Proteções na ciclovia da Ipiranga geram polêmica

Tirado do jornal Metro POA de hoje (clique sobre a imagem para ampliar):

Vi esse jornal ao chegar no trabalho. Casualmente, no próprio caminho para o trabalho, passei pedalando pelo trecho de ciclovia, e diria o seguinte: A proteção é de fato inadequada.

Ela gera segurança contra a queda no dilúvio, isso é fato. Mas é praticamente uma armadilha caso o ciclista sofra uma colisão contra a própria “proteção”, pois as pontas superiores das toras, além de não servirem para nada, estão bem na altura do rosto (e têm várias alturas diferentes, para todos os tamanhos de ciclista). Além disso, as toras verticais ficam viradas para dentro. Uma verdadeira armadilha para guidões.

A reportagem usa como contraponto dos ciclistas um argumento que nada tem a ver com a proteção em si, mas com a ciclovia como um todo. E o argumento mais moderado, da urbanista, não toca na questão mais fundamental, que é a segurança, limitando-se, com razão, a questionar aspectos de custo, superdimensionamento e adequação estética.

Agora a polêmica já está criada. E isso é ótimo. A EPTC não pode continuar com a instalação das proteções como estão. Vamos botar pressão!

Sugiro que sugiramos, assim como eu e o Martinez já propusemos em comentários de post anterior, as seguintes duas singelas mudanças:

  1. Deixar os troncos verticais pro lado do arroio, e os troncos horizontais para o lado da ciclovia;
  2. Limitar a altura dos troncos verticais à mesma altura do tronco horizontal superior;

 

Obrigado pela leitura, esperemos que os resultados sejam os melhores.

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35 respostas para Proteções na ciclovia da Ipiranga geram polêmica

  1. Larissa disse:

    Saiu no JC de hoje os estudos para uma ciclovia na Assis Brasil, ressaltando a dificuldade dos ciclistas em trafegar no local. Junto com a matéria, uma foto de um ciclista no corredor de ônibus com a seguinte legenda: Com medo dos atropelamentos, ciclistas utilizam o corredor de ônibus. Diferentes pontos de vista dos nossos “queridos” veículos de comunicação de POA.

  2. Tulio disse:

    Bah!!! Prá variar, a PMPA se “puxando”!!! Certamente esta “idéia” saiu da cabeça de algum fornecedor de moirõess de eucalipto, que ofereceu “desconto” pela quantidade e, claro!!! a oportunidade da fixação uma “pequena” placa de publicidade (ou várias delas… ) ao longo da ciclovia.

    No meu modesto entender, alí bastaria um simples “guardrail”, na altura média do joelho do cilclista. Não precisaria nem ser contínuo, pois do modo como estão colocando, vai tapar a vista do arroi – que apesar de retificado, degradado e poluído, ainda é um atributo natural da cidade.

    Mas, como está tudo saindo “de graça”, né…?!?!?!?!?

    abr

  3. airesbecker disse:

    O melhor seria tirar os carros estacionados e colocar a ciclovia na direita da via em ambos os sentidos.
    Todo estes custo está sendo feito para se preservar algumas vagas de estacionamento.
    Isto é absurdo!!

    Estão onerando a obra ciclística indevidamente com um conceito errado de que o espaço dos carros é intocável.

    Deste jeito as próximas ciclovias terão de ser suspensas.

    • Tulio disse:

      aires, o problema da ciclovia na direita, nem é tanto o estacionamento, mas sim as conversões dos autos à direita!! Isso sim é perigoso!!!

      abr

    • Tulio disse:

      Poxa pessoal, me desculpem a ignorância, mas ONDE exatamente esta questão foi resolvida tecnicamente??? E de onde sai este tal “espaço para refúgio nas esquinas”, se mal há espaço p/ se colocar a faixa da ciclovia?

      Ainda assim, não entendi quem iria parar: o ciclista ou o motorista??

      Abr

      • Aldo M. disse:

        O motorista é obrigado a dar preferência ao ciclista que seguir em frente. Só não pode haver conversão dupla a direita em hipótese alguma, senão o motorista da segunda fila não irá ver o ciclista.
        Eu acho que as conversões na Ipiranga são favoráveis porque obrigam o motorista e reduzir bastante a velocidade. Bem diferentes das da Loureira da Silva, em que é possível converter a mais de 40km/h e ainda em fila dupla

  4. Beto disse:

    É o fim!

    E se o cara precisar acessar alguma rua à direita? Isso, além de tantos outros motivos… Vai ter que achar uma brecha em algum lugar e voltar pela contrmão? No interior, só vi este tipo de coisa em fazenda para embretar o gado. Acho que é essa a visão da Administração Municipal: EMBRETAR OS CICLISTAS QUE AÍ, ATRAPALHAM MENOS.

    Por que não fazem uma boa ciclofaixa decente, à direita, fora-a-fora nesta Ipiranda e acabou a história?! Mais econômica, menos manutenção, mais mobilidade, mais acessos bah, tô de s. cheio desta m. de obra feita por quem não dá a mínima.

    É O FIM!

    • Aldo M. disse:

      Na minha humilde opinião, o único motivo para se fazer essa ciclocoisa é a liberação de alguns grandes empreendimentos comercias com milhares de novas vagas de estacionamento para automóveis. Ou seja, qualquer coisa para torrar R$2,5 milhões e ganhar o direito de fazer mais hipermercados e shoppings no meio do centro urbano.

  5. Contei várias vezes todos os carros estacionados entre a Edivaldo Pereira Paiva e a Barão de Amazonas, total médio de 25 carros só nas áreas permitidas porque tem áreas proibidas de estacionamento que permitem que os apresados de sempre, pulem na frente dos otários que ficam na fila do engarrafamento. Isto já produziu vários acidentes porque o apresado precisa entrar lá na frente e tem vezes que ninguém deixa e ele força o passagem causando em não poucas oportunidades acidentes de trânsito.
    Será que as vagas destes cidadãos são tão importantes, para gerar este custo imenso para fazer esta quilometragem de ciclovias? Logicamente o Sr. Carrolari acredita que sim que se tirar uma via de trânsito o Prefeito pode não se eleger.
    Bom esta polêmica também está na ZH de hoje com o agregado de vários urbanistas se manifestando contra o sentido estético péssimo desta obra. Até tem uma entrevista da Eng.Lisandra na qual justifica este horror e este imenso mal gosto, que certamente afetará em muito uma área que tem todo para ser muito bonita. Saúde a todos

    • Aldo M. disse:

      É fácil deduzir que o propósito de todas as poucas ciclovias que se tem feito em Porto Alegre é que não sejam de forma alguma funcionais. Elas são estreitas demais, cheias de obstáculos (postes, bueiros, tachões), com piso muito irregular, a beira de barrancos, em espaços de pedestres e ligando o nada a lugar nenhum.

  6. Guard-rail na ciclovia vira alvo de críticas
    Proteção instalada ao longo da obra contrariou internautas e especialistas
    O reforçado modelo de guarda-corpo instalado ontem no trecho em construção da ciclovia da Avenida Ipiranga não foi suficiente para proteger a prefeitura da Capital de uma saraivada de críticas de especialistas e de uma série de comentários irônicos na internet. O principal argumento dos contrários à escolha de toras de eucalipto de reflorestamento é que o material está longe de ter o design mais adequado para ser utilizado em uma das mais importantes vias da cidade.

    A proteção será colocada nos trechos em que a ciclovia ficar a menos de 1m50cm do Arroio Dilúvio ou da avenida.

    – É um elemento muito tosco, utilizado para construções mais rústicas, como galpão crioulo, CTG. Para uma avenida nobre como a Ipiranga, projetada com muita sofisticação, com estilo arquitetônico erudito, colocar proteção com tora de eucalipto é uma gafe estética – avalia o arquiteto e urbanista Sergio Marques.

    O protótipo da proteção, que deve ser definitivo, foi escolhido por atender a normas de segurança para esse tipo de estrutura e a uma recomendação da CEEE, que vetou o uso de estruturas metálicas, por serem condutoras de energia. O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, afirma que as limitações de segurança e estéticas também inviabilizaram outras opções, como o concreto. O plástico foi descartado por ser muito caro e não haver estrutura de manutenção no órgão para o material.

    Entre as opções disponíveis, os tocos de madeira seriam os de manutenção mais simples e barata. Perguntado se havia gostado do resultado, Cappellari não titubeou em dizer que sim.

    O professor do Departamento de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Edson Mahfuz reforçou a crítica:

    – É um constrangimento para qualquer pessoa que tenha qualquer noção de urbanismo.

    pedro.moreira@zerohora.com.br
    Estraído da Zero Hora de hoje

  7. ENTREVISTA COM A ENG.LISANDRA LIMA
    ZH DE HOJE
    ZH – Os guarda-corpos instalados na ciclovia receberam muitas críticas. A senhora concorda?

    Lisandra Limas – A primeira coisa é atender às normas de segurança. Fiz um projeto de guarda-corpo metálico, mas a CEEE não aprovou. No momento em que não foi aprovado, fui para o de concreto, mas para conseguir cumprir as normas, ficaria um paredão de concreto. O Zaffari (financiador do projeto) deu a ideia dos eucaliptos e mandou um modelo, ao qual dei uma aperfeiçoada. E nenhum arquiteto se manifestou para ajudar a desenhar e projetar.

    ZH – A EPTC tem arquitetos?

    Lisandra – Tem, mas eles não sabiam como, com aquele elemento de madeira, criar algo inusitado e atender às normas.

    ZH – A questão urbanística foi discutida?

    Lisandra – Sim. Sempre. Montei vários modelos.

    ZH – A senhora acha que o resultado ficou bom?

    Lisandra – Em termos estéticos, não é o mais belo dos elementos. Mas não é a pior solução. Em termos funcionais, ficou perfeito.

    Será que da para acreditar nisso, será que isto nos merecemos mesmo???????
    Eu não acreditooooooooooo

    • heltonbiker disse:

      Sério mesmo, ela não faz por mal. Acho até que é um pouco por ser Engenheira, e muito por não ser ciclista.
      Em todos os meus estudos de design, metodologia de projeto, usabilidade, desenho universal, tecnologia assistiva, interface homem-máquina, etc. as cartilhas top de linha recomendam sistematicamente: projeto se faz COM O USUÁRIO. Avaliação de adequação de produto se faz COM O USUÁRIO. Sem usuário, é fiasco, fiasco, fiasco. Dá até pena, porque sei que ela é gente muito boa, vê-la inocentemente declarar tudo isso no jornal…

      • Miague disse:

        Henton, meu velho
        Acho melhor dizer que a Lizandra “faz por mal sim”, pois essa história de “não faz por mal” fica parecendo que a guria é retardada.

        Agora defendendo a moça.
        O erro é estar o projeto nas mãos dela e não de um arquiteto. Só isso. Nem ela nos deve desculpas nem nós (os ciclistas) devemos a ela qualquer perdão.

        Abraço

    • heltonbiker disse:

      Elaborando:

      “Eles não sabiam como, com aquele elemento de madeira, criar algo inusitado”
      falha: algo foi feito sem que se soubesse como, atendendo a um não-requisito: “SER INUSITADO” (ao invés de ser bom, ser prático, ser bonito, ser seguro…)

      “Montei vários modelos.”
      falha: tentativa e erro. Caminhou-se da solução (ou soluções) em direção ao problema, e não o contrário, que comprovadamente funciona melhor. Eles não tinham, ao que parece, uma completa/adequada formulação do problema, uma lista de requisitos consistente.

      “Não é o mais belo dos elementos. Mas não é a pior solução”
      falha: isso poderia ser traduzido como “nosso grau de auto-exigência é muito baixo”, ou “não consigo ir além da satisfação de requisitos funcionais”. Mal formulados.

      Isso até traria uma última pergunta: Afinal, que função aquela cerca cumpre? Que problema (e de quem) ela realmente resolve, ou se propõe a resolver?

      • Aldo M. disse:

        Respondendo à tua última pergunta: as toras para o lado da avenida servem para não danificar muito os automóveis que irão se chocar com o “guard-rail”.
        Existem diversos manuais estrangeiros com inúmeros modelos de cercas, muretas, etc. para casos semelhantes a este, por exemplo:
        http://www.sustrans.org.uk/assets/files/guidelines/traffic-free%20paths.pdf

        A cerca de ter 1,4m de altura e estar afastada de 1 metro da ciclovia. Na altura do guidão, deve haver uma tábua de uns 20cm para este não bater nos pilares e derrubar o ciclista. Não se deve fazer longos percursos cercados pois não há área de escape em caso de emergências. De qualquer forma, esta coisa que estão fazendo na Ipiranga segue exemplos de ciclovias em áreas rurais.

    • Aldo M. disse:

      Se a Lisandra deu uma aperfeiçoada no modelo que Zaffari mandou, imagina como ele era! Dizem os que plantam intrigas que os pilares serão vermelhos e verdes.

      Eu proponho deixar que se faça assim mesmo, com a condição que o Zaffari mantenha placas ao longo da ciclocoisa informando que o projeto e a obra foram feitos por ele.

    • Aldo M. disse:

      O maior responsável pelos péssimos projetos é a Prefeitura que só tem disponibilizado para as bicicletas locais como beiras de taludes, sarjetas de ruas e calçadas. E ainda joga para seu único profissional de Engenharia a responsabilidade de negociar com uma poderosíssima rede de supermercados. Assim, só vamos levar toras mesmo.

  8. Pablo Weiss disse:

    Ciclovia em Porto Alegre sempre foi e continuará sendo sinônimo de “piorar as condições de circulação dos ciclistas”.

    • Fabrício disse:

      to cada vez mais convencido mesmo de que enquanto não for no asfalto, de asfalto, no mesmo nível do trânsito de veículos, é roubada!
      Diário de notícias = bueiros com 10cm de altura, piso irregular, brita ao lado e os pedestres tendo de ocupar a tal ciclovia. Chega a ser piada botar uma ciclovia na calçada e ACABAR com a calçada, deixando só uma brita tosca, é como obrigar o pedestre a caminhar na ciclovia e o a bicicleta à andar no asfalto.

      • Aldo M. disse:

        Eu também já cansei de repetir isto. Será que a única alternativa é outra denúncia ao Ministério Público?

  9. Melissa disse:

    Êeeeeôooo vida de gado!!

  10. fdsbike disse:

    Pra quê velódromo se teremos agora uma cancha reta para disputas ciclísticas!!!

  11. Concordo muito com a urbanista e não considere esses aspectos citados por ela como “secundários”.

    As cidades feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.

  12. Aldo M. disse:

    Nas cidades onde há condições para as pessoas se deslocarem com segurança e eficiência de bicicleta, os habitantes preferem fazer as compras em locais próximos às suas residências.
    Não sei se vocês sabiam disso, mas garanto que o Zaffari sabe muito bem.

    • Tulio disse:

      O Zaffari sabe disso, muito bem, mas o negócio deles é vender o máximo possível. Deste modo, quanto mais compras, mais volume, mais capacidade de “carga”. Assim, o público alvo deles é o classe média, com automóvel que enche o porta malas. Isso significa vagas em estacionamento…

      Obs.: eles não vão mudar esta política…

      • Aldo M. disse:

        Quando eu citei em fazer as compras em locais próximos, em me referi ao comércio local e não em um grande supermercado. É assim que fazem os habitantes das cidades amigáveis aos ciclistas: utilizam a bicicleta para fazer compras em pequena quantidade de cada vez, mas com mais frequência. No final, o consumidor irá comprar a mesma quantidade por mês. Então, é importante para as redes de supermercados que não haja ciclovias funcionais, pois isto desviaria seus clientes para os armazéns do quarteirão. O que se pode esperar quando é uma rede de supermercados que projeta e executa uma ciclovia? Isto não poderia ser aceito de forma alguma pelo poder público, pois há um claro conflito de interesses que conspira para que o resultado seja o pior possível.

  13. umeboshi1.@wordpress.com disse:

    Incrível isso acontecendo, mas já era previsto! Fico atônita diante de tamanha falta de participação por parte dos usuários de bike, há uns anos já que em algumas reuniões, para se mostrar o projeto desta ciclovia (há mais ou menos de 3 ou 4 anos para cá) nada se aceitou da colaboração de quem não tinha cargo, ou não se intitulou como representante mor dos ciclistas, mas de alguém como eu que utiliza a avenida diariamente por residir defronte ao arroio, há mais de 10 anos! Numa reunião que fui os técnicos e engenheiros explicavam aos 4 ou 5 ciclistas de Porto Alegre – que servi de chacota aos mais carismáticos “ciclistas” ali presentes que riram ao ouvir meu temor sobre a construção da ciclovia em questão! Levantei questões como a fragilidade desta área que vive cheia de buracos de ratos e outros bichos escrotos, fora os lixos que moradores incivilizados colocam diariamente ao longo das margens do arroio que acredito não vá se resolver de um dia para outro! Vamos esperar prá ver, ok? Como eu já me acidentei gravemente nesta via e já faz tempinho, voltei a pedalar e a situação de carros estacionados para serem mostrados para futuros clientes ao longo da ipiranga de frente às lojas….CONTINUA! E ae? Uma única vez semana passada foi que vi um dos ciclistas da EPTC, inclusive de bike ir falar numa oficina sobre os carros encima da calçada, porém por sorte do dono do carro era uma viatura da polícia (que estava ali para conserto) e foi tudo resolvido em menos de 2 minutinhos, claro! Eles já estariam tirando dali! Diariamente os motoristas interessados em trocar, comprar, ou vender carros param abruptamente e descem abrindo as portas na cara de qualquer ciclista passando na via da ipiranga. Isso é fato! Nunca vi como pode isso ser uma rotina desapercebida por tantos e tantos nesta capital! Outra coisa é, onde estariam os ecologistas que permitiram sem fazer o menor protesto sobre a retirada de árvores que acarretará a construção desta ciclovia ao longo das margens do arroio que abriga espécies de passáros, como quero-queros e outros tantos?
    Cé-la-vie!

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