Vá a pé, descalço, semi-nú ! ! !

Galera da Paz, _/\_

Vivemos em um mundo de ilusões e o que é real nos é escondido por pessoas que ainda estão muito longe de desconstruir todo um passado, toda uma cultura a qual ainda gira em torno de coisas materiais como se estas fossem o que ha de palpável na vida.

Não só eu mas também muitos amigos queridos de vez enquando se cansam de enfrentar todos os dias a violência que é praticada diariamente pelos cidadãos comuns de nossa época. O cidadão comum assim como toda pessoa que não é realmente feliz é vítima de um passado e presente que leva aos altos cargos de liderança pessoas que em realidade deveriam ser humildes aprendizes da vida.

A maneira que eu encontrei de encontrar um equilíbrio foi alternar entre de vez enquando me transportar de bicicleta e outras vezes ir caminhando beeeeeem djy boa, sempre buscando estar caminhando caminhando e pedalando pedalando, ou seja, sempre presente no momento, curtindo a vida sem descomunais responsabilidades como ter um veículo de alto potencial bélico nas mãos.

Caminhar é uma maravilha, escrevo mais uma vez aqui no Vá de Bici mesmo que pareça e possa ser mesmo, heheh, uma sabotagem no ativismo pela bicicleta pois em verdade o que queremos é um futuro melhor e a bicicleta representa isso assim como para mim representam os pés descalços.

Sentimos cada passo, cada mudança do clima e por isso seria necessário muito esforço para não estamos presentes no momento, para não percebermos as maravilhas do mundo as quais transbordam por todos os lados e que só dependem dos olhos do observador e da velocidade dele para perceber essas belezas.

Hoje toquei ficha junto com meus amigos Mel e Brother. Eles foram descalços e peladinhos e eu descalço e quase nú, no limíte do que a hipócrita sociedade aceita ver o animal humano. Fomos até a casa da Jéssica, namorada do meu irmão Mathias, a qual teve aniversário no sábado, eu não fui e ela ficou muito triste comigo pois sem eu me dar conta tinham preparado para mim uma linda refeição de acordo com minhas filosofias de amor e respeito ao próximo.

Na ida peguei a chuva que muitos que lerem estas linhas devem ter visto. Foi o maior tesão sentir aquela chuva torrencial encharcando todo meu corpo. Fico tentando descobrir uma razão para as pessoas terem avesão à chuva se em casa ligam uma cachoeira em cima da cabeça.

Bueno, fiz eu mesmo duas bolsas de pano bem bonitas daquelas que se faz com nós cegos a partir de um pano quadrado e coloquei uma dentro da outra. Lá no meio da bolsa de dentro uma cartinha pedindo desculpas e tal. Levei as bolsas, água para galera e mantimentos. Como fui de surpresa só encontrei a mãe da querida moça a qual ficou muito faceira com a visita. Entrei, fizemos um lanche, conversamos, mais amor mais amor e começei a voltar.

No meio da volta o Matheus Brother Báscara exigiu um descanço e ficamos de boa alguns minutos na praça em frente à Escola Dom Luiz de Guanella.

Não sei de nenhum conhecido e sequer de um desconhecido que não pratique meditação todos os dias mas o grande problema é que a maioria pratica de uma hora para muito mais de meditação em frente à televisão.

A semelhança é imensa. Esvaziamos a mente em ambas meditações e só nos damos conta do que aprendemos muito tempo depois mas em uma delas o nada e do nada nos conectamos com a sabedoria comum e com os outros e na meditação em frente à televisão aprendemos de pessoas que ainda não gostam da gente que precisamos de coisas tipo carros, roupas de marca, competir e status para sermos felizes.

🙂

..::..

Este foi aproximadamente o trajeto de ida:
No total, ida e volta 20kms, a pézito, kms estes divididos em incontáveis momentos.

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4 respostas para Vá a pé, descalço, semi-nú ! ! !

  1. Sergio Surdo disse:

    Alemão, foste até o Sarandi, poderia ter passado na minha casa para me visitar. To com saudades do amigão. Grande abraço. Cuidado, que qualquer hora dessas os tecnocratas de traje e gravata vão te confundir com um fugitivo do São Pedro…hehehehehe….

  2. heltonbiker disse:

    Andar de fixa também é algo que ajuda a estar “sempre presente no momento”, se é que me entende… 🙂

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