Prefeitura adianta obras da ciclovia da Av. Beira Rio.

Mais uma ciclovia apresentada pela Prefeitura sem consulta à população. Em ano de eleições é assim, tem que concluir as obras a tempo de reeleger o prefeito. Como será a qualidade desta?

Foto: Francielle Caetano/PMPA

Texto de divulgação da Prefeitura de Porto Alegre:

Inserida no conjunto de obras para a Copa do Mundo de 2014, a ciclovia da Edvaldo Pereira Paiva (Beira Rio) já ganha visibilidade. A melhoria faz parte da duplicação daquela avenida, uma das principais vias de acesso à zona Sul da Capital, ligação com a Diário de Notícias, Icaraí, Cel. Massot e outras avenidas de intenso fluxo de veículos. A nova ciclovia, em fase de construção, terá 6,35 km, com 2,5 metros de largura, ampliando a rede cicloviária da cidade, atualmente com 10 km. Também receberão pistas para ciclistas as seguintes vias, que passam por obras previstas para a Copa: avenidas Tronco (5,6 km), Severo Dullius (1,6 km) e Sertório (12 km), além da rua Voluntários da Pátria (3,5 km).

Somados às obras da ciclovia da Edvaldo Pereira Paiva, prosseguem os trabalhos de construção da ciclovia da avenida Ipiranga, que terá um total de 9,4 km, entre a Edvaldo Pereira Paiva e a Antônio de Carvalho. Já foi entregue aos ciclistas um trecho de 416m, localizado entre a Azenha e a Érico Veríssimo.

As ciclofaixas das seguintes vias já estão em funcionamento: Nilo Wulff e João Antônio da Silveira, Diário de Notícias (2,1 km de extensão, entre a Wenceslau Escobar e a Chuí), Icaraí (1,7km de extensão, entre a Chuí e a Wenceslau Escobar), além da ciclovia do bairro Restinga (4,6 km de extensão). Foi revitalizada a pista de Ipanema, total de 1,2 km. Até a Copa de 2014, estão previstos cerca de 50 km de ciclovias na cidade, além do serviço de aluguel de bicicletas, que contará com uma rede de 30 estações distribuídas em pontos diversos da Capital, de intensa circulação de pessoas.

As ciclovias fazem parte do Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDC), aprovado em 2009, com o objetivo de incentivar o uso de bicicleta como meio de transporte, dotando a cidade de instrumentos e infraestrutura para a implantação de uma rede que garanta segurança e comodidade aos ciclistas.

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22 respostas para Prefeitura adianta obras da ciclovia da Av. Beira Rio.

  1. Meu único desejo: que ao lado desta ciclovia exista efetivamente uma calçada adequada para os pedestres caminharem. Ponto.

  2. artur elias disse:

    É o que eu ia dizer. A qualidade desta ciclovia é muito boa – já tinha sido tematizada neste blog – mas como NÃO TEM CALçADA ao lado, vai virar mais uma ciclocalçadovia com direito a carrinhos de picolé, carrinho de bebê, cachorrinho de madame e sabe-se lá o que mais.

    Tem um fenômeno curioso. Além da óbvia e flagrante falha em fornecer calçadas.

    Parece que as ciclovias atraem magneticamente os caminhadores.

    Lá no Barra ninguém caminhava antes de ter ciclovia. Os ciclistas sempre pedalaram – até por precisar ir e voltar para casa. Ou pela rua, ou pelo acostamento que era de chão batido antes da duplicação. Mas ninguém ia lá ESPECIALMENTE para caminhar.

    Agora as pessoas fazem isso. Não sei de onde elas vêm. Imagino que vão de carro e o deixam no xópin. E infestam a ciclovia, inclusive no trecho (que é o maior) que TEM calçada ao lado.

    Ciclovia parece ter um mel, uma atração magnética.

    Pedestres gostam mais de ciclovia que os próprios ciclistas…

    • Carlo disse:

      Ótimo o posicionamento do Artur e da Lívia também, faço das palavras deles as minhas.
      Ps: Lembro desta época onde não existia o “xópin” e por consequência ciclovia ou calçada e praticamente ninguém caminhava/andava por ali. O acostamento de chão batido era imenso e nenhuma viva alma, apenas os caminhões de frutas ou de lenha no inverno. Hoje este pessoal deve mesmo vir de carro para irem ali na ciclovia “passear”. Lamentável.

    • Felipe X disse:

      O problema da ciclovia do barra é o mesmo da ciclovia da beira-rio: a ciclovia é melhor que a calçada. Daí as pessoas caminham nela.

    • Aldo M. disse:

      Se os pedestres gostam mais delas que os ciclistas, fica demonstrado que essas coisas pintadas de vermelho não são ciclovias, mas passeios públicos! Ciclovias devem ser atrativas para os ciclistas (não para os pedestres). Aliás, este é um dos critérios básicos de projeto cicloviário.

      • artur elias disse:

        Aldo, se essa premissa fosse 100% verdadeira – e não estou tirando totalmente o mérito da tua tese, que conheço bem e não concordo mas respeito – voltando ao raciocícinio, se essa premissa fosse 100% verdadeira, então os corredores de rua não achariam O MÁXIMO correr em vias arteriais, no leito da via, na contramão, coisa que não é agradável nem adequada nem racional nem nada. Nem os pedestres (muitos) ADORARIAM caminhar no leito da via, em ruas e avenidas onde existem calçadas MUITO boas e largas e desocupadas – e muitas vezes de costas para o trânsito, ou na diagonal, trazendo risco completamente desncessário para si próprios. Isso tbém não é agradável. Não creio que possa ser apresentado como “prova” que um equipamento x ou y é ou não uma calçada.

        Eu acho que ciclovias acabam sendo extremamente atraentes para pessoas que não primam pela racionalidade, digamos assim.

        SE e somente SE houver uma calçada boa ao lado, não vai mudar muita coisa no comportamento dessas pessoas digamos mais irracionais, dadas a “apertar o botão do foda-se”.

        Elas vão continuar caminhando na ciclovia, eventualmente. A chance de isso acontecer vai cair por 50%, por simples amostragem e opção.

        A grande mudança é que os ciclistas vão poder se impor mais na ciclovia e pedir gentilmente aos menos racionais que utilizem a calçada.

        Que é o que eu mais alguns já fazem na ciclovia do Barra (exceto o trecho que não tem calçada) e na de Ipanema.

        Enquanto outros, luxentos, se recusam a usar a ciclovia e com isso ajudam a alimentar o círculo vicioso.

        Apenas uma opinião – bem fundamentada na prática diária, entretanto.

        Ek

      • Aldo M. disse:

        Concordo inteiramente contigo, Artur. Escrevi de forma simplificada. Eu quis me referir ao comportamento médio das pessoas. Acontece que essas ciclo-coisas chegam a incentivar os pedestres, em grande número, a utilizá-las. Entendo que deve haver espaço bastante generoso para os pedestres de forma que nem consigam obstruir as bicicletas. E de onde sairá todo este espaço? A resposta, todos nós sabemos. Então, a meu ver, não devemos entrar neste jogo de disputa de espaço entre pedestres e ciclistas. Honestamente, eu não consigo reivindicar espaço dos pedestres com esse monte de lata ocupando as vias.

      • heltonbiker disse:

        É impossível fazer calçadas boas mais atrativas do que ciclovias boas. Por definição, rodas precisam de terreno mais amplo e mais liso, e isso automaticamente atrai pedestres. Levava meu guri pra aula de bike na garupa, e portanto sempre preciso descer as rampinhas para cruzar o sinal (vou pela calçada quando o trecho é contramão). Pois as pessoas DESVIAM DO SEU TRAJETO somente para descer e subir a calçada pela rampa, ao invés do meio-fio. Rampas são atraentes, são confortáveis.
        Isso confirma uma máxima do Design Universal: se a gente projetar pela necessidade do mais necessitado, vai ficar melhor para todos. Ou seja, tanto as calçadas quanto as ciclovias (quanto as ruas, por sinal) deveriam ser perfeitamente lisas e limpas. Igualzinho a como a nossa Cidade da Copa é hoje, por sinal…

  3. Felipe X disse:

    Me impressiono que nada foi comentado aqui no blog sobre a maneira que deixaram intrasitável a beira-rio para ciclistas e pedestres com essa obra. As pistas de carro sempre estão lá, no máximo com uma lentidão, mas houve momentos em que a parte de pedestres parecia uma roça.

    • Aldo M. disse:

      A falta e respeito do Fortunati com os cidadãos não motorizados, que são atropelados, aleijados e mortos ante a indiferença de seu governo, é notória. Para ele, as vias públicas são feitas apenas para automóveis em alta velocidade aterrorizarem o pedestre que ousar sair de casa. Nem os parques escapam, pois são alugados para revendas de automóveis. No último domingo, havia dois cegonheiros com uma frota de Hyundais no meio do parque Mauricio Sirotsky, que foi transformado em um imenso estacionamento. A verdade é que Porto Alegre atualmente não tem Prefeito, mas apenas um arrendante de áreas públicas para os “amigos” (que é como ele se refere aos comerciantes) fazerem seus negócios. Tenho nojo de ti, Fortunati!

    • Luiz Felipe disse:

      É, enquanto as “obras” priorizarem e desde sempre os carros vai continuar assim…porém pelo Plano Cicloviário e tal, os pedestres e depois os ciclistas têm preferência sobre os carros, entonces, o seguinte: tais obras deveria iniciar pelas calçadas, depois ciclovias e por ÚLTIMO AS PISTAS!!!
      Ta um verdadeiro potreiro a “antiga ciclovia off-road” da orla, depois do Beira-Rio. Mas a pista ótima, mesmo sem pinturas e tal, o que é proibido pelo Código de Trânsito, mas aqui em PoA, tando a Prefeitura como a EPTC fecham os olhos a muito tempo para as irregularidades em nome da carrocracia.
      Abriram o novo lado a Edvaldo Pereira Paiva sem nem pintarem as linhas no acostamento, nem com placas verticais, nem com iluminação o que é PROIBIDO PELO CÓDIGO DE TRÂNSITO!
      P*rra de Porto Alegre!

      • Aldo M. disse:

        Nos projetos da Av. Tronco, estão generosamente (sobre)dimensionadas as seis faixas para automóveis, com 3,5 metros de largura cada, e minimamente dimensionada a ciclovia bidirecional, com acanhados 2,5m de largura total subtraídos do passeio público. Mas o pior vem justamente para os pedestres: a indicação de largura do passeio público não é em metros, mas simplesmente referida como “variável”, ou seja, o “resto” depois de esbanjar espaço para os carros particulares.
        Isso tudo é resultado de decisões políticas, sem respaldo legal, de quem não está administrando uma cidade mas entregando seus espaços públicos para uso preferencial de uma minoria que aterroriza, ameaça e, às vezes, até assassina os não-motorizados só para ganhar no jogo do “quem chega primeiro”.

  4. Miguel disse:

    Mais um lugar onde não terá como transitar de bicicleta por causa dos pedestres, mas agora os motoristas vão ter o “direito” de dar aquelas buzinadas e xingamentos sempre bacanas mandando o ciclista ir pra cilcovia (esses dias me xingaram pela primeira vez na Ipiranga por causa disso!)

  5. Xerife disse:

    Uma pergunta: na falta de calçada por onde o pedestre deverá transitar?

  6. Aldo M. disse:

    O objetivo dessas obras é meramente cenográfico. Notem que a Prefeitura só as inaugura após pintá-las de vermelho brilhante, mesmo que seja sobre asfalto impróprio para trânsito de bicicletas, como foi o caso da ciclofaixa só de ida da Icaraí. Os caras são tão incompetentes que, para eles, qualquer calçada pintada de vermelho é uma ciclovia. E é por serem ignorantes e não terem qualquer intenção de prover uma infra-estrutura útil que fogem de qualquer diálogo com os potenciais usuários do modal bicicleta.

  7. Olavo Ludwig disse:

    Além de tudo tá muito estreita, já passei por ali algumas vezes, tá muito estreita considerando que será de mão dupla. PQP!!!

    • Aldo M. disse:

      2,5 metros de largura é até confortável para cruzar com o ciclista que vem no sentido contrário. Ultrapassagens, porém, estão fora de questão se houver bicicletas transitando nos dois sentidos. Ridículo! Se houvesse apenas meio metro a mais, já seria possível fazer algumas ultrapassagens mesmo com trânsito razoável de bicicletas nos dois sentidos, tornado a ciclovia bem mais utilizável.

      Mas para isso temos que nos livrar desse governo incompetente e arrogante da Prefeitura de Porto Alegre. Um governo que não dialoga com a população é inútil e deveria deixar o poder imediatamente. Quatro meses é tempo demais, e poderão deixar a cidade décadas mais atrasada, ainda mais assinando açodadamente montanhas de contratos de enorme vulto e de muito longo prazo sem divulgação à população e, pelo visto, até sem lê-los.

      Como podem, por exemplo, enterrar bilhões de Reais para fazer um metrô leve (que não chega nem até a cidade mais próxima) sem sequer considerar a opção da bicicleta como alternativa? Não. Esse não é um governo sério.

  8. andre gomide disse:

    FICO REVOLTADO , IRRITADO, P….DA CARA COM ESTE CIDADÃO QUE “ESTÁ PREFEITO”.
    FALTA POUCO…ELE ESTÁ DE SAÍDA…QUERO QUALQUER UM MENOS ESTE DEMAGOGO E OPORTUNISTA.

  9. artur elias disse:

    Se fosse só o Fortunati não era nada.

    Vocês viram quantos partidos estão na coligação?

    11.

    Onze.

    O N Z E.

    É muita gente querendo uma casquinha das obras da Copa, não?

    Não sei onde vão encontrar empreguinhos e benesses para TODA ESSA CUPINCHADA no triste caso dessa horda vencer a eleição.

  10. Renan Guimarães disse:

    E a ciclovia da Restinga? Alguém já foi lá? A pista em si é muito bacana, é larga e comprida. Todavia, NÃO HÁ MAIS CALÇADA! A ciclovia ocupou todo o espaço. O que adianta fazer uma ciclovia e ACABAR COM A CALÇADA? Não tem sentido. Pior é que ela cruza o estacionamento de um mercado, o que faz com que muitos carros ESTACIONEM em cima dela. Um absurdo a falta de planejamento dessas obrar. Uma grande oportunidade vem sendo desperdiçada. Claro, melhor que não haver ciclovias, mas por que fazer tudo pela metade?

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