Pedalando na calçada: polêmica e etiqueta.

Por um lado, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é bem claro: andar de bicicleta na calçada só é permitido se for autorizado pela autoridade de trânsito e sinalizado de acordo (artigo 59). Por outro lado, fica a dúvida sobre a quem a lei se aplica, pois certamente quem fez e aprovou a lei não quer que crianças pequenas, ou idosos com os reflexos reduzidos, andem junto aos automóveis em vias onde a velocidade máxima é 60km/h, não é mesmo?

O problema é que o CTB parte do pressuposto de que existe fiscalização e que os demais artigos do código são respeitados pelos condutores de automóveis, garantindo a segurança dos usuários de bicicleta. O CTB exige que os veículos automotores reduzam a velocidade (artigo 220) e mantenham 1,5m de distância (artigo 201) ao ultrapassar uma bicicleta, dêem preferência ao ciclista (artigos 29, 38 e 214).  Se estes itens fossem respeitados, não seriam necessárias ciclovias, ciclofaixas e até mesmo crianças poderiam pedalar pelas ruas. Mas a realidade está longe disso.

Em Porto Alegre, e creio que em quase toda grande cidade brasileira, o Código de Trânsito brasileiro não existe na prática. Os automóveis não respeitam nem o limite máximo de velocidade das vias, as faixas de segurança, e outras infrações consideradas gravíssimas pela legislação, o que dirá de infrações “menores” como tirar fina de ciclistas e fechá-los contra o meio-fio. A fiscalização é praticamente inexistente, são raros os casos no Brasil em que motoristas foram multados por colocar em risco a vida de quem usa a bicicleta.

Dentro desta realidade precisamos, para a nossa segurança e conforto, ter uma interpretação flexível do CTB no que diz respeito à bicicleta. Por isso vou tentar fazer uma lista de situações e condições nas quais é recomendável pedalar pela calçada e como é possível fazer isso sem desrespeitar ou ameaçar os pedestres.

Abaixo algumas idéias de etiqueta para quem pedala pela calçada:

  • Sempre que for andar de bicicleta pela calçada, ande em baixa velocidade, numa velocidade comparável à de um pedestre caminhando. Se sua bicicleta possuir marchas, use a mais leve;
  • Dê sempre preferência ao pedestre. Assim como o carro intimida um ciclista, uma bicicleta pode intimidar e até mesmo machucar um pedestre;
  • Tenha visão além do alcance, antecipe os movimentos de pedestres. Mantenha a distância de pessoas, animais de estimação, pedale o mais distante que puder de portas de prédios e esquinas, de onde uma pessoa pode sair sem avisar;
  • Pedale somente em calçadas que possuam trânsito pouco intenso de pedestres, não seja um incômodo;
  • Em calçadas mais estreitas, pedale somente se não houver trânsito algum de pedestres, e mesmo assim em velocidade ainda mais baixa;
  • Ao atravessar uma rua tenha muito cuidado, se for muito movimentada, desça da bicicleta e atravesse empurrando-a;
  • Seja simpático, ao invés de usar a sua campainha, use a sua voz para pedir licença aos pedestres.

Situações nas quais pode ser bom andar na calçada:

  • Pessoas que estão aprendendo a andar de bicicleta, crianças e pessoas com reflexos reduzidos estarão mais seguras pedalando na calçada;
  • Em vias de trânsito rápido, se você estiver pedalando a baixa velocidade, andar pela calçada provavelmente é uma boa idéia;
  • Em vias onde a pavimentação for muito ruim (como calçamento de pedra irregular), se houver pouco ou nenhum trânsito de pedestres no passeio;
  • Quando para seguir o fluxo das ruas for necessário fazer uma grande volta, se houver pouco ou nenhum trânsito de pedestres no passeio.

Provavelmente existem mais itens que podem ser acrescentados a essas listas, conto com as sugestões de vocês.

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36 respostas para Pedalando na calçada: polêmica e etiqueta.

  1. Francisco disse:

    Na calçada não pedale, desça da bike e a empurre

  2. Rodrigo Tolio disse:

    Cara eu concordo com quase todos. Exceto pelo ultimo motivo. Acho que se você quer atalhar pela calçada, deve fazer como um pedestre.

    • Marcelo disse:

      Não havendo trânsito intenso de pedestres, eu não vejo um bom motivo para não se pedalar pela calçada. Ruas de mão única foram feitas para automóveis e é inusto pedir que bicicletas sigam os mesmos trajetos.
      Eu por exemplo moro na altura da Ramiro Barcelos antes de chegar na Independência, no Bom Fim. Se eu venho pela 24 de outubro e quero chegar em casa, eu teria que pegar a Miguel Tostes, descer toda a lomba, pegar a Vasco da Gama e subir toda a lomba de novo. A minha opção é ir até o final da 24 de outubro e dobrar à esquerda na Ramiro (que é contramão) só que vou pela calçada, que é muito larga e possui pouco trânsito de pedestres.

  3. sara disse:

    hoje eu passei super rápido ali pela José do Patrocínio, onde teve o atropelamento, e ao lado das bicicletas no chão tinha outro stencil dizendo algo do tipo “respeite a via, pedale na calçada”. Não tenho certeza pq passei com pressa, mas alguém mais viu o que tá escrito ali?

  4. Ando pela calçada quando é necessário, sem remorso e sem agressividade. Parabéns ao post, isto é conviver com a realidade. Quem ache ruim andar na calçada, que ande na rua; sem problema. Chega de ficar tentando impingir nos outros, as próprias crenças. Enquanto a certo ou errado, desde o ponto de vista legal, tem tantas coisas erradas nas ruas muito mais perigosas e graves para serem solucionadas, que acredito que a bicicleta seja o menor dos problemas. Nunca tive um problema na calçada, só que como diz o post, trafego nela de forma quase imperceptível e amigável; dando sempre a prioridade ao pedestre em toda e qualquer circunstância. Acho que civilidade na calçada é o que falta nas ruas conosco e que sempre estamos reclamando. Alguns dias atrás, um grupo de sete ciclistas invadiu a praza da Tristeza as 19 horas, andando no meio dos passeios e sob a grama, de forma agressiva e fazendo estripulias de forma a intimidar os pedestres. Passaram pela parada de ônibus na Wenceslau Escobar de forma a deixar as pessoas que ali estavam temerosas de serem atropeladas. Estes se comportaram como verdadeiros marginais e se eles lêem este post que bom, para saberem que o comportamento deles foi reprovável, detestável e delinqüente. Senti na hora uma repulsa muito grande, pelo comportamento de pessoas pelas quais já lutei muito, para serem respeitadas no trânsito e que em cinco minutos conseguem sujar as bandeiras de uma causa, muito justa e séria. Desculpem os amigos, mas a minha raiva com estas atitudes que denigrem o movimento ciclista e muito grande. Saúde.

  5. heltonbiker disse:

    Concordo plenamente com o que foi escrito, ótimo texto com um ótimo tom.

    Para complementar a última recomendação do primeiro bloco, “Seja simpático, ao invés de usar a sua campainha, use a sua voz para pedir licença aos pedestres.”, frases diretas como “desculpa”, “muito obrigado”, “pode passar!”, “oi, tudo bem?”, e outras do tipo costumam causar uma ótima impressão e diminuir bastante o clima de ameaça e intimidação que, inevitavelmente, acaba surgindo quando qualquer coisa com rodas está em cima da calçada.

    Tenho percebido que os pedestres em geral não se importam com a presença de bicicletas na calçada, exceto quando o ciclista pedala de forma imprevisível e/ou assustadora.

    • disse:

      òtimo comentário! eu sempre peço desculpas aos pedestres, mais como uma forma de “forçar” uma interação humana do que por me sentir culpada, e funciona! as pessoas sorriem de volta, e se dão conta que você não tá ali pra atropelar ela, mas sim tá sacando que aquele espaço é de convivência!
      lindo post.

  6. Janaina disse:

    é, simpatia é!!!
    eu incluiria fugir dos ônibus como um bom motivo pra ir pra calçada

    • peter disse:

      ja faz tempo q esse cara escreveu isso, eu gostaria muito de andar somente na via de rolamento, mas na pratica nao da mesmo, moro em campinas e em certas situaçoes se eu fizer isso eh morte na certa, onibus e caminhoes nao respeitam mesmo, na pratica, digo, na realidade aqui onde moro nao da pra andar apenas na rua, as vezes sou obrigado a ir pra calçada

  7. andre gomide disse:

    Eu tento andar na via o maior tempo possível, mas reconheço que em determinados momentos tb circulo na calçada, mas a preferência tem que ser do pedestre, pois eu é que sou um “corpo estranho”. Mas sempre tem aqueles que extrapolam.

    off post… domingo vou a Tarumã de bike, alguém se habilita?

  8. Luisa disse:

    Ótimo post, mas essa parte me deixou de cabelo em pé: “Seja simpático, ao invés de usar a sua campainha, use a sua voz para pedir licença aos pedestres.”

    O ciclista não tem que pedir licença pro pedestre, tem que ESPERAR ele passar primeiro e se estiver perto demais até pedir desculpas. A calçada é lugar do pedestre, o ciclista tá pegando emprestado. O pedestre já é o que mais sofre no trânsito, é o mais frágil e sua passagem é cada vez mais dificultada. Pelo menos a calçada é preciso deixar para ele em primeiro lugar, de verdade. Então ciclista não pede licença pra pedestre, espera ele passar primeiro.

    Pra mim pedelar na calçada só é legal quando não tem pedestres nela. Na calçada deveria ter uma lei do 1 metro e meio pro ciclista manter do pedestre também.

    Eu sou ciclista e pedestre e já fui quase atropelada por ciclistas muitas vezes.

    • marcelo disse:

      concordo com o post, e apoio a idéia que não precisa pedir licença. A calçada é do pedestre, se quer passar desça na rua e volte e frente. ou desvie.
      Ja estive na frança (onde pode-se livremente andar nas calçadas) e alemanha (onde não pode andar nas calçadas). E pude ver dois exemplos de como funciona o sistema se ele oferece condições. Na frança tem bastante infra para bikes, e onde não tem as calçadas são em geral largas e o ciclistas são totalmente responsáveis (99% – sempre tem uns nó cegos). Na alemanha, hunnn é covardia, infra para bike é pornográfica. Onde não tem (raro) a preferência na rua é absoluta para o ciclista. Mas não pode pedalar na calçada, e por tem até multa para quem pedalar na contramão da ciclovia.
      Enfim voltando ao post, muitas e muitas situações uma pedalada de leve pela calçada é tranquilo.

    • Marcelo disse:

      Oi Luísa, se quase foste atropelada por ciclistas na calçada é porque eles não estavam tomando o devido cuidado e talvez andando a velocidade elevada demais para o passeio.

      Quando eu digo “pedir licença” não quero dizer algo tipo gritar de longe para a pessoa sair da frente, mas falar em tom de voz normal, quando estiver próximo a pessoa. Várias vezes já fiz isso, quando tem um grupo caminhando pela mesma calçada que eu, ocupando toda largura do passeio. Eu fico na mesma velocidade do grupo, atrás deles, e se eles não me virem e eu peço licença, e as pessoas sempre sorriram e deram um passinho pro lado, e eu agradeço e passo em baixa velocidade. Isso não causa sofrimento nenhum para o pedestre, é cordialidade entre pessoas.

  9. Concordo com o artigo. Da minha parte, se o trânsito apertou, solto e vou caminhando, empurrando a bicicleta. Mas não se pode exigir o mesmo de iniciantes, crianças e idosos.

    Faço esforço interno para compreender quem anda na calçada, apesar disto me incomodar quando estou caminhando. Especialmente quando tenho que ir para a grama para que a bicicleta passe na calçada pavimentada. Sabiam que na zona sul existem grupos que fazem rali de calçada? Não é brincadeira… inclusive usam este nome mesmo. Se a coisa não for controlada, estaremos impondo ao pedestre o que os carros nos impõem. Por isso concordo com o artigo: usem a calçada, mas com respeito ao pedestre.

  10. Olavo Ludwig disse:

    Outro bom motivo para andar na calçada é quando a prefeitura pintar ela de vermelha….:))…só uma brincadeira de mal gosto…mas gostei da postagem mesmo!
    Poderia incluir na lista quando o ciclista está conduzindo crianças.

  11. Olavo Ludwig disse:

    Lembrei de mais um motivo que eu sempre falo para as pessoas. Sempre que a pessoa que está pedalando não se sentir segura o suficiente para pedalar na rua.

  12. Eduardo disse:

    Não pedalem na calçada, sejam vocês hipsters ou idosos. RESPEITEM O PEDESTRE, POR FAVOR!!!

  13. Aldo M. disse:

    Quando há pedestres na calçada, é complicado. Por menor que seja a velocidade e o cuidado, quase sempre irá causar-lhes incômodo. Mas mesmo um tanto contrariado, eu pedalo, na falta de opções razoáveis. No máximo, faço um “plim” fraco, bem distante do pedestre, para ele não se assustar quando eu chegar mais perto.

    É preciso muita atenção para transitar acima de 10 km/h. A mais de 15 km/h, nem pensar. É muito perigoso ser atropelado por algum carro que entre ou saia em velocidade de uma garagem, só porque o motorista não viu ninguém nas proximidades. Assim como se pode atropelar algum pedestre que faça movimentos bruscos achando que só há outros pedestres em volta.

    Pelo que sei, crianças até 12 anos podem sim andar na calçada. E patins e skates devem obrigatoriamente andar na calçada, pois são considerados brinquedos (deve ser porque assim não se irá considerá-los nos projetos de ciclovias, que precisariam ser mais largas).

    Em termos práticos, transitar de bicicleta na calçada deve ser exceção. Mesmo porque oferece pouca vantagem em relação a simplesmente caminhar.

  14. Fabio Lazzarotto disse:

    Durante a Massa Crítica, JAMAIS, em situação nenhuma, andar sobre a calçada. Sexta-feira parecia corrida de bicicleta nas calçadas.

  15. Enrico Canali disse:

    Muito bom o texto. Lúcido e atento à realidade. Procuro quase sempre andar pela via de tráfego, deixando a calçada para último caso. Mesmo assim, quando é necessário pedalar ali, vou devagar e procurando interagir simpaticamente com os pedestres.
    Quando a rua for de mão única e eu quiser andar no sentido contrário, mesmo assim evito a calçada e vou pela via de tráfego. O Marcelo falou muito bem quando disse que ruas assim são feitas pensando nos automóveis e é injusto pedir que ciclistas sigam essa regra. É mais arriscado pra mim, eu sei, mas com atenção nunca tive problemas por isso.

    • Marcelo disse:

      Acho mais arriscado andar na contramão do que em cima da calçada, até mesmo para pedestres, que não olham para a contramão antes de atravessar a rua. Nunca ando na contramão.

  16. Marina disse:

    Eu ando pela calçada na rua Vasco da Gama, caso contrário teria de dar uma volta muito grande para chegar ao meu destino. Já tentei andar pela rua na contramão e quase me acidentei. Sendo assim, acho mais seguro andar pela calçada, ando devagar e nunca tive problemas. Quando é preciso pedir um licença as pessoas sempre agem com muita boa vontade, dando um passo pro lado e as vezes dando um sorriso. Realmente não vejo risco de andar de bicicleta pela calçada, é só ter bom senso de andar em uma velocidade menor.

  17. Sempre que me sinto ameaçado pelo trânsito quando estou de moto, tenho a possibilidade de disparar deixando o caos pra trás (não preciso ir além do limite de velocidade pra isso…). Quando estou de bicicleta, vou pela calçada até a barra aliviar (não tenho como competir com automotores, nem em tamanho, nem em força e nem em velocidade). Se houver muitos pedestres, eu desço e caminho um pouco, mas a maioria das vezes, não há quase ninguém pelas calçadas por onde ando. Agradeço sempre que um pedestre abre passagem e nunca forço para que o façam.
    Cuidado necessário com a vida dos demais e responsabilidade não deveriam necessitar dos impeditivos da lei.
    Saudações e cortesia a todos!

  18. Parabéns pelo bom senso do post!

  19. Aldo M. disse:

    Talvez mais polêmico ainda seja defender o direito de avançar o sinal de bicicleta. Tem muitos que são absolutamente contra.

  20. Valdemir disse:

    Amo e sempre vou amar andar de bicicleta, seria ótimo se em todas as nossas ruas e avenidas tivessem Ciclovias como outros paises, seria ótimo se nosso transito respeitasse as leis, seria ótimo se as leis funcionassem, seria ótimo se todos se respeitassem, Ciclistas,Pedestres,moto-ristas e Motocilistas mas…..Infelizmente sabemos que aui não é, e está longe de ser assim.
    Moro em São Paulo, com o transito caótico desta Mega Metrópole, sinto muito eu que não me arrisco mesmo em andar no meio dos carros como se fosse fácil e normal, porque não é! Pois
    por melhor que seja a bicicleta do sujeito ela é movida a PERNAS e não motor, então existem determinados momentos, ruas e avenidas que são impossiveis de se pedalar, é nesta hora que não sinto a menor vergonha em pegar minha bike, sair da rua e subir em uma calçada e seguir caminho por ela até poder voltar para a rua.
    Não vejo o menor problema de andar de bicicleta pela calçada, pois sempre ando devagar ao extremo, com cuidado e com respeito ao dono do espaço que é o pedestre, quando a calçada está lotada desço da bike e vou empurrando, é muito simples de conviver, basta ter uma coisa muito básica e simples EDUCAÇÃO .
    Infelizmente bicicleta qualquer um pode ter, assim como carta de motorista e carro, ai a maioria paga pela ignorancia, falta de noção e educação de uma minoria que nem deveria existir no planeta, tipo alguns sujeutos que não tem a menor noção de como andar de bike, sem camisa de boné, pulando em tudo que é lugar,tirando fina dos outros, sendo bem mal educados,sempre com aquela cara de nóia e no celularzinho escutando bem alto o Funk da moda, enfim um BANDO de pessoas que degrinem a imagem do bom ciclista! E tem muito ciclista também todo equipadinho, com bicicletas e equipamentos carésimos para se mostrar aos amigos, mas na hora de ser educado cadê a educação??? Já vi muito carinha de SPEED importada, passar farol vermelho,andarem em cilcovias e cilofaixas que são destinadas a familias e passeios como um RAIO e como se fosse uma pista de competição, sem se importar se está pondo a sua vida e a de outros ciclistas em perigo no caso de uma colisão.
    Ou seja no resumo da ópera, eu acho que com tantos problemas de falta de estrutura que a cidade fornece ao ciclista e com tanto ciclista também mal educado, acho que andar concientemente pela calçada, respeitando o pedestre seja o menor do menor dos problemas!
    Ande pela calçada sim ! Se não sentir segurança na rua, mas ande respeitando o próximo, eu vivo nos 3 mundos sou Pedestre, sou Motorista e nos finais de semana sou Ciclista 100% porém seja em qual mundo eu esteja, a minha educação para com o próximo será sempre a mesma! É aquela velha história: O MEU DIREITO ACABA AONDE COMEÇA O SEU e vice e versa, se todos seguissem isto a risca o mundo seria um lugar bem melhor de se viver!

    Um abraço e bom pedal a todos !

    • Mauricio disse:

      Bicicleta foi feita para se andar na rua. Se não for possível desça da bicicleta e empurre enquanto estiver na calçada. Se você não quer pegar o caminho maior ou contramão, deve sair da bicicleta e empurrá-la. O ato de andar na calçada está causando uma grande barreira entre o pedestre e o ciclista, não permita que esta posição se transforme numa disputa de direitos, faça o correto.

      • Marcelo disse:

        Maurício, o correto é não disputar o espaço com pedestres e não prejudicar ninguém, concordas? Em muitos casos, com muita responsabilidade, é possível utilizar a calçada sem perturbar ou prejudicar os pedestres. É sobre isto que falo neste post.

  21. silvia ballan disse:

    levo minha filha de BIKE pela calçada faz 3 anos. Vou super devagar e respeito todos pelo MESMO trajeto todos os dias
    Os pedestres já nos conhecem.

    Hoje fui crucificada por 2 mulheres que disseram que eu NÃO podia levar minha filha pela calçada NUNCA

    Tenho um BLOG e faço videos e considero tudo que for equilibrado e com bom senso

    Se vou devagar e respeito, OK
    se for pra correr , NÃO é legal

    o que eu faço?

  22. Mark Harris disse:

    Ate onde sei, o codigo de transito reza que a principio, bikes, e na sequencia, automotores.
    Quer ver os donos destes post colocarem em pratica. Rssssss
    E na calçada sim, como afirmou o companheiro, com respeito, coisa que texto nenhum justifica.
    E cuidado!!!!!!! O proximo pode ser vc, ciclista de domingo.
    abc

  23. thais disse:

    sempre ando pela calçada e sempre vou andar, porque MINHA SEGURANÇA está em primeiro lugar!
    sem condições de andar nessas ruas loucas do Brasil. as estradas desse país NÃO têm estrutura

  24. Greg Candalez disse:

    Sou de São Paulo, e vou e volto de bicicleta do trabalho há muito tempo. Só uma vez que chiaram por que pedalar na calçada – e foi uma pessoa idosa; nunca mais. Percebo que as pessoas não se importam mesmo – é só você pedalar com cuidado e ir devagar, sempre parar e dar preferência pro pedestre passar, especialmente idosos e crianças (só parar no cantinho da calçada e esperar). Eu gostaria de poder pedalar pelo asfalto, como exige o código de trânsito (é mais livre, é mais liso e dá pra ir bem mais rápido), mas numa cidade como essa em que o tráfego é competição pela vida, é simplesmente impraticável correr o risco de ser atingido por um desses péssimos motoristas, apressados e egoístas. O código de trânsito também prevê que as bicicletas podem, sim, andar pela calçada se não houver ciclovias, ciclofaixas e se a bicicleta estiver devidamente sinalizada e o cicilista for com cuidado. Cabe todo mundo na cidade ❤

  25. peter disse:

    na pratica entao, considerando q eu gosto da minha vida e zelo por ela, eu deveria abandonar a bike e ir de automovel ou me estressar dentro de um onibus?! NAO, eu vou de bike seja onde for, de preferencia nao debaixo da roda de um caminhão.

  26. Rômulo disse:

    Foi bom ter lido esse texto. Gostei. Me pareceu de bom senso. Hoje eu estava pedalando pela calçada e um outro ciclista que passava pela pista de rolamento me gritou: “Sai da calçada!”. Me deu raiva… Será que ele pagaria minhas contas ou de minha família caso eu me acidentasse ou morresse?

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