O Túnel da Anita Garibaldi: Uma Proposta em Debate

Artigo do arquiteto e urbanista Osorio Queiroz Jr., presidente da AMOBELA (Associação de Moradores do Bairro Bela Vista) publicado originalmente no blog Porto Imagem. Quem concorda que essa obra é um absurdo, por favor assine a petição pela suspensão de sua licitação, clicando aqui.

Foto: Gilberto Simon - Porto Imagem

O projeto da passagem subterrânea no cruzamento da Rua Anita Garibaldi com a Avenida Carlos Gomes é uma das propostas que integram o conjunto de obras consideradas como necessárias pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, para a melhoria do tráfego na Terceira Perimetral, tendo em vista a Copa de 2014. O referido conjunto de obras inclui as interseções com a Ceará, Plínio Brasil Milano, Cristóvão Colombo e a Bento Gonçalves. Estas cinco intervenções facilitariam o fluxo de ligação das regiões Norte – Aeroporto – e Sul (Estádio Beira-Rio).

Assim, o projeto da Trincheira da Anita Garibaldi tem, portanto, como justificativa técnica a eliminação do semáforo no cruzamento com a Av. Carlos Gomes, possibilitando que os veículos que seguem pela Anita Garibaldi, no sentido Centro-bairro, sigam livres sob a Carlos Gomes. Da mesma forma, o fluxo de veículos da Carlos Gomes seguirá livre, sem semáforos.

A obra implicará em significativos impactos de vizinhança, tais como: transformações na paisagem urbana, comprometimento dos recuos de jardins e no tratamento paisagístico de lotes; alargamento da Rua Anita Garibaldi, com a redução das calçadas, no trecho entre a Rua Pedro Chaves Barcelos e a Alameda Vicente de Carvalho; desapropriações de imóveis e redução de áreas privativas; eliminação de aproximadamente 60 árvores, sendo que algumas espécies classificadas como imunes ao corte; asfaltamento das alamedas que passarão a funcionar como laços de quadra, com o deslocamento do fluxo de veículos para os quarteirões internos do bairro; consequente aumento da poluição ambiental em todos os seus aspectos (ar, sonora e alteração do micro-clima existente, dado o aumento da emissão de gases veiculares e a eliminação da arborização das vias).

Uma análise superficial desse projeto pontual pode apontar algumas questões importantes, por exemplo: tendo em vista a exiguidade de espaço da intervenção, alguns fluxos direcionais ficarão eliminados, em especial o fluxo de conversão à esquerda da Rua Anita Garibaldi para a Av. Carlos Gomes, exatamente no sentido do Aeroporto. Hoje, esse fluxo é bastante considerável e a sua eliminação vai implicar na busca de outras alternativas viárias que resultarão no aumento da extensão do percurso, no comprometimento de vias de caráter local, internas aos bairros, que passarão a ser alternativas para um fluxo de longa distância.

Outra questão que nos parece incoerente é o fato de que a Rua Anita Garibaldi está contemplada com uma proposta de alargamento somente até o seu encontro com a Alameda Vicente de Carvalho, uma quadra anterior à Av. Eng. Alfredo Corrêa Daudt, ponto atual de congestionamento. Portanto, mesmo com a proposta do túnel sob a Av. Carlos Gomes, o ponto de gargalo desta via não só permanecerá o mesmo, mas deverá ser intensificado. Acrescente-se, ainda, que nesse ponto de estreitamento ocorrerá a redução das quatro pistas, previstas na trincheira, para duas pistas. A inconsistência da proposta pode ser igualmente apreendida ao se constatar que, além do estreitamento da Anita Garibaldi, o fluxo dos veículos desta rua que hoje convertem à esquerda da Av. Carlos Gomes, no sentido do Aeroporto, não podendo mais fazê-lo, entrarão à esquerda na Av. Eng. Alfredo Corrêa Daudt, com o objetivo de acessarem a Cristóvão Colombo e retornarem à Terceira Perimetral. O percurso ao Aeroporto, portanto, vai ser mais dificultado, e a Cristóvão Colombo deverá receber mais um acréscimo de veículos, aumentando o seu já crônico congestionamento.

Ainda, a região como um todo aguarda, já há algum tempo, alternativa viária ao maior complexo de shoppings do Estado, com projetos de expansão já aprovados. Da mesma forma, não há definição sobre as alternativas viárias de acesso ao empreendimento Jardim Europa, em franco processo de consolidação e expansão, tendo a Av. Nilo Peçanha – já saturada – como única alternativa viária. Por outro lado, a possibilidade de uma intervenção na área do Country Club não nos parece pertinente, tendo em vista tratar-se de um espaço já consolidado como patrimônio ambiental da cidade, constituindo-se num equipamento de expressão nacional e internacional, importante para o circuito econômico da cidade.

Outro aspecto que deve ser considerado, em relação à implementação dessa proposta, diz respeito ao risco que a mesma pode representar de agravamento do processo de deterioração e degradação que ocorre atualmente com o espaço da Praça Japão e suas Alamedas. Esse espaço público, reconhecido como um dos mais expressivos da cidade, sob o ponto de vista urbanístico, ambiental e morfológico, vem sofrendo impactos, desde a implantação da Terceira Perimetral, quando passou a ser uma área alternativa para estacionamento dos veículos que dela se utilizam. Qualificado como Área Especial de Ambiência Cultural, a Praça Japão e as suas Alamedas constituem uma referência histórica para os bairros da região, assim como para a cidade como um todo. Certamente, espaços similares a este em outras cidades – no país e no mundo – costumam ser objeto de investimentos do poder público, em manutenção, requalificação e estímulos para a sua proteção.

A preservação de cenários urbanos preexistentes é uma das diretrizes conceituais propostas pelo atual Plano Diretor da cidade e, certamente, deverá nortear as ações daqueles que dispõe dos recursos públicos destinados à preparação da cidade para a Copa de 2014. Esperamos que, em nome deste evento, não se firam as legislações de planejamento urbano e proteção ambiental, assim como não se desconsidere a participação do conjunto da população nas decisões que já estão sendo tomadas.

A propósito, a indiferença do poder público em relação à esse espaço público contrasta com a matéria com a matéria divulgada em um jornal da capital, ao ressaltar a preocupação do Sr. Prefeito com a orla: mudar sem mexer. As comunidades residentes nas proximidades da Praça Japão e no conjunto das suas Alamedas agradeceriam a mesma deferência.

A concepção urbanística da Terceira Perimetral é fruto da utopia racionalista que, décadas atrás, caracterizou o planejamento da cidade, e teve como objetivo definir uma via-expressa, que viabilizasse um percurso rápido de ligação entre as zonas sul, leste e norte da cidade, definindo o sistema de macrozonas que hoje estrutura espacialmente a cidade. Na sua concepção original, a Terceira Perimetral deveria funcionar como um divisor de águas, limitando fisicamente o espaço da cidade que se convencionou chamar Cidade Radiocêntrica – área mais estruturada e composta pelo conjunto de bairros mais consolidados da cidade -, separando-a da Cidade Xadrez – espaço urbano ainda em processo de estruturação, que deveria receber estímulos de ocupação, de consolidação da sua macroestrutura, e de novas atividades urbanas. Como integrantes dessa intensão urbanística, definiam-se os corredores de centralidade (Sertório-Assis Brasil; Anita Garibaldi-Nilo Peçanha; Ipiranga-Bento Goncalves), como marcos estruturadores do espaço urbano de Porto Alegre.

Acontece que a cidade é dinâmica, e a sua transformação é contínua e historicamente sensível às novas circunstâncias sócio-econômicas e ambientais. A Terceira Perimetral hoje, não pode ser apreendida na sua função original, porque os trechos das vias que a integram se encontram inscritos em diferenciados contextos sócio-espaciais, não homogêneos, e que apresentam diferenciados padrões de uso e ocupação do solo urbano. E isto é próprio da diversidade urbana, aqui e em qualquer lugar do mundo.

Assim, pretender impor a característica de via-expressa em uma artéria como a Av. Carlos Gomes, por exemplo – que hoje se apresenta como um pólo miscigenado em ambas as suas laterais -, é um contrassenso urbanístico e um completo desconhecimento dos princípios de sustentabilidade urbano ambiental. Revela, ainda, uma completa divergência com a diretrizes propostas pelas sete estratégias definidas no próprio PDDUA, para o desenvolvimento de Porto Alegre. Especialmente, em relação às estratégias de Estruturação Urbana, de Mobilidade Urbana e de Qualificação Ambiental.

É necessário que se reconsidere a idéia de que a Terceira Perimetral deva ser uma via-expressa, de fluxo rápido. Essa intensão não tem mais sentido porque a cidade cresceu, e a Terceira Perimetral hoje está dentro da cidade. Ela divide bairros em processo de densificação, com intensa atividade residencial e comercial, mesclada com atividades empresariais e de serviços. Essas atividades se relacionam entre si, e cada vez mais a Terceira Perimetral necessitará de interrupções que garantam a travessia de pedestres, com faixas de segurança e acessos ao corredor central de transporte coletivo. Nada poderá impedir a territorialização das relações das diversas atividades humanas, que já estão consolidadas ao longo da via.

As pessoas residem, trabalham e se mobilizam transversalmente à Terceira Perimetral, e é com isto que o poder público deveria se preocupar: dando melhores condições de segurança; implantando um mobiliário urbano qualificado; tratando da acessibilidade universal; implantando um sistema de transporte coletivo que facilite a mobilidade urbana para o curto e o médio percurso, ao longo da via. Implantando melhoria na iluminação pública, qualificando o passeio, tratando da manutenção da arborização existente, implantando programas de qualificação da paisagem urbana, etc. Em síntese, trata-se de uma outra concepção de cidade, voltada para o fluxo do pedestre – e não só do automóvel -, com a humanização e qualificação dos espaços públicos.

A nossa sugestão é que se interrompa o processo de licitação para as obras da Trincheira da Anita Garibaldi, e que se viabilize uma discussão mais ampla, com os moradores e com as instituições que estão instaladas na região. Uma discussão técnica para evitar que se comprometam recursos públicos que poderiam ser aplicados em outras obras mais prioritárias para a região, tal como a interseção da Av.Carlos Gomes com a Av. Plínio Brasil Milano.

Essas sugestões para um debate crítico sobre a proposta em pauta, partem do entendimento de que o planejamento da cidade deve ser tal como é concebido no atual Plano Diretor: um processo dinâmico, retroalimentado e aberto, a ser continuamente reavaliado e readequado às novas realidades que surgem.

*Osorio Queiroz Jr. – Arquiteto Urbanista – Presidente da AMOBELA osorio.queiroz.jr@terra.com.br

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18 respostas para O Túnel da Anita Garibaldi: Uma Proposta em Debate

  1. heltonbiker disse:

    Como diria o Artur Elias: ignorância se combate com informação, conhecimento e entendimento.

    Me sinto mais inteligente só por ter sido exposto a um texto com tamanha qualidade linguística, articulação e coerência.

    E me sinto também animado por ver que não somos os únicos, ou o único “segmento”, revoltados com as arbitrariedades da Prefeitura, e suas motivações e implicações.

    O Sr. Osório Queiroz Jr., pra mim, é um gênio. Acho que os bicicleteiros deveriam “firmar um convênio” com ele e seus aliados, para entrarmos com MAIS UMA ação contra a Prefeitura, no Ministério Público, como “atentado à ordem urbanística”.

    Tou indo agora assinar a petição, mesmo não morando perto e não passando rotineiramente pela “esquina fatídica” da vez.

  2. Anônimo disse:

    …me desculpem, mas conheço o Sr. Osório e é pessoa que tão somente busca ascensão política. Não confiaria em iniciativa desta pessoa, nem para dar nome em rua…

    Abr

    • Aldo M. disse:

      O Sr. Osório, que não conheço, prestou uma inestimável contribuição à nossa cidade ao elaborar e divulgar este texto e propor a paralisação dessa obra que poderá beneficiar qualquer um, menos os cidadãos de Porto Alegre.
      Este malfadado projeto segue o mesmo exemplo do viaduto Leonel Brizola que conseguiu a façanha de criar um enorme congestionamento desde que foi inaugurado (como desculpa para resolvê-lo, querem agora fazer uma passagem de nível na Ceará, só que o gargalo está na esquina da Ceará com a Sertório, 500 metros adiante).

    • Leandro Rodrigues disse:

      E deveríamos confiar na tua palavra, Sr. Anônimo?

      • Anônimo disse:

        …não, mas sugiro uma rápida busca no google com o nome do Sr. em questão. Talvez apareçam algumas coisas não tão abonadoras sobre a atuação pública do Sr. Osório.
        Só para complementar, estamos em ano eleitoral e o Sr. Osório já foi candidato a vereança na capital.

        Mas, julgue por si. Não confie em mim, nem em ninguém.

        Abr

      • artur elias disse:

        Segui o conselho deste (mais um) Anônimo e fiz uma rápida busca. Não encontrei nada desabonador (o que não quer dizer que não exista, e tampouco estou interessado nisso), mas encontrei este artigo MUITO INTERESSANTE sobre o mesmo tema:

        http://www.ecoagencia.com.br/?open=artigo&id===AUWZFWVtGZHNlRaNVTWJVU

  3. airesbecker disse:

    Eu acho estas associações de bairros elitistas e individualistas.
    Só existem em bairros privilegiados.
    Só se motivam e se reúnem em defesa de suas localizações.
    Já participei e tive esta impressão.
    Em geral os moradores só se motivam e se reúnem quando está por sair uma obra nas suas quadras, depois nunca mais aparecem.
    Em geral defendem a conservação dos bairros dentro de um conceito excludente para preservar privilégios e impedir novos moradores.

    Claro que há exceções e o Sr. Osório Queiroz é uma delas.

    • Jeferson disse:

      Aires,
      acho legítimo o sujeito reclamar quando a coisa aperta pro lado dele. Todos deviam fazer isso sempre que os argumentos e interesses não sejam meramente financeiros. No mais, há diversas associações de moradores em bairros como o Rubem Berta, o Restinga e Lomba do Pinheiro. Algumas estão implicadas nas lutas quilombolas, outras na montagem de rádio comunitárias, cursos de intresse da comunidade, creches etc (enfim, tudo o que a prefeitura não faz). O que “só existe em bairros privilegiados” é uma imprensa que não conhece a cidade e só dá voz às associações inofensivas, que reclamam do corte duma árvore aqui, do cocô do cachorro acolá.

  4. Fernando Filho disse:

    Na reunião com MP de sexta-feira passada, foi falado sobre a necessidade desse projeto prever a instalação também de uma ciclovia, com base no Plano Cicloviário e o Dr. Luciano falou que havia um inquérito civil tratando do tema, não especificadamente da ciclovia, mas de todo impacto que a obra causará no bairro.
    Ele disponibilizou cópia de todo inquérito para os interessados.

  5. Todos os problemas que acontecem no trânsito são devidos ao fato da Prefeitura ter-se afastado do processo evolutivo do transporte público. Para a Prefeitura ela tem que viabilizar o trânsito e isto é uma batalha perdida em cada dia que pressagia a derrota da guerra, que tenta dar vazão ao trânsito na cidade.
    Será que só nos sabemos que não existe meio de contornar os 400 carros que a diário são matriculados na cidade? Será que alguém pensa que poderá criar recursos indefinidamente para contornar esta situação?
    A luta para aplicar recursos finitos em demandas infinitas está perdida no começo e os Porto-Alegrenses não tem um espírito que os impulsione a viver sob pontes e viadutos.
    O gaúcho quer beleza nas suas cidades, quer ar puro, quer respirabilidade (se o termo existe), quer visão ampla dos seus espaços e nunca aceitará viver cercado por viadutos, pontes e túneis que certamente irão tornar a cidade um lugar impossível de ser vivido.
    Se quem reclama é rico ou pobre, privilegiado ou não, não interessa; já que quando avaliamos razões nunca avaliamos poses ou dotes ou até locais de residência, a não ser que estejamos falando de crises emergenciais em desastres naturais que requerem a nossa participação urgente.
    O povo participando e um ato bonito até quando fortuito e tímido. A opinião dele é soberana e ante ele cessa toda forma de poder por ele, o povo, ser soberanos nos seus atos e interesses.
    Se conseguirmos parar estas obras que irão tornar feia a cidade e que vão contra a visão de cidades de futuro certamente poderemos te alguma fé de tornar a nossa Porto Alegre num belo lugar para viver os cidadãos e não os carros.
    Ao respeito de transporte público por onde andei no mundo os metrôs tem tido participação predominante para tornar as cidades mais bonitas, em Porto Alegre isto não prosperou porque acredito que existem sim interesses criados da iniciativa particular para que este tipo de transporte não seja realmente implantado. É um transporte limpo, ecologicamente correto em muitos sentidos, evitando barulhos e gases desagradáveis e prejudiciais à saúde, barato e muito veloz; que permite a utilização até bicicletas como auxilio a ele.
    Falo do transporte, porque o fluxo da Carlos Gomes está soberbamente sobrecarregado pelas pessoas que se deslocam ao Aeroporto, tanto para levar como para buscar passageiros. Nos eventos futuros este loucura aumentará e sô poderá realmente ser contornado se forem construídas linhas de metro que conectem a zona sul com a zona norte d acidade e a zona leste com a zona este, ao melhor exemplo de Lisboa. Este sistema apesar de simples em muito ajuda esta cidade outorgando um transporte limpo e rápido.
    Gente vamos agregar à nossa luta da bicicleta outra que certamente é necessária que se trata do transporte público para assim sim poder pedir ao gaúcho deixar seus carros em casa. Saúde a todos

    • Aldo M. disse:

      Falando nisso, sabem se os projetos de Bus Rapid Transit, cujas obras devem ser concluídas até a Copa, preveem alguma integração para os ciclistas? Não identifiquei nenhum bicicletário no terminal que será construído numa arborizada área do Parque Marinha.

      • Fernando Filho disse:

        Art. 26 – Constitui a Rede Cicloviária Estrutural o conjunto de vias representadas na figura 2 do anexo 1 e descritas no anexo 2, as quais deverão receber infraestrutura para o tráfego de ciclistas.
        Art. 27 – A Rede Cicloviária Estrutural é definida de acordo com os seguintes aspectos:
        . integração do modal bicicleta com os demais modais de transporte público;
        Plano Cicloviário
        Se qualquer das ruas enumeradas no anexo 2 passar perto de um terminal dá para exigir que tenha bicicletários e estruturas necessárias para integração.

  6. Erick disse:

    Bah. eu moro aqui na esquina da Anita com Carlos Gomes e vou de bici pro serviço todo dia, e o pessoal aqui do predio colocaram em massa a venda os aptos por causa dessa estupidez ai gerada.
    Eu sou totalmente contra isso!
    Abaixo os carros e mais bicicletas!!!!

  7. Fabrício disse:

    meu deus, isso vai sair uma fortuna!

  8. Anônimo disse:

    Queria solicitar à moderação deste blog a remoção dos meus comentários, por favor.

    Obrigado

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