Desrespeito e carência de ciclovias inibem o uso de bicicletas em Porto Alegre

Matéria do Bom Dia Rio Grande sobre problemas enfentados por quem adota a bicicleta como meio de transporte em Porto Alegre:

http://s.videos.globo.com/p2/player.swf

Detalhe para o representante da EPTC recomendando que o ciclista pedale junto ao meio-fio. NÃO FAÇAM ISSO, é perigoso, praticamente tentativa de suicídio. Pois além de a parte mais próxima ao meio-fio ser a com pavimentação mais irregular, expondo o ciclista a acidentes, o ciclista fica sem área de manobra, fica menos visível aos automóveis, incentiva os automóveis a passarem na mesma faixa que ele – desrespeitando assim o 1,5m de distância regulamentar, entre outros riscos.

Existem diversos sites e organizações de ciclistas que incentivam os ciclistas a usarem a faixa inteira, ou meia faixa (dependendo da via, usando o bom senso). O próprio órgão de fiscalização do trânsito de São Paulo, recomenda que o ciclista utilize a faixa inteira para sua própria segurança.

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9 respostas para Desrespeito e carência de ciclovias inibem o uso de bicicletas em Porto Alegre

  1. Marcus Brito disse:

    A reportagem também menciona calçadas quebradas como um motivo que impede o maior trânsito de ciclistas. NÃO ANDEM NA CALÇADA, por favor. O ciclista deve utilizar a faixa de rolagem, como qualquer outro veículo.

    Sei que às vezes seria necessário percorrer uma distância muito maior quando um curto trecho de calçada te deixaria mais perto do teu destino. Ora, se o trecho é assim curto, então desça da bicicleta e empurre. Os pedestres agradecem.

    • Desculpe, mas não posso deixar de me manifestar. Há veículos e veículos. Não somos automotores. Não andamos a 60 km/h como qualquer automotor anda. Estamos mais próximos de uma cadeira de rodas do que de uma motocicleta. É mais fácil um pedestre nos alcançar do que alcançarmos um automotor. A calçada não é o nosso lugar, mas o meio da via rugindo de tanta velocidade também não. Bom seria se as ruas largas fossem divididas em pistas com graduações de velocidade, sendo que próximo ao cordão da calçada deveria haver uma de até 30 km/h para quem quisesse andar nessa velocidade. aí andaríamos todos, sem restrição de veículo, até esse limite. Na atual conjuntura, isso está longe de acontecer e é o bom senso que deve agir. Gato colocado, por ser felino, em jaula de tigre acaba virando refeição…
      Sempre que a faixa de rolagem não apresentar segurança ao trânsito do ciclista e sempre que a calçada oferecer espaço e melhores condições do que a via enlouquecida, sugiro usar a calçada considerando quem por ali caminhe (se houver alguém que por ali caminhe). O que deve determinar o tráfego das bicicletas deveria ser o espaço e a segurança associados ao bom senso. A lei deve proteger os cidadãos e não colocá-los em perigo.
      Obrigado.

      • Aldo M. disse:

        Andar de bicicleta na calçada, sempre com muito cuidado, pode ser um último recurso quando a rua não oferece condições mínimas de segurança para o ciclista.
        Andar de bicicleta na calçada jamais pode ser uma orientação para facilitar o tráfego de veículos motorizados nas ruas.

  2. Marcus Brito disse:

    Ah sim, link correto para o vídeo:

    http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1740273-7823-DESRESPEITO+E+CARENCIA+DE+CICLOVIAS+INIBEM+O+USO+DE+BICICLETAS+EM+PORTO+ALEGRE,00.html

  3. Jeferson disse:

    Ai, meu deuzinho, essa EPTC além de não ajudar, ainda atrapalha.

  4. Aldo M. disse:

    Uma ótima surpresa esta reportagem, aliás, de excelente qualidade divulgada pela mídia tradicional.
    Pena a pisada-na-bola feia do agente da EPTC que acabou distorcendo o bom trabalho dos repórteres. Isto mostra a grave falta de treinamento na Empresa para o trânsito de bicicletas. Alguns meses atrás, um Arquiteto da própria EPTC acertadamente alertava que os motoristas devem mudar de faixa ao ultrapassar um ciclista. isto porque: o ciclista NÃO deve andar junto ao meio-fio, as faixas de trânsito tem 3 metros de largura e o motorista deve guardar uma distância mínima de 1,5m ao ultrapassar um ciclista. Ou seja, como não há espaço para uma bicicleta e um carro na mesma faixa, a bicicleta deve deixar claro que a está tomando. E, para isto, deve pedalar próximo ao eixo central da mesma.

  5. lobodopampa disse:

    Hoje mesmo vi 2 brigadianos ciclistas (um deles 2 vezes em horários diferentes!) cometendo diversas infrações de trânsito e ofensas aos princípios do ciclismo veicular (o que dá praticamente no mesmo). Incluindo pedalar na calçada, com grande convicção!, numa área com intenso fluxo de pedestres (em véspera de Natal mais ainda) e pedalar desnecessariamente na faixa da esquerda da Wenceslau no trecho que tem 3 faixas!

    O que sobra para o cidadão comum se a autoridade policial não conhece a lei (nem a lógica natural subjacente à lei)?

  6. lobodopampa disse:

    Curiosidade: por volta de 3′ 55” do vídeo aparecem 2 colegas meus (um casal) que pedalam diariamente algo como 25 km (atirando baixo).

    Eles têm entre 40 e 50 (mais pra 50), estavam sedentários até pouco tempo. Na volta fazem um caminho mais longo que o necessário, pra fazer mais exercício!

    Quer dizer que mesmo sem infraestrutura dá pra fazer sim. Mas não é fácil, e dentro dessas circunstâncias apenas pessoas com certas qualidades acima da média vão se dar ao trabalho, bem como se auto-conceder o privilégio indescritível de se transportar ativamente.

    Por outro lado, há cidades no mundo rico com gigantescos investimentos cicloviários, onde a adesão à bicicleta não chega a ser nada extraordinário.

    Tem muiiita gente que não gosta de suar. Mesmo.

    • Aldo M. disse:

      Apenas lembrando que a adesão à bicicleta não precisa ser extraordinária para justificar pesados investimentos cicloviários. Mesmo que modesta, os benefícios à sociedade são tantos e tão importantes que facilmente se pagam. Se 10% dos Porto-alegrenses trocasse o carro pelo automóvel nos seus deslocamentos diários, os congestionamentos, mesmo sem novas obras de viadutos e o escambau, simplesmente cessariam, pois a frota de automóveis retornaria ao patamar de muitos anos atrás. As empreiteiras talvez não fossem gostar, porém.

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