Iniciam-se obras da ciclofaixa da Icaraí

Do site da PMPA.

Ciclofaixa terá 1,7km.

A prefeitura, por intermédio da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), inicia nesta segunda-feira, 2, as obras para mais um novo espaço para os ciclistas na Capital: a ciclofaixa da avenida Icaraí. Ao todo, ela terá 1,7 km de extensão, entre as avenidas Chuí e Wenceslau Escobar, no sentido bairro-centro, localizada ao lado direito da via, junto ao meio-fio e segregada por tachões. O asfalto será pintado na cor vermelha e receberá sinalização horizontal específica para quem utiliza a bicicleta para deslocamentos.

O coordenador dos projetos de mobilidade da EPTC, arquiteto Régulo Ferrari, salienta que o projeto é a primeira ciclofaixa implantada em uma via arterial da cidade. A experiência deverá receber aperfeiçoamentos para ser implantada em outras ruas da cidade. “Realizamos diversos estudos e buscamos as melhores alternativas de segurança para a circulação dos ciclistas”.

Mesmo com a implantação da ciclofaixa, o número de faixas para os veículos automotores seguirá o mesmo, assim como as vagas para estacionamento ao longo da avenida. Em alguns trechos, onde há permissão de embarque e desembarque, carga e descarga ou pontos de parada de ônibus, serão criados recuos viários, onde os ciclistas deverão aguardar as ações dos condutores na ciclofaixa.

Segundo o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, o projeto da ciclofaixa da Icaraí foi elaborado para realizar a integração com a ciclovia da Diário de Notícias e, futuramente, com a da avenida Tronco, criando uma rede de ciclovias. “Porto Alegre abraçou a cultura da bicicleta. A cidade e a prefeitura estão dedicadas em transformar a bicicleta numa alternativa de transporte. Os debates prosseguem e nós estamos trabalhando para implantar, a cada dia, novas ciclovias e ciclofaixas”, afirmou.

Dicas e orientações para motoristas, pedestres e ciclistas que circularão nas imediações e na ciclofaixa da Icaraí

•    A ciclofaixa será junto ao meio-fio. Nos locais onde é permitido o estacionamento, este será demarcado à esquerda da ciclofaixa.
•    Haverá sinalização específica para paradas de ônibus, locais de embarque e desembarque e de carga e descarga
•    Nos cruzamentos, a preferência é do ciclista.O motorista que desejar converter à direita deve ter consciência de que a velocidade do ciclista é superior à do pedestre, devendo redobrar a  atenção.
•    O ciclista deve trafegar apenas na mão correta, usando no sentido centro-bairro a pista contrária ou a ciclovia da  Diário de Notícias.
•    Nos cruzamentos o semáforo deve ser respeitado. A preferência é do pedestre onde não há semáforo.
•    Nos semáforos onde há conversão à direita, quando o sinal abrir, os ciclistas têm a preferência, por isso os motoristas que pretendem fazer a conversão devem aguardar que todos os ciclistas passem.
•    Será criado um “box” para o ciclista aguardar a abertura do sinal à frente dos automóveis.

Atualização! Foto do início da obra:

Créditos: Eduardo Macedo

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108 respostas para Iniciam-se obras da ciclofaixa da Icaraí

  1. Francisco disse:

    ótima noticia

  2. airesbecker disse:

    Espero que esta obra o prefeito consiga ao menos iniciar !

  3. Melissa disse:

    Nossa, eu jurei que esse projeto tava engavetado! Que ótimo, hein! Uma vez eu pedalei pela Icaraí, e acredito que tem tudo pra ser uma boa ciclofaixa. A rua é bem larga e ainda nem tinha demarcação de faixas. A pista do outro sentido (centro-bairro) tem duas faixas e passa ônibus, vou sugerir que ali pintem bicicletas no estilo ciclo-rota. Aliás, esses eram os planos, eu acredito.

    Estou curiosa para ver qual vai ser a largura dessa ciclofaixa, e se vai ter uma “zebra” entre ela e o estacionamento de carros para ninguém ganhar uma portada. E também o investimento, quem chuta quanto vai custar?

    • Melissa disse:

      Outra coisa interessante de cuidar: quanto tempo a Prefeitura vai levar pra concluir.

      • lobodopampa disse:

        Melissa, eu acho que o ritmo dessa obra está espantosamente rápido.

        Eu passei por ali hoje de manhã (às vezes prefiro essa rota, veja comentário abaixo), e só tinha umas marquinhas brancas “sugestionando”, para quem estivesse informado, que algo estava para acontecer. E dois azuizinhos preparando o território. Que horas foi tirada essa foto?

      • Melissa disse:

        O Macedo disse que falou com os caras da obra, e eles disseram que a estimativa é acabar em 2 meses (!!!). Que o problema é que apenas a equipe deles vai fazer as ciclofaixas. Pois lembram que íamos pintar voluntariamente a ciclofaixa da Loureiro, que não saiu? Por que não essa? Terminamos em 15 quinze dias!

      • Olavo Ludwig disse:

        Essa eu acho que é melhor deixar com a equipe que tá trabalhando, mas poderíamos iniciar outras. A gente podia pintar só a faixa branca externa algumas bicicletinhas e já ir usando, depois vem a equipe e vai fazendo os acabamentos. Em 6 meses teria 400km de ciclofaixas em PoA sendo utilizadas.

  4. Marcus Brito disse:

    Acho lindo o discurso da EPTC. Num momento o Carrolari diz “Porto Alegre abraçou a cultura da bicicleta. A cidade e a prefeitura estão dedicadas em transformar a bicicleta numa alternativa de transporte”. Lindo, lindo. Quem dera fosse verdade — a verdade sim, está exposta logo antes:

    “Mesmo com a implantação da ciclofaixa, o número de faixas para os veículos automotores seguirá o mesmo, assim como as vagas para estacionamento ao longo da avenida.”

    Ou seja, a prioridade máxima e inviolável continua sendo do veículo automotor. Aposto que para manter a promessa de não remover nenhuma faixa, a ciclofaixa será construída estreita demais, e sem a área de segurança devida à sua esquerda. Manter o estacionamento significa que, incentivados pelo exemplo próximo, os motoristas vão acabar estacionado sobre a ciclofaixa.

    De coração, eu espero estar enganado. Mas não nutro muitas esperanças…

    • airesbecker disse:

      Você está enganado sim!
      Pois isto não depende do Sr. Capellari.
      Porto Alegre abraçou a cultura da bicicleta.
      Esta é uma constatação que o Sr. Capellari admite mesmo a contra gosto.
      Mesmo de arrasto.

    • Melissa disse:

      Marcus, acho que a diretoria da EPTC já se deu conta que fazer uma infraestrutura cicloviária de qualquer jeito é sinônimo de críticas negativas contra eles. Pela foto que postei agora, a ciclofaixa não é estreita. Aliás,tem gente que gosta que tenha estacionamento ao lado da ciclofaixa, sentem-se mais seguros… Só espero que haja sinalização e fiscalização pra própria ciclofaixa não se tornar um estacionamento.

      • Marcus Brito disse:

        Também acho uma boa a ideia de estacionamento ao lado de uma ciclofaixa — mas à esqueda da ciclofaixa, formando uma proteção entre a faixa e o trânsito, e com uma zona de folga para evitar “portadas”. Acho bem difícil projetar a ciclofaixa dessa forma sem reduzir o número de pistas.

        De novo, eu realmente espero estar enganado, mas coisas como a ciclofalha da Ipiranga me deixaram com bastante receio. Escrevi para EPTC solicitando o projeto executivo desta ciclofaixa, vamos ver se respondem.

      • Melissa disse:

        Mas o estacionamento vai ser à esquerda da ciclofaixa (estou enfatizando isso porque alguém achou que a ciclofaixa era só os dois riscos brancos, e que o carro estacionaria ao lado do meio-fio, rs).

    • Régulo Franquine Ferrari disse:

      Marcus, tu acharias interessante proibirmos o estacionamento, gerarmos engarrafamentos e termos ua série de críticas contra a ciclofaixa?
      É uma questão de estratégia, como eu ja´disse várias vezes, mas parece que algumas pessoas não querem entender.

      • Olavo Ludwig disse:

        Régulo, tu tens rezão quanto a estratégia na construção da ciclofaixa, mas ha de concordar que a proibição de estacionamento ao longo das vias deveria estar em andamento por toda a cidade, é uma questão melhorar a mobilidade urbana e nem teria, em princípio, nada a ver com bicicleta.

      • Marcelo disse:

        Eliminar estacionamentos gera engarrafamentos? Acho que é o contrário, Régulo.

      • Olavo Ludwig disse:

        Marcelo, eu entendo o que o Régulo fala, proibir o estacionamento justamente no momento que se está implantando a ciclofaixa leva os já congestionados a pensar que estão congestionados por causa da ciclofaixa e não por causa dos carros estacionados, a estratégia é boa de manter o estacionamento, e num futuro retirá-lo.

      • Felipe Koch disse:

        A percepção momentânea pode ser a de que a ciclofaixa gere engarrafamentos, pois é uma faixa que não está entupida de carros como as outras.
        Isso pode se dar principalmente porque ninguém sabe o que pensar sobre uma situação nova.
        Por conta desta percepção pode haver críticas.
        Mas AFIRMAR que retirar o estacionamento (melhor solução com ou sem ciclofaixa, como disse o Olavo) ou simplesmente diminuir o número de faixas GERE engarrafamentos deveria ao menos ser embasada por algum estudo, não?
        Como engenheiro de trânsito você deve ter maior conhecimento do que os cidadãos de que vários estudos apontam justamente o contrário, ou estou errado?
        Abraço.

      • Régulo Franquine Ferrari disse:

        São duas coisas separadas: uma é retirar o estacionamento – descontenta moradores e comerciantes. Outra é reduzir o número de faixas, o que pode gerar engarrafamentos. As duas ações descontentariam pessoas que ficariam contrárias à ciclofaixa.

      • Daniel disse:

        “São duas coisas separadas: uma é retirar o estacionamento – descontenta moradores e comerciantes. Outra é reduzir o número de faixas, o que pode gerar engarrafamentos. As duas ações descontentariam pessoas que ficariam contrárias à ciclofaixa”.

        Esse discurso “água com açúcar” – querer implantar estrutura ciclística SEM retirar nenhum centímetro dos enormes espaços reservados incondicionalmente aos automóveis – não nos leva a lugar algum, a não ser a algumas migalhas e ciclomonstros como a da Ipiranga. É preciso SIM restringir, e muito, os espaços destinados aos automóveis, cujo enorme excesso está degradando a cidade (e o planeta, via efeito estufa). Esta é uma decisão política, entre favorecer a bicicleta, o pedestre ou o automóvel, e a política da prefeitura é muito clara: AUTOMÓVEL ACIMA DE TUDO, se necessário vamos até cavocar a Redenção – o que sobrar, distribuímos como migalhas e mostramos na campanha eleitoral. Mas ciclista não é bobo, e a conta virá!

      • Leandro Leite disse:

        Tecnicamente o estacionamento na esquerda protege os ciclistas e pedestre. Gera uma barreira física.
        Mas o projeto tem que levar em conta:
        – Abertura das portas. Além do 1,20m mínimo da ciclofaixa, tem que ter mais 1m no mínimo bem demarcado para abertura das portas. Se não tiver aí sim vai gerar um belo conflito. Nem preciso dizer que os motoristas quando abrem as portas nem ve se vem alguem atras, e os passageiros (estão no lado direito) nem sabem que tem que olhar no retrovisor.
        – Cruzamentos. Certamente uns 100 ou mais metros antes dos cruzamentos, não pode ter estacionamento na esquerda. Alias, nem ciclofaixa tem que ter. Tem que ser via, para o ciclista se posicionar mais na esquerda em segurança. Senão a ciclofaixa vira calçada, e todos sabem que o maior problema em andar na calçada são os cruzamentos.
        – Ultrapassagem. Certamente vai ter ciclistas andando a 10km/h e outros a 30km/h. O projeto tem que prever algum espaço. Eu sou favorável em não ter taxao, se quiser ultrapassar vai para via. Agora com taxão tem que ter espaço para ultrapassar. Mas o 1m a mais pro espaço das portas já está bom.
        O receio do pessoal é justamente depois de ver o resultado da ciclovia da Ipiranga. E também acho que agora o pessoal tb não vai aceitar facilmente se fizer com a mesma qualidade que fizeram a ciclocoisa do Barra.
        Eu ainda sou um otimista, ainda acredito que existem técnicos que não são políticos. Vamos ver daqui a alguns dias o resultado.

  5. Melissa disse:

    Uma pergunta aos moradores da Zona Sul: quem está vindo da Wenceslau e quiser ir até a avenida do Iberê, será que vai preferir ir pela ciclofaixa da Icaraí ou pela ciclo-calçada trepidante da Diário de Notícias? rs

    • Continuaremos da Diário, trepidante. A menor distância entre dois pontos ainda é a linha reta, menos na Ipiranga onde esta Lei não se cumpre, deve ser pela inducção da rede elêtrica. rs rs rs

      • lobodopampa disse:

        Acho que estás enganado, meu querido.

        Indo pela Diário, sentido sul-Centro, tem que fazer uma curva acentuada à esq e outra à dir para entrar na reta do Barra, depois fazer outra curva à dir para subir a Pinheiro Borda.

        Indo pela Icaraí esse primeiro desvio não existe, é só seguir reto da Wenceslau para a Icaraí que é praticamente a continuação. Eu ainda não medi, mas desconfio que esse trajeto é 1 pqnho mais curto, mesmo que o vivente não queira encarar a subida da Pinheiro Borda (o que é uma pena, pois se foges dos morros, eles acabam te devorando hehehe).

    • Aldo M. disse:

      Uma das críticas que faço é a da prioridade da ciclofaixa da Icaraí, uma vez que já existe uma ciclovia que cumpre a mesma função. Isso é consequência da falta de planejamento da Prefeitura na implantação do Plano Cicloviário.
      Por outro lada, é urgente fazer algum tipo de infra-estrutura cicloviária no eixo Silva Só-Ceará, que faz uma indispensável conexão norte-sul entre a Farrapos e a Ipiranga, bem no centro da área urbana.

  6. Guenas e santas!!!…. com falava o Martin Fierro.
    Então ta, a prefeitura troca novamente e retoma a construção deste projeto que tinha parado, porque “tínhamos dado um tiro no pé”, vai ver que o pé já sarou e ele goza de muito boa saúde.
    Que bom!!!!!!
    Só terá um sentido a ciclo faixa, Wenceslau Escobar até a Avenida Chuí, mas será boa, sentido falei.
    Voltar, só pela super-trilha-ciclo-coisa, da Diário de Notícias; que está cada vez mais depredada graças ao estacionamento, agora de caminhões, de uma empresa que coloca e contamina visualmente a avenida com outdoors horríveis (a Prefeitura continua dormindo em berço esplêndido, fiscalização nada) não ela não dorme, ela constrói um Belvedere acima das torres de recalco de fezes, na mesma avenida, para poder convidar mais uma vez para uma inauguração inútil, todos os poderosos da cidade, “poderoso senhor es Dom Dinheiro”.
    O discurso continua o mesmo; é que nem os cabelos, eles continuam os mesmos.
    Não tiramos nem um pouco de espaço dos carros, só incomodamos os ”Carris”, que são nossos e os podemos incomodar a vontade.
    Será que esta, o prefeito inaugura?
    Caso inaugurar podíamos usar uma faixa com os dizeres: “Ave Caesar, morituri te salutant”, ops, acho que estes dizeres podiamos usar todos os dias, nas nossas camisetas.
    Vamos lá e a Loureiro, será que o pé da Loureiro, já sanou? Será que ganhamos os 20 centímetros que queríamos ou não?

    • Marcus Brito disse:

      “Quo usque tandem abutere, Fortunati, patientia nostra?” me parece uma citação mais adequada à administração atual.

    • Régulo Franquine Ferrari disse:

      Quanto tiver um caminhão etacionado sobre a ciclovia, Martinez, liga pro 118 e logo vai ter uma viatura da EPTC lá!

      • Marcelo disse:

        Ligo 118 quase todo dia, e é mais provável que o motorista termine de fazer o que fez e saia do que a viatura chegar a tempo.

      • Olavo Ludwig disse:

        Pior é que é verdade, quando me mudei, em frente ao meu prédio novo tem um recuo que é proibido estacionar, é reservado justamente para carga e descarga, é um condomínio novo todo dia tem mudança, o caminhão mudaça chegou e toda a área estava ocupada com carros estacionados. Liguei às 9h da manhã do dia 11 de novembro de 2011 para eptc e até hoje dia 02 de abril de 2012 não apareceu nenhuma viatura e guinchos para tirar os carros. Régulo, o endereço é Bento Gonçalves,1515, pode passar ali qualquer dia e verás sempre carros estacionados no recuo

      • Marcelo disse:

        Mesma coisa na Redenção. Domingo tinha muitos carros estacionados até em cima da grama, Já reclamei mais de uma vez pra EPTC e nunca vi fazerem nada a respeito.

      • Olavo Ludwig disse:

        Um dia eu estava no gasômetro, chegou uma viatura dirigida por um fiscal que na sexta feira tinha participado da massa, fui falar com ele, ele estava ali justamente para retirar os carros estacionados em cima do gramado. Fiquei feliz!
        Chamaram a atenção em voz alta para quem tivesse carro ali que retirassem, muito poucos apareceram, ficaram ali um pouquinho e logo foram embora, não veio guincho e no mesmo instante que eles saíram já estava tudo lotado de carros novamente. Fiquei triste!

      • Marcelo disse:

        Por algum motivo que eu desconheço, a EPTC mima os motoristas infratores. Aqui perto de casa outro dia tinha um carro em cima da calçada. A EPTC chegou e eles apitaram pra chamar o dono do veículo, que retirou o carro. Agora aquele motorista já sabe, ele pode estacionar o carro em cima da calçada, se a EPTC aparecer, ele tira, se não aparecer, que é o mais comum, o carro fica ali.

        A EPTC tinha que aplicar o CTB, carro estacionado em cima da calçada ou dentro de um parque? Multa e guincho, sem exceção. Todo mundo aprende na auto-escola que é proibido, só gostam de se fazer de sonsos.

      • Régulo eu denuncio não fico parado e a nada temo, sou um cidadão honesto que trabalha e paga seus impostos então não fico parado.
        Hoje as 12:30 minutos liguei para a EPTC de celular, não teve jeito de aceitar a ligação, liguei para a Brigada(pode verificar) tinha um caminhão que circulou por uma extensão de 200 metros pela ciclovia(carregado com lixo de poda), eu correndo atrás dele para pedir para sair e quando alcancei o cara ameaçou largar o caminhão encima de mi. O caminhão que estaciona encima da ciclovia estava lá novamente, mandei foto para 156 ontem. Esperei, as 13 horas passaram duas motos da EPTC, denunciei o que estava acontecendo eles pediram um tempo; que tinham que atender uma ocorrência, a Brigada não chegou até as 13 e 15 eu fui embora e não sei o que aconteceu, só posso dizer que o lixo está a beira da ciclovia despejado, onde o projeto PISA deixou a pista totalmente destruída. Régulo este tipo de coisas desestimula e só torna a luta mais cruenta. A prefeitura tem que assumir as suas responsabilidades dentre elas conservar o patrimônio e protege-lo de vandalismo. Tem câmeras da EPTC no meio da pista que filmaram o que aconteceu eu não acredito assim como toda a população que não possa ser feito nada a este respeito. Tenho fotos com placas dos veículos mostrando o que está ocorrendo e não tem quem queira tomar atitude. O

        lha a resposta Régulo a minha denuncia ao 156 falaportoalegre

        Prezados colegas, Solicitamos verificar a possibilidade de esclarecimentos ao contribuinte. Favor enviar resposta com cópia ao 156.
        Prezado Sr. José, Informamos que sua solicitação foi devidamente cadastrada sob o protocolo 095096-12-23. O mesmo pode ser consultado on-line pelo site da Prefeitura (link: http://www.falaportoalegre.com.br/consulta). Estamos encaminhando este e-mail a EPTC também.Cordialmente,

        156 – Projeto FALA PORTO ALEGRE
        Secretaria Municipal de Coordenação Política e Governança Local – SMCPGL
        Prefeitura Municipal de Porto Alegre – PMPA
        Fone: 156 ou (51) 3289-0156

      • lobodopampa disse:

        A CONIVÊNCIA da EPTC (e outras autoridades tbém, muito provavelmente) com o BARBARISMO da invasão de carros sobre parques e outras áres que deveriam ser consideradas sagradas é um ESCÂNDALO.

        Que bom que é só ligar pro 118, vou ligar todo dia e dizer quem recomendou.

      • Matheus disse:

        Faço uso do 118 em torno de 3x/semana e *NUNCA* vi a EPTC chegar. Nada acontece.

      • Melissa disse:

        O 118 nunca atendeu nenhum pedido meu.
        Eu vou é ligar pro prefeito lituanês!

      • Olavo Ludwig disse:

        Uma ideia legal também é fazer uns adesivos daqueles que a cola e terrível de tirar dizendo: “Não estacione na ciclofaixa/ciclovia” e cada ciclista que passar por um carro estacionado cola um no parabrisa.

      • Aldo M. disse:

        Colar adesivos é vandalismo, na minha opinião. Sugiro uns bilhetes para prender no pára-brisas, para dar um sustinho nos motoristas que pensarão ter sido multados. 🙂

      • Olavo Ludwig disse:

        Pô Aldo Vandalismo é pesado, o cara só vai ter um pouco de trabalho para tirar a cola, mas não vai danificar o carro, e quando ele pensar em estacionar novamente numa ciclofaixa ele vai lembrar do trabalho que teve e talvez não estacione.

      • Aldo M. disse:

        Tens razão, Olavo. Não me expressei bem. Eu estava querendo dizer que colar adesivos, neste caso (dos ciclistas “anarquistas”, como já fomos acusados de forma patética por um advogado da EPTC), iria dar margem para uma acusação de vandalismo. Em outras situações, como até já me aconteceu de um bar colar adesivo no meu carro com finalidade promocional, é claro que não dá em nada.

      • Daniel disse:

        “Ciclistas anarquistas” pra mim é um baita elogio. E acho que a Massa tem uma forma anarquista mesmo.

      • Nazareth disse:

        Fosse assim a EPTC tão ágil e a loja CARMAX não teria TODOS OS DIAS seus carros à venda em cima da calçada deixando aos pedestres um mísero metro para caminhar. Já liguei dezenas de vezes, já deixei dezenas de reclamações no 156, já houve vistoria, constatação da infração e tudo continua igualzinho há mais de um ano. Qual mistério que protege esta revenda de automóveis é difícil de saber. Ou não.

  7. lobodopampa disse:

    A próxima vez que passar ali levo uma trena, mas acho que vai ser só pra confirmar que a largura dessa ciclofaixa será a mesma da Restinga (cicloFAIXA da Restinga, não a ciclo-calçadovia, são coisas diferentes em ruas diferentes), ou seja, a mesma que ia sair na Loureiro e que causou toda aquela polêmica e finalmente um impasse. Mas depois disso os paulistas fizeram uma quase igual e todo mundo aqui achou ótimo…

    • Melissa disse:

      A diferença é que a Loureiro é quase uma autobahn no meio da cidade, aquela rua da Moema não. A iniciativa foi ótima sim, mas aquela ciclofaixa tem muito a melhorar.

      • Aldo M. disse:

        Não tenho certeza, mas parece que o limite de velocidade na Icaraí também é de 60 km/h, exceto em frente ao Colégio Leonardo da Vinci.

      • Melissa disse:

        Mas a Loureiro tem umas conversões terríveis, então fica mais perigoso fazer uma ciclofaixa estreita, a chance de alguém levar um “chega pra lá” é maior. A minha defesa é ocupar todo a faixa da direita pra isso não acontecer.

      • Aldo M. disse:

        Concordo totalmente. Ciclofaixa na Loureiro não dá, por causa das conversões e da alta velocidade. O segundo problema é solucionável, mas o primeiro não. Como na Icaraí só tem como problema maior a velocidade, que é incompatível com uma ciclofaixa estreita, dá para reivindicarmos isso depois que for concluída. Então, estou quietinho nesse caso, mas só por enquanto.

      • Leandro Leite disse:

        Icaraí também o limite é 60km/h. Então além dos 1,2m que é mínimo tem que haver mais um espaço de separação (quando não tiver a barreira física no lado esquerdo – os carros estacionados) que o recomendável é 1,5m.
        E nos cruzamentos ter um projeto diferente, que é o fim da ciclofaixa uns metros antes para o ciclista se posicionar na esquerda e os carros ficarem atras.

      • Melissa disse:

        Leandro, essa ciclofaixa vai ter bike box, ajuda muito pras conversões.

  8. Olavo Ludwig disse:

    Bem que podiam fazer esta ciclofaixa continuar pelo menos até o final da Pinheiro Borda, como tínhamos sugerido naquelas reuniões, como uma compensação de que não irão fazer ciclofaixa no outro lado da via.
    Creio que quem vem da zona sul, sem muita pressa, e com vontade de andar mais tranquilo e apreciando a orla, deve continuar pela Diário e depois pela orla, pois penso que a maioria que vem pela Diário, não vai pegar a Pinheiro Borda, vai seguir pela orla até o centro.

    Ah…esta ciclofaixa estava prometida para sair no inverno de 2011, segundo a eptc era coisa muito simples. Que saia logo então.

    Mas atenção colegas, não vamos nos deixar enrolar por esta conversa da atual administração, pois o que for que eles fizerem em prol da bicicleta, ainda não é nem o mínimo do que deveriam ter feito se estivessem cumprindo o PDCI desde 2009. Ou seja, continua sendo uma administração criminosa.

    • lobodopampa disse:

      Olavo, eu costumo pegar a Pinheiro Borda porque é bem mais rápido, e, como sabes, rapidez faz muita diferença quando tu tem que pedalar 20 ou 30 km por dia, tem hora pra chegar, e não está fazendo isso a passeio.

      Por outro lado, já disse e vou repetir (até não precisar mais):

      a ciclovia da ORLA está CAINDO DE MADURA, esta deve ser a primeira de todas as ciclovias, porque

      – é a mais fácil de fazer e a mais difícil de cometer erros grosseiros

      – orla é um terreno predestinado para ciclovias, porque é uma das poucas situações onde ciclovia não gera conflitos (porque não há cruzamentos), mantém todas as vantagens sem nenhuma das desvantagens, e é por isso que é mais fácil de projetar

      – é uma área bonita, turística, um cartão de visitas, todo mundo vai querer pedalar ali, muita gente já pedala e vai aumentar muito; o probema vão ser os caminhantes, cachorreiros, corredores etc, mas agora a gente sabe que é só ligar pra EPTC que eles vêm e resolvem tudo na hora hehehe

    • Enrico Canali disse:

      Exato. O que tem sido feito é o mínimo necessário para que possam elencar “ciclovias” entre as realizações exibidas nas lindas propagandas eleitorais, travestidas de campanhas publicitárias intitucionais da Prefeitura.

    • Melissa disse:

      Quanto à Pinheiro Borda eu tenho minhas dúvidas, mas dando uma olhada no Google Street View, me parece perfeitamente possível estender essa ciclofaixa até a Avenida Chuí (e sem reduzir o número de faixas de automóveis, hein EPTC!). Compensação de não fazer no outro sentido da Icaraí mesmo, como uma vez sugerimos presencialmente. Vejam bem:

      Observem a faixa à esquerda. Estou errada em achar que ela tem uma largura generosa demais? Quase cabe um Corsa e meio! E a faixa da direita é ainda mais larga. Me parece perfeitamente possível estreitá-las e ter espaço para uma ciclofaixa ao lado do cordão. Tão possível quanto a Icaraí.

      Régulo, peço que leve essa sugestão em conta.

      • Aldo M. disse:

        Pra que reduzir a largura das faixas para automóveis com todo aquele espaço sobrando nos taludes? Ainda mais agora que Porto Alegre está dominando a tecnologia de construção de ciclovias à beira de canais. (desculpem, não consegui evitar este comentariozinho irônico)

      • Régulo Franquine Ferrari disse:

        Sim, o perfil da Caí é o mesmo da Icaraí. Mas fizemos só na Icaraí porque foi asfaltada, lembram? Para fazer a da Caí precisamos envolver alguma coisa de obra, não só sinalização, então podemos cuidar melhor da continuidade com a Diário e a Pinheiro Borda.
        A ciclovia da Edvaldo vai ficar bem legal, com canteiros e calçada bem dimensionados, e em breve vamos estendê-la pelo trecho de orla em frente ao Iberê, que é Av. Padre Cacique. Quando ficar pronto, vai ser uma rede contínua – Ipiranga, orla do Gasômetro até a Diário, Icaraí, Chuí e Tronco até a Rótula do Papa e a III Perimetral. Mas tenho que fazer um pedaço de cada vez…

      • Melissa disse:

        Ótimo, sou da opinião que as redes devem ser prioridades. Mas quer dizer que para fazer uma ciclofaixa alguma outra obra tem que estar envolvida? Não sei se entendi bem.

      • Aldo M. disse:

        Acho que deve haver duas possibilidades de construção de ciclovias ou ciclofaixas: quando fizerem parte do planejamento de uma rede; quando for feita uma intervenção em uma via qualquer.

  9. Olavo Ludwig disse:

    Lembrei de outra coisa, naquelas reuniões com a eptc, eu sugeri seguir o calendario da SMOV, a cada renovação de asfalto em vias que estivessem previstas no plano que fosse pintada a ciclofaixa, segundo o Régulo, isto poderia ser feito tranquilamente…pois até hoje não foi pintada nenhuma ciclofaixa, esta da Icaraí foi feito o projeto justamente porque a Smov tinha renovado o asfalto e pediram para a Lisandra fazer o projeto as pressas, isso lá em junho ou julho, ela chegou a nos mostrar o projeto e depois a coisa simplesmente parou.

  10. Felipe Koch disse:

    Positivo, cumprindo uma ínfima parte da lei do PDC.
    Deve ser visto como uma pequena mudança, um pequeno progresso.
    Se for o primeiro passo, o laboratório para o verdadeiro cumprimento da lei e dos anseios de mudança em mobilidade na cidade é bom.
    Se for acopanhado de campanhas de conscientização e de educação para este novo tipo sinalização é melhor ainda.
    Mas vale lembrar do ano leitoral e como é fácil a cidade virar um canteiro de obras nestes anos, com mais atos comemorativos de inauguração e reinauguração do que conclusões.
    E ainda faltam várias dezenas de milhões de reais para equilibrar apenas o que já foi assinado com a população, já arrecadado, mas desviado.
    Otimismo cético. É esperar para ver.

    • airesbecker disse:

      Felipe, tecnicamente não existe isto “cumprimento de ínfima parte do PDCI”, justamente pelo fato do nome ser Plano Diretor Cicloviário Integrado, o que significa que como plano integrado todas as suas partes são essenciais e complementares, pois trata-se da criação integral de um novo modal de transporte para Porto Alegre, portanto o Plano tem que ser implementado na íntegra ou não está sendo cumprido.

  11. Daniel disse:

    Algumas observações.

    1) Como perceberam que é ano eleitoral e estão queimados com os ciclistas, que são cada vez mais numerosos, resolveram atirar uma migalha. Não podemos nos contentar com migalhas! Isso é muito, muito pouco e nem de longe compensa o descaso e os desaforos que os ciclistas sofreram nos últimos anos!

    2) Mesmo esse pouco que está sendo feito é por pressão nossa, dos ciclistas. A prefeitura resisitiu o quanto mesmo para atirar migalhas. Chegou a correr até ao MP (e se deu mal). Que não venha nenhum oportunista da prefeitura agora querer dar uma de herói! Minha ressalva para os azuizinhos que dedicadamente facilitam a massa crítica, mas esses creio que são concursados, não dependem da atual gestão.

    3) Esse discurso ågua-com-açúcar, conciliador, de que dá pra fazer ciclovias sem tirar espaço dos automóveis, é lamentável e enganoso. Para se efetivar uma rede decente de ciclovias é sim necessário tirar espaço dos automóveis, reduzir as suas faixas de circulação, proibir e encarecer estacionamentos, etc. Inclusive pela sustentabilidade do planeta. Caso contrário, teremos apenas essas migalhas nas pouquíssimas vias mais largas onde é possível adicionar uma ciclofaixa sem tirar espaço dos automóveis, ou ciclo-monstros como a da Ipiranga. O espaço é limitado e está entupido com latas-motorizadas-peidantes-de-poluição, e cada lata dessas tira o espaço de dez bicicletas, portanto é preciso SIM reduzir o espaço dos automóveis. Fora isso é migalha. Se querem crédito com os ciclistas, façam 100 km de ciclovias até o final do ano!

    • Enrico Canali disse:

      Faço minhas as suas palavras, Daniel.

    • Leandro Leite disse:

      O prefeito atual dificilmente vai levar algum voto de ciclistas. Possivelmente uma parte da ciclovia da Ipiranga vai estar pronta até outubro. Os ciclistas que não enxergaram a merda que fizeram, quando tentar 1 vez acessar a ciclovia ai vai ver o resultado. E esse voto não terá.
      O que eles estão buscando, são os votos dos cidadãos que não pedalam. Aqueles que estão de carro (ou até mesmo no ônibus na Ipiranga) e passar por um ciclista que estará trancando a via na Ipiranga e não em cima da ciclovia.
      Esse são o público chamado massa de manobra. Por isso que eles não podem tirar faixa de trânsito.

  12. airesbecker disse:

    Mudou o tom da galera aqui, o pessoal tá falando grosso!!

    O Ministério Público tá com todo o apoio.

    Os candidatos de oposição estão em franco apoio, querem saber tudo o que é preciso para atender os ciclistas.

    O prefeito corre em desespero pintando ciclofaixas de última hora.
    Pode ter uma rede bem razoável pronta até a eleição.

    A Coronel Marcos está caindo de madura!!
    A prefeitura deveria retomar a ciclofaixa da Loureiro da Silva o quanto antes.

    Já devem ter se dado conta de que o ciclismo não precisa ser um bicho de sete cabeças.
    Não é caro nem difícil fazer ciclovias e ciclofaixas.

    Na verdade não há motivo para o conflito.
    O ciclismo não é um problema para a prefeitura, mas sim uma solução.

    Eles devem se dar conta disto.

    O ciclismo é política de interesse público, os cicloativistas deveriam ser vistos como aliados pela administração público.
    Este conflito é um grande erro político desta administração.

    • Daniel disse:

      Aires, concordo parcialmente. Socialmente e ecologicamente a implantação de uma infra-estrutura ciclística não deveria ser motivo de polêmicas. Não é caro, é limpo e ecológico, descongestiona o trânsito, faz bem à saúde, etc.

      No entanto, é inegável que a mínima dificuldade imposta às latas-peidantes-de-poluição geraria reações dos “road rage” e dos fanáticos do automóvel. E isso seria um conflito. A questão é o lado que a prefeitura escolheu. Foi, incondicionalmente, o lado dos motores. E continua sendo, pois ela só faz ciclofaixas e ciclomonstros onde não atrapalha o deus-automóvel, e não implementa políticas de restrição do seu uso, pelo contrário, quer incentivá-lo (por exemplo, com garagem subterrânea sob a Redenção). Essa ciclofaixa na Icaraí é muito, muito pouco, quase nada, não passa de uma migalha. É preciso seguir (e aumentar) a pressão, parando a cidade a cada festa da Massa Crítica, cada vez maior!

  13. Aldo M. disse:

    Ainda há muito a melhorar, mas essa ciclofaixa já é uma evolução em relação à lamentável ciclovia da Ipiranga. Eu vejo que os técnicos da Prefeitura estão fazendo o possível dentro das limitações absurdas da atual administração que simplesmente proíbe a redução das faixas para automóveis.

    Existe uma hierarquia de tomada de decisões que deve ser observada no planejamento de uma rede ciclável:

    1. Redução de volumes de tráfego motorizado (Primeira solução a considerar)
    2. Redução da velocidade de circulação motorizada
    3. Tratamento das intersecções e gestão de tráfego
    4. Redistribuição do espaço afecto à circulação motorizada
    5. Implementação de pistas cicláveis
    6. Conversão dos passeios em espaços partilhados entre peões e ciclistas (Última solução a considerar)

    Fonte (textos em portugês):
    http://www.epomm.eu/index.phtml?id=2648&Main_ID=823&fid=1369
    nummer 4.10
    Rede_Ciclavel_Principios_de_Planeamento_e_Desenho_Marco_2011.pdf

    Pelo menos a Prefeitura está evoluindo da última solução a considerar para a penúltima. É um avanço, mas ainda muito longe das soluções que deveriam ser adotadas para se ter um resultado efetivo.

  14. Daniel disse:

    Essa lista de prioridades da Plataforma Europeia de Gerenciamento da Mobilidade mostra bem como as políticas da prefeitura de Porto Alegre são a vanguarda do atraso!

    • Aldo M. disse:

      As coisas, além de não melhorarem, também podem piorar. É o que está acontecendo com a EPTC destruindo rotatórias, uma solução cada vez mais adotada para acalmia do tráfego nos outros países, para criar percursos mais diretos para os automóveis, incentivando o aumento de velocidade e seu fluxo.

      Diversas rotatórias já foram desativadas nos últimos meses e o processo continua. A próxima é na Zona Sul na Eduardo Prado com a Juca Batista que receberão sinaleiras.

      A abordagem retrógrada da Prefeitura recebeu críticas do professor a UFRGS e doutor em transportes, João Albano, mas o diretor da EPTC, Vanderlei Capelari, sem qualquer especialidade na área, discorda dele e pronto.

      • lobodopampa disse:

        Finalmente uma coisa que eu consigo concordar em 100% com o Aldo.

        😉

        Isso das rotatórias é realmente TRISTE.

      • Aldo M. disse:

        Obrigado, mas eu já estava satisfeito com 99% de concordância :-))

      • CONCORDO CONTIGO ALDO LI A DISCUSSÃO DO SENHOR CAPELLARI COM OO PROFESSOR JOÃO ALBANO E TIVE VERGONHA DO ATREVIMENTO DO PRESIDENTE DA EPTC, ISTO NÃO É OUTRA COISA QUE FALTA DE VERGONHA NA CARA É COMO DISCUTIR MEDICINA UM LEIGO SEM NENHUMA QUALIFICAÇÃO, COM UM MÉDICO COM POS DOUTORADO. QUE VERGONHA DE TER QUE LER ESTAS COISAS. MAS ELES ESTÃO SE ACHANDO E O RESULTADO ENVERGONHA A TODOS, MENOS A ELES.

  15. airesbecker disse:

    A virada de posição vai ocorrer logo.
    A prefeitura de Porto Alegre não é um realidade apartada do resto do universo.

    As mesma condições que existem nas outras cidades também atuam aqui em Porto Alegre.
    Esperem o desandamento destas obras da Copa do Mundo!

    É pena a oposição ser dividida, e alguns candidatos serem fracos, pois esta campanha seria para colocar as coisas nos seus devidos lugares.
    Logo vai se esgotar a esperança de redenção dos viadutos e túneis e as contas dos financiamentos vão começar a ser cobradas, os políticos vão pedir por favor para as pessoas andarem de bicicleta.

    Logo a Prefeitura vai cair na real e vai passar o atestado de esgotamento do modelo.

    E a EPTC vai ser a entidade que vai implementar o PDCI com toda a capacidade.

    • Aldo M. disse:

      Eu sou um entusiasta da implementação de ciclofaixas, porque podem ser feitas rapidamente e a um custo muito baixo. Porém, elas não são compatíveis com veículos automotores trafegando em alta velocidade ao lado das mesmas.

      A Prefeitura precisa rever com urgência o limite de velocidade na área urbana, reduzindo-o para 50 km/h, que é o limite adotado em quase toda a Europa. Aqui, até o Capelari concorda que 60km/h é uma velocidade alta demais.

      Os resultados dessa medida seriam a redução da quantidade e gravidade dos acidentes, especialmente atropelamentos, e o aumento da adesão à bicicleta para os deslocamentos diários, independentemente da execução da malha cicloviária. Isto porque a redução da velocidade nas vias é um fator de incentivo ao ciclismo urbano maior até que a construção de ciclovias

      E para os fanáticos por automóveis, saibam que a redução do limite de velocidade pode contribuir até para uma maior velocidade média de deslocamento, se combinada com a sincronização das sinaleiras. E ainda haverá mais espaço para os carros circularem, pois as bicicletas promoverão a diminuição do número desses veículos nas ruas.

      Desculpem a sinceridade, mas com a redução da velocidade máxima, todos seriam beneficiados. Não seguir por este caminho é simplesmente burrice, é estupidez, e das grandes.

    • Aldo M. disse:

      E será que o limite nas cidades aqui é 60 km/h? Não, na verdade é mais. Há uma tolerância legal (diz-se que em função da precisão do equipamento) de 7 km/h. Então só é multado quem está a 68 km/h ou mais:
      – até 79km/h: infração média, 4 pontos
      – de 80km/h a 97km/h: infração grave: 5 pontos
      – 98 km/h ou mais: infração gravíssima: 7 pontos
      – 108 km/h (mais de 50km/h acima do limite): crime de trânsito

      Ou seja, no Brasil é permitido transitar nas cidades até a 117 km/h sem que seja considerado crime ou até a 97 km/h sem ser considerada infração gravíssima. No último caso, dá para repetir a infração até quatro vezes por ano sem ter a carteira cassada.

      Uma das consequências diretas é o aumento do número de acidentes, pela dificuldade de parar o veículo em velocidades maiores. A 50 km/h, são necessários 26 metros para evitar uma colisão ou atropelamento. A velocidades maiores, a distância que um veículo percorre até a parada total aumenta bastante:
      30 km/h: 11 metros
      40 km/h: 18 metros
      60 km/h: 36 metros
      80 km/h: 59 metros
      100 km/h:88 metros
      120 km/h:123 metros
      Outra consequência é a gravidade dos acidentes. Um atropelamento a 80 km/h ou mais significa morte quase certa da pessoa atingida.

  16. Eu sinceramente acredito que o modelo seguido em todos os aspectos estratégicos pela Prefeitura (se é que existe) está totalmente falido.
    Não da para ler este modelo.
    Ele não salta aos nossos olhos.
    Por este motivo concluímos, ele não existe.
    Vejam, enquanto as maiores Prefeituras no Brasil e no Mundo coíbem a colocação de Cartazes de propaganda a Prefeitura libera eles na orla do Guaíba, eles estão aparecendo cada dia com maior velocidade. Cartazes com péssima qualidade, que usam papeis colados, antiecológicos em todos os aspectos e que contaminam o visual da cidade.
    Prédios imensos na orla do Guaíba como aquele do Barra shopping revestido com vidros que refletem o calor e que aumentam a temperatura ambiente e as radiações de todo o que o circunda. Este tipo de construções, estão proibidos já na Europa e em muitos países do primeiro mundo. O conceito é claro: “receba suas radiações, solares e faça com elas o que quiser, menos enviar para quem o rodeia, elas são suas…”
    A Prefeitura tira as rotatórias quando o mundo inteiro implanta elas e vá aumentando o diâmetro das mesmas a medida que aumenta o fluxo e estreitando o espaço, entre o diâmetro externo e interno, evitando assim que suicidas se atirem na frente de outros carros e permitindo assim a diminuição da velocidade de quem circula nelas.
    Todas as Prefeituras do mundo tiram as elevadas e os poucos túneis que existem nas cidades são muito fundos escondendo o trânsito de carros da beleza urbana das cidades, tornando as cidades boas para os cidadãos e não para os carros. Nos construímos este verdadeiro lixo antigo, que só afasta o cidadão da cidade; e que diretamente transmite a mensagem “….nos gostamos de carros, nos queremos carros e favorecemos eles..” e ainda derrubamos árvores para isto, estreitamos calçadas e damos um chega pra lá no pedestre.
    Falam que gostam da bicicleta e nas suas sedes (da prefeitura) não existem bicicletários, cadê o bicicletário para quem vá a EPTC, cadê os bicicletários nos estacionamentos explorados pela EPTC, cadê o bicicletário da câmara de vereadores, cadê o bicicletário que obrigatoriamente tem que ter em shoppings e lugares públicos, com grande afluência de cidadãos?
    Não adianta enrolar, não tem Planejamento e o Secretário que está de saída (hoje casualmente), ninguém sabe para que veio; nunca planejou nada, a Prefeitura pode ter planejamento eleitoral ou pessoal, mas não tem planejamento global integrado nem estratégico, nenhum. Não se governa uma cidade nem uma empresa, nem sequer uma espelunca, sem planejamento. E os candidatos cadê o planejamento integrado estratégico? Cadê ele? Não tentem nos enrolar cadê o planejamento? Não tentem fazer uma reunião com os ciclistas, sem ter um planejamento integrado e estratégico que seja coerente com o momento que a cidade vive. Saúde

    • Aldo M. disse:

      Excelentes as tuas observações, Martinez. Pintam um quadro bastante completo do desastre que essa administração está causando à cidade de Porto Alegre.

      O mais triste é que eles sequer têm capacidade de entender as centenas de idéias valiosas que os ciclo-ativistas já lhes deram de bandeja. Mostramos o caminho, mas eles escolheram seguir pelo lamaçal.

  17. Aldo M. disse:

    O que essas administrações de partidos de direita (que se dizem de centro) estão fazendo é o que sempre fazem: simplesmente põe as mãos no patrimônio público e o entregam aos financiadores de suas campanhas eleitorais É uma espécie de pacto com o demônio onde estão empenhando não as suas almas, mas a alma de nossa cidade.

    • Melissa disse:

      Sei que a direita é terrível, mas a esquerda também faz as vontades das empresas que patrocinam suas campanhas. Eu já não vejo muita diferença. Mas os dois querem fazer coisas que garantam sua reeleição. Por isso me mantenho longe de partidos e busco ajudar pela consciência dos eleitores.

      • Daniel disse:

        Também acho que atualmente a direita e a esquerda praticamente se equivalem. Não vejo que nossas conquistas virão de nenhum dos dois lados, mas sim de baixo para cima. Não porque os políticos profissionais querem, mas porque serão obrigados a fazê-lo, pela pressão popular.

      • Aldo M. disse:

        Há muita diferença entre a direita e a esquerda. Cuidado com essas falácias constantemente disseminadas pela direita: “Se nós somos desonestos, eles também são”; hoje não existe mais diferença entre direita e esquerda, são conceitos superados”. Elas servem aos seus interesses, apenas isso. Então, se a estratégia da direita é de se esconder, não podemos confiar em rótulos para saber quem é quem. Mas não difícil descobrir: o discurso da direita é vazio de conteúdo; tentam se passar por uma imaginária esquerda moderada (quando se auto-rotulam de centro); são tão ignorantes que não têm consciência nem da própria ignorància, o que torna impossível o diálogo, pois possuem apenas preconceitos e nenhuma capacidade de absorver ideias que não se enquadram na sua lógica peculiar.´

        É claro que as pessoas podem evoluir. Nesse caso, o que felizmente ocorre com frequência, as pessoas tornam-se capazes de compreender melhor o mundo que as cerca e fatalmente se identificarão com posições de vanguarda, ou de esquerda.

        Então, se um político insiste em se manter na direita, é porque não evoluiu. Mas o eleitor não deveria ter que se preocupar com ciclano ou beltrano, apenas com o grupo político (partido) a que pertence e qual é o programa e a práxis desse partido.

        Ah, e política não é religião: não há santos. Como aliás em qualquer agrupamento arbitrário: ciclistas, por exemplo. Aliás, acho graça quando alguns defendem que os ciclistas devem se comportar obedecendo rigorosamente a lei para dar exemplo. Eu sigo a minha consciência. Por exemplo, não vou ficar parado de bicicleta sem motivo num sinal fechado só para passar a imagem de bonzinho às custas de me colocar em risco. Se algum motorista não entender minha atitude legítima de eventualmente furar um sinal, paciência.

        Defendo a forma básica de fazer política, que é a de organizar-se em grupos para mudar a sociedade, como estão fazendo os ciclo-ativistas hoje. Aliás, é muito fácil notar, pela reação dos políticos aos ativistas, de que lado cada político está.

      • Aldo M. disse:

        errata
        onde se lê “se a estratégia da ESQUERDA é de se esconder”, leia-se “se a estratégia da DIREITA é de se esconder”,

      • Daniel disse:

        Aldo, eu vejo uma aproximação muito grande entre esquerda e direita não porque eu não queria mudar o mundo, mas pelo contrário, porque eu quero. Você diz que a direita vai em direção ao centro para “camuflar-se”. Correto. Mas a esquerda faz exatamente o mesmo! E ambas se encontram no “centrão”, cada vez mais parecidas e indistinguíveis. O que é o Lulinha-paz-e-amor senão exatamente isso? Essa aproximação de esquerda e direita é consequência do movimento do desenvolvimento do capitalismo, onde se torna evidente que tanto o Estado (a “alavanca” de esquerda) quanto o mercado (a “alavanca” de direita) são ambos elementos intrínsecos do capitalismo.

        Eu discordo de que pessoas que “evoluem” passa a ser de esquerda. Primeiro, porque é uma questão de luta de interesses. Para um “burguês”, ser “evoluído” é ser de direita, assim ele preserva os seus interesses. Segundo, porque para mim a “evolução” (não gosto dessa palavra, mas vá lá) não está em organizar-se com nenhum dos dois lados, submetendo-se aos seus ditames e dogmas, mas na AUTOorganização, independente, de baixo para cima – o que é exatamente o que faz a massa crítica, como você mesmo falou. A esquerda esteve na prefeitura por vinte anos e não fez nada pela bicicleta, inclusive escanteou um vereador que era grande defensor do ciclismo (Gert Schinke). O que está tensionando a mudança da geografia urbana é o movimento horizontal dos ciclistas que está forçando e forçará o governo a fazer a rede cicloviária, seja de esquerda ou de direita. Claro que está óbvio que o governo atual é nefasto para os ciclistas, mas não vejo nenhuma melhora automática se um governo de “esquerda” se eleger, o que é decisivo, insisto, é movimento de baixo para cima.

        A esquerda e a direita ainda não são totalmente iguais, mas tendem rapidamente a sê-lo. Ainda vejo diferença, por exemplo, nas políticas de segurança – o tratamento policial dos movimentos sociais é bem diferente agora do que no governo Yeda. Mas de resto, a verdade é que é tudo muito parecido.

      • Aldo M. disse:

        Em termos práticos, o que eu quero dizer é que com governos de direita o relacionamento é muito mais difícil, o diálogo é substituído por arrogância e intimidação, inclusive física. Nos governos de esquerda (e existem uns mais, outros menos) há mais condições para se atingir objetivos sociais, como é o caso da democratização dos espaços urbanos e da mobilidade, desde que a sociedade se organize e tensione as mudanças, é claro.

      • airesbecker disse:

        Acho que há sim diferenças entre esquerda e direita.
        A esquerda sempre foi muito violenta, opressiva e corrupta os regimes de esquerda mataram muita gente, perseguiram os opositores e restringiram a democracia.
        A esquerda mesmo na democracia defende o estatismo e o controle da sociedade.
        Os partidos de esquerda mesmo aqui no Brasil são demagogos e fisiológicos.
        A esquerda defende o estatismo e pratica o aparelhamento do estado com os quadros do partido.
        Com a falência do sistema comunista de produção a esquerda passou a praticar o capitalismo de estado, seja no modelo chinês ou na sua versão brasileira, onde há uma aliança da esquerda encastelada no aparelho de Estado com os agentes capitalistas.
        Este para mim é uma grave distorção ideológica, é a política do violino que se segura com a esquerda e toca com a direita.
        A esquerda no domínio do Estado, com a falência ideológica do modelo, que foi substituído pela promiscuidade com a fisiologia, é a fonte pronta da corrupção e da demagogia.
        Pois se a ideologia de direita, o liberalismo defende os direitos individuais, a livre iniciativa e o capitalismo, a esquerda ideologicamente os questiona, mas com hipocrisia ante a falência da produção comunista, adere ao capitalismo, perde a coerência, se entregando de corpo e alma ao fisiologismo.

      • Marcelo disse:

        Tanto a direita como a esquerda foram violentas, opressivas e corruptas. Ou esqueceste da própria ditadura militar no Brasil? O fascismo na Itália, Espanha, Alemanha? Atualmente vivemos na ditadura do capital, onde há muita violência, repressão e corrupção, só que são dissimuladas, as chamadas “externalidades”: destruição ambiental, fome quando há fartura de alimentos, repressão policial em nome de interesses privados, etc.

        Onde há centralização de poder, há violência, opressão e corrupção.

      • airesbecker disse:

        Concordo com tudo que disseste aqui Marcelo.

      • airesbecker disse:

        Só não concordo com a idéia de colocar a esquerda como idealizada e utópica.
        Pois os regimes de esquerda foram os que mais poluiram.

        E foram nos regimes liberais que as liberdades individuais afloraram, onde foram possíveis os movimentos das minorias, os questionamentos e as evoluções sociais.

        Estas certezas ideológica estão hoje graças a deus vencidas.

        Tem quem diz que no Brasil a corrupção é ambidestra.

      • Aldo M. disse:

        Deixando as idealizações e demonizações de esquerda e direita de lado, na minha experiência de vida, só presenciei a violência em regimes de direita. Para eles, manifestações de cidadania sempre são casos de polícia.
        Eu acredito que, se a Prefeitura fosse de esquerda, teríamos avançado bem mais nas questões da mobilidade urbana. Não estou idealizando a esquerda, apenas comparando. Vamos falar sério: A ignorância e o despreparo, característicos dos governantes de direita, têm dificultado muito as reivindicações pela democratização do espaços nas vias urbanas aqui em Porto Alegre.

      • airesbecker disse:

        Só para finalizar este desviu do tema do tópico e do blog.
        O partido do atual prefeito Fortunati é o PDT, partido que é tem em seus objetivos, pelo Artigo 1º de seu estatutos a construção de uma sociedade democrática e socialista.´
        Portanto a atual administração, sendo do PDT é uma administração de esquerda, feita por um partido socialista.
        Seja isto o que for!

      • airesbecker disse:

        No Brasil, apenas um partido político – o Partido Democrático Trabalhista (PDT) – integra a Internacional Socialista, órgão que reúne partidos identificados como representantes da ideologia social-democrata em todo o mundo.

    • Aldo M. disse:

      Mudando porque os ciclo-vistas fizeram uma denúncia ao Ministério Público de São Paulo por que a CET só aplicou três multas em motoristas que passaram a menos de 1,5m de ciclistas, durante todo o ano de 2011.
      As coias não mudam por si só, precisam de pessoas que provoquem as mudanças. E, infelizmente, em governos conservadores e retrógrados, o estímulo de mudança muitas vezes precisa ser o da perspectiva de ser preso ou de indenizar os cofres públicos

  18. marcelosgarbossa disse:

    Régulo: parabéns por acompanhar e debater todas estas questões!

    Eu prefiro sempre o debate presencial, pois a linguagem escrita é muito deficitária e gera sempre mais do que uma interpretação. Nada substitui o olho-no-olho.

    Quem dera tivéssemos a oportunidade de fazer isso com o Prefeito… mesmo que fosse por escrito.

    Digo isso pois já ficou bem claro que se trata-se de uma discussão sobre diferentes visões em realação ao futuro da cidade e das pessoas. Ou seja, uma discussão sobre qual decisão política tomar (será que vai dar para sempre preservar o espaço do automóvel?)

    Limitar, ou investir nossa energia, apenas em questões técnicas é, na minha, um erro estratégico.

    Não digo que não se deve continuar discutindo tecnicamente as questões. É um debate muito rico, com certeza, mas já percebemos não saímos do lugar (ou avançamos tão lentamente que parece que nem estamos avançando).

    Com certeza, o que avançou até agora foi fruto de tensionamento, infelizmente.

    Só lembrando: a EPTC denunciou a Massa Crítica ao Ministério Público… Agora o Ministério Público, depois da representação do Lappus, abriu um Inquérito Civil para cumprir o PDCI e o prazo para assinar o Termo de Ajustamento de Conduta é final de abril, sob pena de Ação Civil Pública.

    Abraços!

    marcelo sgarbossa

  19. marcelosgarbossa disse:

    Acabei de ver esta matéria no Brasil de Fato…

    http://www.brasildefato.com.br/node/8943

    A primeira coisa que me vem em mente é: afinal, o Régulo é, além de técnico, também o porta-voz político da EPTC-Prefeitura?

    Eu tenho receio de que a Prefeitura/EPTC “use” o Régulo para não precisar expor seus dirigentes ao constrangimento político. E o Régulo aceita!!!!!

    Assim, nós vamos debatendo com o Régulo (que bom que ele pessoalmente se dispõe), enquanto que os que tem poder para tomar as decisões POLÍTICAS, ficam “confortáveis”, imunes às demandas/pressões que vem da população…

    abraços a todos!

    marcelo sgarbossa

    • Olavo Ludwig disse:

      Suspeito que se ele não aceitasse, perderia a FG! É bem assim que as coisas funcionam na prefeitura, eu sei !

    • Marcelo disse:

      O Fortunati é surdo para as demandas da população. Desde o atropelamento, eles fez questão de não dialogar com os ciclistas.

      – Depois do protesto, na prefeitura, ele mandou o Busatto nos receber;
      – Nas reuniões entre Prefeitura, EPTC e ciclistas, ele foi só na primeira para fazer um discurso de abertura, assim que abriu-se o diálogo, ele já estava longe;
      – No Fórum Mundial da Bicicleta, ele compareceu apenas na abertura de um dos painéis, pegou o microfone sem ser convidado, fez um discursinho e foi embora, sem ouvir o que os palestrantes e público tinham a dizer;
      – No twitter, não responde aos questionamentos que lhe são postos;
      – Manda sempre seus lacaios conversarem conosco sem real poder de tomada de decisões, pois Fortunati já sabe o que quer e acha que é correto, por isso não precisa nem conversar com os outros.

  20. airesbecker disse:

    Acho boa a participação do Régulo aqui.
    Pois demonstra atenção dele.
    Mesmo que ele tenha manifestado opiniões contestáveis pelo menos é franco em dizer o que pensa.
    E se ele pensa e argumenta, claro é uma pessoa aberta que está evoluindo em suas idéias.
    A minha preocupação é em relação ao aspecto técnico, que ele e a equipe tenham capacidade técnica para fazerem boas obras.
    Pois a parte jurídica ou política esta não é da alçada do corpo técnico.
    Neste sentido, se a administração pública tiver um compromisso de cumprir a Lei.
    Os técnicos já sabem o tem que fazer: implantar o PDCI e pronto.
    Não cabe discussão neste sentido.
    Se Porto Alegre é adequada para as bicicletas ou não esta decisão quem tem que tomar são pessoas ao descerem para as suas garagens e escolherem o veículo que vão usar.
    É assim que deve ser.
    Caro Rágulo, por favor faça as ciclovias, cumpra com a obrigação do seu cargo!
    Deixe que nós tenhamos a melhor a rede cicloviária, conforme é prevista na Lei.
    E depois deixe a questão da aptidão da bicicleta para os usuários.
    Se você não gostar pode seguir andando de carro.

    • Olavo Ludwig disse:

      Aires, eu já gostei muito de muitas coisas que escreveste, mas esta é simplesmente a melhor delas, vou copiar e colar lá no facebook, merece ficar para a história.

    • Aldo M. disse:

      Também gosto da participação do Régulo neste debate aberto.
      Existe um princípio de implantação de infra-estrutura cicloviária que diz que, quando não há espaço conforme as normas, deve-se fazer o possível, se isto for melhor que nada.
      No caso de Porto Alegre, há espaço nas vias, mas a atual administração retrógrada não permite cortar espaço dos automóveis. Então, para todos os efeitos, na atual conjuntura, o Régulo deve estar assumindo que não há espaço suficiente e se propõe a fazer o possível. É o que eu estou inferindo.
      No caso específico da Icaraí, não vejo muitos problemas com a solução adotada, ou seja, acho melhor que nada. Então torço para que ela fique pronta o mais cedo possível (ontem passei por lá pelas 23h e havia uma equipe da EPTC pintando freneticamente a ciclofaixa) para que possamos fazer uma avaliação baseada num caso real. Creio que será bastante produtiva.

      • airesbecker disse:

        Tudo bem Aldo.
        É isto mesmo!
        Mas existem algumas variáveis ocultas.
        Sendo um ano de eleição é preciso tentar agradar a gregos e troianos.
        A avaliação de público neste caso é quantitativa, por isto eles insistem que não querem agradar aos cicloativistas que são uma minoria exigente.
        Eles miram o público médio, que pensa em senso comum, em generalidade.
        Mas há outros aspectos, primeiro é que o número de ciclistas está crescendo cotidianamente, e haverá uma aceleração de público com as obras mesmo as poucas que estão sendo feitas, o que vai gerar mais demanda.
        Depois existe a questão jurídica do cumprimento do plano diretor que vai gerar processo de responsabilização do prefeito.
        E por fim existe a questão de que após a eleição pode existir mais liberdade para a administração pública fazer obras sem medo de impopularidade, caso assim eles pensem que a implantação de ciclovias seja impopular, sendo que eu penso o contrário.
        Seja quem for o prefeito vai ter que se confrontar com o Ministério Público e com uma coletividade de ciclistas bem consciente e sempre crescendo muito.
        As condições de desenvolvimento do ciclismo estão crescendo sempre.
        Nada pode ser mais forte que uma idéia cuja hora de acontecer chegou.

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