Mais uma praça de Porto Alegre terá área convertida em estacionamento.

Depois de transformar parte da praça XV de Novembro em estacionamento e permitir que motoristas deixem seus carros sobre o Largo Glênio Peres depois das 18h, agora a prefeitura vai transformar parte da praça Júlio Mesquita (a praça do aeromóvel), em frente à Usina do Gasômetro, em vagas para 100 automóveis. Considerando que a média de área para uma vaga de estacionamento é de 10m², pode-se prever que serão destinados 1.000m² da praça para estacionamento. O estacionamento faz parte do projeto de revitalização da praça, proposto pelo famoso arquiteto Jaime Lerner.

A imagem de divulgação da Prefeitura convenientemente não mostra o estacionamento, que enfeia qualquer projeto.

Esse novo empreendimento mosta mais uma vez que a prioridade da atual administração municipal é o trânsito de veículos, acima da qualidade de vida e segurança de pedestres. Não consigo me lembrar de uma única obra nos últimos oito anos que tenha removido espaço dos automóveis para cedê-lo aos pedestres, mas posso citar dezenas de obras já concluídas, em andamento ou previstas que retiram espaços verdes e de pedestres ou até mesmo residências para ceder aos carros: duplicação da Av. Beira Rio, duplicação da Av. Voluntários da Pátria, instalação de estacionamento sobre a praça XV de Novembro, autorização de estacionamento sobre o Largo Glênio Peres, trincheira da Anita Garibaldi, trincheira da Plínio, remoção de parte da calçada no cruzamento da Rua Ramiro Barcelos com Av. 24 de outubro, duplicação da Av. Tronco, entre tantos outros.

Isto mostra qual é a verdadeira prioridade dos planejadores e administradores urbanos, contrariando totalmente o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA) que no capítulo sobre mobilidade urbana estipula que no planejamento deve-se dar “prioridade ao transporte coletivo, aos pedestres e às bicicletas”.

Em Londres você pode caminhar de Trafalgar Square até Greenwich sem atravessar uma única rua.

Enquanto isso, no resto do mundo, ruas são fechadas e transformadas em praças. Em Londres por exemplo, com a implementação do pedágio urbano para que veículos circulem no centro da cidade e a conseqüente redução no número de automóveis nessas áreas, a prefeitura de lá vem fechando ruas e as convertendo em praças e ruas de trânsito exclusivo para pedestres. Um exemplo notório  foi em Trafalgar Square, uma das principais praças e pontos turísticos de Londres, onde a rua na frente de National Gallery foi anexada à praça. Após alguma resistência, hoje em dia, graças às medidas de traffic calming, os londrinos têm orgulho de viver em uma cidade na qual, saindo da zona central, pode-se caminhar mais de 27km sem atravessar uma única rua.

Qual é o modelo que queremos seguir? Investir em transporte coletivo e espaços públicos ou continuar alimentando a Sociedade do Automóvel, dando cada vez mais espaço para o meio de transporte mais ineficiente que existe?

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34 respostas para Mais uma praça de Porto Alegre terá área convertida em estacionamento.

  1. Matheus disse:

    Vergonha de morar em POA.

  2. lobodopampa disse:

    A única coisa que me ocorre é a interjeição usada por um personagem de Incidente em Antares, do Erico Verissimo:

    PÔTAQUEUPARIU.

  3. Dodô disse:

    Não vamos ser utópicos. A maioria daqueles que pregam “mais amor, menos motor” na verdade não abre mão de ir para o trabalho de carro. Tudo é muito bonito e politicamente correto, desde que seja para os outros fazerem. O problema de falta de vagas de estacionameto em Porto Alegre é gritante e a culpa disso é da política econômica adotada no Brasil desde o século passado. Às prefeituras, resta administrar este passivo.

    • dailor disse:

      Dodô aplicou um survey aos ciclistas urbanos de POA e empiricamente chegou à conclusão de que somos todos hipócritas! Parabéns!

      • Marcelo disse:

        Nem precisa, Dailor, basta ver os 500 carros estacionados no Largo Zumbi toda vez que tem Massa Crítica.

    • heltonbiker disse:

      Troll detected!

    • Rodrigo disse:

      O problema é histórico, sim. Em meados do século XX, o presidente Juscelino Kubitschek fez uma aposta no “desenvolvimento nacional” com base no transporte rodoviário, em parte devido ao lobby das montadoras de prometiam o “desenvolvimento ” baseado em automóveis e caminhões. Uma opção, a meu ver, equivocada, por basear-se em uma proposta poluidora e ineficiente. E que não trouxe nenhum desenvolvimento.

      A mesma direita que se esbalda em defender o uso do automóvel a-d-o-r-a pagar pau para o que se faz na Europa. Mas nesse quesito o exemplo do Primeiro Mundo não vale. O transporte inter-municipal e internacional de mercadorias e pessoas é feito por malha ferroviária. As cidades procuram encontrar alternativas ecológicas e que racionalizem o uso do espaço para o transporte urbano. Nada disso tá valendo no Brasil.

      Como explicar a persistência do mito kubitschekeano no imaginário nacional? Correndo o risco de uma psicanálise barata, me arriscaria de dizer que o medo de ficar sem carro é um medo de castração. O automóvel – para homens e mulheres – ocupa um lugar fálico. Lhes confere poder e status. Sobre os pedestres. Sobre os que se deslocam de ônibus. O motorista é o macho latino bem-sucedido, e não concebe que alguém possa não sonhar em não ter carro ou que alguém tenha carro e não queira satisfazer todas suas demandas de transporte com ele.

      Por fim, esclareço que falo de um lugar insuspeito. Não sou ciclista: não tenho fôlego nem coordenação motora para tal. Confesso, eu tenho um carro. Mas na boa, não me sinto “realizado” por ter um carro. Me “realizo” com meus amigos, as pessoas que amo, com meu trabalho e fazer as coisas que eu gosto.

      Só uso o carro, quase, para viajar para cidades do interior do RS; quando tem gente suficiente para encher o carro; ou de noite, quando o trânsito é tranquilo e não vai incomodar ninguém (e eu não vou me incomodar com os descompensados que dirigem por aí).

      Acho um absurdo um motorista sozinho no carro ocupando um lugar tremendo no trânsito. Eu acho um stress dirigir na cidade, estacionar, manobrar, enquanto de ônibus eu vou pensando na vida, matutando minhas coisas. Além do que ônibus é muito mais ecológico e favorece a mobilidade urbana.

      Mas ouço coisas do tipo “tu tem carro, porque anda de ônibus, lotação ou táxi”? Eu deveria responder que estranho é as pessoas dirigirem sem consciência.

      • Jeferson disse:

        O Lula disse no se discurso de posse, em 2002: “Meu sonho é que todo brasileiro possa ter um carro zero e uma casa”. Não citou educação, nem saúde. Não falou: “Meu sonho é que a gente viva em cidades melhores, menos desiguais”. Essa mentalidade, carro e casa, tem dirigido o Brasil há mais de uma década. E, vale lembrar, Lula trabalhou para a indústria automobilística quando jovem.

    • Caro Dodô, me da dó que alguém pense assim, não julga os outros pela tua atitude pessoal, nos ciclistas somos autênticos e não nos enganamos com qualquer cheiro a gasolina. Podes continuar usando teu carro, mas não queiras levar junto os ciclistas.
      E para completar os estacionamentos no Brasil estão entre os mais baratos do mundo faltam impostos, faltam notas fiscais mais controladas, para evitar a evasão fiscal que acontece frequentemente em alguns estacionamentos. Estes impostos mais altos ajudariam a pagar o passivo de feridos e mortos que os carros nos brindam ano a ano

  4. Cecílio disse:

    MEU, olha o Justin Bieber e a Selena Gomez na praça! ahahahhaa
    Por sinal, um pouco relacionado ao assunto, dêem uma olhada nas brilhantes cartilhas que a EPTC deu apenas aos PEDESTRES ontem: http://imageshack.us/photo/my-images/444/0808diadopedestrewmvsna.jpg/ (do vídeo em http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/cs/usu_video/08-08_dia_do_pedestre.wmv )
    Absolutamente NENHUMA instrução para os motoristas, que são os piores. Tá foda.

  5. artur elias disse:

    Deixar de ser utópico?

    NUNCA!

    Paro de comer chocolate antes disso.

    Só não entendi o que tem a ver ser “utópico” com não gostar e não querer que praças sejam violentadas. Explica aí.

    Tbém não entendi o que as gestões anteriores “deveriam” ter feito para impedir este “passivo” de espaços-estacionamento. Será que o poder público deve entrar no próspero negócio de comprar terrenos e transformá-los em estacionamentos pagos?

    Pelo menos assim não violentariam largos, praças e parques.

    • Marcelo disse:

      Bem como o Artur Elias fala, não há nada de errado em ser utópico, pois é almejando a utopia que evoluímos.

      Imagina se uns utópicos nunca tivessem sonhado com o fim da escravidão? É correndo atrás da utopia que vamos pra frente, mesmo que nunca a alcancemos, obtemos mudanças cruciais para o bem-estar de todxs.

      • Laura disse:

        Além disso, mesmo que os ciclistas tenham carro, isso não significa acreditar que a cidade deve se responsabilizar pelo estacionamento do mesmo usando o espaço de praças da cidade.

        Em Bogotá, cidade bem real, a utopia transformou o espaço de estacionamento de muitas ruas em ciclovia…

  6. suzete signoretti da silva disse:

    NÃOÃOÃOÃOÃOÃOÃOÃOÃOÃO… quem freia isso? nós só nós, prq ainda nada foi feito para impedir? SOCORRO, VAMOS LA, UM ABAIXO ASSINADO, ALGO TEM Q DAR…

  7. felixalbers disse:

    Essa é a merda de não ter transporte público decente. Para chegar na orla revitalizada as pessoas vão de carro. E em algum lugar os carros tem que ficar. Pelo menos não é na orla em si.

    • Marcelo disse:

      É, mas é o mesmo arquiteto que está planejando a revitalização da Orla. Tenho muito medo.

      E passar ônibus na Av. Beira Rio nem pensar, né? Isso garantiria acesso de muita gente lá, mas lembrando de um certo secretário do governo, que agora é candidato a vereador, provavelmente este é um público “menos qualificado” do que quem iria de carro.

  8. disse:

    Tá difícil, galera. Moro aqui do lado e já prevejo que essa obra vai dificultar meus deslocamentos (só ando a pé e de bike). Sem contar os inúmeros eventos culturais que ocorrem na praça, e que vão ser brutalmente limados do seu espaço, pra poder caber mais carros PARADOS. chego a ficar com dor de barriga pensando nessa “revitalização”. não quero shopping, não quero prédio, não quero essa “qualificação”. mudei pra cá justamente por entender a riqueza da tranquilidade que essa ponta do centro tem! que raiva!!! já não basta a prefeitura colocar minha vida em risco não me dando condições pra andar na rua, ainda vão destruir minha paz!

    • Jo disse:

      Eu saí dai porque não agüentei os mega merda de projetos sem discussão desta anti gestão municipal

    • Josieli Fraga disse:

      Pois eu tbm estou muito preocupada, pois moro em frente a Praço Julio Mesquita! Junto do movimento Viva Gasometro estamos tentando ver o tal projeto, mas ate agora ninguém nos mostrou nada!
      Fica aqui meu contato Ge, para ver o que podemos fazer para que essa revitalização não venha ser uma dor de cabeça para nós moradores!

  9. Rodinei Bernardini Porto disse:

    Há tempos eu venho falando e cada vez mais me convenço disto, de que a cidade de Porto Alegre está indo na contramão, em relação as cidades que estão trilhando um caminho na direção da sustentabilidade e com políticas públicas voltadas para as pessoas. Ao contrário de cidades europeias e até mesmo de cidades Latino Americanas como Bogotá na Colômbia, aqui em Porto Alegre, a cada dia que passa os espaços que antes eram destinados aos cidadãos desta cidade, estão sendo transformados em espaços privados, destinados a poucas pessoas, os condutores de veículos automotores, ou seja, esta cidade está cada vez mais voltada a valorizar e incentivar a cultura do automóvel, criando estacionamentos em espaços que antes eram destinados aos pedestres.

    Infelizmente, vivemos em uma cidade que não é amiga da bicicleta, que não é sustentável e que tem sérias dificuldades em promover as mudanças necessárias para inserir a bicicleta como modal de transporte urbano sustentável. Quem ler o Plano Diretor Cicloviário Integrado, var ter a impressão de que a cidade de Porto Alegre não é amiga da bicicleta e sim dos automóveis, pois chega a ser ridículo o número de quilômetros, ou melhor, o número de metros de ciclovias implementadas de fato desde a publicação do Plano Diretor Cicloviário Integrado(2009), se comparado com os 395 km de vias passíveis de receber ciclovias e ciclofaixas constantes nele.

    Portando, não podemos esmorecer, pois a luta ainda vai ser dura e longa, para conquistarmos a cidade dos nossos sonhos, uma cidade voltada para as pessoas, com grandes investimentos em transporte coletivo e que restrinja o uso do veículo automotor valorizando e incentivando o uso do modal bicicleta nos deslocamentos diários.

  10. Acredito que restringir é um termo muito forte meu caro amigo Rodinei, mas acredito que se tivermos pessoas inteligentes na Prefeitura verão que não podemos continuar caminhando na contramão da historia; então está em nos colocar lá pessoas com este perfil.
    Tens razão o mundo caminha para as cidades amigas das pessoas deixando o carro de lado.
    Podemos facilitar os carros em avenidas e ruas que não sejam como a orla do rio lugares privilegiados onde deveríamos poder deixar nossos filhos e netos brincando com tranqüilidade sem ficar preocupados como acontece hoje no Marinha do Brasil, porque algum carro dirigido por um louco, pode subir na calçada descontrolado e machucar as pessoas.
    A EPTC vê isto todos os dias na Edivaldo Pereira Paiva e não faz nada, não multa lá, simplesmente saiu de lá abandonou o controle desta artéria, para facilitar a correria dos carros ou por completa falta de inteligência.
    Moro na Zona Sul de Porto Alegre e fico estarrecido como muitas pessoas precisam do carro para ir numa loja muito perto das suas casas e precisam parar praticamente dentro dela ou na porta ocupando a calçada totalmente.
    Falo de casos concretos que podem ser vistos por qualquer pessoa a diário na Avenida Wenceslau Escobar, está tomada por carros nas calçadas e no horário após as 18 horas piora muito, deixando praticamente os pedestres caminhando pela rua arriscando a suas vidas.
    Tenho ligado repetidas vezes para a EPTC requerendo atitudes deles e sempre repetem a mesma “lenga-lenga”, que mandarão alguém só que este alguém, nunca chega; quando volto para reclamar me falam que estão atendendo uma ocorrência.
    Nem a autoridade de trânsito que trabalha das 8 as 12 e das 13 as 18 na cidade, faz alguma coisa.
    Em Porto Alegre, volto a repetir não faltam estacionamentos, falta vontade de ser gente educada, parando os carros nos locais que estão disponíveis com esta finalidade. A EPTC de foram ilegítima não faz ciclovias para deixar a faixa de estacionamento para os motoristas de carros, contrariando o plano cicloviário e ainda tem gente que reclama. E falta de vergonha na cara.
    Nos trabalhadores, empresários, profissionais liberais, obreiros que a diário vamos aos nossos trabalhos de bicicleta e que usamos o carro unicamente para viagens com a família ou ainda que não o usamos nunca, estamos totalmente descontentes e percebemos que só com mudanças profundas em todos os setores da Prefeitura, fazendo que cada Secretaria assuma as suas funções de criação, com muito trabalho, dedicação e honestidade poderão ser melhorado o setor da mobilidade urbana. E mais, a falta de mobilidade urbana faz com que cada dia a segurança pública fique mais comprometida porque o cidadão de bem, pelas dificuldades impostas a ele, se retira das áreas públicas abandonando estes locais aos predadores e delinqüentes que pululam nos parques e locais públicos da cidade. Estamos cansados de tanta barbárie com quem faz para cada dia Porto Alegre ser melhor. Abraço e saúde a todos. Martinez

    • Rodinei Bernardini Porto disse:

      Realmente meu caro Martinez, a EPTC deixa muito a desejar, não cumpre um de seus principais papeis, que seria o de promover a educação no trânsito. Eu já perdi a conta de quantas denúncias fiz sobre os fininhos que recebo, de ônibus e lotações, ao pedalar pelas ruas de Porto Alegre, ao longo de mais de vinde anos de uso da bicicleta. A EPTC é ineficiente na promoção do compartilhamento das vias, pelos veículos automotores e a bicicleta.

      A bicicleta é vista pelos condutores de automóveis como intrusos na via, quando o próprio Código de Trânsito diz o contrário, que a bicicleta é um veículo de tração humana e como tal deve andar sobre a via, junto ao meio fio. Aí vem um imbecil motorizado e lhe xinga, pelo motivo de você estar andando de bicicleta no lugar certo que é sobre a via e não sobre a calçada.

      Portando esta é uma das principais falhas da EPTC, não conseguir promover uma educação que realmente tenha efeito sobre a massa de motoristas desta cidade. Você tem razão, os órgãos públicos são muito ineficientes.

  11. andre gomide disse:

    Martinez, disse tudo.
    Não tenho coragem de escrever uma linha depois da sua explanação.
    Estou de saco cheio com essa prwefeitura de MER>DAAAAAAAAAAA, desculpe-me.
    Não aguento mais ligar para o 118 e sempre ter uma desculpa.
    Está na hora de uma ação civil pública quanto ao mau funcionamento deste órgão. Só não venha o prefeito dizer que é oportunismo. CHEGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

    Chega de perder espaço na cidade….. que MERD>AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
    Esta cidade tb é minha…. nasci aqui.
    Desculpe-me, mas fico irritado com tudo isso.

  12. andre gomide disse:

    Colegas como faço para publicar uma matéria sobre os servidores que utlilizam a bicicleta como transporte e o apoio que a administração do TJ/RS tem dado para nós?
    É do nosso informativo on-line e já tenho autorização do mesmo.

  13. andre gomide disse:

    enviei para vc artur.
    obrigado

  14. Pingback: E pro pedestre, sobra o que? | Vá de Bici

  15. Margareth disse:

    Acho que o problema não é criar estacionamentos em vez de praças. O número de veículos em circulação vem aumentando e o número de vagas para estacionamento público estacionou há anos. O problema é não haver investimento em transporte público de qualidade, como metrôs, para que a população tenha auternativas ao uso de veículos. Comparar Porto Alegre ou qualquer cidade brasileira (inclusive as que têm metrô) com países europeus chega a ser piada. Lá eles usam metrô para tudo.
    Acho que há sim necessidade de mais estacionamentos, e quem passa nos fins de semana pela usina do Gasômetro, atolada de veículos estacionados em qualquer lugar dos pobre coitados que tentam desfrutar do parque, entenderão bem o que digo. A grande maioria mora longe e não tem muita alternativa. Ou vão de carro ou penam horas em ônibus lotados.

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