Ricardo Neis diz que cartazes da Massa Crítica são “mal feitos”.

Ricardo Neis: “[…]estavam com alguns cartazes, embora mal feitos mas dava pra ver que era um evento que eles estavam fazendo ali[…]”

Ricardo Neis, muito provavelmente o atropelador de ciclistas mais famoso do mundo, que feriu pelo menos dezessete pessoas no atropelamento coletivo em fevereiro de 2011, acusou suas vítimas de não saberem fazer cartazes. Em seu depoimento à Justiça, Neis, que vai a júri popular acusado de dezessete tentativas homicídio, afirmou que os cartazes que os ciclistas utilizavam na manifestação eram “mal feitos”.

Será que foi a má qualidade dos cartazes que levou Ricardo Neis a fazer o que fez? Certamente isso o marcou o suficiente para que ele achasse importante mencionar  às autoridades. Talvez a qualidade dos cartazes fosse tão ruim mas tão ruim mesmo, que não era possível entender que aquele era um movimento pacífico. Talvez aqueles cartazes tenham agredido seu senso estético de tal maneira que o que Neis fez foi uma mera reação a tamanho mau gosto e falta de habilidade.

Piadas à parte, talvez seja importante gastarmos mais energia na comunicação com os motoristas durante a Massa Crítica. Na próxima Massa, dia 31 de agosto, vamos todos levar cartazes, por mais mal feitos que sejam, para mostrar ao mundo que o que nós queremos é menos violência e mais respeito e amor no trânsito.

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39 respostas para Ricardo Neis diz que cartazes da Massa Crítica são “mal feitos”.

  1. mandras disse:

    Vamos lançar um Concurso de Cartazes?
    convidar designer, diretores de arte, tudo online por aqui mesmo, uma competição do cartaz com melhor design! tipo: “poste no seu twitter, o cartaz de sua autoria com a #cartazbemfeito”

  2. Pablo disse:

    Foi escrito Glênio “Peris” no documento!

  3. marcelosgarbossa disse:

    Gente!

    Duvido que tenha um cartaz mais mal feito do que o meu. Foi uma chamada para a Massa Crítica de dezembro de 2010 (avisando que seria antecipada para o dia 17/12)/ Ele está está no blog da Massacriticapoa (pois o vadebici nem existia ainda naquela época).

    Eu fiz a mão, mandei para o Kalil por email e ele publicou!!! aí eu percebi que ele não batia bem da cabeça… hehehehehe

    Abração!!!

    marcelo sgarbossa

  4. heltonbiker disse:

    Peço a quem postou que inclua a PRÓXIMA FOLHA, onde ele diz que não matou porque não quis, já que atingiu (de forma supostamente controlada) as bicicletas na roda traseira, lançando os ciclistas para cima ao invés de passar sobre eles com as rodas. Bota aí, Marcelo??

  5. Júlio disse:

    Seria uma boa fazer cartazes para os rolhas, com os dizeres: (frente) Obrigado por esperar a passagem dos ciclistas. Movimento Massa Crítica. (verso) Buzine se você aprova o Movimento! (para aqueles motoristas que gostam de fazer barulho).

  6. andre gomide disse:

    só peço uma coisa amigos…
    temos que sair da omissão e tomar a frente da massa deste mês.
    é muito comodo deixarmos que um bando de pia mal-educado represente o “coletivo”.
    Precisamos de um grupo de 10 ciclistas pelo menos para impor um mínimo de respeito para com as outras pessoas, independentes se pedestres, motoristas ou outros ciclistas.
    Não podemos nos igualar àqueles que outra hora nos atropelaram por aí.
    Nunca é de mais lembrar que aquela gurizada tira sua bike uma vez por mês de casa e muitos de nós estamos na batalha chamada trãnsito todos os dias…. é uma guerra e não quero ser a próxima vítima.

    Vamos lembrar que na parte da frente da última Massa estava uma bagunça, no pior sentido da palavra, culpa nossa.
    Imploro mais uma vez e me coloco a disposição para contribuir, inclusive imprimindo 1000 cartilhas de uma espécie de manual de boa convivência, se mais algumas pessoas me ajudarem a elaborar.

    É uma ideia e acho que devemos discuti-la

  7. andre gomide disse:

    a minha ideia de impor é na base do diálogo, como fiz no outro mês…. desculpe, ficou agressivo

    • Marcelo disse:

      Eu acho que impor não é uma boa palavra, a maioria das pessoas está aberta ao diálogo. Até mesmo a piazada. Na última massa dei um xixi neles porque eles saíam correndo na frente da Massa sem saber qual seria o trajeto e eles aceitaram na boa.

    • Marcelo disse:

      Mas conta comigo. Fiz o possível na última edição e pretendo fazer ainda mais na próxima.

      Podemos elaborar juntos uma proposta de trajeto e levar várias cópias impressas lá na concentração.

  8. andre gomide disse:

    foi o que disse, usei uma palavra muito forte

  9. andre gomide disse:

    to saindo agora de viajem…. podemos trocar ideias na segunda?

  10. andre gomide disse:

    tinha que ir para zona norte desta vez…. ia adorar pedalar até a Assis Brasil, e depois retornar pelo Bourbon Novo…

    • Marcelo disse:

      A última foi pro lado da zona norte.

      • andre gomide disse:

        é que para muitos ali começa a zona norte….para mim na verdade ela começa lá no viaduto do obirici.
        Pretendo dar uma pesquisada nos caminhos possíveis e sugerir algo semana que vem…. bom final de semana para todos.

  11. andre gomide disse:

    avenida grécia…. está na hora de novos “ares”

  12. Diego disse:

    Na boa, o cartaz acima tá bom demais. Não que eu ache que devam ser todos assim. Mas não entrem nessa onda designista graficálizada. O tema incrível, o desenho tosco mas intenso pra caramba, falta um pouco de leitura nas info embaixo, mas nada que tenha que ser linearzinho. Ficou muito bom, magina fazer uma desses bem grande e colar na rua. Tem humor, espírito, não é só esse movimento, mas a humanidade tá precisando disso. Só isso, acho que o movimento é múltiplo porque a bicicleta é assim. Abrçs.

  13. Guilherme disse:

    Uma coisa que andei observando nas últimas massas é que elas estão cada vez mais \’puxadas\’, facilmente passando os 25 km e às vezes com lombas no caminho. Mesmo que eu faça essa distância sem problemas, notei que a presença de pessoas mais velhas e crianças diminuiu muito, e é cada vez mais difícil encontrá-los no meio da massa. Alguns amigos (jovens) que andam menos de bici também reclamaram disso comigo. Acredito que a Massa deva ser um passeio, para que todos possam participar e com isso, ganhar força. A hora da prova de resistência não deve ser na última sexta de cada mês às 18h 30…

    • andre gomide disse:

      ACHO QUE É PELO FATO DE QUEM ESTÁ PUXANDO NÃO SABE PEDALAR EM GRUPO…EU COMEÇEI A ENTENDER 6 MESES DEPOIS… É DIFERENTE, A MAIORIA NÃO SABE QUE SE PEDALAR A MAIS DE 15 KM/H VAI ABRIR ESPAÇOS GENEROSOS.
      CONVERSANDO COM OUTROS COLEGAS QUE PUXAM PEDAL CHEGAMOS A CONCLUSÃO QUE O IDEAL SERIA EM TORNO DE 12 KM/H DE MÉDIA

  14. Felipe X disse:

    Nada de massa crítica na zona sul?

  15. Pessoas comecei a fazer a Massa Critica, quando era ali no mercado, e tinha apenas umas 7 pessoas kk
    Dai fiquei um tempo sem ir, quando voltei tinha já uma galera grande. Mas a gora estou de novo sem ir, agora por um outro motivo, ficou bagunçado o negócio, muitos buracos na massa, galeras descambando na frente, ciclistas nas calçadas, pessoas sem uma ordem, certo que é uma coisa democrática, mas até ai tem que ter uma ordem.
    Também acho que deveria sair do centro ir para os bairros, a velocidade deveria ter um fluxo certo, nem rápido nem lento de mais, pois cansa kk
    E também acho que deveria ter alguém com conhecimento do trajeto definido lá na frente, Definido com o grupo na hora da saída, que foce mais responsáveis pois para descambar a coisa é fácil, esperar o grupo todo na hora em que pedalamos, também faz parte disto!
    Pois é pessoas, tem que ter mais ordem, na minha humilde opinião de ciclista.
    Obrigado

    • Marcelo disse:

      Paulo,
      A Massa Crítica precisa de pessoas experientes e com senso de responsabilidade como tu justamente pra não descambar pra pura bagunça. Por isso não deixe de ir na Massa, ajude a torná-la melhor.

      Levar sugestões de trajetos é uma ótima idéia. Acho que cada um de nós podia levar xerocado uma porção de panfletos com sua sugestão de trajeto e antes de sair fazemos uma roda com megafone humano e fazemos uma votação para ver qual trajeto será eleito. Algo tipo, o trajeto mais aplaudido será o seguido.

  16. Há quanto o Ricardo Neis, porque ele não deu Re no carro, em vez de avançar nos ciclistas?

  17. Pingback: É nesta sexta: Massa Crítica do Cartaz Mal Feito | Vá de Bici

  18. luid disse:

    a cidade pra mim é muito escrota pra ser levada a sério como vcs tão levando. enquanto movimento autogestionado, peço compreensão do pessoal quanto à bagunça que eu intento tocar durante a massa.

    • Marcelo disse:

      Na minha opinião, quando fazemos bagunça sem pensar nas conseqüências a cidade acaba ficando mais escrota ainda, cheia de sentimentos ruins.

      • Marcelo disse:

        E ouso em dizer que não compreendeste o verdadeiro espírito da Massa Crítica, que é horizontal, mas organizado, com alegria e de forma pacífica.

      • luid disse:

        me preocupa a ideia estática da massa crítica ser sempre a mesma coisa só com alterações leves temáticas. eu acho que ela pode sim evoluir de um estado “andem de bike” para “andam de bike E ___________(insira aqui sua desobediência civil recomendada)”. o verdadeiro espírito da massa crítica é o da contestação a modelos vigentes, mais especificamente ao modelo carrocêntrico (mas nunca se limitando só a isso pois o modelo carrocêntrico tem muitos fatores atrelados), e isso pode ter muitos mais desdobramentos criativos que não sejam exatamente alegres ou pacíficos, como se andar de bike resolvesse todos os problemas.

      • Marcelo disse:

        O que é revolucionário na MC é justamente o fato dela ser uma celebração, de ser pacífica, mas ao mesmo tempo ser, pela sua mera existência, contestadora. Desobediência civil tem seu valor, sem dúvida, mas desobediência civil não é ser agressivo com outras pessoas que são tão vítimas do sistema quanto cada um de nós e não é deixando outras pessoas irritadas que iremos alcançar as mudanças que queremos. O trânsito por si só já deixa as pessoas irritadas, o que é realmente revolucionário é fazer essas pessoas que estão irritadas, sorrirem. A MC é revolucionária por transformar as ruas, que são um local de conflito e tensão, temporariamente num local de prazer e diversão. Uma legítima Zona Autônoma Temporária e Móvel, que transforma a cidade enquanto passa por ela.

        A MC em Porto Alegre já causou muitas mudanças e deu origem e força a diversos outros movimentos e tem potencial para gerar muito mais sem que precisemos transformá-la em algo que ela, por natureza, não é. Pois ela é simplesmente isso: um monte de gente pedalando junto pelo mero prazer de pedalar. E muita gente que vai lá só por esse pequeno prazer de pedalar com os amigos descobre tesouros incríveis: auto-gestionamento, ação direta, horizontalidade, verdadeiros atos políticos. E do momento que criamos tensão desnecessariamente, estamos colocando em risco (sem o seu consentimento) todas as pessoas que participam da Massa, e isso é uma atitude irresponsável. E se queremos um mundo melhor, uma cidade mais humana, temos que aprender a sermos responsáveis pelas nossas ações e conseqüencias desencadeadas por elas, temos que perceber como nossos atos afetam a segurança dos outros e saber se os outros estão dispostos ou não a correr esses riscos.

        É claro que andar de bicicleta não resolve todos os problemas. Não, não resolve, mas é um pequeno primeiro passo que pode levar a grandes mudanças, capaz de fazer as pessoas enxergarem sua vida, a cidade e o mundo de uma outra perspectiva.

  19. luid disse:

    o problema é se contentar com um pequeno primeiro passo, pela emoção advinda de finalmente se mover, mas se apegar no primeiro movimento, parando no lugar de novo. desestagnai-vos

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