Quem atrapalha o trânsito mesmo?

Ótimo vídeo “promocional” do pessoal de Florianópolis:

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21 respostas para Quem atrapalha o trânsito mesmo?

  1. Imagina se a nossa “muito querida” RBS controladora de mentes zumbis coloca algo assim como propaganda em POA…

    Vale uma vaquinha… 😛

  2. Claudio Serasec ZN. disse:

    Oi é fora do contexto, mas, como nao posto aqui vai assim . Nessa zero hora de domingo tem mais uma materia infame detratando a massa. È atraves de um desembargador aposentado, o titulo é “massa critica criticavel”. È tao raso e vil como os outros anteriores, nessa campanha descarada da rbs contra.

  3. airesbecker disse:

    08 de janeiro de 2012 | N° 16940
    ARTIGOS
    Iberê e as bícis, por Moisés Mendes*
    Aquela bicicleta com traço infantil, reproduzida na porta do Museu Iberê Camargo, foi rabiscada pelo gênio de Restinga Seca na maturidade. A bíci símbolo do museu é o logotipo das nossas inocências. Já as bicicletas que andam por aí e se atrevem a nos desafiar nas ruas de Porto Alegre, essas são o nosso mais recente desconforto urbano. As bicicletas de hoje nos atrapalham com a pretensão de ocupar o mesmo espaço dos carros, nossos brinquedos de adultos.

    Aplauda esse atrevimento. Sinta-se desafiado pelas bícis que se multiplicaram em Porto Alegre e se tornaram visíveis. Imagine filas delas na ciclovia da Ipiranga. Vislumbre o dia em que serão tantas que a cidade terá nas ruas uma bicicleta para cada árvore. Nenhuma obra de engenharia superfaturada, nenhuma prédio, nenhum estádio, nada marcará tanto o desembarque de Porto Alegre no século 21 quanto as ciclovias.

    Não será sem dor. Antes, vão fazer um grande esforço para criminalizar os ciclistas que saem à noite pedindo passagem entre os carros. A investida mais recente, rejeitada pelo pessoal do Massa Crítica, pretendia transformar um movimento deliberadamente transgressor num comboio controlado pelas autoridades. O ciclismo de militância só existe porque surpreende, instiga, incomoda, transtorna.

    É também na transgressão civilizatória que o mundo anda, na Praça Tahir, no Cairo, ou nas pedaladas pela Avenida Cavalhada. Os ciclistas de Porto Alegre são enrolados há quatro décadas com promessas de ciclovias. As revoadas noturnas do Massa Crítica desafiam conversas moles e inércias. Não é só a classe média bacana que pede ciclovias em zonas nobres. Há dois anos, convivi por alguns dias com operários das periferias que disputavam tiras de asfalto com os carros para ir trabalhar.

    Acompanhei também os ciclistas noturnos, em grupos que misturavam médicos, garis, estudantes, professores, mecânicos, artistas, engenheiros, bancários, encanadores. É gente que corre riscos, que já foi atropelada por um desatinado na Cidade Baixa e que tenta compartilhar pedaços de chão com motoristas bêbados ou em correrias – como aquele que matou pelas costas o professor da UFRGS Antônio Carlos Stringhini, na Avenida Beira-Rio, e nunca foi preso, nunca perdeu o direito de dirigir e nunca pediu desculpas à família. Esse trecho em construção na Ipiranga deveria se chamar Ciclovia Professor Antônio Carlos Stringhini.

    Juarez Machado, pintor brasileiro que mora em Paris, onde circula de bicicleta, diz que as magrelas de ferro estão de volta para iniciar um novo tempo da inteligência humana. Mas a pacificação que se vê nas avenidas floridas da Europa vai demorar muito para chegar à Restinga, ao Sarandi, à Aberta dos Morros, ao Rubem Berta, ao Menino Deus.

    São mais de 15 mil pessoas circulando de bicicleta por dia em Porto Alegre e incomodando os motoristas mais mal-educados do Brasil. Entre na turma, ocupe a cidade e um dia vá visitar o Museu Iberê. Na entrada, pare diante da bike infantil reproduzida no vidro e fique ali para ver olhares e suspiros de quem chega.

    Admire a sensibilidade acionada pela bicicleta rabiscada por Iberê. Ela nos comove. Não nos constrange como as bikes atrevidas que andam por aí, porque está parada na infância das nossas canduras. Viva a arte que sossega nossas aflições.

  4. airesbecker disse:

    ARTIGOS
    Massa crítica ou criticável?, por Fernando Mottola*
    Ciclista também é trânsito?

    Sem a menor dúvida! E, por ser trânsito, está obrigado a obedecer as normas previstas no Código de Trânsito Brasileiro, especialmente a do art. 26, I (“Os usuários das vias terrestres devem abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou obstáculo para o trânsito de veículos, de pessoas ou de animais, ou ainda causar danos a propriedades públicas ou privadas”), e a do art. 58 (“Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via”).

    Nos bordos da pista de rolamento significa próximo do meio-fio. O ciclista que ocupa faixa de rolamento destinada a veículos automotores é tão infrator quanto o motorista que invade faixa especial reservada ao primeiro, e, considerando que quem se arroga direitos não pode pretender isenção de deveres, isso é tão indiscutível quanto a afirmação que usei para abrir este artigo.

    O impasse existente entre o grupo denominado Massa Crítica e os responsáveis pela EPTC (“Impasse em duas rodas”, ZH de 28/12, pág. 29) só é um impasse porque os componentes do Massa Crítica exigem pedalar ocupando todo o espaço das ruas e não admitem ficar confinados a uma parte delas. Não bastasse, querem também o direito de não se submeterem a procedimentos que visem disciplinar o “passeio” e permitir a circulação concomitante de todos os que, como eles, “são trânsito”.

    Descontração e informalidade podem ser desejáveis em determinados ambientes, mas não combinam com a circulação de carros, motos, bicicletas, carroças e pedestres, que exige disciplina rígida para poder ser feita em segurança. Gostemos ou não, o certo é que boa parte das tragédias que ensanguentam nossas ruas deve-se à facilidade com que nos sentimos desobrigados de observar o que exigimos que os outros cumpram religiosamente, ao ponto de o “façam o que eu digo, não façam o que eu faço” parecer ser o traço mais marcante da nossa sociedade, em todos os seus níveis.

    Ao fim e ao cabo, o que se esconde atrás do discurso de frases feitas e apelos politicamente corretos desses simpáticos anarquistas é a intenção de usufruir livres de obrigações, infringir com impunidade, desrespeitar em nome do respeito! Eles agem como se fossem os “mais iguais” do trânsito, e vão se alimentar de vítimas enquanto as autoridades responsáveis pelo setor não os tratem como o que efetivamente são: assumidos e irresponsáveis transgressores!…

  5. airesbecker disse:

    Estes são os dois textos da ZH.
    Um contra e outro a favor.
    Como o jornal costuma fazer.

    A verdade é que esta é a polêmica do momento.

    O que vai decidir isto em parte é o resultado do inquérito do MP.
    Vamos ver o que o MP vai decidir.

    • Aldo M. disse:

      Cansei de ficar rebatendo as besteiras que pessoas desinformadas e arrogantes espalham por aí. Como se as regras de trânsito em Porto Alegre fossem diferentes das de outras 300 cidades, dentro e fora do país, onde acontecem Massas Críticas.

      Acho que é hora de aproveitar essa “polêmica do momento” e aumentar e divulgação, seja de boca em boca, produzindo e distribuindo panfletos simpáticos e informativos (por e-mail e impressos), postando vídeos como este de Floripa, espalhando cartazes, etc. Uma divulgação no próprio MP, entre trabalhadores de lá seria bem interessante, para começar.

      Eu não estou nem um pouco preocupado com qualquer decisão que o MP possa tomar, porque acredito que, qualquer que seja, vai acabar contribuindo para impulsionar o uso da bicicleta como meio de transporte em consequência da maior divulgação que a questão do ciclismo urbano está ganhando.
      Se eles quiserem esquentar demais o mingau, é só comer pelas beiradas.

      • airesbecker disse:

        Aldo, a decisão do MP se for favorável vai dar respaldo jurídico para uma série de açãos. Pois não se tratará de uma opinião mas do resultado de um inquérito investigativo.

      • Marcus Brito disse:

        Isso mesmo, Aldo! A única forma de revidar o ataque da mídia é com educação. Vamos fazer panfletos, zines, informativos, sites, etc., tudo o que estiver a nosso alcance para aproximar a população geral da nossa causa.

        Se algum dia a EPTC realmente usar os 20% das multas em prol do ciclismo, acho que devemos pedir que o grosso do valor seja aplicado em ações educativas. Mas independente disso, sempre podemos produzir nosso próprio material.

      • Aldo M. disse:

        Eu sei Aires. Só comecei a pensar que as intrigas que a mídia planta quase todos os dias podem estar nos desviando do objetivo principal.
        Acredito que a Promotoria não irá decidir nada de objetivo sobre a questão dos passeios. Não seria sensato. Afinal, não é necessário mapa, trajeto, comandante, tutela policial ou legitimidade para andar de bicicleta, não é.
        É Marcus. A mídia está “deseducando”, ou seja, quem estava desinformado agora pode estar mal informado. Então a ideia do Marcelo Sgarbossa de fazer um fórum internacional me parece bem oportuna para prover uma visão cosmopolita da Massa Crítica em contraposição a essa “briga de vizinhos” insuflada pelos tabloides.

    • Marcus Brito disse:

      Não acho que o MP vá decidir a favor ou contra, pelo menos não de uma forma maniqueísta como a ZH gosta de fazer.

      O MP já concedeu a legitimidade do movimento, e acredito que ele vá continuar a fazer isso (e a ZH vai continuar a ignorar); ao mesmo tempo, ele vai continuar servindo de mediador com o poder público.

      Talvez soframos algumas derrotas, como a questão do trajeto prévio (estou só afirmando a possibilidade, não a minha opinião). Acredito que vamos conseguir algumas vitórias, como a aplicação de 20% das multas em prol do ciclismo. No geral, acredito que o resultado será extremamente positivo, mas nunca vamos conseguir um respaldo jurídico completo para todas nossa ações.

  6. Claudio Serasec ZN. disse:

    Valeu Ayres. Como sempre restabelecendo a ordem e o equilibrio dos fatos. Ate mais. Um abraço.

  7. Claudio Serasec ZN. disse:

    Digo Aires.

  8. Algumas pessoas ainda acreditam, quando discutimos coisas relacionadas ao ciclismo veicular e se gera toda esta polêmica, que hoje esta “na moda”, que unicamente se fala da inserção da bicicleta como modal de transporte, quando na realidade tem muito mais no debate.
    Nossas ruas são uma selva.
    Os pedestres somos sobreviventes de muitos motoristas, que tentam nos atropelar ou nos dar um susto, que usam suas armas (carros) de forma extremamente agressiva e com nenhuma responsabilidade pela vida.
    Assim para tentar coibir o hábito de dirigir depois de ingerir bebida alcoólica está sendo muito difícil, até fundações do terceiro setor, tentam ajudar a deter o ritmo desenfreado da matança oriunda desta prática, sem muito sucesso.
    Os ciclistas chegam hoje para reclamar um espaço nesta selva, com um diferencial muito importante, não unicamente o ciclista é responsável pela sua própria vida, mas também são responsáveis por esta vida, os motoristas dos carros que junto a ele transitam.
    Por primeira vez se solicita que o motorista cuide uma vida que depende dele, a do ciclista.
    Só que muitos motorista perderam, ou nunca tiveram, amor pela vida e eles agora não querem esta responsabilidade, eles querem continuar dirigindo de forma aguerrida e irresponsável, suas máquinas, numa eterna disputa por espaços de rua; como se fosse este o terreno de uma batalha diária.
    Li na ZH deste final de semana uma matéria de um desembargador aposentado, que não conheço e que por este motivo não posso julgar; mas que transpira ressentimento, agressividade e pouca visão dos acontecimentos diários das ruas da cidade.
    Falo isto porque esta é a sensação que ficou, para nos cidadãos, que lemos aquela matéria.
    Faltou falar do amor à vida, faltou pensar nos nossos filhos e netos, que juntos andam de bicicleta; e que o desembargador quer reduzir a uma mera insignificância; ao os mandar circular no bordo direito da pista, como sinônimo de andar na beira do abismo; para não ser responsável pela queda ou atropelamento lateral. Ainda o desembargador esqueceu de falar do artigo do código brasileiro de trânsito, que pune o motorista que não mantiver a distância de um metro e meio na ultrapassagem do ciclista.
    As vezes desserviços são cometidos por pessoas que acreditam sempre estar numa barra do judiciário e sustentam por artigos e incisos das leis, a prática da vida.
    Por favor, meu caro desembargador, esqueça do código, ele não irá garantir o direito à vida, ele só serve para punir infratores, lamentavelmente as leis não são garantidoras da vida.
    Atiçar mais a fogueira desta guerra, que estupidamente tenta ser levantada entre ciclistas e automobilistas é um desserviço à vida.
    Um acidente de bicicleta é grave e em não poucas oportunidades termina com a vida do ciclista, depois tentar justificar o porque, deste atropelamento, só serve para carregar mais as atribuladas filas de processos do Judiciário Brasileiro, onde deságuam as paixões não resolvidas da vida.
    Depois outros justificarão ou tentarão justificar ou o que é pior, tentarão demonstrar numa lógica processual o porque dos acontecimentos que ceifaram uma vida e isto não traz novamente à vida, ninguém.
    A abordagem de que a detenção ou diminuição da velocidade do carro é uma negativa do direito de ir e vir, não é verdade, ela sim é uma grande mentira.
    Obrigar a diminuir a velocidade ou obrigar a parar uma carro na rua, pela marcha reduzida de um veículo a sua frente, por uma manifestação ou por um evento, é um direito sim garantido na legislação de trânsito.
    Meu caro desembargador leia a resposta do jornalista humanista, a poucos centímetros da sua coluna, que demonstra claramente que não adianta continuar negando à bicicleta seu lugar na rua, ela veio para ficar e goste ou não, meu caro desembargador, o senhor assim como todos os motoristas das cidades brasileiras, deverão andar mais devagar e deverão cuidar não tão somente dos ciclistas, deverão cuidar sim dos pedestres, cuja vida hoje é ceifada a diário, de forma violenta, por hordas de motoristas que não sentem amor pela vida.

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