Em vez de carros, bicicletas

O Partido Pirata conseguiu uma votação histórica nas últimas eleições em Berlim.

Agora, recém-empossados no Parlamento, os piratas enviaram uma carta para o senador Ehrhart Körting dispensando os carros oficiais. No lugar deles, os novos políticos querem 15 bicicletas (cada uma custando no máximo US$ 2,6 mil) e bilhetes de transporte público.


Membros do Partido Pirata em Berlim votam durante reunião (DIVULGAÇÃO)

Os piratas explicam que um carro com motorista custaria 93 mil euros por ano para cada um. Como foram eleitos 15, os custos anuais iriam para mais de 465 mil euros. As bicicletas custariam 30 mil euros, válidos por tempo indeterminado. A substituição, segundo eles, poderia economizar 369 mil euros.

O Partido Pirata alemão teve a maior votação de sua história. Eles abocanharam 9% dos votos para as eleições estaduais de Berlim — isso deu a eles 15 cadeiras no Parlamento, uma vitória inesperada.

“A principal força do Partido Pirata nessas eleições foi a transparência, além da insatisfação com a política que está sendo feita aqui”, explicou ao Link o brasileiro Fabrício do Canto, um dos responsáveis pela vitória dos piratas nas eleições.

Na plataforma, eles foram além das questões normalmente abordadas — como flexibilização do copyright e liberdade na rede — e incluíram em sua plataforma propostas de inclusão social.

 

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/p2p/2011/11/17/em-vez-de-carros-bicicletas/

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6 respostas para Em vez de carros, bicicletas

  1. heltonbiker disse:

    Enquanto isso, no Brasil, a única pessoa expressiva e passível de ser levada a sério que manifestou (e agiu conformemente) sua contrariedade com “a forma com que a política tem sido feita”, que eu saiba, foi a Marina Silva.

    Mas falando em termos de PARTIDO, já temos alguma coisa parecida com o Partido Pirata, no Brasil? Não seria o PV (ou seria?)… Certamente, acho eu, não seria o PCdoB (ou seria?)….

    Enfim, com essa onda de democracia difusa, twitter, acampamentos e massas críticas, não ousaria supor o que pode estar acontecendo daqui a 20 anos. Mesmo considerando as estruturas ancestralmente engessadas como a política brasileira.

    A depender do espírito crítico que desperta com fúria em quem anda de bicicleta por nossas agradáveis avenidas, e da progressão geométrica da quantidade de ciclistas nas ruas, trabalho é que não vai faltar aos políticos do futuro.

    E antes que venham dizer que o blog é um reduto de ciclo-chatos partidários, este comentário é meu e eu escrevo o que eu quiser >:oP

  2. artur elias disse:

    O PV local, pelo menos, é uma grande decepção a meu ver. Uma vez parei em frente à sede (eles estavam fazendo um bandeiraço) e conversei bastante com um dos líderes. Achei o papo e a atitude de uma pequenez atroz. Depois encontrei um amigo que é um grande artista (muito conhecido) e que fora arrastado a uma candidatura. Me deu até pena, dado o grau de desinformação dele (e de seus correliogionários) acerca de questões básicas como… transporte sustentável.

    Não sei como é em outros Estados.

    Não te preocupa Helton, enquanto falar mal dos políticos a conversa não é considerada política. Só se falar bem (ou de forma neutra), aí alguém vai te acusar de partidarismo. Vai entender.

  3. Será que realmente este partido é uma agremiação de apoio a pirataria, será que isso é um bom caminho, será que não constitui violação de um direito? Será que é bom negar o direito à criação cultural, tecnológica e intelectual e os recursos advindos desta criação? Realmente não sei o que pensar o mundo está demais para mi, para ele, eu quero baixar. Helton, nem pensa tão imensamente grande; certamente não temos como saber o mundo daqui a três anos.

    • Marcelo disse:

      José,
      Propriedade intelectual é uma das piores idéias que o ser humano já teve. Imagina se o primeiro homem a construir a roda tivesse patenteado e cobrado pelo seu uso. A propriedade intelectual nega a informação e a tecnologia a quem não tem dinheiro para pagar por ela. Quantas pessoas hoje em dia não têm acesso a medicamentos por causa do elevado preço dos medicamentos, sendo que boa parte do preço deles são royalties?

      Além disso, as idéias não são criações particulares, são construções coletivas que vão se somando. Muitas invenções da história da humanidade foram inventadas de formas independentes em lados opostos do planeta. Não é justo uma pessoa ter o direito de negar ou cobrar das outras a utilização de alguma idéia por ter pensado nela antes.

      Menos competição e mais colaboração. O futuro é esse.

      Para ler mais:
      http://pt-br.protopia.wikia.com/wiki/Pl%C3%A1gio

      • Aldo M. disse:

        A “propriedade intelectual” em nossa sociedade é apenas o aprofundamento do “direito natural” que começou pelas propriedades territoriais há poucos séculos e hoje chega a absurdos como o “ronco do motor do Porsche”, a transação com “one click”, o gosto (não a fórmula) da Coca-Cola, espécies vegetais, etc.
        Até o espectro eletromagnético, ou seja o ar, que hoje ainda é uma concessão do Estado como eram as concessões reais de território, está na mira das empresas de telecomunicações que querem comprá-lo das nações, transformando-o assim em direito natural e portanto hereditário.
        A maioria dos políticos convencionais tem um defeito muito pior que a desonestidade: a ignorância que permite que entreguem as maiores riquezas da humanidade nas mãos de meia-dúzia de mega-milionários sem ao menos se dar conta disto.
        A questão da propriedade intelectual, em seus vários aspectos, necessita conhecimentos técnicos profundos para ser adequadamente tratada. Acho que é isto que os nerds do Partido Pirata tem a oferecer.

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