Curitiba tem 120 km de vias ciclaveis!

Com crédito para MarcusLisboa.


Os 120 quilômetros de ciclovias de Curitiba superam a soma da malha cicloviária de três grandes capitais brasileiras: Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte. Na infraestrutura para o trânsito de bicicletas, a capital paranaense está à frente de São Paulo, que tem 47,2 km de ciclovias, Belo Horizonte com seus 30 km e Porto Alegre, com 7,8 quilômetros.

Para se chegar a um número equivalente à quilometragem de pistas para bicicletas implantadas em Curitiba é necessário somar as malhas cicloviárias de Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte e incluir na conta os 36,9 quilômetros existentes em Florianópolis.

O resultado da somatória é 121,9 km de vias para bicicletas considerando o que existe nas capitais gaúcha, paulista, mineira e catarinense, número praticamente igual ao que Curitiba, sozinha, oferece aos seus habitantes. O cálculo leva em conta a malha cicloviária implantada nessas capitais, sem considerar o que está em obras.

Incluindo na conta as ciclovias em obras nessas cidades, Curitiba ainda tem a maior extensão em vias cicláveis na comparação direta entre as capitais. Em Porto Alegre, por exemplo, são 7,8 km de ciclovias implantadas e 9,4 km em implantação até 2012. Em São Paulo existem 47,2 km de ciclovias de uso restrito a bicicletas, 15 quilômetros das chamadas rotas de bicicletas e 45 km de ciclofaixas de lazer que funcionam aos domingos e feriados. Belo Horizonte tem 30 km implantados e 15 km de ciclovias em obras e Florianópolis tem 36,9 km de ciclovias.

Já a Urbs lançou edital de licitação para ocupação e exploração de seis bicicletários em diferentes pontos de Curitiba: Parque São Lourenço, Centro Cívico, Santa Quitéria, Carmo, Pinheirinho e Jardim Botânico.

E em janeiro a Prefeitura fará a licitação para implantação de 20 novos paraciclos. O modelo dos estacionamentos públicos de bicicletas foi aprovado pela Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu.

Em novembro, a Prefeitura vai começar as obras da primeira ciclofaixa da cidade, na Avenida Marechal Floriano Peixoto. A pista exclusiva para ciclistas, ao lado da canaleta do expresso, terá cor diferenciada, sinalização especial e iluminação.

A ciclofaixa da Marechal vai ligar o Terminal do Carmo ao viaduto da Linha Verde, na antiga BR 116. São 4 km de sentido Bairro/Centro e mais 4 km de sentido Centro/Bairro. No ano que vem, a ciclofaixa será ampliada até a divisa com São José dos Pinhais.

Mais 400 Km – Curitiba tem a segunda maior malha cicloviária rede do País, atrás somente do Rio de Janeiro. Porto Alegre, cidade do porte de Curitiba, tem apenas 7,8 km de ciclovias. A meta de Porto Alegre é chegar a 40 km de ciclovias até a Copa de 2014. Até lá, Curitiba deve ter uma infraestrutura cicloviária de mais de 400 km.

Entre os locais que terão mais ciclovias estão a Linha Verde Norte, que está sendo ampliada do Jardim Botânico ao Atuba. Assim, a Linha Verde completa terá 20 km de ciclovias, do Contorno Sul ao Atuba.

A Avenida das Torres, que será revitalizada para a Copa, ganhará 10 km de ciclovias. O primeiro trecho da Linha Azul do Metrô Curitibano, entre a CIC/Sul e Centro da cidade, também abrirá espaço para bicicletas, já que as canaletas do expresso darão lugar a um parque linear com ciclovia num trecho de 13 km. As 13 estações de embarque e desembarque do metrô terão estacionamentos para bicicletas.
Ao largo das bacias do Barigui, Ribeirão dos Padilhas, Iguaçu, Atuba e Vila Formosa, a prefeitura vai implantar mais 14 quilômetros de ciclovias.

Capilaridade – Os 120 quilômetros da malha cicloviária já implantada em Curitiba conectam a cidade de ponta a ponta. São ligações que vão do bairro Cachoeira, no extremo Norte ao Pinheirinho, no Sul, ou do Capão da Imbuia, no Leste ao Orleans, no Oeste.

Para aumentar ainda mais as conexões cicloviárias, a Prefeitura está construindo novas vias para o trânsito de bicicletas, entre ciclovias, ciclofaixas, e calçadas compartilhadas. Gradativamente a malha cicloviária curitibana está sendo ampliada para atingir, ao longo dos anos, a meta de 400 quilômetros prevista no Plano Diretor Cicloviário.

Uma dessas novas conexões é a ciclofaixa da avenida Marechal Floriano Peixoto, que terá um total de oito quilômetros (4 km em casa sentido), desde viaduto da Linha Verde até a divisa com São José dos Pinhais. O primeiro trecho será iniciado em novembro.

Quem usar a ciclofaixa da Marechal no sentido Centro, por exemplo, poderá acessar também a ciclovia compartilhada da Rua Aluizio Finzetto, seguindo pelas ruas João Negrão, Conselheiro Laurindo, Mariano Torres para chegar à área central. Seguindo adiante, o ciclista poderá ir até a Barreirinha pelas ciclovias já existentes, passando pelo Passeio Público e o Parque São Lourenço.

A ciclofaixa será toda pintada em vermelho, terá sinalização especial e vai separar ciclistas dos motoristas. A outra etapa, da ligação até o limite da cidade com São José dos Pinhais, será feita com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a Copa.

Mais de 30 km de ciclovias com obras da Copa e Metrô

O Ippuc está projetando ainda a implantação de 10 quilômetros de infraestrutura cicloviária na avenida Comendador Franco (avenida das Torres). As obras integram o pacote de requalificação do Corredor Aeroporto/Rodoferroviária, financiado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa 2014.

Previsto no Plano Diretor, o projeto para esse eixo prevê a implantação de infraestrutura cicloviária nos dois lados da avenida das Torres, com sentidos opostos, totalizando 20 quilômetros no trecho até a divisa com São José dos Pinhais.

O primeiro trecho da Linha Azul do Metrô Curitibano, entre a CIC/Sul e Centro da cidade, também abrirá espaço para bicicletas. Parte das canaletas do eixo Pinheirinho/Santa Cândida serão transformadas em ciclovia, num trecho de quase 13 quilômetros.

As 13 estações de embarque e desembarque do metrô terão estacionamentos para bicicletas. Assim, quem estiver pedalando na ciclovia e quiser continuar o deslocamento usando o metrô poderá guardar a “magrela” dentro de uma estação.

O parque linear do Barigui também terá uma ciclovia com cerca de 10 quilômetros, ligando a CIC ao bairro Santo Inácio.

Malha cicloviária nas capitais

Rio de Janeiro – 240 quilômetros de ciclovias.

Curitiba – 120 quilômetros de ciclovias implantadas (22,5 km em construção em 2011); 4 km de Ciclofaixas de Lazer e 43 km projetados, que incluem as obras do eixo Aeroporto/Rodoferroviária e do Metrô Curitibano).

São Paulo – 47,2 km de ciclovias implantadas, 45 km de ciclofaixa de lazer; 15 km de rotas de bicicleta (faixa compartilhada com veículos).

Porto Alegre – 7,8 km de ciclovias implantadas e 9,4 km em construção até 2012.

Florianópolis – 36,9 km de ciclovias implantadas

Belo Horizonte – 30 km de ciclovias implantadas e 10 km em obras.

Vitória – 35 quilômetros implantados e 15 km em obras

Fortaleza – 25 quilômetros

Recife – 21 km de ciclovias

Cuiabá – 1,898 km (1,153 km pavimentados e 745 metros sem pavimentação)

Rio Branco – 60 km

Boa Vista – 21 km

* Fonte: dados fornecidos pelas prefeituras

Vias cicláveis em obras na cidade
Eduardo Pinto da Rocha – 5 km
Ciclofaixa Marechal – 4 km
Fredolin Wolf – 7,6 km de revitalização existente – integra com a Toaldo Túlio (5,5 km de faixa ciclável compartilhada) formando o Eixo Oeste/Norte (13,1 km de pistas para bicicletas)
Linha Verde Norte – 1,8 km
Eixo de Integração CIC/Tatuquara – 1,8 km
Binário Chile Guabirotuba – 2,3 km
Ciclovias em projeto
Avenida das Torres – 20 km (10 km de cada lado da via)
Metrô Curitibano – cerca de 13 km do Pinheirinho ao Centro

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5 respostas para Curitiba tem 120 km de vias ciclaveis!

  1. Marcus Brito disse:

    Infelizmente o mais importante, que é o respeito ao ciclista, não parece estar muito melhor em Curitiba que no resto do país.

    Tenho alguns conhecidos lá, e os relatos que ouço não são nada animadores. Se aqui temos o brete da Ipiranga, em Curitiba eles têm a ciclo-corda bamba da Marechal:

    http://bicicletadacuritiba.org/2011/12/protesto-hoje-quarta-feira-2112-em-frente-ao-shopping-cidade/

    Os motoristas da cidade também não parecem muito mais amistosos:

    http://www.gazetadopovo.com.br/blog/irevirdebike/?id=1217873

    Curitiba mostra como com uma boa administração é possível transformar a cidade e criar um ótimo lugar para se viver, mas mostra também como uma administração ruim pode pôr tudo por água abaixo.

    O que é uma pena, porque apesar desses problemas Curitiba ainda é uma cidade incrível, extremamente agradável. Com um pouco mais de vontade de conviver, Curitiba podia ser um lugar incrível para se pedalar.

    • Aldo M. disse:

      Dizem que Porto Alegre reduziu os acidentes com ciclistas em 2011. A verdade é que a Prefeitura apressou-se em reivindicar os créditos. Mas, para mim, os méritos são do nosso amigo Klaus que distribui e colou centenas (ou milhares?) de adesivos reflexivos nas bicicletas desta cidade, diga-se de passagem custeados por ele.

  2. Diego Alves disse:

    A posição de Porto Alegre é ridícula. Vale lembrar que as ciclovias de Poa levam nada a lugar algum. Os gestores da cidade deveriam ter vergonha na cara (infelizmente não tem).

  3. Fabio disse:

    Cara, desculpe comentar apenas agora, já que a postagem é mais antiga, mas só conheci o site hoje por causa do desabafo contra a Monica ValdWogel (está circulando no Facebook). Estive agora no Carnaval em Curitiba (logo se percebe que sou um grande entusiasta do Carnaval) e uma das coisas que mais prestei atenção foi para a questão das ciclovias, já que moro em São Paulo e vou e volto do trabalho de bike.
    Pois bem, não vi nenhum espaço próprio para as bikes nas ruas – não estou falando de parques, praças, etc, acho que nenhuma cidade supera Curitiba nesse quesito. E olha que circulei bastante com meu touro em loja de porcelana.
    Outra coisa que me chamou muito a atenção foi a péssima sinalização da cidade. As placas indicam, por exemplo, “Parque Tanguá” e apontam para uma direção. Você segue para essa direção e fica à deriva, já que não há mais placas indicando o restante do caminho.
    Acho que essa história da boa administração também virou um pouco de mito – por favor, não estou entrando na questão política.
    Abs e parabéns pelo site.

  4. sergio disse:

    Olha, Curitiba tem consideráveis padrões de qualidade de vida, um exemplo são as ciclovias. Porém, elas são esburacadas em muitos trechos, com asfalto de baixíssima qualidade e falta de criatividade. Eu morei em Perth, na Costa Oeste da Austrália e mesmo depois tendo morado e viajado pelas outras cidades da Austrália e outros lugares do mundo, nunca vi algo semelhante ao das ciclovias de Perth, São mais de 700km de ciclovias espalhadas pela linda metrópole. Só uma pedalada de uma praia a outra ou contornando o Rio Swan é um sonho. As ciclovias são geralmente largas, distantes das avenidas, arborizadas e têm uma paisagem deslumbrante. Eu costumava usar a bicicleta para tudo, inclusive para ir ao trabalho, atravessando o rio por uma ciclovia no andar de baixo da ponte, exclusiva para as bikes, um trecho de uns 200-300m incrível, jamais sonhado no Brasil. Assistam este vídeo e tenham um pouco da ideia do que é uma cidade de primeiríssimo mundo. http://www.youtube.com/watch?v=TRKUvRiE7Z4
    Continuem exigindo dos prefeitos mais empenho em relação as ciclovias, afinal é um investimento muito barato e que melhora a qualidade de todos.
    Abraços
    Sergio

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