Ciclofaixa do estranhamento!!!

A seguir está a matéria do jornal Zero Hora de hoje.

Onde noticia os questionamentos dos moradores do bairro sobre a abertura da Ciclofaixa da rua Icaraí.

Tenho dois pontos a comentar:

1º- Discordo da manifestação do Sr. Régulo de que a EPTC tenha autonomia para implantar ciclofaixas na cidade, não que seja uma discordância completa, mas é preciso uma adequação de contexto, poder e capacidade sim a EPTC tem de implantar as ciclofaixas, obrigação também tem, principalmente insto: OBRIGAÇÃO LEGAL DE IMPLANTAR O PDCI, isto é que a EPTC tem, se é o que o Régulo entende por autonomia. Mas não autonomia em decidir se cumpre ou não o Plano Diretor do Município, esta autonomia a EPTC não tem, não tem o poder de decidir se se cumpre a Lei ou não a EPTC!!

E seria muito mais fácil este diálogo com a comunidade, seria muito mais coerente a notícia nos jornais, se a EPTC assim admitisse e estivesse implantando o Plano Diretor Cicloviário Integrado, pela Lei 626, em sua Rede Cicloviária Estrutural, simplesmente seguindo as suas determinações legais.

Sobre esta ciclovia temos objetivamente que é inadequada, mais uma vez a prefeitura de Porto Alegre erra em fazer uma obra fora de critérios técnicos definidos e fora de padrões aceitáveis de qualidade e segurança.

A ciclofaixa da Icaraí está em desacordo com a recomendação do DNIT e é ilícita ao PDCI:
“Assim, a largura recomendada de uma faixa de tráfego para ciclistas é de 1,50 m, medida da face do meio-fio à faixa pintada no seu limite.” Pagina 123 do Publicação IPR – 740, MANUAL DE PROJETO GEOMÉTRICO DE TRAVESSIAS URBANAS.
Nota-se: “largura recomendada de uma faixa de tráfego”, largura esta a ser medida da face do meio sul à faixa pintada no seu limite!!
E segue o manual do DNIT:
“Entre uma ciclofaixa e a faixa para veículos motorizados adjacente deve ser pintada uma faixa branca contínua com 0,20 m de largura. Em alguns locais pode ser recomendado 0,30 m. Uma separação adicional de áreas de estacionamento deve ser feita com pintura branca contínua com 0,20 m.”
É ilícita ao PDCI pois também não segue o Artigo 16 desta LC 626, que determina que a ciclofaixa seja feita de acordo com as normas da SMOV constantes nos Cadernos de Encargos, há portanto uma previsão de critérios técnicos fixos a serem seguidos pela Prefeitura. Ocorre que a SMOV não regrou as as ciclofaixas nem as ciclovias, portanto há ilicitude neste ponto.
As ciclofaixas e ciclovias estão sendo feitas em desacordo com a previsão da Lei, sem normas técnicas oficiais.
Então há responsabilidade na ausência de previsão objetiva.
Neste sentido por diligência e responsabilidade a Prefeitura deveria estar seguindo as orientações do DNIT, mesmo sendo recomendações.
Pois caso contrário os técnicos, dirigentes e a administração em si, estão assumindo toda a responsabilidade de fazer uma obra por conta e risco, sem seguir qualquer padronização normativa e fora das recomendações técnicas mais amplas, no caso do DNIT.

Nota-se abaixo a má divulgação, totalmente errada da Prefeitura ao anunciar a ciclofaixa com a medida de 1,5m de largura que seria a recomendada, só que esta medida de 1,5m é a medida da ciclofaixa mais a sua borda de proteção ou entorno!

Ora alguma faixa de rodagem por acaso é contabilizada em sua medida juntamente com sua proteção ou entorno?

Ao se apresentar a medida de alguma faixa de rodagem se considera junto também dentro da largura desta faixa de rodagem a dimensão de seu guard rail ou acostamento?

Foi uma deslavada mentira a apresentação desta ciclofaixa como se tivesse a medida de 1,5m.

A medida da ciclofaixa em si é bem menor, poucos centímetros a mais de 1m.

É uma largura inadequada, insuficiente e insegura.

É lamentável que a prefeitura insista em ser tão negligente para com a segurança dos ciclistas.

2º- Não se iludam: ciclovias isoladas, inadequadas, projetos experimentais, ciclovias sem entradas e sem saídas, que levam do nada ao lugar nenhum, que não promovem demanda, não são o cumprimento do PDCI, pois este em seus Artigos 26 e 27 deixa bem claro a constituição e a definição da Rede Cicloviária Estrutural, principalmente para o exame do caso, o Inciso III do Artigo 27: – atendimento aos principais deslocamentos entre origens e destinos – geradores de demandas.

Estas ciclovia eventuais, esporádicas, feitas aleatoriamente, em princípios equivocados são fora da Lei, pois em desacordo com os Planos Diretores da cidade de Porto Alegre, que estabelecem, desde o PDDUA, Lei Complementar nº 434, Art. 6º: A Estratégia de Mobilidade Urbana tem como objetivo geral qualificar a circulação e o transporte urbano, proporcionando os deslocamentos na cidade e atendendo às distintas necessidades da população, através de: I – prioridade ao transporte coletivo, aos pedestres e às bicicletas.

A atual administração segue insistindo em procurar inverter a determinação legal de prioridades, só fazendo obras cicloviárias em espaços marginais que não prejudiquem o tráfego automotivo, nesta linha a administração se auto-impede de cumprir a Lei e deixa de implementar o Plano Diretor Cicloviário Integrado como um todo, de maneira integrada como é definido desde a sua denominação, principalmente através da legalmente constituída Rede Cicloviária Estrutural.

Nesta ilegalidade a administração pública se fragiliza e se coloca em posição defensiva ante todos os contraditórios interesses coletivos e individuais.

Se arvorando a decidir se cumpre ou não a Lei, se colocando em autonomia que juridicamente não tem, como admitido pelo Arquiteto Régulo, para decidir ciclovias e ciclofaixas aleatórias, a Prefeitura se coloca no centro de um questionamento indevido.

Pois se a Prefeitura não cumpre os preceitos do Plano Diretor, não admite a força da Lei para os seus atos, não se justifica perante a população, fica frágil e contestável, fazendo ciclofaixas inadequadas, insuficientes, ineficientes.

Têm toda a razão os moradores para criticar o estranhamento da medida desta ciclofaixa da Av. Icaraí, pois em toda a cidade, só a via deles tem um trecho isolado de ciclofaixa!!

Só que para mim já não é mais estranho a displicência desta prefeitura para com a segurança dos ciclistas.

09 de abril de 2012 | N° 17034

NOVIDADE EM DEBATE

Ciclofaixa da Icaraí gera dúvidas entre moradores

Queixas sobre espaço para ciclistas no bairro Cristal inclui pontos de ônibus e estacionamentos

Moradores do bairro Cristal, na zona sul de Porto Alegre, foram pegos de surpresa com a implantação de uma ciclofaixa na Avenida Icaraí. Eles afirmam que não houve diálogo entre a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e a comunidade, e agora restam dúvidas sobre o funcionamento do espaço.

A pintura do asfalto começou na segunda passada, para delimitar a área exclusiva de circulação das bicicletas. Para Madalena Rossler, do departamento cultural do Clube de Mães do Cristal, faltam informações para emitir uma opinião sobre o assunto.

– Estamos tentando entender o que acontecerá ali. Tem ferragem, farmácia, muito comércio, então como fica para estacionar? – questiona.

Outras perguntas se referem aos cruzamentos, às paradas de ônibus e aos setores de embarque e desembarque. Madalena garante que quem reside na região não foi comunicado previamente da novidade, por isso o espanto ao deparar com homens pintando e interrompendo trechos da via. Nesta semana, deve haver uma reunião do Comitê de Moradores do Cristal para pedir esclarecimentos ao órgão público.

Arquiteto e coordenador de projetos de mobilidade da EPTC, Régulo Ferrari admite que o tema não passou por um debate com a comunidade local, com a justificativa de que a empresa tem autonomia para implementar ciclofaixas na cidade.

– Procuramos fazer de uma maneira que favoreça o ciclista, mas sem causar prejuízo a ninguém. Não teria por que abrir um processo de discussão e demorar para implantar – diz.

Segundo Ferrari, a Icaraí foi escolhida em razão do recente recapeamento e por ter uma dimensão que permite uma ciclofaixa. A avenida será utilizada como piloto para verificar se vale a pena colocar o projeto em prática em outras ruas.

Saiba mais
– A ciclofaixa da Icaraí terá extensão de 1,7 quilômetro e largura de 1,5 metro, sentido bairro-Centro, entre as avenidas Wenceslau Escobar e Chuí. Deve ser concluída em um mês.
– O asfalto terá a cor vermelha e receberá sinalização horizontal.
– Enquanto a ciclofaixa não está pronta, continua toda a sinalização normal da via.
ENTENDA COMO SERÁ
– O coordenador de projetos de mobilidade da EPTC, Régulo Ferrari, tira dúvidas sobre o funcionamento da nova ciclofaixa da Avenida Icaraí:
Estacionamento
– As vagas serão mantidas, mas agora mais distantes do meio-fio. Entre o meio-fio e o local para estacionar, haverá a ciclofaixa – ou seja, o veículo ocupará o espaço à esquerda dos ciclistas, no sentido bairro-Centro. A divisão entre a ciclofaixa e os pontos de estacionamento será feita com duas faixas brancas e taxões entre elas.
Número de faixas
– A quantidade de faixas de circulação continuará a mesma: três, com trechos destinados a estacionamento, em que os veículos passam a andar em duas faixas. Isso será possível porque houve um redimensionamento das faixas, que eram mais largas do que o necessário. Foi reservado 1,5 metro para a ciclofaixa, e o restante foi dividido entre as três faixas. A da direita, onde transitam ônibus e caminhões, é a mais larga.
Cruzamentos
– Em cruzamentos sem sinaleiras, a preferência é do ciclista. O motorista deve ter consciência de que a velocidade da bicicleta é superior à do pedestre, devendo redobrar a atenção. O ciclista também deve tomar cuidado ao chegar em uma esquina, diminuindo a velocidade para ser percebido por veículos e pedestres. Nos cruzamentos com semáforos, será criada uma área mais larga para os ciclistas aguardarem a abertura do sinal à frente dos automóveis.
Paradas de ônibus
– Nos pontos de parada, a ciclofaixa é interrompida, e o ciclista deve parar, para o passageiro do coletivo subir ou descer diretamente no meio-fio. Há sinalização específica, e o ônibus só se aproxima da calçada quando há paradas.
Embarque e desembarque
– Funciona da mesma forma que as paradas de ônibus: o ciclista deve aguardar os veículos pararem para fazer o embarque ou o desembarque e só depois pode seguir.
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34 respostas para Ciclofaixa do estranhamento!!!

  1. Taísa disse:

    É no mínimo IMPRESSIONANTE que quem mais deveria entender de MOBILIDADE URBANA saia pela cidade semeando ciclovias ao acaso. Como se não bastasse isso, o fazem em caráter ‘experimental’? Como assim?? Qual a estratégia de PROMOÇÃO deste investimento que está saindo do NOSSO bolso para a NOSSA população??? Vai ser largar a ciclovia lá e se colou colou?? Essa falta de preparo em todas as fases de implantação de um equipamento urbano desta importância me deixa doente.
    Estamos presenciando a implantação de mais um ‘favoreco’ para os ciclistas como aquele ‘presente de grego’ que é a ‘ciclovia’ do Barra Sul que é, ao mesmo tempo calçada, pista de corrida e praça numa pavimentação mal colocada e que na sua sequencia recebe todo tipo de obstáculo digno de campos de treinamento militar com estreitamento, brita, buracos, vegetação…
    Temos uma população para conversar, temos profissionais da área disponíveis para consulta, temos um PDCI claro. Temos TUDO para realizar uma implantação de sucesso e, aparentemente temos também um ‘dono da brincadeira’ que não quer soltar a bola.

    Dia 11/04/04 às 19h30min
    Ciclo Desafios Urbanos
    Tema: Planejamento Cicloviário em Porto Alegre
    Convidado: Régulo Franquine Ferrari
    Coordenador de Projetos de Mobilidade da EPTC

    Rua General Canabarro, 363, esq. Riachuelo, Centro Histórico, Porto Alegre/RS

  2. Felipe Koch disse:

    Mas prefeitura não quer nem saber de falar de tal lei, pois teria que admitir que está descumprindo-a sistematicamente, inclusive desviando dezenas de milhões de reais já arrecadados de multas de trânsito.

  3. Sergio Surdo disse:

    Faço minhas todas as palavras da Taísa. Acredito que você deve ser jornalista. muito bom o senso crítico. Parabéns!

  4. Charles Tebaldi disse:

    Falou tudo… precisamos agir pessoal, uma ciclovia desse geito só pode ser pegadinha… vamos exigir ações claras, planejadas e queo PDCI seja cumprido. O que está sendo feito não é um favor! é obrigação, está na lei, temos que zelar pela lei e responsabilizar que assinou essa “obra” quando ocorrerem acidentes. Não precisamos de “testes”. temos um PDCI e uma lei que regulamentam isso. Que se cumpra, e seus irresponsáveis “responsáveis” que se f…!

  5. Melissa disse:

    Será mais um grande erro da EPTC se não houver diálogo com os moradores e comerciantes. Tenho medo desse caráter experimental que parecem estar tratando a ciclofaixa. Está certo que é a primeiro ciclofaixa em Porto Alegre (nem levo aquele Caminho dos Parques em conta), mas existem outros estudos de casos de ciclofaixa que ensinam para que não cometamos os mesmos erros! Por exemplo, essa ciclofaixa não tem uma pintura em “zebra” entre ela e a pista para manter uma distância mínima de 1,5 metros entre o carro e o ciclista e pra ninguém levar portada nos estacionamentos. Isso já é um consenso para os que tem experiência com ciclofaixas. A EPTC não precisa esperar um acidente acontecer pra se dar conta disso.

  6. Daniel disse:

    Me sinto contemplado com o que todos disseram aqui até agora. Não podemos ver essa ciclofaixa como um favor que eles estão fazendo, pq isso está mais para “operação tapa-buraco”.
    Ainda bem que não moro lá perto e nunca vou precisar usar isso aí. O que também não farei naquilo lá da Ipiranga.

  7. airesbecker disse:

    Dona Madalena Rossler, do departamento cultural do Clube de Mães do Cristal, a idéia da Prefeitura é que seus filhos estejam seguros para andar de bicicleta nesta ciclofaixa!!

  8. Aldo M. disse:

    Quero saber para qual velocidade foi projetada essa ciclofaixa. Nas vias principais, de maior fluxo, normalmente deve ser para 30 km/h, enquanto que nas secundárias pode ser para 20 km/h. Alguém sabe me responder?

    • airesbecker disse:

      Acho que este é mais um estranhamento!!
      Pergunta para o Régulo ou vai na reunião do IAB, se eu for vou perguntar.
      Mas acho que já sei a resposta: a ciclovia não foi feita para cicloativistas ela foi feita para ciclistas normais (que não reclamam e não fazem perguntas embaraçosas).

  9. Rudah disse:

    Cara é bem simples de entender. Estamos em ano eleitoral e os ciclistas se tornaram um incomodo aos olhos dos mequetrefes da prefeitura e seus comparas da mídia corporativa (RBS) então pra calar a boca da galera pinta uma ciclofaixa e faz um monte de propaganda dizendo que irá atender as demandas, daí ganha a eleição e bora gastar a grana do plano cicloviário com a RBS e suas propagandas inúteis pra educação do trânsito. Simples assim.

  10. waslescko disse:

    Sendo bem sincero: muita choradeira por algo que está sendo feito. Sou do tempo em que não havia ciclovias em Porto Alegre, passei muito na Av. Diário de Notícias antes da duplicação, torcendo para não furar o pneu por ali, pq nem esboço do Barra Shopping existia, mal tinha o Big.

    Não havia respeito aos ciclistas era um “fora da lei” mesmo sendo reconhecido por ela. Hoje o que mais carece em todos é um pouco de edução e saber respeitar o espaço do outro.

    Reconheço que deveser feito algo para ajudar a vida de que faz uso de sua magrela, seja para transporte, lazer ou esporte, a atual gestão deve estar começando a colocar o tal PDCI em desenvolvimento e os caras querem que faça tudo da noite para o dia.

    Hoje temos um trecho da Ciclovia da Polêmica na Ipiranga, a ciclovia trepida tudo do Barra Shopping e essa ciclofaixa que está sendo implementada, se somar tudo isso hoje deve dar uns 3km, mas quem sabe daqui uns anos, tenhamos os 150km de ciclovias e ciclofaixas e quem sabe superemos a cidade de Bogotá que tem 350km de ciclovias na cidade.

    Só digo para agradecerem pelo poder púlbico que existe em Porto Alegre, porque tem cidades, aqui da região metropolitana, que não estão nem aí para os usuários de bicicleta.

    • airesbecker disse:

      Tu achas que a idéia do poder público surgiu de uma noite bem dormida!!
      E que devemos então agradecer pela boa vontade dos nossos generosos governantes??

      Tu deves estar brincando!!
      Ou tu estas muito mal informado??

      Leia um pouco mais por aí sobre o tema!!

      • walescko disse:

        estou brincando e realmente penso que as ideias desses caras do poder publico vem da noite para o dia ou quando estão na privada.

        agora, dá-se…

    • Aldo M. disse:

      Se os usuários de bicicleta dessas supostas cidades ficarem apenas esperando as ciclovias caírem do céu, aí é que não vão ganhar nada mesmo.

      Para tua informação, waslescko, a atual gestão da prefeitura está se fazendo de louca, inclusive perante o Ministério Público, com relação a dezenas de milhões que já deveriam, por lei, ter sido investidos no Plano Diretor Cicloviário e em campanhas educativas desde 2009, mas foram desviados para outras finalidades.

      E se ela está fazendo algo é só porque, desde o infame atropelamento de diversos ciclistas em fevereiro de 2011, um grande coletivo de cidadãos porto-alegrenses têm cobrado incessantemente a implantação do PDC, inclusive com o apoio do Ministério Público Estadual.

    • Charles disse:

      Só pode estar de brincadeira WASLESCKO(será? não seria estagiário do Capelari ou do Régulo)… “Obrigado poder público por não seguir leis, ou planos cicloviários, e nos “dar” ciclovias e ciclofaixas que ligam o nada a lugar nenhum, mal sinalizadas e sem qualquer estudo (como própria EPTC alega ser um teste). Temos mesmo é que ficar calados e deixar os poderosos bobalhões tomarem conta de tudo! Obrigado! Pelo Amor de Deus! Jesus! Obrigado… Ora, se eles estão se mexendo é devido a cobrança da sociedade (ciclcistas), e convenhamos agradecer o quê!? Ou tu acha que o trabalhos da EPTC é feito por voluntários!? O salário deles é alto, senhor Capelari é um CC, e acumula 2 cargos, tu acha q temos que agradecer um indivíduo que ganha bem e não se importa com pedestres e ciclistas, além de estar se lixando para opinião de quem realmente utiliza bicicleta como meio de transporte? Oras…

      • walescko disse:

        kkkk estágiário da prefeitura de porto alegre????? kkkkkkkkk boa essa. Não conheço nenhum dos dois sujeitos citados, nem sei quem são.

        Se não está gostando, esse ano tente votar em outro candidato para prefeito, talvez assim mude o CC da EPTC.

    • Melissa disse:

      Esse é um dos males do brasileiro: ganhar esmolas do governo e achar que está ótimo, ou achar que é melhor fazer errado do que não fazer. Walescko, pesquise mais antes de falar. Essa prefeitura desvia milhões por ano, que por lei deviam ser utlizados no Plano Cicloviário, e agora está se fazendo de louca perante a investigação do Ministério Público. Essa ciclofaixa da Icaraí NÃO É UM FAVOR, é uma pequena porcentagem do que eles já deveriam ter feito.

      • walescko disse:

        alguma hora tem que começar, não importa onde.

        penso que poderia começar em qualquer lugar e sempre irão chorar…

  11. Marcelo disse:

    Como assim “A avenida será utilizada como piloto para verificar se vale a pena colocar o projeto em prática em outras ruas”?! A prefeitura vai fazer um “teste” pra ver se vale a pena cumprir a lei ou não?

    • Daniel disse:

      Eu não descartaria uma possibilidade “maquiavélica”, ou seja, que a prefeitura intencionalmente faça uma ciclofaixa “meia boca” – levando do nada para o lugar nenhum, etc. – já prevendo que terá baixa utilização, para assim justificar a não construção de novas ciclovias e ciclofaixas. Fiquemos atentos… Essa esmola que tem medo de tirar espaço do deus-automóvel pode ser um cavalo de tróia…

      • Taísa disse:

        Daniel,
        isso seria ‘do mal’ mesmo. Uma pena termos que nos precaver e pensar nessa possibilidade quando isso sim deveria ser uma ‘impossibilidade’ visto a Lei que foi aprovada e tudo o que já foi publicado e planejado.
        E continuo impressionada… como pode o governo de um povo, dar um tiro no próprio pé (se este for o caso, claro) e não perceber a quantidade de benefícios a médio e longo prazo? Como pode a EPTC ‘esquecer’ de destinar os 20% da verba de multas para o seu devido fim? Aposto que dos seus credores não esquecem de NENHUM!!!
        Mais atentos à sua observação, eu e os outros amigos que escrevem aqui, estaremos de olho no mais sutil dos movimentos dos nossos governantes.

  12. Aldo M. disse:

    Se valer a pena, como foi dito, então deveriam pelo menos terminar o serviço nessa mesma avenida implantando a ciclofaixa do sentido contrário. Das centenas de projetos que já pesquisei, não encontrei até hoje nenhuma ciclovia/ciclofaixa de mão-única implantada em uma avenida de mão-dupla.
    Se o principal objetivo de uma ciclovia ou ciclofaixa é atrair novos ciclistas, como é que podem pensar em implantar apenas o caminho de ida? Será que vai haver uma camionete da EPTC no final da ciclofaixa para resgatar os ciclistas iniciantes? Claro que não! Então, os iniciantes simplesmente não irão se aventurar em um caminho literalmente sem volta. Ou seja, a ciclofaixa está fadada ao completo fracasso para atrair novos ciclistas devido a um inadmissível vício do projeto. Ela até pode ficar bonitinha, toda pintada de vermelho, mas será completamente inútil. E, por causa disso, não servirá sequer para “verificar se vale a pena colocar o projeto em prática em outras ruas”, como foi justificado pela Prefeitura. Lamentável.

  13. Gente por favor, chamem um psiquiatra, tem Arquiteto que enlouqueceu na Prefeitura e não está sabendo; não da para acreditar a “cara de pau” do cidadão que se acha no direito e no dever de sair falando do seu “descumprimento” da Lei. Todos estes caras de pau estão gerindo uma empresa EPTC S.A. sim sociedade anônima que publicou seu balanço econômico financeiro e demonstrou de um orçamento de 51.000.000 um prejuízo de 58.000.000 ou seja a EPTC é uma empresa mal gerida e falida. que está desviando sua atenção para onde nem deveria se meter e querendo dar as cartas numa área na qual realmente não tem competência. Alguém viu o balanço da EPTC S.A. na sexta feira publicado no jornal Zero Hora ? então vejam e tirem suas conclusões.

  14. Faço das minhas as palavras da Rudah. Como ciclista ficaria extremamente feliz se não fosse tão óbvio que é uma ação MERAMENTE eleitoreira.

  15. Anderson disse:

    O pessoal da EPTC pelo menos poderia dar uma olhada como é em outros lugares do Brasil ou em outros países para não criar mais um problema desses… Basta olhar: http://www.tamiasoutside.com/2009/12/19/netto_germany/

  16. Yuri disse:

    Ciclistas pedalando pela direita desses carros estacionados. 1,5m apenas de ciclofaixa e se o passageiro do carro abrir a porta eu estiver rápido de bicicleta e não conseguir parar, eu escapo para onde? Para a calçada? Passageiros de ônibus serão atropelados por ciclistas e provavelmente ciclistas serão atropelados por automóveis nos cruzamentos, pois sabemos que vários motoristas não dão a preferência nem para pedestres, quanto mais para ciclistas. Faixa de segurança não é respeitada nem pelo transporte público em Porto Alegre, uma ciclofaixa de 1,5m também não será nem por lotações, bem por õnibus, nem por táxi algum. Tem algo de errado com os técnicos da EPTC. Esta ciclofaixa gerará acidentes e processos. Não se faz experiência quando é a segurança das pessoas, o objeto da experiência. Inclusive esta fala da EPTC na mão de um bom advogado geraria no mínimo uma ordem judicial solicitando explicações. Esta cicloqualquercoisa seria até engraçada, se não fosse trágica.

  17. airesbecker disse:

    Eu sabia que tinha treta, a ciclosargeta da Icaraí está em desacordo com a recomendação do DNIT e é ilícita ao PDCI:
    “Assim, a largura recomendada de uma faixa de tráfego para ciclistas é de 1,50 m, medida da face do meio-fio à faixa pintada no seu limite.” Pagina 123 do Publicação IPR – 740, MANUAL DE PROJETO GEOMÉTRICO DE TRAVESSIAS URBANAS.
    Nota-se: “largura recomendada de uma faixa de tráfego”, largura esta a ser medida da face do meio sul à faixa pintada no seu limite!!
    E segue o manual do DNIT:
    “Entre uma ciclofaixa e a faixa para veículos motorizados adjacente deve ser pintada uma faixa branca contínua com 0,20 m de largura. Em alguns locais pode ser recomendado 0,30 m. Uma separação adicional de áreas de estacionamento deve ser feita com pintura branca contínua com 0,20 m.”
    É ilícita ao PDCI pois também não segue o Artigo 16 desta LC 626.
    Não dá para se enganar com esta Prefeitura, é uma sim e outra também.

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