganar a torcida, fazendo posse de consertar uma ciclovia de 1,5 kilometros. Esta gente tira onda de nos e querem falar que eles sabem o que estão fazendo.
    Olha a ciclovia da Restinga, o que é aquilo? E uma vergonha já pedalei nela e sinceramente não tem como é preferível se arriscar na rua que ficar na calçada achando que pode pedalar quando a qualquer momento sai uma criança detrás de um carro e está constituído o acidente fatal que não devia acontecer.
    NÃO CONFIO EM QUEM NÃO PEDALA PARA FAZER NADA EM CICLOVIAS.

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