Pés Descalços X Petróleo

Pessoas mais lindas deste mundo,

Mais uma grande reflexão do nosso querido amigo Helton em “Massa Estatística”.

Mais uma vez o confronto entre o conhecimento aliado ao amor enfrentando de peito aberto a ignorância e a violência.

Bicicletas esbanjando leveza, amor e eficiência, todos os dias em trajetos diversos e uma vez por mês convergindo a um trajeto espontâneo criado entre as amadas pessoas que se encontram depois do trabalho e antes de irem para casa para pedalarem por alguns momentos em segurança, protegidas pelo cardume de amor e diversão que flui pela cidade de maneira invejosamente eficiente.

Por trás da simplicidade há sempre muita reflexão, muita sabedoria. Está perdido e pouco sabe aquele que acredita em coisas complexas para resolver os problemas.

Na última Massa Crítica eu prendi minha bike em um poste e acompanhei as bikes correndo a pé, descalço e quase pelado.

Passaram 290 pessoas em 2 minutos e 5 segundos dando um banho de conhecimento frente à ignorância dos que planejam esta cidade para ser um moedor de pessoas de mais idade, uma arena com grande semelhança com o Coliseu de Roma em que só os mais fortes e espertos sobrevivem. A grande semelhança são as mortes por todos os lados sendo parte da nossa cultura que está sendo mantida e piorada com muito esforço sucessivamente pelas pessoas a frente da prefeitura de Porto Alegre.

Nem em um milhão de anos passariam 290 pessoas dentro de carros por uma rua ou avenida e uma dessas pessoas, um comedor de alfaces que dentro da ignorância deveria ser fraca, débil e anêmica foi correndo os 14kms bem de boa, faceiro e descalço deixando a entender a pessoas sagazes que nem de bicicletas nós precisamos:

Se todos forem a pé, todos chegarão a seus destinos em menos tempo e ninguém irá morrer atropelado. Só os que moram mais longe iriam de bike, bem numa boa e a cidade inteira pode se tornar um grande parque pois da para pedalar tranquilamente em estradinhas como da Redenção e do Marinha que são de terra.

A prefeitura luta pelo regresso da humanidade enquanto cidadãos comuns, munidos de alegria, amor e sabedoria lutam por um mundo melhor:

Pessoas se voluntariam para proteger outras pessoas de pessoas que podem ferir:

E assim seguimos, tentando conquistar e seduzir a todos, inclusive os que hoje lutam pelo regresso e pelo aumento da violência e da poluição em todas formas possíveis. Tentamos conquistar a todos com nossos sorrisos, distribuindo amor e sabedoria, basta querermos e o mundo irá mudar para muito melhor.

Ouié!

Relato da mesma Massa Crítica com outras palavras e outras fotos: http://receitasparasalvaromundo.wordpress.com/

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14 respostas para Pés Descalços X Petróleo

  1. Marcelo disse:

    Klaus, embora eu saiba que tu tens a melhor das intenções, acho que muitas dessas tuas colocações apenas geram mais polarização. Acho que tem um quê de arrogância e egocentrismo nelas por te considerares parte de um grupo de pessoas “iluminadas que saem por aí espalhando sabedoria” que mais afasta do que junta as pessoas.

    Sei que és uma boa pessoa e que tens a melhor das intenções, mas, na minha opinião, uma abordagem mais humilde seria mais eficiente.

    Abraço.

    • heltonbiker disse:

      Acho que todo o blogueiro tem um componente considerável de vaidade, e qualquer um que analisar os nossos posts (Helton, Klaus, Marcelo, etc., etc.) poderá perceber isso.
      Aliás, diria que isso é saudável, pois mantém a motivação necessária para tentar escrever coisas de que as pessoas gostem, que por definição, em geral, são coisas coletivamente úteis.
      Por outro lado, aos leitores de blogs cabe, e acho eu que sem grande dificuldade, separar o conteúdo da postagem e o ego do autor. E nesse caso, sempre que houver boa intenção do autor, há de haver um bom conteúdo, com uma mensagem proveitosa, independente do nível de humildade vs. vaidade.
      Ao menos da minha parte, e com essa “consciência”, me parece que temos mantido um tom predominantemente positivo e construtivo, aqui no blog.

      Evidentemente, trata-se da minha opinião pessoal, e felizmente o debate é a vocação natural da seção de comentários, já que invariavelmente haverá opiniões diferentes.

    • Aldo M. disse:

      O Klaus está externando o seu ponto-de-vista. Não vejo como isto ser confundido com a opinião de um grupo (se é que isto existe) ou com a causa do ciclismo urbano em si. Além do mais, a paixão é ingrediente indispensável na defesa de uma causa, e as pessoas precisam externá-la, claro que cada uma a seu modo. Certamente, o Klaus faz balançar os conceitos internalizados em muitas pessoas, inclusive naquelas que eventualmente se “afastem”.
      Quanto à vaidade, ela existe em cada post ou comentário que se faça em público.
      Quanto ao teu comentário, Marcelo, pareceu-me mais apropriado para ser feito de forma reservada, a menos que queiras defender a bandeira da humildade de uma forma mais ampla.

      • Marcelo disse:

        Aldo, infelizmente as pessoas confundem muito a opinião de um colaborador do blog com a de um grupo, embora hajam até avisos no blog de que as opiniões são individuais.

        Só pra esclarecer, já falei há um tempão atrás com o Klaus sobre este tema, dando esta sugestão para ele. Me manifestei aqui principalmente para fazer um contraponto e mostrar que nem todos pensam desta forma.

      • airesbecker disse:

        É mas ele pode se manifestar com as particularidades dele.
        Se as pessoas se confundem ou não o problema é delas.
        Não é por isto que o Klaus vai precisar de policiar.

      • Felipe Koch disse:

        Confesso que os posts do Klaus também me deixam confuso, no sentido que vejo que realmente ele crê em seus ideais e também na possibilidade de alcança-los, coisa que não estamos acostumados, talvez pelos nossos tempos, talvez pela própria acomodação humana.
        Certamente seus pontos de vista são extremos para a sociedade em que vivemos, mas o fato de termos dados passos graduais em uma direção não quer dizer que não estejamos, também, numa situação extrema, de qualidade oposta.
        Os avanços em várias áreas, inclusive na ciência, muitas vezes se dão por revoluções e não pelo mero acúmulo de reformas.
        Isso é o que vivemos em nossa(s) sociedades hoje: uma mudança radical de paradigmas, dada a insatisfação generalizada pelos modelos presentes.
        E isso inclui o nosso modo de transportar pessoas.
        Porém também tenho que concordar com o Marcelo que às vezes sinto que o Klaus assume uma posição um pouco arrogante, mas sendo bastante jovem esse é um falha bem perdoável.
        Abraços.

    • airesbecker disse:

      Confesso que os posts do Klaus perturbam pois são diferentes, porém primeiro já me acostumei e segundo já mudei em parte minhas convicções por conta deles, de fato são instigantes.
      Acho melhor ele seguir com a autenticidade que tem.
      Não acho arrogantes, por outro lado existe uma grande modéstia nas atitudes do Klaus.

  2. airesbecker disse:

    Aliás os trolls andaram se afastando daqui!!

    • Marcelo disse:

      É que não estamos mais na mídia.

    • Aldo M. disse:

      Para mim, os que faziam papel de trolls neste blog eram, na verdade, provocadores – gente bem mais perigosa. Enquanto funcionaram suas estratégias, com pessoas respondendo às provocações, eles permaneceram. Pode ser coincidência, mas esses provocadores sumiram quando começaram a ser ridicularizados pelas suas posições alienadas.

  3. Klaus disse:

    Todas pessoas, todos os seres são iluminados, só algumas pessoas ainda não sabem, não despertaram para isso. Eu e os outros somos a mesma coisa logo fazer mal aos outros é sadomasoquismo, heheh 🙂

    Vi logo de primeira que o Marcelo quiz pôr um contraponto, 😉

    Beijos
    e
    i
    j
    o
    s

  4. Jeferson disse:

    Pois então. Meditação, respeito, atenção ao momento são ideias boas. O caso é que a complexidade dos conflitos urbanos exige hoje outros tipos de intervenção. Me refiro a mudanças discutidas e democráticas nas práticas e posições das instituições de nossa cidade. Temo que às vezes, embalados por boas ideias e por sabedorias válidas, estejamos esquecendo de – na linguagem da meditação – aprender com a experiência ao invés de repetir conceitos. Não somente quando esses conceitos se referem a ideias estapafúrdias de progresso motorizado, mas também quando se referem à sabedoria, paciência, cuidado com a vida etc. A experiência de andar de bicicleta em Porto Alegre nos mostra que precisamos unir nossas forças e brigar por fixar demandas a partir de políticas públicas, de ações mais ou menos duradouras. Caso contrário, nossos netos continuarão sendo desrespeitados em suas opções e nós, já velhinhos, teremos grandes chances de sermos trucidados no asfalto pela prática de vida a respeito da qual pensávamos ter feito algo.

    • Aldo M. disse:

      É exatamente o mesmo projeto da ciclofaixa executada na Restinga aqui em Porto Alegre. É também tem as mesmas dimensões do projeto que a Prefeitura apresentou aos ciclistas neste ano para a Av. Loureiro da Silva, que tem 28 metros de largura para automóveis!. Como os ciclo-ativistas daqui protestaram, a Prefeitura “fugiu pela porta dos fundos”, evitando todo a qualquer contato com os mesmos, sequer respondendo aos seus emails ou ofícios.

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