Apenas uma quadra da Ciclovia da Ipiranga será entregue em janeiro

Com as obras iniciadas no dia 22 de setembro de 2011, apenas 416 metros da Ciclovia da Ipiranga serão entregues nesse mês, cerca de quatro meses depois. A reportagem do Jornal do Comércio leva a entender que essa obra está com um mês de atraso, pois deveria ter sido entregue no final do ano. Mas o detalhe é que o trecho que a prefeitura se comprometeu em concluir nesse período é bem maior.

O trajeto da Edvaldo (início da Ipiranga) até a Érico Veríssimo está encarregado com o Shopping Praia de Belas, que tem que arcar com os custo por causa de contrapartidas. Essa parte já deveria estar concluída, mas nem começou. O Grupo Zaffari está encarregado de arcar com o restante da ciclovia, que deve ser por toda a avenida, e vai entregar apenas uma quadra nesse mês.

O resultado que temos é uma quadra de ciclovia que começa no nada e termina no nada. Ou seja: enquanto outros trajetos não estiverem concluídos, não terá condições para ser utilizada como meio de transporte e nem mesmo para fins de lazer.

Fonte: Jornal do Comércio

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27 respostas para Apenas uma quadra da Ciclovia da Ipiranga será entregue em janeiro

  1. “O resultado que temos é uma quadra de ciclovia que começa no nada e termina no nada”. Bem nessas. Com a enrolação de quem tem que tocar a obra e o descaso da prefeitura, não demora vai ter motorista reclamando: “Tá vendo? Fizeram uma ciclovia mas ninguém usa! Deveriam ter feito uma faixa a mais para carros!”

  2. Matheus disse:

    “Pátria amada Brasiiillllll…”

  3. Diego Alves disse:

    Inaugurar uma obra agora não é tão interessante do ponto de vista do Marketing Politico. O ideal é começar a inaugurar obras lá por Maio, Junho, Julho. A onda de midia vai estar mais próxima das eleições.

    • Diego Alves disse:

      Como dizia Bezerra da Silva: “Ele subiu o morro sem gravata
      Dizendo que gostava da raça
      Foi lá na tendinha
      Bebeu cachaça
      E até bagulho fumou
      Foi no meu barracão
      E lá usou
      Lata de goiabada como prato
      Eu logo percebi
      É mais um candidato
      Às próximas eleições”.

  4. È uma vergonha ver as autoridades felizes com uma quadra de ciclovia em 6 meses de trabalho; eu não consigo acreditar que estamos vivendo um momento destes. Não acredito que até a Eng. Lisandra não recusou a oportunidade de dar uma entrevista tão tola, a este respeito. Saio à rua todos os dias e 3 de cada 10 carros(motoristas), passam por mi a poucos centímetros, infringindo a lei, como querendo ensinar, que a rua não é para o ciclista. Alguns até buzinam para desestimular mais a minha tentativa. Leio notícias dos protestos e das bicicletadas, que não são bem vistas pelos “moços e moças de bem, da cidade”e ainda continuo insistindo em usar a bicicleta. Acho que sou otário, ou não? Será que o resto é otário? Leio ainda que uma mulher bêbada e um vereador, suspeitos de ter causado a morte de duas pessoas no trânsito, são colocados em liberdade para garantir seus direitos constitucionais. Decididamente 2012 não começou bem no trânsito do sul do país. Abraços e saúde.

  5. Henrique disse:

    Legal mesmo é essa ciclovia embaixo da rede de alta tensão. Nada perigoso.

  6. Aldo M. disse:

    Está demorando porque ainda não terminaram a etapa de projeto e começaram a obra sem saber o que fazer direito. Reparem que a placa da obra não cita o nome dos responsáveis pelo projeto, o que é sintomático.

    Este primeiro trecho é o que se chamaria de protótipo e, se acharem aceitável, esperam reproduzi-lo ao longo de todo o talude. Eu já fiz uma lista bem grande de problemas da opção adotada e, à medida que a ciclovia avança, a minha lista só tem aumentado.

    Tudo por que não fizeram o óbvio: suprimir o estacionamento de veículos que existe ao longo de quase toda a avenida em ambos os lados e destinar o espaço a duas ciclovias unidirecionais de 2 metros de largura cada, com separação de 1 metro das faixas de automóveis.

    Simples e sem a necessidade de obras. De onde eu tirei esta ideia genial? Apenas copiei o que se faz em QUALQUER outro lugar do mundo. Por que aqui teimam em reinventar a roda?

    • Jose Antonio Martinez disse:

      Idéia genial que tal colocar o CREA no páreo nao existe obra sem responsável técnico e ainda notificar a SMOV para providencias como qualquer obra da cidade? Gostou desta Eng. Aldo?

      • Aldo M. disse:

        Veja bem, Martinez, existem dois engenheiros responsáveis pela OBRA, e seus nomes e registros no CREA estão na placa. O que não aparece são os responsáveis técnicos pelo PROJETO. Por tudo que já soube, o tal “projeto” da ciclovia entregue ao Fortunati alguns meses atrás seria apenas uma espécie de intenção, não podendo ser considerado nem um projeto básico.O guarda-corpo, por exemplo não estava definido quanto ao tipo nem extensão, o que impede de sequer ser orçado.

  7. Detalhe: se a obra seguir no mesmo ritmo (6 meses para concluir 416 m), a prefeitura levará 11 anos para terminar os 9,4km de ciclovia.

    • Aldo M. disse:

      Estão todos considerando que o trecho IRÁ seguramente estar concluído até o final de janeiro de 2012. Não acham que é otimismo demais?

    • Exatamente. Raciocínio esquisito esse de fazer um trecho de cada vez.
      Alguém já imaginou uma cozinheira fazendo o almoço assim: “Bom, primeiro vou cozinhar os ovos. Depois que estiverem prontos, vou descascá-los e cortá-los. Aí então coloco o arroz no fogo. Depois de pronto, sirvo numa travessa. Só então, vou começar a temperar a carne…”?
      Desse jeito, o rango de segunda fica pronto no sábado…

  8. Olavo Ludwig disse:

    Um mês de atraso? Se não me engano esta obra estava prometida para o final de 2009! VERGONHA.

  9. Jeferson disse:

    Tem entrevistas do Sena prometendo o trecho Ipiranga das ciclovias para 2008. Se procurar, deve ter coisa anterior ainda. Temos que continuar pressionando, pois esses caras não têm responsabilidade nenhuma pelo que dizem e fazem. Basta ver que nesse caso a prefeitura não vai gastar nenhum tostão. A única coisa que precisa fazer é fiscalizar o cumprimento de prazos. Mas nem isso eles fazem. Enquanto isso o shopping e o mercado ganham publicidade gratuita, mentindo na cara dura.

  10. Em uma palavra: Ridículo!

  11. Augusto disse:

    O quê esperar de uma prefeitura de entrega “aquilo” que chama de ciclovia da Restinga? Eu, se fosse ciclista, jamais arriscaria o meu pelo utilizando a ciclovia da Ipiranga. Não é um espaço nada seguro para circular de bike. Fica sob uma linha de alta tensão e entre um valão imundo e o trâáfego pesado…ou seja, conjuntura potencialmente desatrosa. Até admito que, a priori, uma ciclovia ao longo da Ipiranga seria uma boa ideia…mas a implantação do projeto está provando que a coisa não é tão barbadinha como imaginávamos. Menos mal que, com o passar dos anos, cada vez mais ciclistas venderão suas bikes e comprarão um carro. Ciclovias estão destinadas apenas ao lazer e nunca se tornarão estratégias de mobilidade urbana. O futuro é o automóvel, gostem ou não. O mercado consumidor é quem dita os investimentos e as prioridades de massa. Bicilcleta é apenas um hobby e um happy hour com os amigos. O perfil do brasileiro estará cada vez mais ligado ao automóvel, gostem ou não. Negar isso é fazer que nem o avestruz…enterrando a cabeça no chão. Cada vez que o poder aqusitivo aumenta, mais carros são comprados. That’s it!

    • Melissa disse:

      Eeeee, o Augusto voltou pra nos fazer rir!
      E aí, quando é que você vai nos explicar sua teoria espacial de que em uma cidade cabem carros pra todo mundo usar? Conta, conta, conta.

    • Marcelo disse:

      Outro dia li uma matéria, acho que foi no IG, que comentava sobre como os jovens estão perdendo o interesse por carros.

    • Grande Augusto! Sempre prevendo o futuro! Por que você não veio aqui semana passada para nos cantar os números da mega sena da virada?

    • Marcus Brito disse:

      Todo mundo fazendo pouco e com boa razão, mas vou morder a isca.

      Augusto, ninguém aqui está enfiando a cabeça no chão e se recusando a ver a realidade. Vemos que a nossa sociadade hoje está caminhando exatemente para o caminho que descreveste, com cada vez mais automóveis.

      É justamente por entender esse fato e suas consequências que estamos lutando por uma mudança. Não sabemos se vamos conseguir, e talvez seja uma utopia. Mas a experiência em outras cidades do mundo nos diz que sim, é possível construir uma cidade sem a ênfase no transporte particular, e que isso funciona muito bem.

      A bicicleta não é a solução, mas é parte do quadro geral de retirar incentivos ao transporte particular motorizado, qualificar o transporte público, dar prioridade a pessoas e veículos não motorizados.

      Não admitir que o modelo atual não tem futuro, e não perceber como o que estamos propondo funciona, não por esperança, mas por experiências comprovadas em outras partes do mundo, isso sim, é enterrar a cabeça no chão.

  12. Augusto disse:

    A concepção do bike-centrismo do Massa Crítica é algo puramente idealista. Encaro mais como um protesto e um libelo anarquista do que qualquer outra coisa. Uniram-se em torno da ideia de que a bicicleta é a salvação da humanidade e que tudo deveria girar em torno de uma bike…mesmo que menos de 1% da cidade use bicicleta pra absolutamente nada. Não sou contra ciclovias nem ciclistas…mas esse radicalismo de boteco do MC é um pé no saco. Reunam-se à vontade, troquem suas experiências, curtam suas bikes…mas evitem coisas idiotas como aquela bicicleta branca com a frase “Mais amor menos motor” e toda uma sorte de clichés surrados anti-carros. Até na China, nas grande cidades, que eram reachadas por bicicletas, está todo mundo comprando carro. Bastou que o poder aquisitivo aumentasse e todo mundo está largando as suas “magrelas” de mão.

  13. Augusto disse:

    Cara Melissa. Eu JAMAIS disse que Poa comporta essa imensa quantidade de automóveis despejada nas ruas todos os dias. A ÙNICA coisa que eu disse é que “as pessoas querem mais e mais andar de carro e comprar um automóvel”…mesmo que seja para ficarem travadas no trânsito. Agora….se Porto Alegre travar direto…isso é outra discussão. O que interessa e é INDESMENTÍVEL, é que a população comprará cada vez mais automóveis. Só isso. Essa é a realidade, gostem ou não. Eu não gosto dessa realidade….acho que POA vai se tornar um inferno..mesmo com investimentos em alargamentos viários…..mas eu não nego a realidade…ao contrário de outros que insistem em ignorar o óbvio ululante.

    • Melissa disse:

      Você sabe que tudo que tem um auge tem uma queda, né? Principalmente quando o assunto é economia. Então não adianta simplesmente aceitar o que os noticiários dizem. As pessoas conformistas nunca fizeram diferença no mundo, morreram reclamando.

      • Augusto, ninguém aqui quer e nem tem a ilusão de que vai acabar com o carro. É só uma questão de alterar um pouco as prioridades. Em vez de dedicar todos os recursos ao modelo carrocêntrico, queremos um pouco mais de atenção do poder público para outras opções de transporte e planejamento das cidades.
        Quanto a querer mais e mais comprar um carro, talvez isso não seja algo tããããão espontâneo assim: tu já parou para contar a quantidade de propaganda que se vê de montadoras e concessionárias em jornais, revistas e na televisão? Eu me pergunto: se algo é tão bom, por que que precisa de tanta propaganda?
        Historicamente, carros são comprados em função de liberdade e de status. Os engarrafamentos e crescentes limitações como repressão ao consumo de álcool têm restringido essa liberdade. Por outro lado, depois que inventaram o financiamento em 72 vezes, ter um carro do ano já não significa muita coisa em termos de status…
        Claro que tem muita gente que quer comprar carro e faria de tudo pra isso. Mas talvez esse número de pessoas não seja tão grande quanto você pensa. Dá uma lida nestes textos aqui, que eu tive o cuidado de não pegar de um blog de ciclismo ou algo parecido, para não ser acusado de me basear em uma fonte com viés:

        http://adage.com/article/digital/digital-revolution-driving-decline-u-s-car-culture/144155/

        http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=91658095

        E sobre como as coisas mudam mais do que a gente imagina, convido-o a ver o vídeo (tem um minuto) que postei no blog essa semana:

        http://bikeisbeautiful.net/2012/01/02/o-mundo-mudou-voce-tambem-pode/

  14. Augusto legal por refletir o pensamento de uma “boa” parcela da sociedade, constituída toda ela por “bons moços e moças” movidos à gasolina.
    Legal fazer 18 anos, “tirar” carteira, passar na “facu” de preferência paga, fazer o papai pagar ela junto com o “carné” do “meu primeiro carango”, colecionar multas da EPTC (mal intencionada), ser parado em barreira da “Balada Segura(será?)” e chamar o papi para ir buscar o carango aprendido e não deixar o “baby” a pé.
    Legal este é um cenário bem bonito e comum da nossa “sociedade”.
    E nos “otários” de bici, nem sei onde a gente está com a cabeça.
    Como, nos ciclistas, somos burros, por isto que somos minoria.
    Alguém quer comprar uma “bici” usada?
    Ou será que aceitam ela como entrada, para comprar um “uno mille”, depois financio o resto em 72 parcelas.
    Assim vou poder ir na sexta para “Tramanda” durante o verão e volto nas segundas, de preferência pelo acostamento que é mais rápido, deixando para trás um monte de otários que adoram fazer fila na “friwei” e se chegar tarde, minto para o patrão, falo que tive que ir no médico e ele como é otário, aceita.
    Que coisa linda, a fina “flor” da “sociedade”, abraços e saúde.

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