Sugestão para ciclofaixas – paradas de ônibus

Nota-se pelo exemplo da ciclofaixa da Icaraí que os pontos onde há paradas de ônibus tornam-se perigosos para o ciclista, já que a ciclofaixa é interrompida e facilmente pode ocorrer uma “prensada” contra o mesmo. Por isso sugiro essa fácil solução que não prejudica em nada a acessibilidade dos ônibus:

Não sou arquiteta nem engenheira. Talvez isso já tenho sido feito em outro lugar do mundo, porque é uma lógica tão simples que nem preciso explicar 🙂

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Esse post foi publicado em ciclofaixa, Plano Cicloviário, Porto Alegre. Bookmark o link permanente.

31 respostas para Sugestão para ciclofaixas – paradas de ônibus

  1. fdsbike disse:

    A proposta é prejudicial ao pedestre que embarca, e principalmente ao que desembarca. No caso de parada do ônibus o ciclista deve ceder a preferência ao coletivo, por princípio e por segurança própria.

    • Melissa disse:

      Por quê prejudica o pedestre que embarca? A calçada é estendida para que não haja desnível (questões de acessibilidade), e o ciclista deve parar para ele porque há faixa de segurança. Quanto ao que desembarca, é questão de fazer o levantamento de nível mais comprido que está nessa imagem (do comprimento de um ônibus), mas a lógica segue a mesma.

  2. Olavo Ludwig disse:

    A proposta é ótima pois o ônibus não espreme o ciclista em hipótese alguma, não prejudica em nada o pedestre, pois tem a faixa e é claro o ciclista deve dar a preferência para o embarque e desembarque. É muito mais mortal o conflito entre ônibus e ciclista do que o conflito entre ciclista e pedestre. Melissa, eu já vi este tipo de proposta por ai sim.
    Acho também muito interessante aquela que a ciclofaixa passa por trás da parada, mas pra isso tem que ter uma calçada muito larga.

  3. Fernando disse:

    Vocês não conhecem o tipo de ciclista que temos! Deixar a responsabilidade de cuidar da integridade de pedestres para ciclistas despreparados é irresponsabilidade, esta proposta nunca será aprovada.

    • taisascavone disse:

      Não é questão de aprovação, Fernando. Foi uma sugestão dada pela Melissa! Acho que se todos (que ficam dando pitaco) agissem como ela, ou seja, MOSTRASSEM IDÉIAS estaríamos muito mais longe em termos de idéias executáveis do que estamos agora. Tenho prós e contras essa idéia dela mas, Melissa, te parabenizo pela sugestão! Mais alguém com alguma idéia??

    • Melissa disse:

      Conhecemos sim. Existem motoristas, ciclistas e pedestres irresponsáveis por aí. A diferença entre eles é o poder de destruição que cada um tem. Um ciclista tem muito menos do que um motorista de ônibus, e boa parte desses curte dar aquela “fechada” fatal. Fazer uma ciclofaixa com essa proposta de levantamento de nível elimina esse perigo. Pode haver algum conflito entre o pedestre e o ciclista, mas não é um perigo de morte. Eu já colidi com uma pedestre que atravessou a rua cortando minha frente, e ambas estamos inteiras.

      • Fernando disse:

        Bom, Melissa, não vou contar todos meus conflitos com pedestres nos meus 20 anos de uso da bicicleta no transito de Porto Alegre. Temos que ser mais realistas e transigentes, e se até nosso prefeito não soube utilizar a ciclo-faixa vais queres que o cidadão comum saiba usar e respeitar pedestres? O que tu idealiza é uma mudança cultural, tua proposta pode funcionar em algum lugar do mundo, mas em Porto Alegre, infelizmente não. Saudações.

      • Melissa disse:

        O que eu tentei te dizer é que o pior é deixar a vida de ciclistas a mercê dos motoristas de ônibus. Existe a situação que o ciclista está atrás do ônibus e deve esperar o desembarque. Mas também existe a que o ciclista já está passando na frente da parada e o motorista de ônibus não espera que ele saia, fechando-o e deixando sua vida em risco. Mas tudo bem, imagino que deves ter a mesma aversão à Ciclovia da Ipiranga, já que ela fará dos cruzamentos compartilhados entre ciclistas e pedestres.

  4. Jeferson disse:

    Fernando, teu comentário é estranho. Pois fazer o quê? Deixar tudo como está?

  5. Luiz Felipe disse:

    Só usando esta ciclofaixa como exemplo do RIDÍCULO que é a Prefeitura, experimentem passar por ela depois de um dia de chuva – ou seja, umas 8 horas depois que parou de chover e VEJAM QUE O ÚNICO LUGAR QUE TEM AGUÁ EMPOSSADA É NA P*RRA DA CICLOFAIXA!!
    É sempre assim, ou não tem nada ou tem algo MUITO MAL FEITO!!!

    • Aldo M. disse:

      Não é água, Felipe. E as poças fétidas permanecem durante dias, não horas. Imagino que era um transtorno para passageiros dos carros que estacionavam ali antes de construírem a ciclofaixa.
      Para quem ainda não quis entender, a mensagem da Prefeitura é muito clara: Em Porto Alegre, lugar de ciclista é na sarjeta.

  6. Aldo M. disse:

    É muito bom ter uma representação 3D para discutirmos propostas.

    Somando a largura da ciclofaixa, os taxões e o estacionamento de carros (1,15+0,25+2,10), dá 3,5 metros. Essa é a largura de uma faixa de ônibus, o que torna necessário suprimir a ciclofaixa nas paradas.

    Então não dá para manter a ciclofaixa no espaço da parada, pois impediria o ônibus de deixar completamente livre a primeira faixa de tráfego, atrapalhado os veículos motorizados dos cidadãos de primeira categoria.

    Eu não vi esta solução em nenhum outro lugar, que eu me lembre, Melissa.

    Se a tua sugestão, por tomar 1,5m da largura acaba impedindo o tráfego numa das faixas quando o ônibus para, eu proponho assumir essa perda de uma faixa para os carros e colocar a parada à frente da passagem dos ciclistas. Assim, os ônibus nem precisariam manobrar, pois a primeira faixa ficaria rente às paradas de ônibus. É a clássica solução da parada em uma ilha, bastante adotada em cidades da Europa. Não deve servir, porém, para um autódromo de rua como o de Porto Alegre.

  7. Netto disse:

    Bom, se o ônibus ocupasse a faixa de rolamento atrapalhando o trânsito, esta ideia não daria certo. Mas se for uma faixa exclusiva pra ônibus, ai sim seria legal. O motorista não teria que fazer manobra pra parar no ponto, o que seria até um pouco mais seguro. Dai vai valer a atenção do ciclista, que ao ver o busão fazendo embarque ou desembarque, precisará parar e dar preferencia ao pedestre/passageiro. Ideia legal a sua 🙂

    • taisascavone disse:

      Pode ser, né? Se partirmos do conceito que gentileza gera gentileza, não custa dar prioridade pro pedestre por 30 segundos…

      • Aldo M. disse:

        A grande gentileza é com os usuários de automóveis, que têm duas faixas completamente desimpedidas enquanto ônibus, passageiros e ciclistas ficam negociando o espaço junto à sarjeta.

  8. Achei tua ideia genial, Melissa (se funcional ou não, só testando). Além disso, teu post me inspirou a procurar por novas [possíveis] soluções. Passarei por aqui de novo caso eu ache algo interessante e digno de nota.

  9. Em Bamberg, Alemanha, havia ciclovias que passavam na frente de paradas de ônibus e eram bem assim como a Melissa mostrou no desenho. Contudo a ideia da Melissa ganha da dos alemães pq lá eles nao botaram nenhuma faixa de pesdestres na ciclovia ou algo indicando que ali havia embarque/desembarque de pedestres. Tu (ciclista) tinha que simplesmente se ligar que quando o onibus enconstava e as suas portas se abriam, pessoas iriam descer e uma colisão poderia acontecer…

  10. nhortifolio disse:

    Bom saber que temos gente com idéias para poder discutir.
    Minhas 2 opiniões sobre esse ponto em questão:
    1 – O Aldo disse tudo ali em cima. Somos ciclistas e usuários de transporte coletivo disputando lugar na sarjeta.
    2 – A melhor solução é darmos preferência ao ônibus, amigos. Se o ônibus está te ultrapassando, reduza. Pare. Deixe ele fazer o embarque/desembarque e depois siga seu caminho.
    Belo post, Melissa.

    Abraço a todos. e feliz dia das mães.

    • Melissa disse:

      Obrigada, apenas uma obervação: há situações que o ônibus já está quase desembarcando que podemos reduzir e parar atrás dele. Mas o perigo crucial é quando o ciclista já está passando na frente da parada e surge o ônibus atrás dando aquela fechada com o risco de atropelá-lo.

      • nhortifolio disse:

        Permita-me discordar. A frente da parada é o ponto onde o Ônibus deve parar então, pela lógica, é o ponto onde o Ônibus está no sua máxima desaceleração.
        Se o ônibus te fechou nessa situação foi por que o motorista quis mesmo te matar.
        Sigo achando que o maior perigo, e o que devemos estar alertas sempre, é quando o ônibus está ao nosso lado. Aí é fazer o que disse ali em cima: reduzir, parar, esperar e depois seguir.

  11. Enrico Canali disse:

    Achei a ideia bem interessante. E a iniciativa de se pensar em algo diferente também é extremamente positiva. Parabéns, Melissa!

    Agora, pensando nos eventuais problemas, me dei conta do seguinte: pelo fato de a ciclofaixa ser elevada naquele ponto, será que as pessoas que estão esperando na parada não acabariam vendo aquela área mais como uma extensão da calçada (até por ser do mesmo nível), e acabariam esperando o ônibus justamente em cima da faixa de pedestre? Penso por mim: quando vou pegar ônibus, acabo ficando mais perto do meio-fio, até para conseguir enxergar melhor se tem um vindo ou não.

    Me preocupei em relação a isso porque as pessoas passam muito mais tempo esperando o ônibus do que de fato entrando e saindo dele, então os potenciais conflitos entre ciclistas e passageiros de ônibus aconteceriam muito mais nesse período de espera do que efetivamente no momento do embarque/desembarque.

    Não consegui pensar em uma ideia muito diferente para solucionar esse possível problema, e nem sei se ele vai existir mesmo ou não. Talvez aquela de passar a faixa por trás da parada (entre a parada e o restante da calçada) fosse interessante… Enfim…

    • Melissa disse:

      Isso certamente aconteceria. Mas eu acho melhor do que correr o risco de levar uma fechada de um ônibus nas paradas. Nada que chamar a atenção com um trim-trim e pedir licença não resolva.

  12. Aldo, olhe na rua Zollnerstrasse as paradas. Acho que olhando pelo google street view fica melhor. Olha a que tem entra a Pestalozzistrasse e a Aronstrasse. http://maps.google.de/maps?hl=de&rlz=1C1SKPM_enDE440DE440&q=Zollnerstr,+96052+Bamberg,+Oberfranken,+Bayern,+Rep%C3%BAblica+Federal+da+Alemanha&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_qf.,cf.osb&biw=1280&bih=627&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wl

  13. virtu disse:

    Eu sempre procuro pensar no que é o melhor, a solução perfeita ou quase perfeita, pois assim temos sempre boas idéias.

    O que a Melissa sugeriu é muito bom, pois teremos que apenas colocar avisos em placas ou pintados no chão para o ciclista cuidar com quem embarca e, principalmente, quem desembarca, e adicionar avisos aos pedestres para ficarem atentos ao trânsito de ciclistas.

    Ademais, também a faixa de ciclistas poderia passar por trás da parada de ônibus, para isto ocorrer a parada de ônibus deveria ficar mais próxima da faixa onde o ônibus anda, deste modo, o transito de carros particulares deverá esperar pelo embarque e desembarque do ônibus e não o ciclista.

    As placas de cuidados deveriam ser postas apenas para os ciclistas, pois estes passarão por trás da parada e ali haverá transito de pedestres que se locomoverão com destino a parada ou se afastando dela, correndo apenas risco de abalroamento entre ciclista e pedestre ao invés de ciclista, pedestre e ônibus.

    Fica o debate, mas venham com mais idéias e sugestões =)

    Abraços.

    • Melissa disse:

      Para passar atrás da parada tem que ser uma calçada larga, algo que infelizmente não é tão comum em Porto Alegre. Sou a favor dessas placas. Também poderia ser pensado alguma coisa no chão para obrigar o ciclista a diminuir a velocidade naquele ponto, será que existe?

      • virtu disse:

        Acredito que toda iniciativa para melhorar é válida, não existe um modelo que já nasce ideal, tudo vai se aperfeiçoando com o tempo =)

        Para reduzir a velocidade de um ciclista perto de um local de acesso público não sei te dizer uma solução inteligente, teria que pesquisar na internet para ver se encontro alguma coisa.

        Creio que a sinalização seria essencial, bem como, o próprio veiculo do ônibus já seria um obstáculo, mas enfim, sempre é bom ser precavido e prevenido.

        Abs.

  14. Guilherme disse:

    Existe aqui em Montréal, salvo o fato de que existe um pequeno trechinho em concreto entre a ciclofaixa e o corredor de onibus. Assim, aquele que desembarca do ônibus não cai direto no meio da pista.

  15. Aldo M. disse:

    Um alerta: para analisar uma proposta, como a da Melissa, é necessário levar em conta o entorno. Um projeto é isto. A ideia da Melissa serve para fazermos reflexões, o que é ótimo. Porém, não é possível concluir se ela é boa ou não por si só.

    Valeu, “Respeite o Ciclista”! Realmente, essa parada de ônibus é igual à sugestão da Melissa. Mas há uma diferença radical na concepção da via. A rua Zollnerstrasse utiliza um conceito novo e que deve ter passado desapercebido. Repare que não há linhas demarcando as faixas de carros. E o mais importante: não há linha central separando as faixas em sentido contrário! Não, ela não se apagou; ela foi intencionalmente OMITIDA.

    http://maps.google.de/maps?hl=de&q=Zollnerstr,+96052+Bamberg,+Oberfranken,+Bayern,+Rep%C3%BAblica+Federal+da+Alemanha&ie=UTF8&hq=&hnear=Zollnerstra%C3%9Fe,+96052+Bamberg,+Oberfranken,+Bayern&ll=49.906908,10.916084&spn=0.00051,0.001131&t=h&z=20&vpsrc=6

    A ideia por trás desse conceito é que não há garantia de faixas livres para automóveis. O motorista deve sempre avaliar se é possivel ultrapassar os ônibus nas paradas considerando o fluxo de carros no sentido contrário. A falta da linha central tem por objetivo dar INSEGURANÇA ao motorista, fazendo-o reduzir a velocidade. É uma das tantas estratégias de acalmia de tráfego, largamente utilizadas em outros países e que anda esquecida em Porto Alegre.

    Aqui nesta retrógrada administração da Prefeitura, a intenção ainda é, expliciamente, ESTIMULAR O USO DO AUTOMÓVEL em altas velocidades com faixas largas e bem demarcadas. Enquanto isso, o uso de bicicletas é desestimulado: as ciclofaixas possuem obstáculos, estreitamentos ou até somem em alguns trechos, normalmente nos mais perigosos.

    Há poucos dias, a EPTC flagrou um carro a 133 km/h na Av. Diário de Notícias. Era de se esperar, afinal a EPTC ainda utiliza o conceito ultrapassado de autopista urbana. Ou seja, ela projeta avenidas que incentivam altíssimas velocidades para depois multar. Se for intencional, é uma estratégia funesta de aumento da arrecadação. Por que não projetar avenidas que INDUZAM os motoristas a REDUZIR a velocidade? É bom lembrar que isto era feito nas gestões anteriores, quando o PT administrava Porto Alegre, e foi abandonado. Na curva da Av. Padre Cacique, após o Museu Iberê Camargo, por exemplo, as faixas haviam sido estreitadas e havia linhas transversais com sonorizadores para redução da velocidade. Foi bastante efetivo, mas sofreu críticas dos motoristas que insistiam em pisar fundo. Agora, as faixas possuem até largura extra, para que os carros corram à vontade, e a Prefeitura proclame que “não há espaço para ciclofaixas” naquela Avenida.

    Esse problema que a Melissa apresentou ainda não recebeu atenção da Prefeitura. Considero-o um dos principais e que precisa de um conjunto de soluções para uma implantação segura de ciclofaixas. A solução da Prefeitura de simplesmente desaparecer a ciclofaixa nas paradas de ônibus só poderia ser utilizada onde a velocidade da via fosse baixa e o tráfego de ônibus pequeno.

  16. Olá Melissa,

    A proposta é interessante, mas temos aqui no Rio uma solução já aplicada que acredito ser melhor. Dê uma olhada: https://plus.google.com/u/0/photos/103571220965307319535/albums/5748711897666400209/5748711899319176402

    Abs

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