Profecias: A eleição, as obras sem efeito, as vítimas do trânsito e os estacionamentos.

Vivemos quem adota a bicicleta um momento de turbilhão, dúvidas e emoções se sobrepondo, assim pelo menos eu estou, inclusive de luto pelas várias mortes recentes.

Passada uma semana do 1º FMB, ainda demora para cair a ficha, não preciso comentar aqui o sucesso que foi o forum.

Logo na semana seguinte veio a audiência pública na Câmara dos Vereadores, onde vimos cenas e depoimentos patéticos, mas uma surpresa: o relato do Sr. Promotor de Justiça Dr. Luciano Brasil, que declarou ter tomado conhecimento e comparecido na audiência pela leitura deste blog, comunicando ao Sr. Vanderlei Capellari, Presidente da EPTC, que estavam sendo tomadas medidas jurídicas fortes o suficiente para obrigar a administração municipal a cumprir mesmo contra a sua vontade o Plano Cicloviário de Porto Alegre, resultado: acabou o conforto do lero lero para a Prefeitura.

Segunda leitura deste momento, pela iniciativa de audiência dos vereadores e pela presença no FMB do prefeito e pré-candidato à reeleição assim como pela presença da também pré-candidata Manuela D’Avila, temos a concluir que iniciou a caça dos votos pelos políticos e o ciclismo vai ser um dos principais pontos de definição nesta campanha.

Por duas razões, primeiro que o ciclismo está na moda definitivamente e o tema já foi até adotado pela publicidade, hoje para vender as propagandas e as lojas tem um tema fácil na vinculação da bicicleta, a bicicleta está vendendo desde roupa e imóveis até carros, e agora vai eleger os políticos também.

Segunda razão: os ciclistas são um movimento social que não tem vinculação ideológica definida, existem ciclistas com todas as ideologias políticas, assim livres os ciclistas o voto da bicicleta pode migrar para onde houver identificação, servindo como um fiel de balança na eleição, é certamente um público alvo preferencial a ser conquistado.

Nesta situação, a atual administração tem que admitir que cometeu grave erro político em suas ações, principalmente por ter deixado a atuação do setor em conta de funcionários de terceiro escalão, nem tratou a questão a nível de decisão política central que teria sido o indicado, com uma avaliação da dimensão do problema pelo próprio Prefeito Municipal que deveria ter se debruçado sobre a demanda, nem mesmo acolheu o problema em nível de secretaria de governo, deixou a questão a cargo do Sr. Presidente da EPTC, que por sua vez se amparou no trabalho Sr. Régulo, um profissional técnico, careceu a atual administração de visão e de definição política.

Neste sentido, sem rumo, equivocou-se gravemente a Prefeitura em decidir promover medida jurídica contra o cicloativismo, buscando a criminalização do passeio Massa Crítica junto ao Ministério Público, a atitude da Prefeitura não pode ser avaliada de outra forma senão como burra e desastrada, primeiro que ainda que se considerasse a improvável hipótese de sucesso em um provimento do Ministério Público em sentido de acolher o anseio de criminalização do passeio Massa Crítica e a sua repressão, a Prefeitura não teria o capital político para empreender tal medida, e resultaria então em um complexo imbróglio se obrigando a tomar questionáveis medidas policiais em pleno ano eleitoral, ainda por outro lado, se perdendo a promoção no MP a prefeitura amarga também a derrota da frustração de ter levado em troco do Ministério Público um parecer jurídico reconhecendo a legalidade e o mérito político e social do Massa Crítica.

Resulta hoje que a Prefeitura está em situação complicada em dois inquéritos civis públicos no tema do ciclismo, a perseguição do Massa Crítica e a responsabilidade administrativa pelo descumprimento do Plano Cicloviários, que pode resultar em um processo judicial de improbidade administrativa contra o prefeito, o que num ano de eleição pode ser avaliado como um tsunami de votos para a oposição.

Temos ainda sobre esta Prefeitura o vexame que está flagrante a cada dia da inércia e da ineficiência na total ausência de trabalhos em todas e quaisquer obras públicas, a cidade está parada para Copa do Mundo, acho que vamos nesta Copa como turistas: “à passeio.”

A minha avaliação, o que não foi em seis anos não vai ser feito em dois.

Temos agora a pouco a lição da Construtora Andrade Gutierrez sore o estádio Beira Rio, havia uma noção de que os meios estariam disponíveis e a obra estava para começar a cada momento, mas isto não era verdade.

Quanto as obras públicas acontece a mesma coisa, não há condições de serem feitas, os materiais, os fornecedores, a mão-de-obra, as máquinas, não existem disponíveis para fazer as obras neste curto espaço de tempo, vai faltar tudo e as obras vão esgotar os orçamentos pois vão ficar muito mais caras, vai faltar dinheiro e os cronogramas não serão cumpridos.

Resultado a Copa se acontecer vai ser ainda mais prejudicada pela andamento interrompido das obras, vai acontecer no meio de canteiros inacabados.

Tenho que ter coragem para escrever isto aqui, pois posso passar ridículo no futuro por ter dito isto, mas prefiro me surpreender positivamente, embora todos os indícios que tenho para a previsão sejam no sentido lamentável.

Outra previsão sinistra: todas estas obras viárias serão inócuas para a melhoria da mobilidade urbana de nossa cidade, primeiro vão nos trazer o caos durante o momento de tantas obras simultâneas e inacabadas, inclusive durante o momento da Copa, depois quando finalmente estiverem prontas, até lá estarão obsoletas e insuficientes pois o crescimento de demanda de espaço do tráfego automotivo é exponencial e não vai ser atendido com obras de qualquer dimensão, portanto estamos enxugando gelo neste sentido.

Mas o custo financeiro destas obras este sim nos vai ser cobrado, pois não podemos esquecer que o mundo vive grave crise financeira que só não nos atinge com severiade pelo fato de estarmos atraindo o capital mais especulativo com as maiores taxas de juro do mundo.

E nesta cirando dos juros altos e do capital especulativo nos iludimos com obras caras, ineficientes e sem retorno, parece que vamos seguir o exemplo da Grécia e de Portugal que também já foram felizes na farra do capital abundante quando ingressaram na comunidade européia e hoje estão quebrados, com a Grécia temos em comum inclusive a festa de esbanjamento em organizar uma grandiosa Olimpíada, que agora está cobrando o seu custo.

Enquanto isto lidamos com nossa realidade mais crua, mais de 2.000 (dois mil) mortos no trânsito por ano, temos abaixo a foto do último passeio Massa Crítica, com cerca de 2.000 pessoas, para ter uma ideia do que representa este rio de gente caminhando para o portão do holocausto cotidiano:

 Esta imagem acima serve para mostrar o que representa o frio número de 2.000 pessoas, é o que morre no trânsito por ano só no Estado do Rio Grande do Sul, sendo que no Brasil todo o número é de mais de 40.000 pessoas, sim, mais de quarenta mil pessoas mortas por ano, é um verdadeiro holocausto.

Como aceitamos isto?

Não sei, mas parece fácil, pois quando há qualquer notícia a morte logo é relativizada com a expressão do acidente, assim na seqüência se relata o contratempo para o tráfego que o acidente causou, como se isto tivesse alguma importância em relação à vida perdida.

Agora por último, um repórter da Zero Hora publicou uma reportagem de página inteira com o cálculo macabro do custo financeiro que causa cada uma das mortes no trânsito, chegado ao um valor bilionário como se isto tivesse qualquer importância em relação ao número de quase 10.000 pessoas mortas nos últimos dez anos.

Na verdade até entendo o repórter, como se observa uma total indiferença em relação ao número de mortos, o repórter deve ter pensado que talvez se traduzisse as vidas perdidas em dinheiro alguém passaria a dar algum valor, simplesmente patético!

E as vítimas além deste número ainda permanecem ocultas e incógnitas, a Organização Mundial da Saúde considera que por ano morrem cerca de 2.000.000 (dois milhões) de pessoas por ano em decorrência da poluição do ar principalmente por veículos automotores. http://thecityfixbrasil.com/2011/10/05/poluicao-do-ar-mata-mais-de-2-milhoes-de-pessoas-por-ano/

Um recente estudo da Universidade de Ciências da Saúde pela professora Claudia Rhoden indica que Porto Alegre chega a apresentar índices de poluição do ar que são dobro do recomendado pela OMS, configurando-se como a 2ª cidade mais poluída do país, atrás somente de São Paulo, veja aqui: PsNHqktuJJ0

Se considerarmos as mortes causadas pela poluição o número total de vítimas do trânsito é ainda bem maior que o causado por acidentes.

A verdade é que todas estas mortes não aconteceriam se não houvesse abuso no uso dos carros particulares e a maneira mais fácil de evitar usos desnecessários e abusivos dos carros é diminuindo o espaço público que é destinado ao estacionamento dos veículos privados.

O estacionamento nas ruas é um uso privado de um espaço público oferecido pelo governo público à minoria de usuários de veículos automotores.

Este uso acontece de maneiro gratuita por liberalidade do governo ou pela concessão para a empresa privada que explora economicamente a zona azul.

Esta liberalidade da administração municipal poderia ter sentido quando o espaço viário era abundante e suficiente para o deslocamento, porém hoje há uma nítida carência de espaço para circulação nas ruas.

Temos que muitos destes espaços públicos que são emprestados para os indivíduos estacionarem de graça os seus veículos são pela Lei Municipal no Plano Cicloviário previstos como locais de implantação de ciclovias, então o governo da cidade está contra a Lei, ilicitamente dispondo de espaço público destinando para uso diferente do determinado, inclusive mediante concessão de exploração econômica privada por empresa no caso da zona azul.

O estacionamento de carros nas ruas é tão exagerado que é permitido em algumas ruas estreitas de mão dupla, em ambos os lados, impedindo mesmo o trânsito regular dos carros.

Com a redução simples dos espaços públicos e gratuitos de estacionamento, mediante a aplicação da destinação das vias prevista no plano cicloviário, teremos certamente a retomada do espaço público e a reordenação do trânsito, com a redução da poluição e dos riscos do trânsito de automóveis.

Por estes motivos a revisão dos estacionamentos e o uso destinado do espaço viário conforme previsto na Lei do Plano Cicloviário vai ser objeto de mais um novo questionamento junto ao Ministério Público.

Estas questões serão postas também com a continuidade da luta do ciclismo por uma cidade mais humana para os candidatos a prefeito na próxima eleição.

Esta será uma eleição que vamos ganhar de qualquer maneira, as mudanças vão acontecer, o caminho está traçado.

Os pés saíram do chão agora é só pedalar.

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14 respostas para Profecias: A eleição, as obras sem efeito, as vítimas do trânsito e os estacionamentos.

  1. Rudah disse:

    Muito bom, esse é o ano pra ralar essa corja do poder, chega de dar a chave do cofre pra ladrão cuidar, ou faz ou não faz…tá na hora de levar a pressa da sociedade moderna à satisfação da demanda dos eleitores, ou seja, a gente mesmo, queremos ser felizes em nossa cidade, ao contrário dos políticos que enfeiam e espalham infelicidade por todo lado e depois vão curtir cidades modernas como Copenhagen, Amsterdam, Portland com o dinheirinho roubado dos otários…

  2. Marcelo disse:

    Um fato que vale a pena ressaltar é que, para essas estatísticas, o DETRAN só contabiliza as pessoas que morreram no local, na hora do acidente. Se a pessoa morreu meia hora ou uma semana depois, em conseqüência de ferimentos sofridos no acidente, essa morte não entra para a estatística.

    O número de mortos deve ser assombrosamente maior.

    • airesbecker disse:

      Já houve esta alteração na metodologia, aumentou em 33% a contagem, de 7.294 para 9.708 mortos entre 2007 e 2011. Sendo que o número atual é de mais de 2.000 mortos por ano somente no Estado, no país o número passa de 40.000 pessoas mortas por ano, é como uma cidade pequena inteira atingida por uma bomba atômica a cada ano no país.

  3. Gustavo disse:

    Recomendado pelo Busatto:

    1500 famílias removidas, mais de 100 milhões de reais investidos no que segundo o senhor ali é a “maior obra de mobilidade pública de Porto Alegre”!

    Para ter uma noção, a avenida tronco tem 3,5km de extensão, o que custaria aprox 30 milhões por km. Convertendo o valor para a cotação “ciclovias da restinga”, dá 100 CR$, para “ciclovias da ipiranga”, 40 CI$ (o que seriam 380km de ciclovias).

    E tem gente aí que ainda diz que porto alegre não tem obras de mobilidade publica!

    • airesbecker disse:

      Viste no vídeo ali que a parte que vão iniciar e uma quadra que já está disponível.
      O resto fica para depois.
      Assim como a ciclovia da Ipiranga que fizeram a base de uma quadra e já pararam.
      E a duplicação da Diário de Notícias, também foi feita uma partezinha pequena.

      Esta é administração das obras em prestação, tipo amostra grátis.

  4. Beto Flach disse:

    Parabéns, Aires, por esta reflexão. Ao lê-la, com calma, senti-me brindado com suas ideias. De fato, a forma como a prefeitura trata da questão do ciclismo (infraestrutura, campanhas, os próprios ciclistas, etc.) chega a ser uma vergonha, principalmente se formos avaliar com parâmetros do campo “deles”, que é a política. Um fiasco atrás do outro… É impressionante o acúmulo de patuscadas dessa turma que, convenhamos, é calejada no ramo.

    De outra parte, é óbvio que TODO MUNDO quererá o apoio dos pedalantes da cidade (desculpe o termo) fazendo-se passar por apoiadores da causa. Entretanto, este ano, é momento de separar o joio do trigo e mostrar que basta de ilusão e enganação. Em termos de aliados engajados e comprometidos X oportunistas de plantão, ninguém tem dúvidas: 2012 é a hora do “vamo-vê”!

    Eu acho que a mobilização por uma cidade mais humana, respeitosa e promotora de maior mobilidade e fraternidade está fortalecida e sabe bem os caminhos necessários e desejados (e os caminhos a refutar também). Mantenhamos, pois, acesa a chama que vem incendiando os corações de mais e mais pessoas a cada dia em favor de mudanças profundas e de paradigma desta sociedade. Mas fiquemos atentos: como dizia um barbudo oriental, “simples como as pombas e espertos como as serpentes”! Haha!

    Abraço e obrigado, Aires.

  5. Excelente texto. Não podemos assistir parados a chacina continuar. Porém discordo de que algum político, da oposição ou não, irá alterar alguma coisa se eleito. Os políticos não nos representam, eles não estão preocupados com a populacão e muito menos com a mobilidade, qualidade de vida ou mesmo com a vida dos eleitores de Porto Alegre. Só mudaremos algo na rua, com bicicletadas, protestos e ações criativas e presenciais. O voto não fará qualquer diferença, se entrar Manoela, Fortunati, Fogaça ou quem quer que seja, tudo continuará igual. O povo (pessoas) somente tem a força para mudar algo, e somente ele, e não os políticos safados, corruptos e aproveitadores da situaçao.

    • airesbecker disse:

      Também sou a favor das iniciativas privadas e individuais.
      Mas temos que passar para uma instância em que o governo precisa ser cobrado para fazer a sua parte para a sociedade como um todo.
      Este pensamento ultra-liberal de que a sociedade não precisa do governo, de que cada um tem que se fazer por si mesmo, tem que ser um pouco relativizado.
      E o governo faz sim muitas coisas em demandas sociais e políticas, é só uma questão de administração destas demandas, em uma agenda bem sucedida, temos que combater o clientelismo, a demagogia, a fisiologia e a corrupção.
      Claro que nosso serviço público é especialmente ineficiente e corrupto, mas fazer o que?
      Só a instância coletiva pode resolver os problemas no âmbito social!

  6. Caro Aires, parabéns pelo texto, muito bonito expressando de forma esmerada o que cada um de nos sente e não consegue externar. Meu caro concordo plenamente com o momento, acredito que a união de todos fará a diferença, mostrando com o nosso exemplo, que queremos cidades mais humanas e muito menos velocidade e mais amor pela vida. A diário perdemos amigos nessa chacina que é o trânsito. Não podemos ficar parados esperando que as soluções caiam dos céus ? Vamos continuar a nossa luta juntos e junto a grande maioria do povo da cidade que querem uma Porto Alegre mais humana, com menos violência no trânsito. Novamente meus sinceros parabéns tu fazes a diferença acontecer, na nossa sociedade. Saúde.

  7. Diego Alves disse:

    Independente de quem ganhe as eleições, nós temos a lei a nosso favor. O cumprimento dos 20% é um passo importante. É preciso fiscalizar e cobrar a prestação de conta dos 20% quando começarem a ser implantados. Parabéns pelo texto.

    • airesbecker disse:

      E a Lei determina mais que verbas, determina também destinações para espaços públicos que pelo planejamento são definidos pra serem usados como ciclovias, porém estes espaços públicos estão sendo usados indevidamente principalmente como estacionamento de veículos individuais automotivos, então em todas as ruas onde há previsão de serem usadas as laterais como ciclovias não pode haver estacionamento nestes espaços, pois é contra a Lei, uma ilegalidade cometida pela Prefeitura, que explora inclusive com concessão de zona azul, as áreas destinadas para as ciclovias.

  8. Gerson de Andrade Bazilio disse:

    Parabéns! O MC e você Aires, estão de parabéns! Sou ciclista da EPTC e concordo plenamente com tuas idéias. Mais amor é o que falta para a nossa sociedade hoje em dia. De todas as partes. Colocar o coletivo social em primeiro lugar é fundamental. Os indivíduos não podem enxergar os fatos com ódio no coração, nem dirimir seus atos com sentimento de vingança. Precisamos de líderes que mostrem o caminho correto a seguir, mas mesmo o MC, a prefeitura e o MP precisam a todo momento repensar seus atos e caminhos para atingir seus objetivos, sob pena de que, como sempre, tudo que pára no tempo, tende a virar jurássico no futuro. A prefeitura, os políticos, a sociedade em si, deveriam procurar viver com mais empatia e perceber que a necessidade “de todos os próximos” talvez seja o sacrifício do meu tempo, nem que seja alguns minutos, por exemplo. Viver em harmonia consiste, em primeiro lugar, em ser feliz por inteiro com àquelas pessoas que convivem conosco diariamente. Regozijar-se no fundo dos nossos corações com àquelas pessoas que amamos. E sei que amas mesmo que não conheces e lutas com afinco por eles. Tomara que todos que encontres em teus caminhos percebam essa vontade que tens em tornar o mundo mais humano e LEAL. O trânsito precisa dessa lealdade. O trânsito precisa reconhecer o ser humano que está ao lado, à frente e atrás. Um trânsito melhor é questão de espaços bem administrados, mas antes de mais nada, o trânsito é uma questão de educação, paciência, civilidade. O trânsito como está precisa de pessoas que norteiem, lutem e idealizem novas formas de locomoção. Quem tem a prioridade? Com certeza o ser humano e não a máquina. Quando pedalo com o MC me sinto útil e fico feliz em saber que faço parte da construção desse movimento que jamais deve acabar e da mudança que está havendo na concepção e percepção do objetivo que o MC está alcançando. A relação entre MC, poder público, imprensa e demais partes da sociedade deve ser sempre em prol da construção de uma grande força que impulsiona os homens para um futuro melhor, e isto está implícito em tuas palavras. Sucesso, abraços.

    • airesbecker disse:

      Valeu Gerson, gostei muito do teu comentário.
      Queres um convite para postar no blog?

      • Gerson de Andrade Bazilio disse:

        Com certeza. Há muito o que construir e muitos paradigmas a serem desmistificados. Idéias para o trânsito já apresentei muitas, algumas foram acolhidas, mas o retorno é lento por diversos motivos. O importante é perseverar e viver plenamente aquilo que acreditamos sem se desviar do caminho, sempre querendo aprender e evoluir. Apesar de aplicar as prerrogativas que a lei me confere como agente da autoridade de trânsito, muitos amigos cativei pelo caminho e muitas vezes me surpreendi com as atitudes que os condutores tomaram, boas ou más. P. S.: “É fácil falar de amor, difícil é vivê-lo em sua plenitude”.

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