Redefinindo conceitos.

Queridas pessoas muito lindas,

Os meios de manipulação e a doente sociedade nos ensinam como é o mundo. O porém é que só iremos começar a conhecer a realidade quando aprendermos por nós mesmos a ver e analisar a vida como ela é.

Entre a teoria e a prática ha um Grand Canyon.

Um cidadão comum olha o noticiário e pode ficar com muita raiva das pessoas que a emissora quer que os espectadores sintam raiva. Ele próprio se sente bem consigo mesmo pois segue as regras que são impostas a ele. É um bom samaritano. Uma ovelha fiel ao atual sistema cruel, competitivo e escravocrata.

Hoje um cidadão comum, funcionário da empresa Unibus, motorista da linha 394, ônibus número 3097 passou a centímetros do guidão da minha bicicleta, em alta velocidade, na Avenida Presidente João Goulart em frente ao Gasômetro às 11:25. Alcançei ele na primeira sinaleira com muita facilidade e ele me explicou que eu não tinha nada que estar de bicicleta na rua.

Eu nem estou caminhando pelado por aí e já sou considerado um delinquente a ser adestrado através de ameaças de vida.

Quem será o delinquente, o ciclista pedalando feliz e faceiro ou os motoristas que não respeitam a vida que ha fora do veículo em que estão confinados?

-> O caminho é simples. Descobrimos a empresa pesquisando o número da linha aqui: http://www.eptc.com.br/EPTC_Itinerarios/linha.asp

Depois a gente descobre o telefone da empresa pela internet e liga relatando a ocorrência, o número da linha, do ônibus, a hora e o lugar. Me garantiram que o funcionário sofrerá penalizações e que serei relatado sobre isso em 5 dias. É simples, necessário e funciona.

Mesmo que o motorista alegue que não tinha conhecimento das Leis que protegem o ciclista ele ainda é um delinquente pois a ignorância é um dos pilares da delinquência.

E o estado como pode por qualquer pessoa atrás das grades se não respeita as Leis e a Constuição que ele próprio inventou? Artigos da Constituição e as Leis que estão sendo ignoradas levam a construção, manutenção e piora de cidades que extraterrestres e as crianças do futuro irão perceber como nós percebemos o Coliseu de Roma.

Milhares de caminhantes são atropelados todos os anos e estas agressões ocorrem pela delinquência tanto de motoristas irresponsáveis quanto de chefes de governo e de órgãos que controlam o trânsito que ignoram as Leis, a Constituição, o Amor e o Bom Senso. Triste é que eu já tenha escutado do presidente do orgão que controla o trânsito que os pedestres morrem atropelados por imprudência deles mesmos. Eu quase vomitei quando escutei isso.

Teoria: Pedestres depois ciclistas tem a preferência.

Prática: Os carros tem a preferência.

Entre a teoria e a prática ha muito desrespeito, muita delinquência.

É o que penso e sinto neste momento.

Beijos com Amor,

_/\_

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19 respostas para Redefinindo conceitos.

  1. Aldo M. disse:

    Acho lamentável o que aconteceu, Klaus, principalmente por não ser uma situação isolada. Mas,
    para mim, o principal responsável é sempre o dono da empresa que lucra com a “pressa” de seu
    motorista.

  2. Lucas disse:

    Bela iniciativa, Klaus. Tem que denunciar mesmo, senão não acontece nada com o safado.

  3. Jeferson disse:

    Esse é o método Chaves de resolver problemas: o patrão exige pressa do motorista; o motorista desconta no ciclista; o ciclista desconta no pedestre; o pedestre desconta nos cachorros; os cachorros amam todo mundo.

  4. lobodopampa disse:

    “na teoria, não existe diferença entre teoria e prática;
    na prática, existe.”

    😉

    (não lembro o nome do autor)

  5. Hélder Quadros disse:

    Galera, quando vejo algo do tipo eu denuncio, eles até já tem meu CPF lá no 118, se estou dentro do ônibus (o que é raro) e vejo que um ciclista foi ultrapassado de forma irregular eu ligo e denuncio e quando sou pedestre também denuncio os ônibus, mas quando são carros fazendo isso não sei o que fazer.

    Mas confesso que quando tiram finos de mim geralmente no trecho que passo no fim da Oswaldo e começo da Protásio (espaço de umas 6 quadras) fico triste com a situação, muito triste, as vezes tenho a oportunidade de conversar com o motoristas e o argumento deles sempre é que devo ficar mais próximo do meio fio, então explico que é mais arriscado fazer isso, eles entendem quando explico (sempre faço com calma), penso que quando faço isso estou ajudando a educar ele, talvez nesse dia ele não tire mais finos e dependendo se eduque.

    Mas no final das contas sempre fico triste pela falta de consideração e esse nosso sistema escravista e carrocêntrico.

  6. Grande Klaus, parabéns pela atitude cidadã, povo que não luta pelos seus direitos não os merece, como estrutura de luta se investíssemos de forma voluntária algumas horas do dia, do nosso tempo, nas nossa associações, poderíamos oferecer às companhias de ônibus e caminhões, ciclos de palestras ou até cursos para os motoristas; nos quais teríamos a oportunidade de atravessar a laguna que nos separa entre a teoria e a prática a Lívia ontem postou algo a este respeito que existe na cidade de Natal, sei que já aconteceu em Sampa e acredito que com boa vontade poderíamos fazer em POA. As empresas iam gostar, as EPTC não sei, mas poderíamos fazer isto amparados pelo Detran; numa busca de consenso sobre os problemas e perigos da bicicleta, quando atacados por veículos motorizados. Acredito que toda empresa que tem motoristas profissionais ia querer estes cursos ou palestras. Eu ia propor ao meu patrão e certamente ele ia adorar. Por favor gurizada se motivem e vamos por mãos na massa. Abraço e Saúde.

  7. Hélder Quadros disse:

    So parcero jose antonio.

  8. Eduardo disse:

    Lembrando sempre que os ciclistas não devem pedalar com bicicletas nas calçadas. Deve-se respeitar o mais fraco (pedestre).

  9. Ricardo disse:

    Pelo visto há um bando de motoristas deliquentes na empresa Unibus.Há 1 mês atrás eu denunciei um que me fechou lá perto do Bourbon Ipiranga.

  10. Hélder Quadros disse:

    eu queria saber qual o resultado dessas nossas denúncias, o Klaus disse que receberá um retorno em cinco dias, seria um bom tema para tópico aqui do vadebici, não acham?

  11. Matheus disse:

    Uso muito o 118 (hj por ex às 8h da manhã já usei) e, o que ocorre comigo é: Ligo, denuncio, me dão um número de protocolo e dizem que no prazo de 5 dias úteis o infrator vai receber uma punição ou advertência. Ligo de volta 5 dias depois e me informam que o infrator recebeu a tal punição ou advertência. Só. Sem evidências ou nada além. Particularmente duvido muito que algo de concreto esteja sendo feito por trás do 118, mas… sigo praticando a cidadania né 😛

  12. Klaus disse:

    Queridos, pela minha experiência o esquema é ligar para a empresa mesmo. Sempre que ligo me dão um número de protocolo e me exlicam o que foi feito com o motorista.

  13. Caros,

    hoje as 20:15 na avenida Diario de Noticias (avenida do Barra Shops), estava trafegando com a minha bike na via, indo em direção à última sinaleira antes da curva que liga a Diário à Padre Cacique (na verdade, aquela subida é a Pinheiro Borda), quando um taxista veem em alta velocidade atrás de mim e cola na minha traseira. Vou parando pq o sinal está vermelho e quando paro totalmente ele para muito perto da minha roda traseira. Minha reação foi somente olhar para ele, para a placa dele e mais nada.

    Entao ele começa a despejar toda a sua raiva contra a nossa “raça”:

    T- Tu não vai ficar na minha frente é?
    Eu apenas rio, não acreditando no que estava ouvindo.

    T- Essa raça de vocês é uma merda, tudo uns bunda mole.
    Mostro a minha bunda dura de tanto pedalar e rio.

    O sinal abre e ele acelera pra cima de mim. Por óbvio que eu dei passagem para ele. Sei que, infelizmente, eu não posso nada contra um carro.

    PLACA DO TAXI: IRD 0495
    IRD 0495
    IRD 0495

    CUIDADO!

  14. Aldo M. disse:

    Cada vez mais ciclistas na Inglaterra utilizam câmeras, duas até, e fimam todos os seus deslocamentos para o caso de ocorrer algum acidente ou incidente. É triste, mas estamos indo por esse caminho.

  15. Marcelo,

    liguei para o 118. Relatei o ocorrido, informei a placa e eles me deram o prefixo do taxi: 1081.

    O taxista vai ser notificado e ficar com um histórico de mau comportamento no trânsito. Nada de multa ou coisa parecida. Agora, qual é o efeito prático de se ficar com esse histórico manchado, eu não sei.

    abraços

  16. Se o histórico começar a aumentar, o cara é capaz de ser colocado “na rua”. Vale a pena, independente de multa, sim. Há muitos anos reclamei de um motorista de ônibus e, duas semanas depois, me mandaram mensagem dizendo que ele não se encontrava mais na empresa…

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