Pedalar em Porto Alegre está mais seguro.

Pedalar em Porto Alegre está mais seguro. Esta é a conclusão que se chega quando se analisa as estatísticas de acidentes de trânsito envolvendo ciclistas e feridos em acidentes de trânsito envolvendo ciclistas no ano de 2011. Segundo as estatísticas, coletadas pela EPTC, os acidentes envolvendo ciclistas tiveram 20% de queda.

Essa estatística é ainda mais interessante se levarmos em conta que o número de ciclistas pelas ruas de Porto Alegre cresceu muito em 2011 e que esse foi o ano do atropelamento coletivo de ciclistas por Ricardo Neis, onde numa só ocorrência foram feridas pelo menos dezessete pessoas. O que nos leva a uma pergunta: se há mais bicicletas nas ruas como pode o número de acidentes ter diminuído ao invés de aumentado?

Existem várias possibilidades. Uma delas é que devido ao aumento de ciclistas e à exposição da bicicleta na grande imprensa e nas redes sociais, hoje em dia o motorista está contando com a presença de ciclistas na via e portanto age com mais cautela. Outra possibilidade é que episódio do atropelamento coletivo tenha sensibilizado a população a ponto de causar uma mudança permanente no seu comportamento, fazendo com que, novamente, os motoristas sejam mais cuidadosos ao se aproximar de bicicletas na via.

O certo é que essa melhoria na segurança de quem pedala por Porto Alegre, NADA tem a ver com as políticas públicas do governo municipal, que não tomou medida nenhuma nos últimos anos para garantir a segurança de ciclistas. Se os órgãos competentes por planejar e fiscalizar o trânsito tomassem alguma medida para aumentar a segurança dos usuários da bicicleta, creio que Porto Alegre poderia praticamente zerar os acidentes envolvendo ciclistas, ou pelos menos teríamos uma redução bem maior.

O que vale é aquela máxima de que quanto mais bicicletas tivermos circulando nas ruas, mais seguras elas serão.

Então levante essa bunda do assento do seu carro, deixe-o na garagem, comece a pedalar e ajude a deixar as ruas mais seguras para todxs!

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21 respostas para Pedalar em Porto Alegre está mais seguro.

  1. heltonbiker disse:

    Há uma associação conhecida entre o número de bicicletas nas ruas e a incidência de acidentes envolvendo bicicletas, como pode ser visto na figura que está no meio desta página:

    http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=da&tl=pt&u=http%3A%2F%2Fwww.cykelhjelm.org%2F

    Se a causa do alto número de ciclistas é a própria segurança, ou se a segurança é decorrente desse maior número, exigindo mais atenção de motoristas, não saberia dizer. Mas a conclusão é que, quanto mais bicicleta na rua, melhor.

    Bicicleta é o futuro. É um caminho sem volta.

  2. Há que legal, mas muito legal esta notícia, conheci na época dos Militares os indicadores da inflação que sempre ficavam estáticos e a gente cada dia tinha menos dinheiro.
    Qual era a mágica? troca o indicador ou simples mais simples inda, manipula ele. Sempre foi assim.
    E agora a pergunta que não quer calar.
    Segundo o Presidente do Detran na audiência pública na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul faz quatro meses atrás o número de acidentes com ciclistas aumentou escandalosamente.
    E agora quem está com a razão o Governo do Estado ou o Governo Municipal?
    Como falava Martín Fierro
    “..siempre hay que estar bien o com la polecia o com el Juez, uno de ellos siempre tiene razon…”
    que tal esta?
    Gostaram? tirei do fundo do baú.
    Vamos agora traduzir o que os senhores falaram no post, quer dizer que educação para o trânsito não serve para nada?
    Porque não foi investido um real para educar e conscientizar motoristas ao respeito da bicicleta.
    Gente a questão é que pode ter mais ciclistas na rua, serem mais vistos e nos sermos mais cuidadosos; porque nos nossos grupos, sim investimos dinheiro com educação para o trânsito, as aulas do Helton, do Artur, do Sgarbossa e de ti Marcelo ajudaram muito para nos dirigirmos de forma defensiva. E falo dinheiro porque o que nos fazemos aqui todos os dias e gastar bastante dinheiro investindo em conscientização e em educação.
    Os indicadores da EPTC têm que ser fajutos, como já falei a gente cai da bicicleta, porque um motorista avança um sinal, nos atiramos ao chão para não bater, nos machucamos um pouco ou as vezes bastante e seguimos enfrente, demoramos quinze dias para curar as feridas e não damos parte nenhum e isto é não ter acidentes?
    Estes indicadores são que nem o cidadão, que é assaltado e sabendo que o parte só vá ajudar nas estatísticas, nem registra ocorrência.
    Gente, moramos no lugar mais imprudente do mundo no trânsito, onde são cometidos os maiores abusos, onde os ciclistas são atropelados as dúzias e os atropeladores não vão para a cadeia; alguém acredita nesta idéia de que os acidentes com ciclistas diminuíram?
    Neste lugar da terra ninguém cede o passo nem para mulher grávida, alguém acredita que tenham diminuído os acidentes?
    Marcelo desta vez não vou apoiar e não vou deixar passar, porque está chegando o FMB e não podemos ter este tipo de avaliação, de uma realidade que é totalmente adversa à bicicleta e que por autoria das pessoas que deveriam controlar e atenuar a massacre do trânsito, tem incrementado uma rivalidade e uma disputa canalha e cada espaço de rua.
    A bicicleta é o futuro mas teremos que lutar muito mais ainda a vitória não está tão próxima assim. Saúde.

    • Marcelo disse:

      Martinez, os dados do Detran não são referentes a todo estado do Rio Grande do Sul? Os dados da EPTC são referentes só a POA.

      Sobre não relatar os acidentes à EPTC, acho que os de pouca gravidade nunca são relatados, nem o foram em 2011, nem em 2010, nem em 2009. Existe algum motivo para crermos que em 2011 a EPTC ficou sabendo menos dos acidentes?

      A educação no trânsito serve para muito sim. Se houvesse um mínimo de investimento em educação no trânsito esses números, que melhoraram mas ainda estão longe de ser bons, seriam menores.

      Eu acredito que exista uma diminuição dos acidentes, pois vejo até mesmo mais carros parando nas faixas do que há 5, 6 anos atrás.

      Não digo que com isso devamos deixar de lutar por coisas que sabemos que são necessárias, mas temos que usar esses dados favoráveis para atrair ainda mais pessoas para a bicicleta.

  3. Marcelo acho que temos de analisar os dados com muito mais profundidade porque na realidade todos os restantes dados dos quais falei são bem reais, a violência do trânsito em POA e algo incrível não entendo como não morre mais gente. Faz algum tempo o Artur recomendou a leitura de um livro, que já estou lendo por segunda vez, que é “Fé em Deus e pé na tábua” que relata o que acontece no trânsito nas nossas cidades e como isto é uma questão sociológica de difícil solução. A questão no trânsito em Porto Alegre parece ser muito mais violenta e agressiva, que nas cidades do resto do Brasil. Sair de um Posto de combustível, por exemplo para um carro, quando este posto está numa Avenida, se transforma numa verdadeira epopéia de risco e coragem. Colocar ar no pneu da bicicleta, chega a ser um motivo de ofensa, quando um motorista está aguardando para usar o mesmo equipamento. Marcelo os dados do Detran são de todo o Rio Grande do Sul e estes dados demonstram um comportamento; se todo o Estado está crescendo não será Porto Alegre que irá levar a coroa de cidade do trânsito seguro para os ciclistas.
    Enquanto ao fato de querermos que mais pessoas usem dos equipamentos viários, para andar de bicicleta, posso te relatar que existe uma pesquisa que fala em algo em torno de 30% da população de Porto Alegre, como demanda reprimida de utilização da bicicleta pela falta de ciclovias. Eu tenho vários casos, na minha própria casa que não se aventuram a usar a bicicleta, nas atuais circunstâncias e que só estão esperando pelas ciclovias para virar “ciclistas, que abandonam seus carros em casa”.
    Veja Marcelo, dei uma bicicleta de presente para minha mulher, ela tem 60 anos, ela adorou e começou a usar, mas o medo está vencendo ela.
    O jeito de dirigir dos motoristas é muito agressivo e desestimulante os fininhos são bravos.
    Minha filha mais velha, teve um encontro desafortunado com “corredores de rua” (colocados assim porque na realidade são a turma da testosterona que precisam mostrar como são machos) que derrubaram ela, no parque Marinha do Brasil, se machucou, ficou traumatizada e está custando a voltar, disto faz três meses.
    Demos uma bicicleta para um de meus netos, um magrinho arrogante foi entrar num prédio na Wenceslau Escobar, com seu carro ridículo, na calçada em alta velocidade e meu neto foi desviar dele e caiu, não se machucou, mas ficou com medo tem tão somente 8 anos, está demorando a retomar.
    Este é o contexto da minha experiência por isto que me leva a acreditar que esta afirmação de que está melhor não me convence.
    Agora, sempre tem um agora, alguns dias atrás circulei perto da praza da Encol e fiquei de veras impressionado com o respeito que os motoristas demonstram naquela região, pelo ciclista, acredito que sejam zonas e formações diferenciadas.
    Que a EPTC tem acirrado propositalmente os ânimos entre motoristas e ciclistas é uma realidade que está claramente demonstrada todos os dia nas ruas, não acredito que de forma planejada mas de forma implícita e irresponsável. Os comentários da Direção da EPTC aos ciclistas são sempre desabonatórios e sempre criam polemica. Saúde

    • Marcelo disse:

      A meu ver os dados do Detran são tão confiáveis quanto os da EPTC, pois ambos se baseiam apenas em ocorrências das quais as autoridades foram notificadas. E também não acho que os dados sejam incompatíveis, pois já tinha ouvido falar de um aumento da morte de ciclistas em rodovias (coisa que não cai na jurisdição da EPTC).

      Veja bem, não estou dizendo que Porto Alegre é uma cidade considerada segura para se pedalar, que os motoristas não são violentos. Só estou dizendo que ela está um pouco mais segura do que antes. É uma afirmação relativa “menos pior”, não “bom” ou “satisfatório”. Se antes Porto Alegre era o sétimo dos infernos para se pedalar, agora é o sexto.

      Mas eu também não acho tão ruim, tenho notado sim um crescimento no respeito por parte dos motoristas. Eles já me toleram. Até 2010 toda hora tinha um carro atrás de mim buzinando para eu sair da pista, isso já não acontece mais com tanta freqüência. E têm acontecido coisas que não aconteciam antes, como um carro esperar pacientemente atrás de mim até ter a oportunidade de me ultrapassar (são poucos, mas antes eram menos). Mas ainda há muito por melhorar, alguns motoristas ainda passam perto demais, muitos falam no celular enquanto dirigem, muitos furam o sinal vermelho, etc.

      Acredito em todos os teus relatos pois sei que grande parte dos motoristas são criminosos e não percebem que têm uma arma nas mãos. Talvez também haja alguma diferença de comportamento dos motoristas em diferentes regiões da cidade, mas por onde pedalo com maior freqüência, não tenho tido maiores problemas.

      Mais uma vez reitero aqui a minha posição de que os órgãos públicos e governantes incompetentes e hipócritas não têm NADA a ver com essa leve melhora nas condições de se pedalar em Porto Alegre.

  4. rafaelzart disse:

    Excelente post. Cito meu caso, pois faço parte do que considero uma “PIRÂMIDE” ou “RAÍZ” de uso da Bicicleta. A partir de metade de 2011, um colega meu de trabalho passou a usar a bicicleta diariamente influenciado por um amigo que já ia de bici (temos, então, 2 pessoas). Sua namorada começou a ir de bici também (agora temos 3 pessoas). Aqui na firma, sua influência atingiu mais três colegas (6 pessoas). Eu demorei um pouco, mas embarquei na onda devagar e hoje 70% dos meus deslocamentos são de bicicleta (7 pessoas). Chato que sou, passei a compartilhar minhas opiniões e influenciei algumas. O namorado da prima da minha esposa (8 pessoas) que agora está convencendo a própria namorada (9 pessoas). Um amigo lá de São Paulo e outro de São Sepé via postagens no Facebook (11 pessoas). Na próxima Massa, tentarei levar minha esposa, minha madrinha e seu marido (ENTÃO: pode ser que em pouco mais de seis meses, o exemplo de uma pessoa está prestes a convencer 14 pessoas e contando apenas UMA ramificação de sua raíz). Conclusão, falar bem da bicicleta e, no meu caso, também da irracionalidade do abuso do carro, dá frutos. Mas, principal mesmo, é dar o exemplo. Pedalando.

  5. Fabrício disse:

    muito bem dito. LEVANTA ESSA BUNDA DO E VEM PEDALAR!

  6. Aldo M. disse:

    Faltou o dado mais importante: fatalidades envolvendo ciclistas. Em 2010 foram 12; em 2011, 14. Um AUMENTO de 17%.
    http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/eptc/usu_doc/vit_fatais_acid_env_ciclistas_dez2011.pdf
    Então, ainda é cedo para iniciarmos as comemorações.

    • lobodopampa disse:

      Aldo,

      vou comemorar quando você pedalar mais e teclar (um pouco) menos.

      Na boa hehehe.

      abraço fraterno

      a.

    • Marcelo disse:

      Dobraste as estatísticas! Em 2010 foram 6, em 2011 foram 7. Uma a mais.
      Não incluí pois pode não significar aumento nem variação estatisticamente significativa, uma diferença de uma unidade pode ser mero acaso. Diferentemente dos feridos que variam na casa das centenas.

      • Aldo M. disse:

        Lobodopampa, juro que estou tentando! Quando eu conseguir, ficaria feliz em comemorarmos juntos. 🙂
        Marcelo, errei feio: somei os meses com o total. Então, reconsidero e concordo inteiramente contigo quanto à análise. Uma redução de 20% de feridos é consistente e apreciável. Se comparado com 2009, a redução é menor, apenas 12 %, mas ainda assim uma boa notícia. Acho que significa alguma mudança de comportamento dos motoristas em geral com relação aos ciclistas.
        Mas a EPTC ainda tem muito a fazer: o número de feridos em atropelamentos foi de 1500, o terceiro maior dos últimos seis anos. Ou seja, nada que indique uma melhora. E o número é muito alto: são aproximadamente 115 feridos em atropelamentos por 100.000 habitantes.

  7. Jose Antonio Martinez disse:

    Rafael confesso que nunca prestei atenção para o numero de pessoas que motivei, achei muito bacana teu comentário e acredito que somos mais que antes e pelo que o Marcelo falou vou ter que me dobrar entao as estatísticas de Porto Alegre. Fico feliz disto teu relato foi muito bom. Saúde

    • rafaelzart disse:

      Obrigado Martinez. Coloquei ali exemplos pessoais para tentar entender como funciona o movimento da bicicleta. Porém, há de se considerar o fato de que ler muito, ouvir e dialogar com (des)conhecidos na web, prestar a atenção no comportamento de ciclistas na rua (quando ainda não se é um) e, é claro, frequentar a Massa crítica, são fatores decisivos que levam as pessoas a experimentar a bicicleta. Esse post que relaciona o aumento de ciclistas com a redução de acidentes é o tipo de coisa que indecisos precisam para usar a bici. Me lembro de um texto que li ano passado, uma tradução de um texto em alemão (acho que foi do Artur) que foi muito decisivo pra mim. Soma-se aí oficinas, palestras, mesas de conversa, enfim, tudo ajuda.

      • lobodopampa disse:

        Ô Rafael, sem falsa modéstia por favor hehehe!

        Deve ter alguma coisa bem especial e eficiente na tua abordagem, pois a “taxa de contágio” é bem alta, num tempo bem curto. Te falo em eficiência!

        Pode ser talento natural, simpatia, sei lá. Mas que tem, tem. Muita gente tenta influenciar pessoas, com as melhores intenções, mas nem todos conseguem!

  8. Por mais que queira deixar quieto meu sangue latino fala mais alto, porisso falando em estatísticas domingo 22/01 entrei novamente nas estatísticas de acidentes de trânsito (? não tenho certeza disso pois ainda não fui pessoalmente levar o B.O e o laudo pericial que fiz na terça vai ficar pronto em 20 ou 30 dias. Sábado foi marcado um pedal até Itapuã pelo facebook do qual fui eu mais a Livia, a Ana e a Nídia. Eu já fui muitas vezes até lá, (não importa tanto eu sei, mas cheguei a ir de speed, e sozinha também). Desta feita neste último domingo, na altura da av. da Cavalhada, próximo ao n.3999, na frente de uma parada de ônibus fui atropelada, e nem deu tempo de enxergar a placa do carro. Apesar de ter ficado caída por alguns minutos na via ( no meio da faixa da primeira pista com a segunda pista que é início de uma lomba), já que fomos as 4 ultrapassar os dois ônibus parados, foi feita a ultrapssagem pela esquerda dos motoras, e como fui por último sobrou prá mim!). Pedi ao motora do segundo bus para esperar um segundinho e ele estava me vendo pelo espelho e sua janela estava aberta, por culpa do calor, óbvio! Eles tocou prá cima de mim e avançou para segunda pista e um carro bordo, ou cor de vinho com passageiros, inclusive uma criança junto me atropelou e não parou prestar socorro. Liguei na EPTC, enquanto aguardava socorro…blá blá blá….Fui obrigada a pedir um taxi para me levar ao HPS, e como estava com a bike e as gurias iam ter que ficar como? Se pensou num taxi que talvez resolveria a questão, pois desmontaríamos as rodas e colocaríamos no banco traseiro, e depois “algum amigo” viria até o hospital (caso eu não tivesse condições de seguir sozinha até meu apartamento). Um taxi foi atacado na hora por elas e ele se negou afazer a corrida e mostrou o número para ligarem no vidro traseiro. Parece-me que a legislação diz que a corrida nestes casos não pode ser cobrada. Chegou depois de 10 minutos outro taxista e não me levou, deixando-me postada de pé na calçada toda machucada, pois eu não aparentava fraturas externamente para ele e nem estaria inconsciente tampouco, e por fim quando fui fazer radiografias no hospital de tarde, após dar entrada na emergência, às 12:00h (o acidente foi às 10:40h) tive uma fratura na costela que me rendeu um dia e, mais algumas horas da noite em observação. Como as gurias na hora do acidente já estavam lá no final da lomba, e isso foi quando eu consegui vencer o terror de ver aquela montoeira de veículos largando a mais de 60km/h eu gritei que fui atropelada e olhei prá trás, e um carro subiu atrás do que ele pode enxergar, no caso ele viu o prefixo do ônibus e parou as gurias, e assim elas entenderam que eu tinha parado por ter sido atropelada naquela hora. Agora eu me atreveria a perguntar, se possível fosse neste post, se poderei fazer algo além de tentar me recuperar cercada de tantas amig(a)os, não é? E especialmente achei muito importante oque o Martinez escreveu, apesar dele talvez nem me conhecer, que acredito sejam muito poucos no meio ciclístico de tantos cicloativistas, esportistas, etc… se eu também apenas serei mais um numerozinho infinitamente insignificante como parece ser algo como um ser humano acima de ser ciclista, ou blá blá blá que tenta compartilhar no trânsito desta capital sempre com muita cautela e sim com muito medo pois na hora de lamber os ferimentos nada como saber que um dia se possa andar nas vias recebendo o respeito e o suporte de autoridades no trânsito. Atenciosamente, Marly

  9. Aldo M. disse:

    Desculpe, Marcelo, mas o título deste post poderia ser sido melhor escolhido. Mesmo uma eventual redução de 20% nos acidentes não permite afirmar que a segurança aumentou. É muito pouco para ser percebido ou para alterarmos nosso comportamento no trânsito.

    Sexta-feira passada, fui pela primeira vez trabalhar de bicicleta. Levei 45 minutos para vencer os 11,5 km desde as imediações do Gigantinho até um pouco após o Aeroporto. Muitos colegas ficaram impressionados e perguntavam se minhas pernas estavam doendo e como eu tinha feito para chagar lá, no meio dos carros. Mesmo que anda de bicicleta em fins-de-semana, não tem noção de como é andar no trânsito. Em primeiro lugar, se costuma pedalar devagar: a minha média foi de uns 15km/h e a máxima de 30km/h em um declive num corredor de ônibus (sem ônibus à vista, é claro). Outra diferença é o trajeto, que é diferente do que se faz de carro: sempre que possível, toma-se vias mais tranquilas e, não raro, pedala-se na calçada e até alguns trechos na contra-mão (bem devagar). O importante é tentar ficar longe do alcance dos carros, sempre com uma alternativa de fugir para uma calçada, por exemplo. Só levei alguns sustos nos postos de gasolina, pois os carros costumam entrar neles sem reduzir a velocidade ao atravessar o passeio público.
    Mas a reação dos colegas foi positiva e diversos pegaram a minha bicicleta dobrável e voltaram a ser crianças dando voltas pelo escritório. E devem ter ficado com inveja por não poderem evitar o trânsito pesado que iriam enfrentar ao final da tarde. Nunca fiz propaganda para as pessoas irem de bicicleta e acho que também não farei. A quem se interessou, eu dei dicas. Para mim, o principal argumento é o exemplo.
    Lamentável o teu acidente, Marly. Fiquei um pouco surpreso com a atitude de ambos os motoristas que, além de provocarem o acidente, fugiram sem prestar socorro. É possível que a perspectiva de se “incomodarem” por atropelar um ciclista tenha contribuído para sua decisão.
    Era bom haver um roteiro à mão, impresso, para orientar aos ciclistas como agir nessas horas em que provavelmente estarão sozinhos. E ter a consciência de que um acidente pode ocorrer a qualquer hora e com qualquer um pode até ajudar a evitá-los, penso eu.

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