A Anatomia do Modelo Carrocêntrico de Porto Alegre

Recentemente criei o hábito de ir ao gasômetro no fim de tarde, já que estamos no horário de verão. Saio do petrópolis, desço a Barão do Amazonas, pego a Ipiranga muito congestionada, lá no final rezo antes de cruzar a perigosíssima Beira-Rio, e estou na Orla do Guaíba, um dos melhores lugares de Porto Alegre,  e no melhor horário possível.

Ao voltar para casa, passo na Rótula da Cuias, e recentemente reparei que estão arrancando um pedaço do gramado-calçada. Basta ficar sobre a obra ainda em andamento, que de acordo com a própria prefeitura consiste “no recorte e na adequação do canteiro central da via” (só isso?) para ver que o objetivo claramente consiste em AUMENTAR A VELOCIDADE.

Resolvi dar uma fuçada no gúgou pra ver se encontrava alguma foto, projeto, ou coisa assim. Ao invés disso, encontrei a seguinte página:

Obras da Matriz de Responsabilidades

Nela é possível compreender imediatamente a clara justificativa para nossa “revolta” de massacríticos, pois está ali, exposta a olhos públicos, toda a anatomia (ou melhor seria anatomopatologia) do modelo carrocêntrico em plena atividade.

Em pleno século atual – em que ninguém se cansa de falar em sustentabilidade e outros blablablás que os políticos adoram e já estamos carecas de conhecer – um conjunto de obras literalmente para “inglês ver”, na esperança que venham e vão com a melhor das impressões sobre nossa progressista e desenvolvida capital estadual, insiste sistematicamente em perpetuar um modelo obsoleto, já repudiado em praticamente toda a Europa e em rápida extinção no mundo dsenvolvido.

Pois vejamos como se manifestam os sintomas infecciosos:

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“A Duplicação da Rua Voluntários da Pátria entre a Rua da Conceição (sul) e a Avenida Sertório (norte), numa extensão de aproximadamente 3,5 km, transformando-a em avenida com pista dupla, com três faixas em cada sentido, faixa preferencial para circulação de ônibus, ciclovia, canteiro central e passeios laterais, (…) mobiliário urbano e construção de terminal de ônibus junto à estação São Pedro da TRENSURB.”

“Com a construção da Arena do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e do complexo de edificações circunstante, a abertura da BRS-448 e a construção da 2ª ponte sobre o Lago Guaíba, a duplicação da Rua Voluntários da Pátria mostra-se fundamental para a trafegabilidade local e escoamento do fluxo de veículos, distribuindo-o na malha urbana porto-alegrense.”

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“[Na Terceira Perimetral, a] Prefeitura apresenta a proposta da implantação de cinco Viadutos, estrategicamente posicionados, a fim de agilizar o trânsito ao longo desta via. Estão posicionados:

1 – Viaduto da 3ª Perimetral (Aparício Borges) X Av. Bento Gonçalves;

2 – Viaduto da 3ª Perimetral ( Carlos Gomes) X Av. Plínio Brasil Milano;

3 – Viaduto da 3ª Perimetral (Dom Pedro II) X Av. Anita Garibaldi;

4 – Viaduto da 3ª Perimetral (Dom Pedro II) X Av. Cristóvão Colombo;

5 – Viaduto da 3ª Perimetral (Ceará) X Av. Farrapos.

As cinco obras previstas permitirão a melhoria do tráfego na Avenida Terceira Perimetral e nas vias transversais, reduzindo ou mesmo eliminando congestionamentos hoje ocorrentes tanto ao longo da Terceira Perimetral quanto nas vias que lhes são transversais.”

(cadê a ciclovia?)

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“[Haverá obras na] Avenida Severo Dullius, na Zona Norte de Porto Alegre, desde a existente Avenida Dique até a Avenida Assis Brasil, numa extensão de aproximadamente 2 km, contando com três pistas em cada sentido, canteiro central, passeios laterais, iluminação e mobiliário urbano.”

(cadê a ciclovia?)

“A obra permitirá uma rápida ligação entre a região do Aeroporto Internacional Salgado Filho à Zona Nordeste de Porto Alegre e com as cidades de Cachoeirinha e Gravataí, através do franco acesso à Avenida Assis Brasil, sendo fundamental para a complementação do plano de circulação viária da região.”

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“[Na Avenida Tronco, as] obras serão necessárias para abertura de avenida com extensão de 3,4 km, ligando a confluência das avenidas Icaraí e Chuí àquela das ruas Professor Clemente Pinto e Mariano de Matos, das avenidas Carlos Barbosa e Niterói e o prolongamento previsto da Avenida Gastão Hassloscher Mazeron, com três pistas em cada sentido, faixa preferencial de ônibus, incluindo rótulas e intersecções e contando com mobiliário urbano e iluminação.”

(até iluminação? E cadê a ciclovia? Estará incluída no mobiliário urbano?)

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[Complexo da Rodoviária:]

“Descrição: Construção de passagem de nível ligando as avenidas Júlio de Castilhos e Presidente Castelo Branco, na região central da cidade, e construção de estação de ônibus junto ao canteiro central da rua da Conceição.

Justificativa: As obras, que complementam a Primeira Avenida Perimetral, solucionarão o conflito de fluxo entre veículos particulares e transporte público existente nas proximidades da Estação Rodoviária de Porto Alegre, concorrendo para melhor trafegabilidade na região central da capital.”

(Mais um viaduto? Será que vão colocar finalmente elevadores pra os cadeirantes chegarem ao outro lado? Melhor trafegabilidade para as pessoas? Tipo, pessoas a pé?)

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(agora esse sim, vai colado inteiro:)

O Sistema de transporte de ônibus (BRT):

Esse sistema vai proporcionar mobilidade urbana rápida, confortável e com custo eficiente através da provisão de infra-estrutura segregada com prioridade de passagem para o transporte público. Esta independência do restante do tráfego permite maior velocidade, operação rápida e maior freqüência aos ônibus.

Para qualificar o sistema e torná-lo mais eficiente ao operador e ao usuário foram desenvolvidas pela Prefeitura de Porto Alegre, em parceria com a EPTC, ao longo das ultimas décadas, melhorias no sistema de transporte coletivo. Dentre estas melhorias pode-se citar a construção de corredores exclusivos de ônibus nas principais vias da cidade, bem como a implantação da bilhetagem eletrônica.

(isso inegavelmente é muito verdade)

Estes esforços da Prefeitura de Porto Alegre em conjunto com a Empresa Pública de Transporte e Circulação resultaram em um projeto de reestruturação do transporte coletivo do município denominado Portais da Cidade.

O Projeto Portais da Cidade visa aplicar os conceitos do Plano Diretor de Transporte de forma a estruturar o transporte coletivo da cidade através da implantação de sistemas BRT nos principais eixos de demanda por transporte da cidade. E, assim, estabelecer uma rede de transporte organizada, mais eficiente, com linhas troncais de BRT com veículos articulados, estações características, além de linhas alimentadoras por ônibus e microônibus com terminais de transbordo de passageiros que irão recuperar o centro da cidade além de fornecer um transporte mais qualificado à população.

O Desenho Conceitual do Projeto Portais da Cidade prevê a estruturação do sistema BRT em Porto Alegre em duas etapas. Para a Etapa 1 foram desenvolvidas alternativas considerando como base os corredores Av. Sertório, Av. Farrapos, Av. João Pessoa e Av. Borges de Medeiros, com a utilização dos Terminais Triangulo, Cairu, Azenha e Sul – Beira Rio. A figura a seguir ilustra as intervenções desta etapa.

Na Etapa 2 está prevista a estruturação dos corredores: Protásio Alves, Bento Gonçalves e Assis Brasil, para assim poder ampliar a rede de transporte do projeto Portais da Cidade

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A respeito do BRT, vale esta reflexão com o modo “parênteses irônicos” desligado. Pergunto: as “Obras da Copa” têm o objetivo de melhorar o trânsito para os dias de jogos na Copa? Para todos os dias de jogos no futuro? Para todos os cidadãos, e para todo o sempre?

Vejam bem a quantidade de viadutos que deverão ser construídos. O que isso significa? Mais barulho? Mais feiúra? Mais carros, mais acidentes, mais engarrafamentos, mais internações hospitalares…?

Vejam QUE BELEZA é o último trecho que fala dos ônibus. A Prefeitura de fato já fez muito no passado, pelo transporte coletivo.

Mas de uma coisa é possível ter certeza: esse modal está claramente negligenciado, e implementá-lo como um acessório do Modelo Carrocêntrico fatalmente continuará causando engarrafamentos sem fim.

Ou engarrafamento dos carros, cuja promessa impossível de fluidez e espaço só os faz proliferar;

Ou engarrafamento dos BRTs, como já vejo surpreendentemente acontecer em diversos corredores de ônibus da cidade, devido aos gridlocks provocados por nossos civilizadíssimos motoristas, que NÃO SÃO para inglês ver (mas que serão vistos).

Pergunto, audaciosamente: e se TODO, digo, TODO MESMO o dinheiro que está sendo gasto nas OUTRAS obras – gerando uma feíura sem fim na cidade – fosse investido em transporte coletivo DE VERDADE, o QUANTO de problemas de trânsito seria resolvido? Se bobear sobrava troco pra baixar o preço da passagem por um bom tempo.

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Fica o convite às necessárias reflexões.

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22 respostas para A Anatomia do Modelo Carrocêntrico de Porto Alegre

  1. heltonbiker disse:

    Ah, e pra não faltar a cereja no bolo:

    http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smov/default.php?reg=6&p_secao=121

    “A duplicação da Avenida Beira-Rio, que tem extensão total de 6 km, custará R$ 24 milhões. A obra, provavelmente, ocorrerá em três etapas diferentes. Até o momento já foram conquistados mais de R$ 10 milhões, que serão aplicados para a construção dos dois primeiros trechos.

    Para a execução da obra, a prefeitura dispõe de recursos federais do Orçamento Geral da União, através de emendas parlamentares, entre elas as dos deputados Ibsen Pinheiro (repasse de R$ 3,9 milhões) e Beto Albuquerque (R$ 1,9 milhões) e da bancada gaúcha no Congresso Nacional (R$ 3,9 milhões), com articulação do senador Sérgio Zambiasi, num total de R$ 9,7 milhões. A prefeitura dará contrapartida de R$ 1,94 milhão, correspondendo a 20% das emendas. O restante é financiamento. “

  2. Eles não sabem mais o que fazer, Helton. São ratos agarrando-se desesperadamente à quilha de uma caravela em estágio final de naufrágio. Apenas os que aprenderem a nadar se salvarão. E agora: quantos ratos sobrevivem a um naufrágio?

  3. Quem é de Porto Alegre e tem mais de 25 ou 30 anos, certamente se lembra de uma campanha protagonizada por jornalistas de determinado setor da imprensa gaúcha, ali por 1995-1998, que pregava que “a solução para o trânsito de Porto Alegre são os viadutos; precisamos de mais viadutos!” De lá pra cá, construíram vários deles: na Farrapos com Ceará, na Dom Pedro com Benjamin Constant, Nilo com Carlos Gomes, Protásio com Carlos Gomes, na frente do Madre Pelletier, e todo aquele complexo entre a avenida dos Estados e o aeroporto. Mesmo assim, há engarrafamentos diariamente em TODOS estes locais.
    Além de fomentar o pensamento “carrocêntrico”, a ênfase em obras de grande porte é uma forma de direcionar recursos a outra indústria igualmente sedenta de verbas públicas, que é a da construção civil. A lavagem cerebral que fazem com a população para que pensem que viadutos e carros são positivos e imprescindíveis é tanta que chegam a chamar os viadutos de “obras de arte” (não acreditam? entrem em http://www.transparencianacopa.com.br/obras/implantacao-de-5-obras-de-arte-na-iii-perimetral/82)

    Enrico Canali

    • Aldo M. disse:

      Obra de arte é um termo técnico para este tipo de obra, mas o uso deste termo para o público em geral é indevido e deve ter esta conotação de marketing sim.

      Eu tenho 50 anos e, na década de 70 também se dizia que a solução eram os viadutos. Chegaram a construir o complexo de Túneis e Elevadas da Conceição com a intenção de interligar a Av. Mauá à rodoviária através da Loureiro da Silva, arrasando metade do Campus Central da Ufrgs. Naquela década se construíram todos os outros viadutos de Porto Alegre, além dos que citaste, a exceção do viaduto da Borges e se eliminaram os bondes e uma linha de troleibus, ambos transportes não poluentes movidos a eletricidade. E agora anunciam o metro como novidade.

    • Olavo Ludwig disse:

      Interessante observar as fotos no link, a situação futura eles sempre colocam no desenho bem poucos carros nas vias. Será que isto é sem querer? hehehe!

      • Aldo M. disse:

        Valeu pelos links, em especial pela documentação das licitações. Quem puder, vale a pena dar uma fuçada. Deve haver um monte de problemas. Uma das coisas que eu penso são nos supostos estudos viários que devem ou deveriam ter sido feitos para justificá-las. Mas já há os problemas evidentes de não previsão para trânsito de pedestres e ciclistas.

  4. Aldo M. disse:

    “Temo que essas intervenções de mobilidade, a serem inevitavelmente realizadas às pressas, baseiem-se em projetos sem o devido amadurecimento quanto ao seu detalhamento técnico; e mesmo quanto à sua viabilidade. Preocupa-me o risco de conceber uma herança que não corresponda às reais necessidades da população ao término dos jogos”, diz o relator Valmir
    Campelo, responsável pelo acompanhamento das obras da Copa.
    http://br.noticias.yahoo.com/tcu-diz-copa-pode-legar-heran%C3%A7a-indesej%C3%A1vel-000200531.html

    • heltonbiker disse:

      Bah! Tu vê só. O que eu me pergunto é: “afinal QUEM exigiu que tudo isso fosse feito em POA? A FIFA? Essa “Matriz de Responsabilidades”, é responsabilidade de Porto Alegre PERANTE QUEM?

  5. Aldo M. disse:

    Só para citar um, a passagem de nível da Ceará com a Farrapos é só para jogar dinheiro fora. O congestionamento naquele ponto iniciou justamente no dia em que o trânsito no viaduto Leonel Brizola, no mesmo local, foi liberado. Ou seja, o trânsito fluía melhor SEM o viaduto. Então, criaram o problema com um viaduto (que pode ser resolvido simplesmente voltando ao esquema de trafego anterior) e estão propondo a construção de outro para “resolver” este. Passo todos os dias ali de carro (ih, me entreguei) e vejo que o gargalo não é ali mas na esquina da Ceará com a Sertório, que surgiu, repetindo, quando inauguraram o viaduto Leonel Brizola. Sem meias palavras, os maiores beneficiados com essas obras sem sentido tem sido os empreiteiros e não a população.

  6. airesbecker disse:

    Esta Copa do Mundo está para o Brasil o mesmo que foi a Olimpiada de Atenas para Grécia: a principal origem da quebradeira.

    • Aldo M. disse:

      Eu descobri, há um ano, que a razão para ter havido a I Guerra foi para forçar o endividamento das nações recém criadas. Nenhuma delas tinha recursos, então os governos lançaram os “bônus de guerra” que pagavam juros saborosíssimos aos patriotas investidores. Deve ter sido também a motivação real de todas as outras guerras. Para os países onde não há guerra, dizem que por razões de segurança, se reserva a honra de serem sedes de olimpíadas e copas do mundo.

  7. Felipe Koch disse:

    É de ficar completamente apavorado como nenhuma destas obras da Perimetral contempla passagem de pedestres. A única que aparece com faixas é a passagem da Cristóvao com a Dom Pedro em que aparecem faixas sem sinaleira e trilhas no lugar das calçadas.
    É muito chocante!

    • Olavo Ludwig disse:

      É verdade, só de olhar as fotos já da medo de passar a pé por ali. O único ponto positivo que consegui ver em todas as fotos é o aumento de área verde na Plínio com a Carlos Gomes, quero ver se eles realmente farão o aumento daquela praça tirando aquela rua desativada e o estacionamento atrás dos outdoors (na direita da foto)
      As Avenidas ficam com cara de autoestradas…dá medo, mas com a redução de ipi planejada e todo esse incentivo provavelmente logo depois das obras prontas o trânsito ficará congestionado nestes locais. O pior será respirar, cada vez mais poluição no ar.

    • Aldo M. disse:

      Nenhuma dessas obras poderia iniciar com essas falhas absurdas nos projetos.

      Lembrei de uma vez que precisei atravessar uma avenida na Flórida e quase fui atropelado porque não havia acesso para pedestres naquela loja. Na vez seguinte, em vez do trajeto de menos de 50m a pé, peguei o carro e dirigi 5 km para chegar à loja em frente ao hotel.

      Em Porto Alegre, o modelo aplicado é o mesmo. No entorno da 3a. perimetral, com todos esses viadutos sem previsão de passagem para pedestres e ciclistas, as pessoas acabarão indo de carro quando tiverem que ir ao outro lado da avenida.

  8. Olavo Ludwig disse:

    Helton, sobre teus questionamentos: “Cadê a ciclovia?” , tu tá cansado de saber, o Cappellari, o Fortunati e o Busatto já falaram: NÃO TEM ESPAÇO NAS RUAS PARA CICLOVIA, SE JÁ NÃO TEM SUFICIENTE PARA OS CARROS IMAGINA TIRAR ESPAÇO PARA CICLOVIA.
    O pior não é escutar isso deles e sim do próprio irmão. Ou ainda escutar de um cara que sempre considerei legal, militante do PCdoB, trabalha na secretaria do meio ambiente que: “Devia ser proibido andar de bicicleta na rua”. NÃO É “MOL”, acaba com o estômago do vivente.

    • Aldo M. disse:

      É Olavo. Num outro post, tu fizeste um comentário para acordar-nos do momento em que estamos vivendo em PoA: ainda não chegamos ao fundo do poço. precisará piorar ainda mais antes que a maioria se dê conta do brete em que estamos nos metendo.
      Por isto, a luta hoje é muito árdua. Os resultados talvez sejam bastante modestos, mas sempre serão importantes. Se conseguirmos apenas fazer com que se diminua o ritmo dessa corrida na contra-mão da história, já terá sido um ganho.

  9. Flávio disse:

    Concordo que irá piorar muito antes de melhorar. Ainda falta muito para Porto Alegre atingir uma massa crítica que irá conseguir boas mudanças. A única alternativa seria tirar do governo as pessoas conservadoras, de mente fechada e que favorecem uma minoria.

  10. O ódio um sentimento muito forte que levanta na ões vejam a Alemanha, esmagada pelo tratado de Versalhes .

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