de camelo

Sei que corro o risco de ser mal interpretado ou mesmo de cometer o erro de dizer algumas coisas num momento inoportuno. Mas vou assumir o risco.

Bem, na última sexta (02/03) ocorreram 5 mortes de ciclistas no Brasil. Em São Paulo, Belém, Distrito Federal, Recife e Pomerode. Todas as mortes igualmente absurdas, contudo diferentemente mencionadas.

Muito se tem falado do caso na avenida Paulista (São Paulo). Até porque é a segunda vez que ocorre morte de ciclista na Paulista envolvendo um ônibus. Difícil não relacionar os dois casos. Mas não é exatamente sobre as mortes que pretendo falar, mas da cobertura (jornalística ou não) que se tem dado aos casos. Sobre o caso da avenida Paulista, apesar da investigação ainda estar em andamento, já entrevistaram testemunhas, já prenderam o acusado (que já foi solto ao pagar fiança), pode-se fazer uma reconstituição do ocorrido, a imprensa nos dá inúmeras…

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8 respostas para

  1. Fabrício disse:

    Eu não entendi. Explica?

  2. Diego Alves disse:

    Também não entendi. :S

  3. airesbecker disse:

    Sim, em São Paulo a articulação e a exposição é maior!!

    Não te parece óbvio isto!!

    Se morrer no cafundó ninguem vai ficar sabendo né!!

    E daí!!

    • Naldinho disse:

      Aires,
      sei que em Sampa a exposição e articulação são maiores, mas o que questiono é justamente isso. Devemos, ao que me parece, lutar pela visibilidade dos outros atropelamentos que ocorreram na sexta em lugares que não tem tanta exposição. Se, mesmo com visibilidade, corre-se o risco de “não dar em nada”, imagine em casos que têm pouca visibilidade.
      Se os órgãos de imprensa não dão a mesma importância ao que ocorre em lugares diferentes, promovamos nós essa igualdade.

  4. lobodopampa disse:

    Feliz lembrança dentro desta infeliz situação.

    Só podemos chorar, lamentar ou sermos minimamente tocados pelas perdas de vidas de pessoas que têm rosto, nome, história, entes queridos.

    Fica muito difícil ignorar o sofrimento quando este é visível e personificado, e não apenas expresso em números.

    Faz parte da nossa crueldade social/cultural tratar pessoas de maneira diferente tbém em função de classe social, status, fama, etc.

    Todos temos esse tipo de preconceito em algum grau (desconfie dos que bradam “eu não tenho preconceito!).

    Para mudar isso, só se dando conta primeiro.

    E o centrismo Rio/SP não dá pra pôr só nas costas da imprensa. Vamos combinar que é comum cidadãos nativos de grandes metrópoles exibirem um tipo característico de arrogância metropolitana. É naturalmente difícil para eles conceber que o que acontece (ou é criado) fora da metrópole possa ser tão “importante” quanto o que é de lá – inclusive notícias. Isso vale para paulistas, cariocas, mas tbém para parisienses, nova-iorquinos, e os folcóricos porteños…

    E vale tbém para uma parte de nós “provincianos” que pautam suas vidas pelas metrópoles, como se elas fossem o centro da galáxia.

  5. airesbecker disse:

    No interior as pessoas da comunidade certamente têm todo o contato com as vítimas e o sofrimento pela perda.
    Mas existe a distância e a diferença de meios.
    No interior não há grupos ativistas dispostos a causar a reverberação nem mídias disponíveis.

    A notícia chega mas o material de divulgação é menor.
    Ainda acho bom que nas grandes cidade há a oportunidade de agregação de pessoas com o mesmo objetivo.

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