“Ignorando o Touro” – Versão Band

Há pouco tempo, publiquei aqui alguns posts falando da metáfora de “Ignorar o Touro” na loja de porcelana da nossa sociedade, onde a frágil porcelana seríamos nós, e o touro arredio seriam os automóveis. A elaboração dessa metáfora pode ser lida aqui e aqui.

Esta semana, o Jornal da Band está publicando uma série de reportagens, em geral excelentes, sobre a mobilidade por bicicletas, suas vantagens e suas dificultades. Ontem (quarta-feira, terceiro episódio), qual não foi a minha surpresa ao ver a reportagem carregadíssima com a visão de “Ignorar o Touro”, ou seja, de considerar que o ciclista é quem tem o comportamento inseguro, que ele é que tem que se defender, que etc., etc., etc.

Novamente, transcrevo os trechos pertinentes da reportagem, com destaques meus e comentários no final:

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“No meio de uma grande avenida, uma bicicleta que não deveria estar lá. Numa outra rua, um ciclista se arrisca ao dividir a faixa com um trator.”

“No trânsito das grandes cidades, já é comum ver bicicletas transitando entre veículos motorizados.”

Apesar do risco, muitos brasileiros estão trocando o carro pela bicicleta. Luciano bem que tentou, mas a falta de estrutura e segurança fez com que ele desistisse: ‘Porque não tem ciclovias em São Paulo, né, então isso dificulta muito porque é muito perigoso, já quase fui atropelado, já quase caí da bicicleta…’ O ideal seria que os ciclistas andassem apenas em faixas exclusivas, como acontece na Europa. Mas por aqui as ciclovias são escassas e não são interligadas. Quem pedala rumo ao trabalho é obrigado a dividir espaço com quem acelera. Ritmos bem diferentes, sinônimo de acidentes

“Segundo a CET, morreram aqui em São Paulo em 2009 61 ciclistas em acidentes de trânito. Já em 2010, esse número caiu para 49. E a redução de 19% está relacionada a novas ciclovias que são criadas. Quanto mais faixas exclusivas como essa, menor é o número de acidentes.”

“(sobre Antônio Bertolucci) ‘Sempre tinha gente pegando no pé (do meu pai) pra ele não pedalar mais em São Paulo, minha mãe chegou a murchar os pneus dele algumas vezes, só que não teve jeito. Uma das coisas que conforta a gente é que morreu fazendo o que gostava…‘ Antônio Bertolucci vinha pedalando pelo lado direito da rua, exatamente como manda a lei, quando neste ponto aqui foi atropelado quando ultrapassado pelo ônibus. Na justiça, o motorista alegou que não viu o ciclista. É por isso que os ciclistas devem fazer de tudo para ser vistos e ouvidos, como usar roupas e capacetes chamativos, incrementer a bike com luminosos e buzinas, e evitar os pontos cegos nos sistemas de espelhos dos carros. ‘Tentar se precaver da maneira mais segura pra ele mesmo, que ele é que vai ter que se defender do trânsito.”

“(Tiago Benicchio) ‘Nesse espaço que eu estou agora, não tem como você ter com segurança um carro e uma bicicleta lado a lado. Então, a bicicleta deve, sim, ocupar a faixa. Isso não é um sinal de desrespeito, não é um sinal de folga nem nada’.”

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  • uma bicicleta que não deveria estar lá“. Primeiro erro. Por quê ela não deveria estar lá? Naquele momento, naquele local, onde ela deveria estar? A reportagem abre insinuando que a rua é lugar dos motorizados, e que os ciclistas são, de certa forma, intrusos, talvez até irresponsáveis por insistirem em estar ali;
  • um ciclista se arrisca ao dividir a faixa“. A frase induz a pensar que é o ciclista quem cria o perigo, e não o motorista do trator, que tem responsabilidade sobre a segurança dos veículos menores, conforme CTB. Além disso, a bicicleta circula com preferência sobre os automotores, também de acordo com o CTB;
  • Apesar do risco…” A frase induz a pensar que andar de bicicleta é perigoso, é uma aventura, implica automaticamente abrir mão da própria segurança. Sabemos que o risco existe, claro, mas são pequenos vieses de percepção e de comunicação como esse que consolidam perversamente o modelo carrocêntrico que em princípio se pretende modificar;
  • “‘Porque não tem ciclovias em São Paulo, né, então isso dificulta muito porque é muito perigoso, já quase fui atropelado, já quase caí da bicicleta…’ O ideal seria que os ciclistas andassem apenas em faixas exclusivas, como acontece na Europa“. A proposta para reduzir o evidente perigo NÃO ABORDA A FONTE DO PERIGO, que é o tráfego intenso de enormes e velozes veículos motorizados. A solução não olha para o touro, olha para a porcelana e considera muito perigoso não haver caixas para embrulhá-las e guardá-las, fora das prateleiras. A solução não seria humanizar o trânsito, mas achar algum lugar onde o ciclista possa se resignar, longe da via pública de verdade, e sem atrapalhar outros fluxos;
  • Ritmos bem diferentes, sinônimo de acidentes“. Aqui se consolida uma idéia de que, definitivamente, ciclistas e motorizados são absolutamente incompatíveis, e que o compartilhamento da via se constitui numa fonte inevitável de acidentes;
  • E a redução de 19% está relacionada a novas ciclovias que são criadas. Quanto mais faixas exclusivas como essa, menor é o número de acidentes.” Esse é um exemplo claríssimo de um falacioso viés de confusão, por dois motivos:
    • Não existe, que se saiba, estudo que associe, com relação de causa-efeito, o aumento da rede cicloviária e a redução de ocorrências de trânsito envolvendo ciclistas, na cidade de São Paulo;
    • Existe evidência, em diversos outros locais, de que o AUMENTO DO NÚMERO DE CICLISTAS gera uma redução no número de acidentes com ciclistas, aparentemente pelo aumento do cuidado por parte do motorista, que se habitua com a existência de ciclistas em seu caminho. Dessa forma, é muito provável que a existência de ciclovias não tenha relação de causabilidade com a redução da estatística apontada, e que considerar exclusivamente a ampliação da malha cicloviária como a VERDADEIRA E DEFINITIVA solução de todos os males seria desviar atenção e recursos para a ação corretiva errada.
  • “(sobre Antônio Bertolucci) ‘Sempre tinha gente pegando no pé (do meu pai) pra ele não pedalar mais em São Paulo, minha mãe chegou a murchar os pneus dele algumas vezes, só que não teve jeito. Uma das coisas que conforta a gente é que morreu fazendo o que gostava…‘ “. Fica aquela sensação de “talvez o melhor seja desistir do que a gente gosta de fazer, e ouvir as pessoas que, com razão, querem que a gente pare, pelo nosso próprio bem.” Afinal, a rua não é lugar de bicicleta porque os carros são muito perigosos, certo?
  • “(Antônio Bertolucci) vinha pedalando pelo lado direito da rua, exatamente como manda a lei, quando neste ponto aqui foi atropelado”. Ou seja, começa a aparecer uma pontinha da realidade: então seguir religiosamente o código de trânsito NÃO É SUFICIENTE para garantir a segurança? Curioso!
  • Na justiça, o motorista alegou que não viu o ciclista. É por isso que os ciclistas devem fazer de tudo para ser vistos e ouvidos, como usar roupas e capacetes chamativos, incrementer a bike com luminosos e buzinas, e evitar os pontos cegos nos sistemas de espelhos dos carros.” Ah, agora sim. O CICLISTA NÃO FOI VISTO… Não foi culpa do motorista que não viu. É o ciclista que DEVE andar fantasiado na rua, fazer das tripas coração para atrair a atenção dos motoristas. Afinal, os monstros que rugem por aí, além de arredios, são cegos. Não têm condições de cuidar de tudo, por todos os lados, ainda mais considerando o tamanho, e a enorme velocidade em que andam, zigue-zagueando por entre ruas muitas vezes estreitas e cheias de pessoas. Que perigo!
  • ele é que vai ter que se defender do trânsito.” Constatação crua de quem perdeu um pai em uma guerra. Afinal, o trânsito é uma guerra, onde o ciclista tem que se defender, e ai dele que não o faça eficazmente. Vai acabar morrendo, e a culpa vai ser dele, que não se cuidou o suficiente.
  • Então, a bicicleta deve, sim, ocupar a faixa.” Finalmente, resolveram ouvir um usuário com amplo conhecimento. Mas fica a pergunta: será que esse pequeno dardo de mudança de perspectiva consegue vencer a metralhadora de idéias questionáveis que foi passada à população, inclusive muitos ciclistas que estão começando? Idéias que desviam o foco da verdadeira fonte dos problemas: o modelo carrocêntrico, a impunidade do sagrado motor, o evangelho do deus automóvel?
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11 respostas para “Ignorando o Touro” – Versão Band

  1. Pedro disse:

    Eu vi essa materia, horrorosa. Se eu já não andasse de bicicleta ficaria em duvida se deveria ou não sair de bicicleta. O jornalista me pareceu ter caído de pára-quedas no assunto, pelo que vi ele é setorista de futebol.

  2. Olavo Ludwig disse:

    Obrigado Helton, eu acabei de ver o vídeo, muito ruim mesmo esse terceiro episódio, pelo menos mostrou o Thiago falando a coisa certa.

  3. Fernando disse:

    Eu achei a reportagem boa. Ela comete alguns excessos sim, mas acho que a “comunidade ciclística” precisa ser mais flexível. Não adianta ficar vendo vídeo de Copenhague, Amsterdã e achando que aqui pode ser instantaneamente a mesma coisa. E ficar catando trechos do que o cara falou na reportagem para malhar só mostra que, no fundo, no fundo, o autor deste post nunca estará satisfeito. Meu amigo, tenta ser mais flexível… não é porque fulano diz os cuidados que o ciclista deve ter que ele está tirando o foco do carro ou dizendo que a culpa é do ciclista! Isso é uma interpretação tua e, embora blog seja uma coisa mais pessoal, se tu tens um público leitor, tu tens alguma responsabilidade sobre o que tu escreves. Só acho que tu poderias usar o espaço para elogiar atitudes e matérias que, se não forem “perfeitas” de acordo com a tua filosofia, pelo menos tentam passar algo positivo. Mais amor, menos motor, mais flexibilidade, menos inquisição! 🙂

    • heltonbiker disse:

      Não posso deixar de considerar que a imprensa profissional tem um compromisso muito maior com seu público. Diria até que a reportagem tem cunho explicitamente educativo. O problema é que, para quem está olhando, se a visão que busca a mudança (incentivo do uso da bicicleta) se ampara exatamente no paradigma oposto (modelo carrocêntrico), corre-se o risco de estar perpetuando, de forma que classifico como perversa, porque é sutil, uma visão preconceituosa e não-fundamentada sobre o tema.
      Também acho, e apoio integralmente, o “consumo” de conteúdo – seja de imprensa ou de blog – de forma crítica e ativa. Dessa forma, o leitor também deve ter responsabilidade por sua interpretação de argumentos aos quais seja exposto. Por fim, tanto o primeiro quanto o segundo vídeo, com links já amplamente divulgados e acompanhados por outras mídias (listas de emails, Facebook), estavam muito bons. Foi só nessa reportagem específica que veio embutido um conceito que por sinal não é meu, foi detactado alhures (incidentalmente, Copenhagen), e que se aplica perfeitamente a um modelo, no meu entender distorcido, de problematização da mobilidade urbana. De qualquer forma, qualquer debate é válido, e pensarmos a respeito de tudo isso é o que realmente importa (ao invés de engolirmos de forma passiva quaisquer conceitos ou idéias que nos apresentem).

      • Fernando disse:

        Claro Helton, eu defendo o teu direito a ter uma visão crítica do assunto, da mesma maneira como eu tb não concordo com todas as afirmações da reportagem. No entanto, eu também me sinto no direito de criticar o teu post no momento em que tu pegas frases isoladas e dá teus próprios argumentos de maneira, ao meu ver, não-construtiva. Posso até ilustrar isso melhor com alguns exemplos:

        – “a bicicleta não deveria estar lá”: se tu viste no vídeo, é evidente que ele está falando na bicicleta que está “disputando espaço” com os carros, ao invés de talvez tomar uma atitude mais conservadora e defensiva.

        – “o ciclista se arrisca ao dividir a faixa”: me desculpa, mas essa frase não induz a pensar que o ciclista cria o perigo… o perigo é inerente, e acho que é saudável pensar que, embora sendo dever do motorista zelar pelo ciclista, o ciclista também deve fazer o possível para se preservar, afinal é ele o lado mais fraco.

        – “apesar do risco”: ponha na perspectiva atual do trânsito feroz… é arriscado SIM pedalar como muitas pessoas pedalam, não só pela maneira como elas pedalam, mas porque o trânsito (de carros e outros veículos) é horrível.

        – “motorista não viu o ciclista … ciclistas devem fazer de tudo para serem vistos”: não entendi isso como “o motorista não tem culpa, a culpa é do ciclista que não se fez evidente”. Não está sendo imputada a culpa a ninguém. Infelizmente, sendo culpa ou não do motorista, o cara tá morto, não vai mais voltar. Eu acho que o ciclista deve sim tentar ser visto, deve sim tomar suas precauções. Um exemplo que se encaixa nisso é o “ocupar a faixa”, de maneira a ser visível, resguardar uma boa distância dos outros veículos e ganhar “margem de segurança” contra imprevistos e desvios repentinos.

        Na minha opinião, esse vídeo não é um tratado sobre como se deve pedalar, ou sobre a culpabilidade do ciclista… acho que seria mais importante ressaltar algumas boas dicas! Eu acho que é muito bom passar a idéia de que é sim arriscado, que o ciclista deve sim se cuidar, deve sim tentar ser mais visível. Não importa quem é o culpado quando acontecer alguma merda… quem vai “pagar o pato” muito provavelmente será o ciclista. Como o ciclista pode fazer para evitar “acontecer alguma merda”? Acho que, nesse sentido, o vídeo foi muito feliz.

      • heltonbiker disse:

        Novamente, Fernando, essa questão é polêmica e tem condições de alimentar um debate interminável. Felizmente, com as tuas contribuições, temos elementos ricos de argumentação tanto num sentido quanto no outro. Acredito que esse debate voltará a ocorrer, até porque pretendo continuar, como sempre, de olho na forma como a questão é abordada pela imprensa profissional. Vamos falando!

  4. lobodopampa disse:

    Pois é.

    Não vi a reportagem, porque não vejo TV.

    Pelos trechos destacados, concordo com a interpretação do Helton.

    A msg está contaminada por preconceito e falta de conhecimento sobre como funciona, ou pode funcionar, o trânsito compartilhado com todos os tipos de veículos. Funciona muito bem quando os condutores são competentes.

    Entretanto:

    essa visão de que veículos motorizados e não-motorizados são incompatíveis; de que ciclovias são imprescindíveis e a solução efetiva (e mágica, de certa forma) para toda essa problemática; que os ciclistas são inerentemente incapazes de se virar bem nas ruas; etc;

    é uma visão bastante comum entre ciclistas, e, por incrível que pareça, entre uma boa parcela dos cicloativistas, dentro e fora deste blog.

    Tbém é a visão predominante do blog Copenhagenize que vende a idéia que o modelo dinamarquês é o único que realmente funciona bem (e é um modelo segregador). Esse blog, muitas vezes citado pelo próprio Helton, inclusive já publicou um lamentável ensaio tentando ridicularizar os princípios do Ciclismo Veicular.

    Então:

    a visão expressa na reportagem é preconceituosa sim; mas é um tipo de preconceito compartilhado por boa parte da comunidade ciclística internacional.

  5. SVicente disse:

    A polêmica em torno da segregação ou não do ciclista tornou a rolar hoje em alguns papos que tive com amigos ciclistas enquanto aguardávamos o início da caminhada/bicicletada na Av. Paulista, na homenagem à ciclista Juliana, morta por um ônibus na mesma Paulista quase esquina com a Pamplona.

    Existem prós-e-contras na minha opinião em se utilizar e incentivar as ciclovias e em se ressaltar os riscos de se usar a magrela no trânsito. Eu que já sou cicloativista faz 7 anos (mas andava de bike desde moleque nas ruas, eventualmente…) penso que a ciclovia tem sido o seu lado positivo e TEM que ser incentivada como política pública. Porque penso que nem todos vão ter a “coragem” (assumir o risco), nem ter a tarimba para se desvencilhar das armadilhas do nosso trânsito nada gentil, que mata mesmo – e mata muito mais pedestres e os próprios condutores de veículos. Falta educação acima de tudo. E isto não vamos conseguir virar de uma hora para outra – levará gerações, umas 2 ou 3. E é aí que entra a ciclovia e mesmo a ciclofaixa, porque serve como “porta de entrada” para os menos experientes, os menos dotados. Os mais velhos, os adolescentes, qualquer um que não queira dividir a rua com os motorizados. O risco diminui, sem dúvida. Eu já pedalei bastante em ciclovia e isso é evidente, sem discussão.

    Mas o outro lado, que não pode ser esquecido, tem que ser debatido, é que só ciclovias não bastam. Elas demoram a ser construídas, a atingir uma malha que se estenda a todos os bairros das cidades e pode-se mesmo dizer que em determinados locais jamais poderão ser implantadas, seja pela condição geográfica, seja pela econômica. É impossível ter uma ciclovia/faixa em cada rua, avenida de sua cidade. Daí que entra a conscientização do motorista, a idéia do traffic calming e a devida punição para quem viola a legislação do CTB. Ruas também são locais para as bicicletas por serem veículos regulamentados a utilizá-las. Há inúmeros ciclistas que têm mais “coragem” (reparo que eu uso sempre este termo entre aspas, porque é discutível o que ele significa para mim, para você…), têm experiência ou mesmo a necessidade de usá-las. Não podemos nos resignar aos trajetos de ciclovia, a não “incomodar” os motorizados pela nossa velocidade mais baixo, pelo nosso “elo fraco” como alguém mencionou. Somos cidadãos, temos o direito de circular, só temos que ser respeitados e nos fazer respeitar pela atitude não de “guerreiros” ou “heróis” (que um dia vão morrer). Não se trata de ser covarde ou valentão. Para a maioria da sociedade é mais fácil colocar nestes termos, simples assim: sai pra lá ciclista, aqui é meu lugar, cheguei primeiro.

    Se a política pública fosse (o que eu desconfio que não seja) promover o uso da bicicleta como alternativa de mobilidade tudo mudaria. O motorista nos veria com outros “olhos” (não seria cego ou nós invisíveis a ele) porque saberia o que aconteceria se desrespeitasse as regras do “jogo” (= trânsito). A discussão se dá em um nível mais profundo. É econômico-financeiro. A quem interessam as mortes no trânsito, o aumento do número de veículos motorizados nas ruas, os intermináveis congestionamentos??? Quem de fato deseja que isso diminua?

    Termos um pensamento coletivo em prol do bem comum da sociedade. Esse é o ponto.

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