Pedalar em ciclovia de Porto Alegre pode ser prejudicial à saúde.

Fonte: PoaBikers

Basta pedalar poucos metros pela ciclovia da Av. Diário de Notícias em Porto Alegre para perceber o desconforto causado pelo piso irregular. O excesso de vibração torna bastante desagradável qualquer tentativa de utilização daquele espaço.

Ao contrário do que ocorre em todas as ciclovias ao redor do mundo, em Porto Alegre a preocupação maior foi com a permeabilidade do solo e não com o conforto e viabilização do uso da bicicleta. Supostamente, o “tijolo” utilizado no piso da ciclovia teria uma melhor absorção da água da chuva quando comparado com o asfalto ou outro piso mais regular.

Em uma das diversas reuniões realizadas entre ciclistas e gestores públicos durante o ano de 2011, o setor de engenharia da própria EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), quando questionado sobre o piso, admitiu a existência de um estudo já finalizado, que comprovaria que o uso diário desta ciclovia causaria diversos prejuízos para a saúde dos ciclistas. A alta vibração causada pela irregularidade do piso pode ocasionar uma série de lesões e outros danos para os ciclistas.

Diante disso, de posse de tais informações, qual deveria ser a atitude da EPTC?

No mínimo, o esperado é que os usuários fossem devidamente esclarecidos sobre os riscos que estão correndo, sem falar é claro no imediato início das obras para substituição do piso inadequado.

A cidade de Porto Alegre vem sendo palco de péssimos exemplos relacionados ao uso da bicicleta, situação que só será alterada quando o Poder Público assumir uma atitude de real apoio e incentivo a este modal de transporte e lazer.

Anúncios
Esse post foi publicado em Sem categoria e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

15 respostas para Pedalar em ciclovia de Porto Alegre pode ser prejudicial à saúde.

  1. airesbecker disse:

    Esta questão da permeabilidade não é relevante, o tijolo juntado tem uma permeabilidade mínima em relação ao asfalto, este argumento é ridículo, imagina o quanto porcento da superfície do pavimento é aberto nas juntas e depois tem a questão da compactação do solo que é feita abaixo do pavimento e não aceita quase nenhum volume de água percolado. Uma bobagem. Está é mal feita esta ciclovia. Por que será que estes funcionários públicos não estudam antes de fazer as coisas? Resposta: por que nem o dinheiro é deles nem eles vão usar!!

    • Aldo M. disse:

      Sem esquecer a teoria da conspiração: Quem “bancou” a ciclovia , e portanto fez o projeto, foi um shopping. E, as pessoas, se passarem a utilizar bicicleta, irão menos a shoppings e supermercados. Há estudos conclusivos sobre isto no exterior.

      Existem calçamentos modernos em que a superfície superior dos blocos é totalmente plana, em vez de boleada, evitando a trepidação. Vi vários assim em Israel, mas não sei se existem esses blocos no Brasil. E, se existirem, serão mais caros.

  2. airesbecker disse:

    Aqui tem um videozinho básico se alguém da prefeitura pudesse ver seria bem útil:

    • Aldo M. disse:


      O asfalto da Av. Diário Notícias fica muito pouco a dever a esse da Holanda. Bastava apenas ter uma faixa em vermelho. Então, há know-how aqui mesmo na Prefeitura de Porto Alegre. Falta quebrar o paradigma da ciclovia ser obrigatoriamente pior que a via para automóveis.

  3. Jose Antonio Martinez disse:

    Sou usuário diário da ciclovia da Diário de Noticias e vou ver com meu advogado a montagem de uma interpelação publica a EPTC para que responda se possui ou nao um laudo a este respeito e se o transito nesta ciclovia e ou nao potencialmente seguro a saúde. Tenho certeza que eles terão que dar uma resposta com ela tomarei as medidas judiciais cabíveis, nao agüento mais esta palhaçada . Obrigado pela aula Aires e obrigado pelo artigo Marcelo. Nao e a toa que Holanda integra o primeiro mundo.Saude e abraços.

    • artur elias disse:

      Eu tbém gostaria de ver esse laudo.

      Até então fico com minha impressão que essa história é muiiito exagerada.

      Se for verdade, então os ciclistas que evitam a ciclovia “por motivos de saúde” terão necessariamente que evitar tbém

      – ruas de paralelepípedos e outros pavimentos irregulares

      – toda espécie de terreno acidentado, incluindo estradões (que costumam ter costeletas) e é claro TRILHAS

      Essas duas situações contém um grau de trepidação muito maior do que o da Ciclovia de Alice.

      Isso significa abandonar a prática do MTB…

      Dito isso, tbém concordo com a obviedade que o pavimento não é o melhor. Só não concordo com a mistura de argumentos técnicos com conveniências e gostos pessoais.

      O maior problema daquela ciclovia não é a ciclovia, é a falta de calçada no trecho final.

      O segundo maior é a falta de ligação. A área costeira é predestinada a receber ciclovia, é a úica situação urbana onde não há dificuldades de projeto nem de segurança, a coisa tá caindo de madura.

      O terceiro maior problema (ligado ao primeiro) é a falta de educação do povo (pedestre, ciclista, motorista, somos todos as mesmas pessoas fazendo coisas diferentes com a mesma falta de consideração) que invade a ciclovia para caminhar, passear com o cachorro, correr em grupo, etc.

      O pavimento seria o quarto em relevância. Incomoda, mas bem menos que os outros três. Isso considerando a qualidade geral de pavimentos em toda a cidade e as situações reais de pedalar em TODA a cidade, se a pessoa é de fato um ciclista urbano/utilitário e não um passeador de bicicleta que pode escolher 100% de seus trajetos e horários.

      Mas se o laudo aparecer eu retiro tudo o que disse…

      • heltonbiker disse:

        Artur, a Eng. Lisandra, durante as reuniões, afirmou categoricamente a existência de um estudo, feito pela EPTC, que constatou que a ciclovia pode causar até síndrome do túnel do carpo. Como médico do trabalho (não mais atuando) e alguém que estudou um pouco de ergonomia, posso afirmar que provavelmente pegaram um veículo com roda, provavelmente um ciclista, e colocaram célula de carga ou acelerômetro no veículo, constatando a existência de vibrações com determinadas intensidade e frequência.
        Como os tecidos do corpo humano respondem de forma diferente a vibrações com frequências diferentes (por exemplo, vibrações de corpo inteiro são piores entre 3 e 4 Hertz, vibrações nas mãos são piores em frequências bem maiores, como as que fazem “trrrrrrr” na ciclovia ou em outros pavimentos), provavelmente a ciclovia gere, em certa velocidade, vibrações que estejam associadas a neuropatia nos membros superiores.
        É importante lembrar, também, que o fato da vibração ser contínua na mesma frequência é importante para caracterizar a causabilidade da lesão, pois uma vibração contínua na mesma frequência é um estímulo com potencial bem maior de lesão do que vibrações ou pulsos em várias frequências, com curta duração, como ocorre em trilhas, paralelepípedos ou piso aleatoriamente irregular.
        Evidentemente, meus argumentos são especulativos, seguem os princípios teóricos já consagrados nessa área, porém carecem de confirmação científica nesse caso específico do efeito dos vários tipos de solo, com várias velocidades e bicicletas possíveis, sobre a saúde do ciclista.

  4. Aldo M. disse:

    Artur,
    Só hoje fui conhecer esta ciclovia com minha bicicleta, uma dobrável aro 20 com pneus estreitos. Sai de lá com os braços formigando. A primeira constatação é a pronunciada queda de velocidade em comparação com a ótima pista de asfalto ao lado. O pavimento não é dos piores, mas está bastante degradado. Necessitaria ser todo refeito para deixá-lo plano novamente, o que diminuiria um pouco a trepidação. Do jeito que está, é uma tortura andar sobre ele, a menos que se murche os pneus, talvez. Desconfio que não achaste grave a situação porque tens uma reclinada, em que não apoias o peso do corpo nos braços.
    No mais, o acesso a ela é terrível, principalmente pela caixa de brita em frente ao Iberê Camargo que está há meses lá. Se houvesse brita sobre a pista dos automóveis, aposto que em meia hora seria retirada pela Prefeitura.
    Quanto aos pedestres que andam sobre ela, felizmente são minoria. Aproveitei para fazer algumas “ações de conscientização” por lá: Primeiro eu tocava a minha buzina trim; depois tocava mais forte; se não funcionasse, dava um fino nos pedestres renitentes (exceto no trecho em que não há calçada, é claro). Aprendi isso na Holanda. Lá os ciclistas mostram que tu estás de bobeira em uma ciclovia metendo a bicicleta por cima. Nada de gastar o meu latim com esse tipo de gente incivilizada.

    • artur elias disse:

      Aldo, eu tenho (e USO) três bicicletas, apenas uma é reclinada.

      Eu passo com elas sempre pela ciclovia. Sempre que estou no sentido norte-sul, pelo menos.

      A trepidação é desagradável, a velocidade baixa um pouco, mas nada que se compare (nem de LONGE) aos paralelepídedos da rua onde moro. Tem muita rua asfaltada, em má condições, cheias de rachaduras e remendos, que proporcionam impactos mais xaropes que aquilo ali.

      A caixa de brita faz parte do problema que mencionei, que nada tem a ver com essa ciclovia, e sim com a FALTA das outras (ou continuações dessa).

      E concordo contigo sobre a campainha. Descobri que as pessoas tendem a se ofender MUITO menos com uma campanhia trim-trim do que com a voz de uma pessoa – por mais educada e diplomática que seja! Descobri tbém que campainha pim não funciona, tem que ser trim-trim.

      Que papo…

      • heltonbiker disse:

        Pra ir no sentido centro-bairro, a ciclovia até que é boa.

        Agora, pra ir no sentido contrário, é inviável, não tanto por estar “do lado errado”, mas porque tem umas quarenta (um dia eu contei) tampas de bueiro bastante desniveladas exatamente por onde passam as rodas da bicicleta.

        Nota zero pro capricho.

      • Aldo M. disse:

        Concordo que é melhor que uma rua de paralelepípedos. Mas, por ser uma ciclovia, onde houve cuidado até com a cor do pavimento, a expectativa é que seja incomparavelmente melhor, afinal, não saiu barato.

  5. Tem algumas coisas que me chamam muito a atenção. Por exemplo, foi construído o museu Iberê Camargo cheio das especificações técnicas é estéticas, mas na rua a frente dele foram esquecidos os pedestres, não foi feito esgoto pluvial (ridículo) e a água escoa pelas fendas que foram deixadas propositalmente no meio fio da calçada do outro lado ou seja onde supostamente está esta caixa de brita e um arremedo de saibro que faz as vezes de calçada. Entendo a urgência cultural mas nestes termos não entendo. Não acredito que a fundação Iberê Camargo não tenha como ter solucionado isto. Na minha rua na Zona Sul um proprietário de um imóvel em construção fez a rede de esgoto pluvial pela sua conta, como nesta área onde existe uma curva extremamente perigosa não foi feito. Qual é o motivo que permite que este tipo de coisa seja feita na nossa cidade. Até onde o poder econômico pode gerir assim os nossos destinos. O saibro no outro lado da rua do Iberê Camargo, onde não está a caixa de brita, está ceio de costeletas produzidas pela chuva e o seu escoamento da rua. Algum tempo atrás perguntei como faria um pedestre para cruzar a rua para visitar o Iberê Camargo e a resposta foi, cruza pelo estacionamento. Eu tenho um problema com pavio curto, estou perdendo a paciência, com este tipo de atitude e estes problemas aliados aos fatos por vocês relatados no tramo da ridícula-ciclo-coisa, da Diário de Notícias, estão me deixando todos os dias irritado. Chego invariavelmente na minha casa com as mãos dormentes pela trepidação da buraqueira que atravesso 4 vezes ao dia, todos os dias. Mas vamos lá, sou bem mais feliz que os caras que ficam fumando, dentro dos carros parados no engarrafamento, 4 vezes por dia para ir e vir da zona sul. Sou tão feliz que nem me lembro da ciclovia, da EPTC e da Prefeitura e se me lembro tenho pena deles escondidos dentro de seus tanques de guerra, atirando para todos tentando justificar seus empregos públicos. Saúde.

    • heltonbiker disse:

      Quem pedala utilitariamente pode sofrer desse problema, do qual eu também, como tu, sofro: alternância entre grande felicidade, satisfação e auto-estima por poder pedalar, que é uma atividade mágica (quem pedala sabe) – e a extrema frustração, indignação e por que não dizer raiva por ver como uma coisa que deveria ser bela e simples se torna uma das principais fontes de estresse, medo e perigo real com a qual nos deparamos cotidianamente.

  6. Miague disse:

    Daí, gurizada.
    Pedalo diariamente pela diário de noticias. Minha bicicleta é uma caloy 10. Moro no Bom Fim e vou ao trabalho de bike, no Bairro Tristeza.
    Experimentei a ciclovia uma única vez só pra confirmar que era uma merda.
    Se ali houvesse uma ciclovia decente, mesmo assim, não sei se a usaria pois acho que é um trajeto muito curto e pouco me sinto pressionado pelos carros nesse ponto da minha rota.
    A coisa mudaria completamente de figura se essa ciclovia se juntasse a ciclovia da beira rio. Assim eu viria todo o trajeto só pela ciclovia.

    Abraço a todos.

  7. Estou recuperando uma Monark Super 10 ano 1976 e uma Lygie 1964 ambas “estrada”, de rodinha e pneu bem finos 27, mas tinha esquecido da ciclovia agora quando o Miague falou da Caloi 10 caiu a ficha, ta solucionado, será pela rua direto e sem papo, não tem mais para a ciclo-coisa-da-diário.Saúde.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s